Amargo Prazer

25 Cap. 25 - Traída e Enganada


Notas iniciais
Se isso faz vcs se sentirem felizes eu passei o dia em casa porque não tive aula o/ ~ai vcs pensam: e o que eu tenho com isso? O.o Tem, mi amores, coisas lindas e fofas da tia Annia, que eu pude escrever um monte (foram só 3 u.u) de capítulos o/ Só não sei se ficaram coerentes O.o | Deixemos isso para quando eu postar eles uhsauhsuashaushas
Bem, eu acho q esse não está confuso, embora tenha muitas informações nele e.e Para mim ele esta compreensível, mas isso é porque eu sei a história uashuahsahs Então, se não entenderem algo, perguntem q a tia explica :)
Obrigada por todos os comentários suas lindas, mas, principalmente, obrigada por não desistirem de mim *-*

- Tia Rose – Carly sussurrava enquanto me cutucava com a ponta de seus dedinhos – Eu sei que não tá' dormindo – continuou – Seu telefone não para de tocar.

- Deixa tocar – respondi, com a voz abafada pelo travesseiro. As dores de cabeça estavam ficando cada vez mais fortes, especialmente desde que Carly escorregou sorrateiramente para a minha cama no meio da noite e eu fazia o meu melhor para não olhar para ela e começar a caçar os sinais que a ligassem a Dimitri.

- Tó' com fome – voltou a sussurrar, alguns minutos depois de tanto silêncio. Eu respondi brevemente onde estava o leite e o cereal, e ela resmungou de volta em um tom quase choroso: – Mas eu não alcanço.

Respirando fundo para me certificar que eu não pareceria uma maluca quando olhasse para minha sobrinha, eu retirei meu rosto do travesseiro e a olhei. No entanto, os olhinhos verdes arregalados me fizeram crer que eu ainda sim a assombrei.

- Você pode dormir mais, se quiser. Eu espero – falou, parecendo com medo e deitando novamente na cama enquanto me olhava atenta, com os dedos que antes me cutucavam agora cruzados sobre o desenho de seu pijama do Piu-Piu.

- Não, não. Vamos lá. Vamos fazer o seu café-da-manhã — eu me levantei, sentindo todo o meu corpo dolorido pelo tempo que havia passado deitada em uma posição desconfortável. Gemi, colocando uma mão ao lado da cabeça quando senti mais pontadas — Inferno! – murmurei indo até o banheiro.

Carly ficou quieta e calada enquanto eu escovava seus dentes, arrumava seus cabelos e trocava sua roupa. Permaneceu assim enquanto me observava fazer o mesmo comigo.

— Você não vai trabalhar? – perguntou quando fomos para a cozinha, indo até a bancada e tentando se sentar. Eu a ajudei e balançei a cabeça para os lados, negando, antes de ir até o armário – Eu também não fui à escola e não estou doente.

Eu me permiti rir por um momento.

- Aproveite, hoje é exceção – pisquei e ela sorriu de volta. Aquela pequena reação me fez analisá-la por completo. Nada que lembrasse a Dimitri. Nem a sobrancelhas finas, ou o narizinho ligeiramente arredondado na ponta ou a boca de bonequinha. Nada que evidenciasse aquela paternidade. Mas, aquilo também não provava nada. Pelo que eu sabia, ou não sabia, Carly poderia ter pegado toda a genética da família de Megan, sem serem exatamente as da mãe.

- Não coloque muito açúcar – advertiu, quando eu tirei o leite da geladeira – Ontem à noite eu assisti ao filme do Peter Pan. A fadinha se parece comigo. Judith disse que ela também se parecesse, mas eu não acho. Acho que ela se parece com a Wendy.

Carly tagarelava enquanto eu apenas a escutava e fazia alguns comentários, alimentando seus sonhos de criança. Ela só se calou quando ouvimos o barulho da campainha.

- Deve ser tio Dimitri – ela disse, quando eu coloquei a tigela de cereal a sua frente.

E provavelmente era mesmo. Afinal, não foi ele quem passou toda a manhã tentando falar comigo enquanto eu fingia não ouvir o meu celular e o telefone da casa tocar?

