Amdualtale
1 Pacifismo
Há muitas décadas atrás duas raças reinavam nessa terra... humanos e monstros... Um dia, uma guerra com bravura eclodiu, a batalha levou as vidas de algumas centenas de monstros e só dezenas dos seres humanos.
Após a batalha que ardia nas terras banhadas de poeira e sangue, os humanos foram os vitoriosos e os monstros massacrados. Depois de sua vitoria, os humanos selaram os monstros no subsolo com ajuda de magos e um feitiço mágico em conjunto.
Muito tempo depois...
~{Monte Ebott 201X}~
Dizem as lendas que aqueles que escalam a montanha nunca retornam.
Uma certa criança com um graveto em mãos começou a escalar o Monte Ebott; não sabia ao certo por que sua curiosidade apitou tão alto para o monte... a criança escalou com determinação e uma curiosidade que não sabia da onde vinha, chegando ao topo, ele viu uma enorme cratera — com sua curiosidade ainda batendo em seu peito ele aproximou-se da enorme cratera... com um deslize repentino, a criança caiu.
~{subsolo}~
Quando ele caiu, não sentiu medo algum... pousou em um lugar cheio de flores amarelas, as flores de alguma forma amorteceram a queda, levantou as mãos até o cabelo e começou a tirar algumas pétalas de flores e folhas dele, não percebeu que deixou algumas ainda em seu curto cabelo... a criança tenta raciocinar, ainda está meio desorientado por causa da queda.
Os olhos dele foram para cima e viu altura que o próprio tinha caído, observou que estava numa clareira cercado de flores amarelas e em volta dele estava totalmente escuro.
Quando a criança estava observando a escuridão, ele viu de relance uma entidade no canto de seus olhos — quando virou-se rapidamente para ver o que era a silhueta que passou por seus olhos semicerrados... não viu nada...
— [ *A criança caída suspirou e pensou. ]
Olhou para baixo, observando as flores amarelas enquanto se afundava em seus próprios pensamentos.
Quando estava se afundando em seus pensamentos não reparou que alguém estava se aproximando a frente dele, silhueta totalmente negra nas sombras, mas logo ganhando cor quando veio um pouco para a clareira de flores.
— Saudações!
A entidade falou num tom amigável. A entidade deu um sorriso grande e simpático, levemente psicopático.
A criança se assustou sutilmente dando um pequeno pulo e rapidamente levantou-se a cabeça e virou-se os olhos para a entidade, quando encarou a forma da entidade seus olhos muito semicerrados se abriram milímetros.
A criança percebeu que essa entidade também era uma criança que nem ele, mas era transparente e também tinha olhos vermelhos carmesins intensos.
A criança fantasma vestia uma camisa de mangas largas, verde com listras amarelas, usava um shorte marrom escuro, com botas também marrons.
Diferente da criança caída, que usava a mesma camisa de mangas longas, mas com o detalhe que o dele era azul com listras roxas claro, também usava um shorte azul com botas amarelas nos pés.
Os cabelos também eram iguais como a franja e o cabelo nas laterais e atrás indo até o pescoço, as únicas coisas que eram diferente entre eles são os olhos que do fantasma eram vermelhos e da criança caída dourados...
O tom de pele da fantasma era palida e da criança caída era um pouco morena, a última coisa incomum entre eles era que a fantasma tinha covinhas rosas e a criança caída tinha olhos muito semicerrados quase fechados.
Com uma quebra de silêncio a criança fantasma falou em um tom convidativo.
— Olá, me chamo Chara Dremurr e você, colega? Como se chama?
ele estende a mão para dar um cumprimento à criança caída, enquanto olha para os olhos semicerrados dele.
A criança caída desconfiou um pouco a primeira vista, mas logo depois a criança caída se levantou e apertou a mão de Chara.
[ *A criança caída responde a pergunta. ]
— Frisk?
Olha para frisk colocando a cabeça meio pro lado, logo um sorriso surge em seus labios.
— Pffs~... que nome tosco...
Chara começa a rir como uma forma de zombaria hahahahaha!
— [ *Frisk olha para chara com uma cara de tacho. ] Frisk joga o graveto em chara... o graveto passa direto pela cabeça de chara.
