Ambry Castle
1 Ambry, inocente
Notas iniciais
– Ambry ? O que fazes ai nesse canto escuro ? – Perguntou num tom de inquietude a mãe.
Ambry Castle Julienne, no ápice de seus imperativos quatro anos de idade, era uma fonte de risos e alegrias abundantes. Voltava de uma viagem de carro com a mãe e o padrasto. Uma viagem que não foi lá muito interessante. Apesar de ser muito novinha, era obrigada a conviver com as brigas constantes de seus pais. A mãe, Helena Castle, tinha alguns distúrbios psicológicos relatados por vários médicos e especialistas. O padrasto, Henry Rostfeller, era uma pessoa abusiva, criado em meio de guerras judiciais entre seu pai e sua mãe. Era um verdadeiro ciclo vicioso de discussões. E mais do que isso, perigoso.
Em meio a viagem, que por sinal era pra um lugar tão lindo, que os olhos da garotinha de quatro anos, se enchia de brilho e sonhos. Helena e Henry, conversavam no carro, com um tom além do normal. Henry de repente acelera o carro numa velocidade alarmante, e provocou uma indagação de Helena:
– Henry ?! O que acontece ? – Disse a esposa.
– Estou um pouco preocupado com nossa situação financeira. Acho que não devíamos ter feito esta viagem, já que mal temos como sustentar a nós mesmos! – Disse Henry.
– Oras! Não diga isso! Alias, porque esta dizendo essas coisas? – Perguntou ela.
– E ainda pergunta?! Você não percebe que, tudo esta desmoronando? Não sei por que fomos viajar essa maldita hora! Você não percebe que desde que essa menina veio morar conosco, as coisas só dão erradas? – Resmungou ele.
– Ambry não tem nada a ver! — Se opôs Helena.
Logo após Ambry ouvir essa conversa, logo disse:
– Mamãe, eu faço mal a nossa família? – Disse ela com seu jeitinho encantador.
Helena não sabia o que responder a ela. Ficou sem palavras. Pois também, era obcecada pelo marido. Tudo o que ele diria, era lei. Ela sempre tentava defender a filha, mas algo a protegia disto. Talvez devesse ser pelo passado que Helena tinha. Pelo rancor que tinha da própria mãe ou talvez pelo próprio pai biológico da pequena Castle. Helena nunca quis comentar nada sobre o pai biológico de Ambry, pois como tal, era muito nova pra saber de certas coisas, pensava ela.
Foi quando voltava da viagem que Henry começou a lembrar de algumas coisas que o incomodavam, como pelo fato, de ele não poder ter filhos. Pela doença de sua esposa e pelo ‘’ exagero ‘’ de amor de Ambry. Henry na verdade não gostava de Ambry. Talvez pelo fato de ela ser filha de outro homem.
Já Helena, tinha problemas para se controlar. Dona de uma raiva interna que ela escondia pelo bem de si própria, mas a cima de tudo, por causa de sua filha. Ela com certeza a amava, mas com o passar do tempo, ela se perdia em meio os abusos de Henry. Ela não se conformava em perdê-lo e então, se desfazia de Ambry para saciar o orgulho de seu marido.
Chegando em casa, a pequena Castle estava dormindo. Garota dona de uma sabedoria a cima do normal pra idade dela. Não era uma criança como as outras, tal como, Helena era quando criança também. Era uma genética forte, com certeza, poderosa. Mas Ambry, já não gostava de brincar com bonecas. Mas sim, demonstrava um interesse particular em desenhar. Mas algo não estava certo. Seus desenhos não eram nada convencionais, eram diferentes de tudo que qualquer médico, especialista ou doutor já havia visto. Ela gostava de desenhar pessoas mortas... Mas não desenhava como uma criança de quatro anos. Algo dentro dela, há fazia ter esse ‘’ dom ‘’ que já não era tão encantador assim. Ao ver esses desenhos, Helena surpreendentemente não se surpreendeu. Mas, ficava pensativa.
Helena ao pegar ela no colo, no banco de traz do carro, foi impedida pelo marido. Que então disse:
– Helena? Pode deixar, eu a levo pra dentro – Com um olhar malicioso disse ele.
– Tudo bem. – Concordou Helena.
Henry a levou sua enteada para dentro de sua casa, ali nada podia impedir seus pensamentos orgulhosos e maliciosos. Quando chegara ao quarto, disse pra Ambry em voz baixa:
– Pequena Ambry... Tão doce, tão indesejada por mim. Eu sinceramente, já teria te matado. Mas não o faria por sua mãe que com certeza, me mataria também. Você não sabe as coisas que sua mãe é capaz, e que com certeza, você será também garotinha... – Disse ele revelando num tom meio precavido.
Mas surpreso ele olhava pra ela. E num piscar de olhos, ela abriu seus próprios assustando Henry. Assim, ele se retirou. Mas o que Henry quis dizer com isso que disse a Ambry? O que Helena já fez no passado que o deixava inseguro?
Fale com o autor