Ameno.
9 Rachel Berry.
Capitulo 9 – Rachel Berry.
“Qual é minha missão?”, perguntei a eles. “Por que, além de ciúmes, eu estou completamente confusa. Porque eu achava que minha missão era só lembrar da minha morte antes de ir para luz para salvar a mãe de Beth e vocês estão me dizendo que a família dela podem visitar os outros planos?”
“É complicado.”, Jude me disse.
“Para falar a verdade, é relativo.”, modificou Quinn. “Os outros planos são a união constante do universo em todo. É a matéria. Beth é importante por isso.”
“Eu ainda não entendi.”
“Beth é a união de algo impossível. Beth é única em todo o universo por isso. E algumas pessoas querem tirá-la de cena fazendo que como ela nunca nasça.”
“Por que ela é única? O que ela tem demais?”
“A única coisa que posso te falar é que ela é filha de uma força muito forte que, até então, estava extinto e um fato de anormalidade do universo em relação ao tempo.”
Sabe quando você está em uma aula de matemática e sua professora parece que fala em grego? Então... “O-o-o quê?”
Quinn revirou os olhos. “Está na sua mão, Rachel. Permitir que Beth exista ou não.”
“E como eu faço isso?”
“Você mesma disse, sua missão é se lembrar.”
“Mas me falaram que eu seria a causa da mãe da Beth despertar o seu poder. Então... esse poder é o que você disse que estava extinto?”
“Basicamente.”
“E quem é mãe de Beth?”
E eles sumiram. Que maravilha. Um simples ‘não podemos te contar’, teria bastado.
Respirei fundo.
.
Eu caminhei entre os humanos pensando em tudo que tinha rolado nas últimas semanas. Falta duas para meu tempo acabar.
E eu não fazia ideia do que fazer. Como se lembrar das coisas é fácil. Eu estava confusa e queria resposta. Mas ninguém queria me dar elas. Olhei para as pessoas e percebi a música Love Song de Haunt, a melodia era calma e sentei para ouvi ela e comecei a pensar na vida enquanto era viva.
Nos meus sonhos. Desejos. Amigos. Familiares. E Quinn. Eu tinha beijando ela. E gostado.
O céu estava azul, totalmente limpo. Eu tinha sonhos. E por causa de algo, tudo isso foi acabado. Minha vida era perfeita e eu não dei valor a isso. Meus pais me amavam. Eu tinha um melhor amigo. Meu ex era legal. Tinha uma namorada que me amava e iria cursar fotografia comigo.
Por que eu fui morrer? Eu era tão jovem. Eu nunca pensei na morte, não foi algo que estava próximo de mim, eu nunca pensei em morrer ou como iria morrer. Eu.. apenas morri. Sem menos ou mais. Sem me despedir. Em um dia de verão que tinha tudo para ser o melhor dia da minha vida, mas se tornou o pior.
Meus pais não irão me ver se formar na universidade. Eu não vou conquistar a Broadway. Eu não vou casar com o amor da vida minha. Eu não vou ter filhos. Eu não vou morrer velha vendo que conquistei tudo que queria, que realizei todos meus sonhos. Eu não vou morrer vendo que vivi a vida como eu queria.
Eu não vou fazer nada disso porque estou morta. Porque eu morri.
Porque eu não soube viver o hoje. Eu morri com arrependimentos.
“Eu- eu não sabia que você sentia assim, Rachel.”, por um momento de fragilidade, eu acabei me abrindo para Kitty, que estava na Broadway trabalhando. “Eu- eu sinto muito. De verdade.”
“Não sinta, não foi culpa sua. A culpa foi minha.”
“Não foi, Rachel. Você morreu jovem. Tão jovem. Que- que. Cara, isso está errado!”
“Isso, o quê?”
“Você. Isso tudo. O universo! Sabe quantos jovens morrem por dia? Jovens como você, Rachel, que morrem antes, antes da hora. Com seus sonhos interrompido por uma fatalidade. Não deveria ser assim!”, ela estava alterada. Kitty, por mais que seja necromante, era muito sensível a morte. Se ela continuasse, iria chorar.
Eu fiquei quieta. Tentar falar só iria piorar. Kitty também ficou em silêncio. “Sinto muito pelo seus pais, Rachel.”, olhei para ela, e dei os ombros. “E seus amigos. Eles devem sentir sua falta. Tanto. Igual sua namorada.”
“Namorada?”, encarei ela confusa. Eu não tinha namorada. Ou tinha?
