Ameno.

14 Epílogo.


Notas iniciais
DESCULPA O ATRASO, SEM MAIS DEMORA... O ULTIMO CAPITULO DE AMENO!

Capítulo 14 – Quinn Fabray – Epílogo.

Depois que Beth apareceu e falou que, na verdade, eu era uma deslocadora, no começo eu não quis acreditar, mas eu estava segurando um fantasma e, segundo Kitty, humanos e necromante não tem esse poder, só os deslocadores podem tocar nos fantasmas, mesmo eles não querendo.

Beth relevou que também era do futuro, que era minha filha com a Rachel e não poderia dar mais detalhe, e parece que temos um segundo filho, Jude.

Outros poderes dos deslocadores eram, como necromantes, se comunicar com fantasma, invocar eles e, como o próprio nome diz, se descolocar entre os planos.

Pelo o que o que Rachel me explicou há planos no mundo. O primeiro era o nosso, dos vivos.

Onde tudo era mais sólido, fortificado. Resumindo, a gravidade existe. O plano que você não flutua, ou desaparece. Ou é um fantasma.

Em outras palavras, onde as regras da física realmente funcionavam.

O segundo plano era onde os fantasmas habitam. Mas não só eles, importante lembrar. Mas isso não vem ao caso. Diferente do primeiro plano, as coisas não são tão sólidas lá. Imagine um sonho, é basicamente o segundo plano. Onde você pode voar, desaparecer, onde você é fantasma.

Por mais que pareça legal viver no segundo plano, não são as melhores pessoas que vão para lá. Se você não for necromante ou deslocador, você tem pequenas chances de ir para lá.

Como visitar o segundo plano sozinho:

Passo 1: Morra.

Passo 2: Não vá para luz. Tenha algum arrependimento que te segura no primeiro plano.

Parece fácil, mas é mais complicado que isso.

Não existe uma regra clara para você ficar no segundo plano quando você morrer. E não seria nada legal se você morar em algum lugar longe, existe poucos necromantes no mundo (e uma deslocadora) e você pode ficar totalmente confuso e sem saber o que fazer quando acordar e descobrir que ninguém está te vendo.

E sim, existe casos assim. Kitty nos contou que já encontrou, como ela os chama, fantasmas perdidos no segundo planos.

Com o tempo, sem saber lidar com os poderes, eles ficam invisível até mesmo no segundo plano. Eu não quero te assustar, mas atrás de você agora provavelmente tem um. Mas não se preocupe. Eles são inofensivos.

Bom, na maioria das vezes.

Continuando!

Pense no segundo plano como um sonho meio realístico. Humanos não podem interagir com o segundo plano. Mas quem está no segundo plano pode interagir com o primeiro, já irei falar sobre essa parte. Mas o segundo não pode interagir totalmente com o terceiro, mas o terceiro pode com o segundo e primeiro. Entendeu a lógica? Lembrando que essa não é a lógica para necromante (e deslocador).

A interação do maior para o menor funciona em relação com o indivíduo e sua força. A força está relacionada ao tempo no plano.

No exemplo de um fantasma, ele é mais forte ao passar dos anos no segundo plano. Por isso era estranho a Rachel ser tão fraca, segundo Kitty, sete anos no segundo plano e já era para conseguir fazer vários truques legais.

Os fantasmas podem interagir de várias formas, por rituais, mexendo coisas e, depois de anos, até aparecendo para o primeiro plano.

Uma coisa legal é que Rachel não era para ser tão forte assim, ao ponto de aparecer para Broadway. Ok, isso não é uma coisa legal. Daria muito trabalho e um fantasma aparecer assim, em grande escala, iria resultar em vários problemas.

Daria.

Voltando. Segundo plano. Certo. Onde eu estava? Ok. Imagina um objeto, vamos pegar um copo, para você, que está no primeiro plano, existe um. Mas no segundo plano, existe outro, normalmente, eles estão juntos.

Essa parte é a favorita de Racehel. Os objetos do primeiro e segundo planos estão ligados por uma vibração e algumas pessoas conseguem quebrar essa vibração. Pessoas? Não. Alguns indivíduos do segundo plano. Assim criando dois objetos. Um no primeiro plano e outro no segundo plano.