- Termine de comer – falei e ela balançou a cabeça, já mergulhando sua colher no cereal. Escorei a porta da cozinha antes de ir até a sala, mesmo sabendo que dificilmente ela desceria de sua cadeirinha sem ajuda.

Antes de abrir a porta eu olhei pelo olho mágico. De certa forma, eu me surpreendi quando encontrei o rosto de André ali, mesmo que de maneira desconfigurada pelo vidro. Ele mantinha a cabeça baixa. Respirei fundo, pensando em quantas milhares de coisas ele iria jogar sobre mim desta vez. Fiquei pensando no que mais ele me contaria e se ele havia dito a verdade, mesmo com aquelas fotos... Quer dizer, poderia existir outra explicação! Uma menos maluca e que não parecesse que eu fui enganada pela minha irmã de criação. E eu sabia que apenas uma pessoa poderia acabar com todas as minhas dúvidas ou apenas acrescentá-las. E essa pessoa não era André.

Girei a chave na fechadura da porta e em seguida a abri por uma pequena fresta, apenas o que o trinco de segurança permitia.

- Vá embora! – mandei, o olhando pelo pequeno espaço – Eu não quero ouvir o que você tem a dizer!

- Vamos lá, Rose. Enfrente seus problemas, não é isso o que você costuma dizer? – ele perguntou, mesmo com seu ar de seriedade, ainda tinha aquele brilho de diversão em seus olhos verde-jade.

- Enfrentar meus problemas? Está me dando a oportunidade de chutar seu traseiro? Porque, eu não sei se sabe, mas você tem se tornado o meu maior problema! – afirmei em um tom que não me importei de ter sido raivoso.

- Ótimo – debochou – Mas não é de mim que deveria ter raiva, exatamente. Eu também fui vítima.

- Eu não sou vítima! – corrigi.

- Abra. Vamos conversar sem que você saia correndo desta vez – ele pediu, naquele seu tom mandão. Na adolescência as pessoas costumavam dizer que aquilo era porque todos os Dragomir nasciam com aquele mesmo ar, que tinham a liderança em seu sangue. Mas eu comecei a perceber que André não era como sua irmã Lissa, que realmente tinha espírito de liderança. André, na maioria das vezes, agia como uma criança que se irrita quando não tem o que quer. E eu sabia o quão irritante ele conseguia ser e o quanto chamava a atenção quando isso acontecia.

- Espere um momento – pedi, voltando a fechar a porta antes de retirar o trinco da porta e sair. Eu empurrei André para o lado, fechando a porta do apartamento atrás de mim.

- Não quer conversar lá dentro? – perguntou. Desconfiança combinada a confusão em seu rosto.

Eu neguei.

- Não, seremos muito breves, não é? – perguntei, mas não esperei sua resposta – Eu não sei como aquilo aconteceu ou como você teve acesso àquelas fotos. Não sei se você virou algum maluco obsessivo por mim que agora usa até mesmo a ex-mulher de Dimitri para isso. Também não sei como Dimitri conheceu Megan. – antes que eu pudesse continuar com as outras centenas de perguntas que eu tinha emaranhadas em minha mente, André me interrompeu.

- Não se refira a Megan e a falecida mulher de Dimitri como se fossem duas pessoas, Rose! Megan é ela, e você sabe disso. Sabe que tem coisas que não batem com o que você sabe. Escute, já viu alguma foto de Malory na casa de Dimitri? Ou então, ele já viu alguma foto da Megan aqui? – ele se calou, me dando a oportunidade de responder, mesmo já sabendo a resposta. Não. Dimitri disse que guardou todas em uma caixa e que a única que havia restado estava em seu escritório, mas eu nunca havia a visto. Eu também guardei todas as de Megan no quarto de Carly, mas nunca as mostrei – Viu só?

- O quê? Quer dizer que Dimitri sabia que Megan era minha irmã? – eu perguntei, tentando soar divertida, mas eu me sentia muito confusa. Cada vez mais.