Chara para de rir um pouco, mas com o seu leve sorriso provocador.
— O que? Não gosta de piadas? Hahaha... já que já nos apresentamos, agora devo te explicar que você tá bem ferrado, sair daqui é praticamente impossível...
Chara desviou os olhos levemente para o lado, para logo depois olhar novamente para Frisk.
Logo, Chara complementa.
— Que tal enxergarmos um pouco de esperança nessa situação? Ah sim, não tem esperança.
Chara fala isso enquanto flutua envolta de Frisk, acariciando o seu próprio queixo, "pensativo".
— Posso te mostrar como as coisas funcionam por aqui, é melhor a companhia de um fantasma do que estar sem uma companhia em lugares desconhecidos, não acha, Frisk?
Chara para de rodear Frisk, que já estava ficando tonto, e aponta para um corredor mal iluminado.
A luz da clareira iluminava levemente o corredor à frente, Frisk via dois pilares de pedra roxos um ao lado do outro dando espaço para uma entrada...
Em cima dos pilares um símbolo esculpido em pedra normal: um círculo com asas, com dois triângulos apontando para cima; e abaixo destes, um terceiro triângulo um apontado para baixo.
Frisk ficou um pouco hesitante de primeira, mas logo andou até o corredor escuro e um pouco úmido que dava para a entrada. Seus passos ecoavam pelo corredor — o silêncio só se quebrava pelo ecoar dos próprios passos de Frisk, até que...
Chara aparece de repente na frente de Frisk dando um leve susto.
— BOOH! hahaha! Você devia ter visto a sua cara. Eu não me divirto assim faz um longo tempo!
Frisk se assusta levemente, mas logo seu rosto volta a sua expressão normal.
— [ *Frisk chama Chara de bobo ]
Frisk continua caminhando em frente com chara.
Depois de Frisk atravessar o corredor escuro, se encontrou diante a entrada com dois pilares roxos escuros com um brasão acima, adiante de Frisk e Chara estava uma pequena clareira, ainda menor do que Frisk estava...
Nessa clareira havia uma flor com pétalas douradas — Frisk aproximou-se e percebeu uma coisa estranha, a linda flor tinha um rosto, sorridente ainda por cima... Frisk virou a sua cabeça para o lado, para ver se Chara iria falar algo sobre a flor estranha...
Mas ele viu Chara com os olhos totalmente abertos com um olhar fixo e obsessivo para a flor, com uma expressão neutra — parecia que seu corpo se fundia mais às sombras.
Logo Frisk vira novamente para a flor, mas antes que Frisk pudesse falar alguma coisa... a flor falou primeiro.
— Opa! Como vai?! Eu sou Flowey. Flowey a flor! Hummm. Vejo que é sua primeira vez aqui no subsolo, né?
Flowey falou num tom simpático, até demais... Ele se remexe um pouco hipnotizantemente para atrair ainda mais a atenção de Frisk.
Frisk com uma reação levemente confusa, deu um olhar sutil para Chara, assim ele vê: o "corpo" de Chara estava quase se unindo a própria escuridão, seus olhos estavam completamente pretos e escorrendo um tipo de líquido, o mesmo para a sua boca que estava num prelúdio de provavelmente um sorriso largo e medonho.
— [ *Frisk pergunta cochichando o do porquê Chara estava assim. ]
Os olhos de Frisk percorrem rapidamente Flowey e Chara, mas logo os prende em Flowey.
Chara fecha os punhos com força, o seu sorriso maligno quase se completando.
— Eu odeio... Essa flor.
Chara fala isso em um tom puro e verdadeiro, com cada palavra tendo um peso. Chara vira a cabeça milímetros para a Frisk.
Chara lentamente flutua parado ainda olhando para Flowey, indo para trás de Frisk.
Logo Flowey ainda se remexendo um pouco dá um sorriso levemente forçado não muito aparente, mas começa a falar com animação e fervor.
— Poxa, tudo deve parecer tão confuso. Alguém precisa te ensinar como as coisas funcionam por aqui! Acho que o bom e velho EU, terei que cuidar disso. Tudo pronto? Vamo lá!