O objeto no primeiro plano precisa da gravidade para se mexer, então, mesmo quebrando a vibração, se o indivíduo não conseguem mexer do primeiro plano, okay, mas muitos fantasma quebram essa vibração – eles acham mais fácil quebrar essa vibração do que aprender a mexer objetos no primeiro plano, que é mais difícil – e usam com arma.

Em lutas, eles usam isso para atacar os necromantes e, se o fantasma for forte, movido pelo tempo e raiva. Sim, raiva. Um sentimento. Ele pode ferir humanos com objeto do segundo plano assim criando um ferimento invisível.

Sabe quando você sente uma dor do nada? Pode ter uma explicação lógica para isso, ou um fantasma revoltado com você. Procure um necromante.

Mas nunca, nunca uma figura religiosa.

As chances de uma figura religiosa acabar com o fantasma são bem nulas, a única coisa que ele irá banir é o necromante, que, nessa hora, é quase como um vampiro para entrar na sua casa. O passe dele para entrar na sua residência é totalmente destruído.

Não é só o tempo que deixa um fantasma forte. A raiva também. Não unicamente a raiva. Mas um sentimento em especifico, mas na grande maioria é a raiva. Mas no caso de Rachel, foi o amor.

O terceiro plano é quase igual o segundo só, seguindo a lógica, menos sólido que o seu anterior. Várias coisas podem viver neles. Jude e eu, mas não eu, e sim o passado, estavam lá. O terceiro plano é como nada e tudo, um quarto bagunçado, sem ordem alguma. Como se fosse a espaço do primeiro e segundo. É muito confuso lá e necromante e humanos não podem ir. Só forças maiores podem ir. Assim com o quarto plano.

Jude só estava no terceiro plano por ser meu filho do futuro. Por ser tão confuso lá que nem Harry não sabia que Jude estava nesse plano. E nem de Beth, que estava entre o terceiro e segundo plano, mas não diretamente no terceiro. Mas isso é outra coisa. Outra história.

O quarto plano é o que uni os três primeiros, pense em algo como as pernas de uma mesa.

O terceiro seria a cola e prego da mesa. E o primeiro as coisas em cima da mesa – e o segundo, a segunda camada do primeiro.

Se o terceiro é confuso. O quarto plano é proibido de ir lá. É bem mais complicado de ir e de sair.

O quinto plano é o tempo. E o sexto plano o espaço. Separados, na teoria; mas na prática, juntos. Eles, no exemplo da mesa, seriam o chão e as paredes da mesa, a sala em si. O que faz os quatros planos funcionar. Você só está vivo por causa do espaço-tempo. Ele que faz tudo funcionar. Mas não é ele que faz você existir. A gente existir. Isso é o sétimo plano, sem ele – a mesa, o chão, as coisas – seriam um completo nada, apenas nada. Ele é a luz da sala.

E isso conclui o último poder de uma deslocadora, eu posso me deslocar-se entre os planos, e por conseguir me deslocar entre eles, eu posso facilmente visitar o quinto plano, o tempo.

E é isso que estou fazendo agora.

“Tem certeza disso?”, Rachel me perguntou.

“Não.”, confessei sincera. Kitty estava de lado, eu dei um selinho em Rachel e caminhei até a necromante. “Está tudo bem?”

“Eu não irei me lembrar de Rachel, certo?”

Neguei com a cabeça. “Vamos encontrar você, Kitty.”

“Vocês não irão se lembrar também de mim, Fabray.”

Sorri para ela e estiquei minha mão para ela em despedida. “Eu te prometo, Kitty, eu irei te encontrar.”

“A gente.”, corrigiu Rachel, claramente com ciúmes.

“Ouviu a chefia.”, dei uma olhada para Rachel.

“Fabray na coleira, quem diria.”, brincou Kitty levando sua mão até a minha. “Estarei esperando por vocês duas. Ser necromante sem a Rachel meu lado era meio chato.”