“Você disse.”, revelou. “Que tinha uma namorada que amava você e iria cursar fotografia na mesma universidade que você.”
“Eu disse?”
“Você não se lembrava disso!”, me acusou.
Eu tinha uma namorada. Eu tentei forçar minha memória e a única pessoa que vinha na minha cabeça, a única garota que tinha beijado era a Quinn.
“Eu- eu já volto.”, disse sumindo para ela.
Eu fui até o apartamento de Quinn. Tudo fazia sentido. As músicas. O ciúme. Eu não ser a Kitty.
Ela estava lá. Com um papel em branco na mão.
“Ela vai fazer a brincadeira do copo.”, informou Jude surgindo do meu lado.
“Copo?”
“Aquela brincadeira onde fantasmas se comunicam com eles.”, continuei olhando para Quinn. Ela estava linda. Tão perfeita. “Você se lembrou dela.”
“Não tudo.”, respondi sem parar de olhar para ela. “Ela me amava. Eu sinto isso.”
“E você, amava ela?”, Jude me perguntou.
“Com todas minhas forças. Eu amava Quinn Fabray.”, eu olhei para Jude, que tinha um começo de sorriso no rosto. “Eu ainda amo a Quinn Fabray, Jude.”
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Quinn Fabray – Uma semana para morte de Rachel Berry.
Rachel e eu tínhamos voltado, a última semana estava perfeita. Ela estava toda animada para estudar em NYADA, tínhamos procurando algumas casas perto da universidade para ela.
Era bom ver ela toda empolgada.
A gente estava em casa vendo mais algumas informações da NYADA. “O que acha dessas?”
“Eu quero te beijar, Rachel. Não ficar vendo casa!”, disse a ela.
“Mas temos que ver onde vamos morar, Quinn! Leve mais a sério.”, me respondeu brava. Revirei os olhos.
Ela estava sentada na minha cama com o notebook em seu colo. Eu estava do seu lado. “Um beijo e eu paro.”
“Só um beijo?”, ela me olhou desconfiada.
“Sim! Prometo!”
“Hã, okay, Fabray.”, ela se aproximou de mim e eu a beijei. O beijo. Eu a puxei pelo pescoço e ela montou em cima de mim dando mais intensidade ao beijo.
Minhas mãos foram na sua cintura a puxando para mais perto, ela segurava meu rosto. E eu me senti tão viva. Eu entrei por debaixo da blusa de Rachel e-
Ela interrompeu o beijo. “O quê? Por quê?”
Ela sorriu timidamente. “Vamos terminar a pesquisa logo.”, disse saindo de cima de mim.
“Por quê? Estamos sozinha aqui, Rachel!”
“Eu não vou transar com você aqui, Stra. Fabray, seu pai pode chegar a qualquer momento. E eu quero uma primeira vez perfeita.”
Por alguma razão, mesmo tanto namorando Finn, Puck e Jesse, ela ainda era virgem e eu estava ficando frustrada de ficar na segunda base com ela.
“Que tal isso, domingo a gente sai, meu pai não vai estar aqui mesmo, a gente vai em algum lugar super—romântico estilo Fabray. O que acha disso?”
Rachel fez uma expressão pensativa. “Mas amanhã a gente não vai sair de barco? Como vai superar um encontro no lago?”
“Eu sou uma Fabray, baby. Eu consigo superar tudo.”
“Até ontem, segundo você, seu encontro perfeito é beira de um lago com direito a passeio de barco?”
“Hã, s-sim.”, eu não tinha tanta certeza assim agora.
Rachel riu de mim e segurou meu rosto próximo ao dela. “Se tiver você, Quinn, será perfeito.”, e me beijou. Eu sorri. Como eu amo essa menina. “Agora levanta essa bunda gorda dai e vai buscar comida para mim que estou morrendo de fome!”
“Depois eu que sou gorda!”
“Ta, ta! O que você tem para comer hoje?”
“Sua bolacha favorita.”
“Eu amo você!”
“Você ama a bolacha, Berry!”
“Também. Mas eu amo mais você, Fabray.”, dei um último beijo e sai do quarto.
Meu pai estava trabalhando e minha mãe tinha ido visitar minha irmã mais velha. Cheguei no térreo da minha casa e vi que o correio tinha passado, peguei as correspondências do chão com intenção de colocar em cima de mesa, mas uma carta em si me chamou a atenção.
Uma carta da YALE.
Minha respiração falhou. Olhei para cima, nada de Rachel. Abri o envelope.
Cara Lucy Quinn Fabray,
[...]