- Não – ele suspirou. A nossa frente, um senhor abriu a porta do seu apartamento, lançando um demorado e desconfiado olhar sobre nós antes de ir até o elevador. André agarrou minha mão, abrindo uma porta que ficava alguns passos longe de onde estávamos e me empurrando para lá tão rápido que eu nem pude dizer que Carly estava sozinha. A porta que ele abriu dava acesso à escada de segurança em caso de incêndio. Ele se escorou contra uma parede, mesmo que ainda estivéssemos próximos, e direcionou uma mão ao colar que pendia em meu pescoço – O que você faria se te contassem que Megan nunca estudou durante o tempo que esteve fora de casa? – perguntou, fixando seus olhos nos meus, tendo toda a minha atenção – Não estou dizendo que ela tinha essa intenção quando deixou a você e a Ibrahim. Ela realmente queria um futuro melhor para vocês. Mas então ela conheceu Dimitri, o homem que estava em ascensão no mundo dos negócios. As coisas poderiam mudar, não poderiam? Nunca entendi porque todas as mentiras começaram se quer saber. Nunca perguntei isso a ela, realmente. Mas ela disse que um dia contaria tudo a ele e que voltaria para ajudar você e ao seu pai.

Eu pisquei, tentando absorver cada uma daquelas informações, mas André não me deu tempo, já voltando a falar.

- Eu nunca estive todo o tempo ao lado dela, se você quer saber. Você deve se lembrar de quando eu fiquei duas semanas fora – me lembrava com dificuldade daquilo. Parecia ter sido a décadas de distância – A tia de Christian, Tasha, me convidou para um jantar na casa dela. Seria para comemorar o noivado de um amigo. Você pode imaginar quem era o tal amigo. – ele perguntou, com uma insinuação amarga – Dimitri agia feito um apaixonado perto de Megan e... Ela estava tão diferente. Entende? O modo de falar, andar... Quando a vi foi como se realmente visse Malory, a mulher que ela dizia a todos ser ali. Você pode imaginar a raiva que eu senti quando a vi lá, a imagem da felicidade quando sabia o tipo de presente que você estava tendo – sua última frase saiu entre dentes.

Minha cabeça rodava, encaixando peças e mais peças. O ar parecia entrar em meus pulmões com dificuldades enquanto uma bola de saliva parecia se formar em minha garganta.

- Por que não me contou quando voltou? – eu perguntei, sentindo a traição vinda dos dois lados – Por que não me disse que havia a encontrado quando voltou?

Ele balançou a cabeça para os dois lados, negando.

- Porque eu entendi como Dimitri se apaixonou por ela. Malory era... Perfeita – ele tinha um olhar sonhador – Era como se ela nunca tivesse sido Megan. Nunca pensei que pudesse ficar tão obcecado com algo como fiquei por ela – ele murmurou, como se dissesse para si mesmo. Eu me lembrei do mito de Narciso, de quando ele havia visto seu próprio reflexo na água. Simultaneamente, eu também me lembrei de uma festa que ocorrera a muitos anos em minha casa. Meu pai apresentava Megan como a filha perfeita na frente de todos os convidados. Ela realmente era perfeita. Ela se moldava ao que as pessoas queriam que ela fosse. Não me admirava que Dimitri e André tivessem se apaixonado.

- Eu sei – murmurei, finalmente conseguindo engolir – Sempre soube que ela era assim. Todos a sua volta sempre acharam isso, menos você. Mas parece que ela precisava apenas mudar para você gostar dela, não é mesmo?

Ele estreitou os olhos.

- Eu não disse que gostava dela – falou lentamente, como se tentasse me explicar algo difícil – Eu disse que fiquei obcecado por ela. São coisas diferentes. Mas até mesmo eu as confundi. Entenda Rose, eu não tinha qualquer contato com Dimitri quando comecei a me envolver com Malory. Eu não vi problema algum em ficar com ela, mas eu odiava ter que dividi-la com ele.

Eu apenas o fitei incerta sobre minha próxima pergunta, mas ainda sim a fiz.

- E então você a matou? Para não ter que dividi-la? – eu perguntei, nem ao menos piscando enquanto via choque tomar conta de suas feições.