“Eu sei.”, disse Rachel com o ego lá em cima.

Puxei Kitty para um abraço. “Até, Kitty Wilde.”

“Até, Quinn Fabray.”

Me soltei dela. “Isso não é um adeus.”

“Nunca foi.”

Me afastei para ela e passei por Rachel. “Não vai se despedir de mim?”, perguntou. Olhei para ela. Rachel era tão bonita. Me perdi em sua beleza. “Quinn?”

“Não. Eu nunca vou me despedir de você.”, a beijei.

“A gente se vê daqui a pouco.”

“Eu amo você, Rachel Berry.”

“Eu também te amo, Quinn Fabray.”, sorri para ela. “O que foi?”

“Nada, Rachel Berry Fabray.”, ela soltou um riso.

“Vá logo, Quinn Berry Fabray, antes que Harry apareça.”

Fiz uma careta. Me afastei dela, me concentrei e abri um portal.

.

Estava escondida. Suspirei levemente. O dia estava nublado, eu gostava de dias assim, diferente de Rachel, eu os achava calmos.

“Elas se lembram?”, perguntei a uma Rachel.

“Sim.”

“Eu vou desaparecer?”

O passado, que tinha forma da Rachel de dezesseis anos, deu um pequeno sorriso para mim. “Talvez. O futuro mudou, Quinn, você pode escolher desaparecer, sua consciência, ou ir para o futuro. Se virar a consciência dessa Quinn, você iria viver os 7 anos novamente. Se voltar, você vive o futuro. O que você vai querer?”

Olhei para dentro da minha antiga casa, da janela do meu quarto, conseguia ver eu do passado abraçada com Rachel, foi impossível não sorrir. “Deixa na mão do destino agora.”

“Harry?”

“Eu estou feliz, o passado está em ordem. Deixe ele brincar de Deus novamente.”, respondi. “Se tiver mais problemas, eu interviro.”

“Quinn,-”

“Eu vou voltar. Eu preciso segurar Rachel em minhas mãos. Elas se lembram, isso que importa.”

Rachel sorriu para mim e desapareceu.

Eu fechei os olhos.

Seja lá como for o futuro, era minha casa. E Rachel estava novamente comigo, não me importava como estava então, como ela ao meu lado, eu seria feliz.

Abri os olhos.

Eu estava em casa.

“Se duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas, eventualmente, elas encontrarão o caminho de volta uma para outra. Nada e nem ninguém é mais forte que o amor, nem mesmo a morte.”

Fim.

Notas finais
Nota grande. Algumas explicações: Amor: Para Rachel, aparência de Quinn. Para Quinn, aparência de Rachel - forma daquilo mais importante para você. Morte: Mãe. Vida: Pai. Irmãos - Harry (destino), Evie (presente), Steven (futuro), Quinn do passado (passado - forma de algo marcante do seu passado). — Sobre os planos, eu tentei ao máximo explicar na fanfic e também fiz uma (LINDA -soqn) ilustração sobre tal. Link: https://i.imgur.com/JXGXlrJ.jpg Se mesmo assim alguém tiver em duvida, só perguntar aqui embaixo ou pelo twitter @Unicornio_mar — A tal surpresa: A minha fanfic "Beth", já postada, eu estou escrevendo e ela vai ter ligação indiretamente com Ameno. Eu não sei o grau da ligação. Mas, cara, isso é spoiler (-q), a fanfic "Beth" vai se passar ANTES de Ameno. Eu quero explicar mais sobre Beth e seus 'poderes' e, originalmente, eu não tinha ideia que poderia ligar as fanfics. Mas, isso não é uma coisa para amanhã ou semana que vem, eu estou escrevendo Beth e quero terminar todos os capítulos antes de começar a postar (igual fiz com Ameno), mas já tem capítulo de "Beth" postado, porém não tem nada sobre essa ideia - que tive terminando essa fic. — Bom, espero que tenham gostado do final e.e E que não tenha decepcionado ninguém. Deixem sua opinião sobre Ameno. Obrigada a todos que leram, do fundo do meu coração. Adoro vocês! ❤ Xoxo, Mari.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!