-{batalha contra flowey}-
O pequeno espaço de silêncio foi cortado por Flowey.
— Escute bem colega: Tente se concentrar o máximo que puder na região do seu coração, assim você verá uma algo surpreendente! Flowey dá uma piscadela enquanto coloca um pouco sua língua para fora.
Frisk faz o que Flowey mandou, sem questionar. Olhando para a região do seu coração, se concentrando ao máximo que pode... Assim ele vê um pequeno coração vermelho, não com o formato de um coração anatômico, mas sim "Minimalista".
Frisk fica impressionado, seus olhos se abrem um pouquinho e fica levemente com queixo caído. Logo Frisk olha para Flowey com empolgação. Chara continua encarando Flowey mesmo atrás da Frisk, talvez esperando por algo...
Os pensamentos de Chara são convertidos só para uma linha.
— "EU VOU TE MATA, EU VOU TE MATA, EU VOU TE MATA, EU VOU TE MATA... MATAR... MATAR.. MATAR..."
Logo, flowey diz para Frisk:
— Vê esse coração? Essa é sua ALMA, a própria culminação do seu ser!
Ele inclina a cabeça pro lado para ter um tom mais "Brincalhão".
— Sua alma no começo é fraca, mas pode ficar mais forte se você ganhar bastante LV. O que LV significa? Ora, LOVE/AMOR, é claro!
Flowey continua falando.
— Você quer LOVE, não quer? Não se preocupe, eu irei compartilhar um pouco com você!
Flowey dá uma piscadela, fazendo um tipo de "cara fofa". 5 bolinhas brancas com formatos de sementes aparecem girando atrás de flowey.
Chara desvia os seus olhos por um momento, olhando para as sementes e logo para Flowey.
— Essa flor idiota ta pensando mesmo em fazer isso?! ÓTIMO, ÓTIMO, ÓTIMO! Flowey, faça isso, sua flor burra!
Chara resmunga e cochicha para si mesmo.
Frisk olha para as sementes e para Flowey com um sorriso doce e simpático.
— [ *Frisk balança a cabeça animadamente concordando com a pergunta de Flowey. ]
— Aqui embaixo, LOVE é compartilhado por... Pequenas e brancas... "Balinhas da amizade". Tudo pronto? Vamos se mexa, pegue o máximo que pude!
Flowey joga as cinco "balinhas brancas" giratórias em Frisk.
Frisk estava prestes a tocar as "balinhas da amizade" que se aproximavam lentamente dele. Frisk estendeu o braço para pegar uma das sementes brancas e quando ia tocar em uma...
A semente rapidamente desvia de sua mão e logo acerta em seu estômago com tanta força que faz Frisk soltar um grito rouco.
— Arrgh—... Frisk vomita um pouco.
Flowey não dar tempo de reação para Frisk e logo atinge ele com mais das 3 sementes em seu estômago o fazendo cuspir sangue, a última semente atinge a sua bochecha com força que faz sangrar...
Frisk cai de joelhos no chão, com as mãos na barriga e inclinado para frente, colocando sua testa em contato com o chão e chorando baixo logo em seguida.
Logo Flowey faz uma feição horrenda e assustadora, com um grande e largo sorriso maníaco.
— Idiota... Neste mundo é matar ou MORRER! Por que eu perderia essa oportunidade dessa?
Flowey faz outra feição, sorriso fino e afiado surge em seu rosto de flor.
Chara vê toda a situação ainda com seu sorriso macabro no rosto... Então Chara faz uma decisão tanto quanto arriscada... Para Frisk... Chara possuí o corpo de Frisk, lentamente Chara se levanta rindo baixo e com a cabeça baixa.
— Hahahah...~ Sua decadência me dá nojo...
Chara levanta a cabeça e olha para Flowey com um sorriso largo.
Flowey não esperava por isso, ficou sutilmente preocupado, mas seu sorriso mascarava sua sutil preocupação e no mesmo instante que Chara terminou falar, Flowey grita com ódio.
— 𝐌𝐎𝐑𝐑𝐀!
Flowey circula Chara com as suas sementes brancas, enquanto da uma risada fina e macabra.
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