- Não! – ele falou, como se eu fosse louca apenas por perguntar aquilo – Eu nunca faria isso, Rose! Não foi bem assim que aconteceu – ele fechou os olhos, respirando fundo. Quando os abriu, ao invés de mais culpa eu vi cautela – Quando ela disse que estava grávida eu aceitei que ela ficasse com Dimitri, mesmo que estivesse com meu orgulho ferido. Eu iria voltar a ficar com você e te ajudar, disposto a ignorar o tempo que havia passado com Malory. Mas ela me ligou no dia que Sam nasceu. Disse que voltaria para cá. Eu não sabia o porquê já que ela e Dimitri nunca sequer brigavam. – flashes do dia em que Megan voltou para casa nublaram minha visão. De como ela parecia miserável enquanto papai a olhava com raiva pela filha que ela segurava nos braços. Lembrei dela me dizendo que não queria falar sobre o pai de Carly. Lembrei de como ela quase não conversava nos dias que antecederam sua morte e de como ela sempre dizia que eu deveria cuidar de Carly. Das inúmeras promessas que ela disse que eu deveria cumprir. Meus olhos se arregalaram quando as lembranças acabaram, pensando em algo que iria bem além de somente fingir ser outra pessoa.

Minhas unhas se cravaram a parede de concreto, tentando me manter firme e piscando várias vezes para que minha visão voltasse ao normal.

- Ela... – eu engasguei, tentando fazer a pergunta – Ela forjou a própria morte?

Por qual outro motivo ela me faria prometer aquilo? Por qual outro motivo ela teria passado tanto tempo me abraçando e dizendo para que Abe a perdoasse por tudo o que havia feito?

- Apenas na primeira vez – ele murmurou – Um acidente de carro não foi tão difícil com Dimitri. Perda total ajudou a encobrir qualquer rastro dela. – ele disse, com tanta naturalidade que me assustou – Mas, não com você. Megan te amava, Rose. E ela sabia o quanto você sofreria com a morte dela. Quando ela voltou, voltamos a nos falar. Foi então que a oportunidade surgiu. Com ela aqui eu sabia o quanto seria difícil ficar com ela. E, eu não queria que ela fosse a sua irmã Megan. Eu não queria essa, eu queria a outra, Malory. E foi por isso que eu aceitei ir embora com ela. Não pense que foi fácil deixarmos Carly para trás, mas Megan disse que seria melhor assim.

- Melhor? – eu perguntei incrédula – Melhor para quem? Para a garotinha que acordava sempre com pesadelos? Que não tem nenhuma lembrança da mãe? Ou para você, André? Que não teria nada com o que se preocupar enquanto aproveitava com ela. Melhor para Megan, com certeza. Sem empecilhos, não acha? – eu disse, sentindo meu sangue ferver de raiva e ódio. Traída, era assim que eu me sentia. Enganada por uma das pessoas que eu mais amei. Apunhalada duplamente.

- Não, melhor para você – sua calma me impressionou – Melhor porque você teria alguém para lutar quando Megan se afastasse.

- Certo – eu disse, soltando um risinho – E o que deu errado, hein? Por que você não está com a Malory em alguma ilha do Caribe? Ou então viajando pelo mundo como se não tivessem prejudicado ninguém? – eu soquei seu peito com força, mas ele nem ao menos se moveu. Seus olhos estavam vidrados em meu rosto.

- Você sabe por quê. Ela morreu, realmente. Antes mesmo que pudéssemos nos encontrar.

Eu entrelacei minhas mãos atrás da minha cabeça, sentindo as lágrimas tapar minha visão mesmo com meus esforços. Sentindo um soluço querendo irromper pela minha garganta.

- Rose – André murmurou, tentando me tocar. Eu ouvi um grito alto, estridente, de dor, como se tivesse algum animal ferido por perto, mas era apenas eu. Eu tentando me livrar de tudo o que estava sentindo – Rose, por favor, se acalme.

Ele me abraçou, mesmo com minha relutância enquanto eu tentava afastá-lo de mim usando toda a minha força para isso.

- Ela me deixou aqui, André – eu disse, com mais raiva do que outra coisa — Deixou aqui cuidando da filha dela sem me dar uma explicação sobre o passado dela. Deixando-me às cegas para anos depois encontrar o pai da filha dela e me apaixonar por ele!

O roçar de dedos que André fazia em minha cabeça parou, dando lugar a tensão de seu corpo.

- Rose.