Nós, da YALE, analisamos sua ficha e historio estudantil e com grande satisfação que gostaríamos de olhe oferecer uma bolsa na YALE no curso de Direito.
[...]
APROVADA
Eu... Eu tinha sido aprovada.
“Quinn?”, ouvi Rachel me chamar descendo a escada, eu escondi a carta no meio das outras, ela chegou até mim. “Por que a demora? E por que você parece que viu um fantasma?”
Eu não podia falar para Rachel. A gente iria brigar, porque ela nem sabia que tinha me inscrito e eu nunca pensei que iria passar.
Respitei fundo novamente. “Quinn?”
“E-eu estou bem. Vamos pegar a comida?”
Eu estava completamente ferrada. Rachel nunca iria aprovar que fosse para YALE fazer um curso que eu não queria por causa do meu pai.
E a semana perfeita, se acabou.
.
“Eu não acredito que estou fazendo isso.”, falei para mim mesma. Tinha passado uma semana que Kitty tinha saído e eu estava me comunicado com o Sr. Fantasma e tinha visto que a melhor forma de se comunicar com pessoas do outro lado, era a brincadeira do copo.
Porque, nessa altura, eu realmente acreditava que tinha um Sr. Fantasma morando comigo. Depois de um sofá queimado, uma TV quebrada, 16 copos quebrados, uma janela riscada, uma lâmpada caída e o Sr. Fantasma escrever no espelho do meu banheiro?
Eu tinha que acreditar.
Escrevi o abecedário em uma folha em branco e números de zero a nove. “O copo agora.”
Me levantei para pegá-lo. “Espero que o Sr. Fantasma não quebre ele... é o penúltimo.”
Quando voltei, coloquei o copo no meio e coloquei meu dedo. “Quem diria, a grande Quinn Fabray brincando da brincadeira do copo.”
Esperei.
Ele não vai se mexer sozinho. “Eu tenho que fazer uma pergunta, vamos lá. Sr. Fantasma, você é homem ou mulher?”, coloquei o dedo novamente e o copo de arrastou. Eu tirei com tudo. “Porra!”, meu coração estava desesperado.
“Calma, Fabray. Seja mulher!”, coloquei o dedo novamente. “Vamos de novo. Você é mulher ou homem?”, e, novamente, o copo se arrastou lentamente levando até a letra M. “Mulher. Certo.”
Respirei fundo. Eu estava com medo. Apavorada. “Quantos anos você tem?”, parei para pensar. “Espera. A quantos anos faz que você morreu? Isso!”, voltei meu dedo no copo.
O copo fez o caminho do numero 7. “Faz sete anos que morreu... espera.”, algo se encaixou na minha cabeça. Uma pequena possibilidade. Bem pequena. “Quantos anos você tem? Junto como esses 7?”, o copo parou no dois e- “Por favor, não seja o quatro...” quatro. “Santa Maria!”
Meus pensamentos estavam em agitação. Tentei respirar fundo, levantei para beber um pouco de água, precisava me acalmar.
Quando voltei, perguntei com quantos anos ela – justo ela – tinha morrido e a resposta parou nos 17 anos. Eu tinha que desistir. Aquilo seria loucura. Totalmente loucura. “Eu não sei o que perguntar, porque tenho medo de ser coisa da minha cabeça. Sabe, meus dedos se mexendo porque eu quero isso. Eu quero muito.”
Fechei os olhos tentando me acalmar e comecei a ouvir um barulho baixo, de algo se arrastando.
Pronto. Morri.
Abri os olhos, era... era o copo se mexendo sozinho. Ou eu bebi muito a noite passada ou eu realmente estou ficando louca.
Os ambos.
Eu nunca mais irei tomar vinho, nem socialmente.
O copo parou na letra B e caminhou para E. Minha respirou parou. R. “Meu deus...”, e, por fim, Y.
Bery.
Eu tinha que saber. Coloquei o dedo no copo e fiz minha última pergunta. “Rachel, é você?”
E o copo caminhou, mas lentamente que as outras vezes me fazendo, assim, suar frio, eu queria uma resposta.
Então, ele chegou ao seu destino. Eu dei um suspiro e engoli seco.
Me deitei no chão mesmo – porque eu ainda não tinha um sofá. Minha respiração estava quase normal, mas meu coração não, meu corpo não.
Minha boca estava tremendo, eu tentei falar algo, mas não consegui. Meus pensamentos estavam a mil.
Fechei os olhos tentando, sem sucesso, me acalmar. “Olá, Rachel.”, disse tremendo. “A quanto tempo.”
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