Amazing Kiss
1 Capítulo 1
Notas iniciais
- Segredo.
[ Hyde ] Pov.
- Hyde-kun! – Gritava Himeko-chan, desesperada correndo a traz de mim.
- O que você quer garota? – Respondi áspero parando e olhando-a serio.
- V – Você não vai voltar para... es — escola ? – Disse ela gaguejando. Ela tremia, eu podia ver claramente sua angustia. Sorri.
- Me deixe em paz! – Rebati saindo do local, tomando meu rumo.
Já anoitecia, e eu não tinha novamente para onde ir, a não ser a velha mansão abandonada da família Yshihara. A família rica que abandonou a mansão há algumas décadas. Entrando na “minha casa”, me deparo com um gato preto, estranho.
- Aoi! – Seu nome sai da minha boca, no susto. ‘Aoi adorava gatos’. Pensei.
Acendo a luz fraca do meu quarto, e vou direto para o banheiro, ‘Esta frio, um banho seria uma boa’, pensei entrando no banho, a água era morna, escorria pelo meu corpo, me fazendo tremer, meu cabelo clamava pela água. Ao terminar o banho, cai sobre meu colchão e fitei o teto
- Hero, quem é você? – Abri a tampa do meu celular, e olhei a hora ’10h30minPM já ?’ liguei o radio, bem na hora, fechei os olhos e La estava ele a cantar.
Comecei a cantar junto, e quando a musica acabou, abri os olhos, apaguei a luz, desliguei o som e dormi.
[ Aoi ] Pov.
- Sensei, já estou ficando cansado desses assédios. – Resmunguei, olhando a cidade pela janela da minha sala. – Quero me mudar! – Disse animado, indo para o sofá.
- M – Mas, Hero-sama... seu apartamento é novo !- Disse o homem, de terno, os óculos quase caindo.
- Cansei de mora aqui, é muito grande pra mim, vive sozinho! – Retruque, o fitava, ele estava vermelho e nervoso, como sempre.
- P – Porque não chama alguém pa — para mora... com você ? – Dizia ele novamente gaguejando.
Por um minuto, me veio uma vaga lembrança, de um garoto magro, moreno, que sempre usava uma toca ate a metade da cabeça, e um calção escuro, e regata.
- Eu não tenho... Ninguém! – Respondi devagar, sibilando, em um tom fraco e triste.
- Go – Gomenasai, Hero-sama! – Disse o homem rapidamente ao notar minha tristeza, não o respondi mais.
[ Hyde ] Pov.
O sol bate no meu rosto, me fazendo acordar. Abri meus olhos, e nada vi, a não ser o branco do telhado.
-
Falta... uma semana! – Disse a mim mesmo, levantando.
Fui direto ao banheiro, lavei um rosto, e me fitei pelo espero quebrado. Troquei-me, e sai. Na rua, havia algumas pessoas apenas, umas de terno, alguns skatistas, todos passavam por mim, nem me olhavam. ‘Estou invisível?’ – Pensei, ao esbarrar em um cara alto. Segui direto a uma pracinha, onde ia quando era pequeno, foi quando de repente vi um garoto ali, sentando sozinho no banco. ‘Parece triste’ – Pensei, agora andando hesitante.
Ao me aproxima, notei que olhava para baixo, mesmo usando óculos escuros, também notei, sua jaqueta de camurça azul-claro, que estava rasgada. Passei por ele, e me sentei em outro banco, ficando relaxado.
- Quem é você? – Perguntou ele de repente, em um tom fraco, ainda olhando para baixo.
- Oogashime Hyde! – Exclamei, fechando os olhos, tranqüilo.
O garoto mudou, passou a me fitar surpreso, com quem vê um fantasma. Do nada, ele sai correndo, como quem fugir. ‘Quem era ele?’
[ Aoi ] Pov.
Correndo, correndo, correndo, ate minha pernas não agüentarem. Que melhor presente eu poderia ter se não saber que Hyde estava vivo. Cheguei em casa, joguei a chave em um canto qualquer, e pulei deitando-me no sofá.
- Ele não mudou nada, só os persings! – Falei para mim mesmo, ainda não acreditando que o vi. Sorrindo feito um bobo.
Levantei as pressas e peguei o telefone, a lista telefônica, e me perdi procurando a casa dele.
- Achei! – Exclamei feliz, me pus a discar o mais rápido possível. Esperei ansioso me atenderem.
- Alo? – dizia uma doce voz de mulher provavelmente era a mãe dele.
- É da casa do Oogashite-san? – Disse rapidamente,tentando não mostrar meu nervosismo.
- Sim, com quem deseja falar? – Disse ela tranqüila.
- Eu gostaria de fala com o Hyde! Ele se encontra? – Disse já não podendo evitar o nervosismo, a voz um pouco falha.
- Não, ele não mora mais aqui, e não volte a ligar! – Retrucou ela e desligou.
Co – Como assim? Ele não mora mais La? Meu mundo caiu, fiquei ali parado, olhando o vazio, por horas, a voz dela ecoava em mim.
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