Eu o olhei, me soltando dele e piscando para conseguir enxergar alguma coisa além das lágrimas. Passei as costas das minhas mãos pelo meu rosto.

- O quê? Há algo mais que eu deveria saber? Que meu pai sabia de tudo isso? Que Megan, Malory ou seja lá quem ela era ainda está viva? Porque, a esta altura, nada mais me surpreenderia.

- Não, isso não tem a ver com ela, com você, seu pai ou Dimitri.

Eu estava prestes a perguntar quem mais estava envolvido nisso. Quem mais estava no meio, seja ele vitima ou ajudante, mas não foi preciso. A pessoa que mais havia sido afetada nesse meio e que talvez mais sofresse as consequencias.

- Carly – murmurei, de repente esquecendo como eu me sentia para me focar nela – Meu Deus! Como eu vou contar a ela? Não agora, obviamente, mas eu não quero que ela fique sem saber disso como eu fiquei. Dimitri provavelmente vai ficar feliz em saber que a filha esta viva e... Eu não sei nem se devo contar algo a eles! – falei. Eu sabia que seria difícil dizer aquilo para Dimitri. Difícil porque ele gostava dela, diferente de André. E... Quem eu queria enganar? Eu ainda queria que ela estivesse viva, mesmo depois de saber tudo aquilo. Mas agora, a raiva que eu sentia chegava quase à mesma intensidade do meu amor por ela.

- Não, Rose – André disse ainda cauteloso – Dimitri não é o pai da Carly. Eu sou.

Ele se afastou, esperando que eu digerisse a informação e que ela penetrasse em meu cérebro. Eu não precisei de muito tempo para isso. Tampouco para fechar minhas mãos em punhos e desferir um soco em seu maxilar, o ouvindo soltar um gemido de dor. Não fiz aquilo pela surpresa, fiz aquilo para descontar um pouco da raiva que eu sentia dele.

Não foi aquilo que eu havia dito para Dimitri? Que ele sofria por uma pessoa que nem ao menos merecia? Bem, aquilo foi errado da minha parte. Ambos havíamos sido enganados. Eu havia alegado que André era o pai de Samantha. Agora, eu descobria que na verdade ele era o pai de Carly.

Então, engolindo a vontade de matar André ali mesmo, eu me virei, dando as costas a ele e saindo dali.

- Rose, por favor, me desculpe.

Eu parei, me virando lentamente para ele. Como eu deveria me sentir em relação a André? Com raiva? Com toda a certeza! Enganada e iludida também. Ele me viu colocar minha irmã em um pedestal quando ela não merecia e não fez nada para isso. Como eu iria imaginar que sua implicância com ela tinha fundamentos? Eu era incapaz de pensar que Megan pudesse agir tão friamente em relação a sua própria família. Ela destruiu vidas sem nem ao menos se importar!

- Pelo quê, exatamente? Você podia ter evitado tudo isso. Era o único que podia, mas ao invés disso preferiu ficar calado e só abrir a maldita boca agora. Por que, hein? Não podia ter morrido com esse segredo?

- Que segredo? – as portas do elevador estavam abertas e entre elas estava Dimitri, nos olhando. O olhar controlado em sua face era um claro indício de que ele não havia ouvido muito, mas isso foi antes dele olhar diretamente para o meu rosto, que provavelmente ainda estava manchado pelas lágrimas. Mesmo com a expressão confusa e preocupada, ele não me abraçou ou me dirigiu qualquer frase que anunciasse o mínimo de carinho. Ele apenas saiu por completo do elevador. Dimitri provavelmente ainda se lembrava do que eu havia dito.

Mal sabia ele que aquilo o que eu havia dito não representava nem a ponta do iceberg.

Notas finais
Algumas pessoas deveriam jogar na mega-sena, porque vou te contar viu u.u #E eu sei q as vzs sou meio obvia '-'
Entonces, vou tentar voltar rapidinho, assim que atualizar as outras duas fics (vai ser realmente rapidinho) u_u
Bjs e inté a próxima ^^
P.S.: As vzs tenho medo das ameaças que vcs fazem, daí eu lembro q moro no Acre e q ngm vai vir atrás de mim msm auhsuahsuahashu