Amargo Prazer
19 Cap. 19 - Casos e Acasos
Notas iniciais
Como vão ninas?
Saudade de vcs *--* #finalmente com tempo para fazer notas decentes u.u
Então, como devem ter percebido (ou não) eu ando sem tempo já que meus professores pensam que tudo o que faço no pc é trabalhos de escola ¬¬
Mas bem, a minha vida deve estar igual a da maioria aqui, afinal, fim de ano sempre é cheio de trabalhos e provas e testes e tudo isso pelo que a gnt passa. Isso, sem mencionar os vestibulares que literalmente acabam comigo #Momento em que eu me lembro do vestibular da Pitágoras e passo mal u.u
aushaushuahsas
Bem, cap. dedicado a todas as minhas leitoras super pacientes comigo e que não me odeiam *--* #o coração de vocês amoleceu? hehehehe
Bem, sem mais delongas, aqui está o cap. espero que gostem.
P.S: Oks, eu sei, sou péssima com romance, ngm jogando na minha cara, please u_u
Dimitri não era alguém fácil de ler, definitivamente. Nós já estávamos sentados há algum tempo, conversando sobre ele e Dimitri era sempre impreciso nas informações. Mas eu também não podia reclamar, já que sempre que a conversa chegava a mim eu desviava, não me sentindo pronta para falar mais do que o básico. Eu começava a acreditar que nada sairia dali. Ambos estávamos na defensiva.
Eu depositei meu copo de coca-cola praticamente vazio sobre a mesa. Havia me recusado a pedir qualquer bebida alcoólica quando Dimitri não o fez.
– Eu vou ao banheiro – eu disse, sem me importar em interrompê-lo enquanto ele falava sobre qualquer coisa idiota. Qual é, até ele deveria admitir que aquela conversa estivesse sendo uma chateação.
Eu lavei minhas mãos no banheiro, pensando em uma desculpa que daria para ir embora quando voltasse a nossa mesa. Carly doente, dor de cabeça, trabalhar amanhã... Ficou difícil realmente pensar em ir embora quando eu fiz meu caminho de volta. Uma mulher de cabelo preto estava sentada na cadeira onde eu estive sentada por um tempo, com o corpo totalmente inclinado na direção de Dimitri. Eu não pude ver seu rosto, mas o sorriso que Dimitri dava me dizia que eu havia sobrado ali, o que me deixou totalmente irritada por ele ter me alugado para nada durante tanto tempo para na primeira oportunidade arrumar outra acompanhante.
– Hey, camarada – eu falei, fazendo seu olhar subir para mim – Acho que deveríamos juntar outra mesa, essa parece pequena demais para nós três – eu vi Dimitri ficar sério, deixando de lado qualquer indicio de divertimento que tinha estado em seu rosto momentos antes – Ou talvez eu devesse ir embora – continuei.
A mulher de cabelo preto se levantou e eu a encarei, irritada. Ela sorriu e eu a reconheci. Quer dizer, seu rosto me era familiar e eu sabia bem de onde, mas não me lembrava do seu nome. Ela havia estado naquele almoço na casa de Lissa e pelo que eu me lembrava, ela estava acompanhada lá.
– Não é necessário – ela falou e olhou rapidamente para Dimitri — Conversamos depois, Dimka.
Do que mesmo ela o chamou?! – eu pensei quando vi eles se despedirem com um rápido abraço, algo que praticamente fez minha boca se abrir. Eu apertei minha bolsa, mas parei assim que me lembrei do quão cara ela havia sido.
A mulher foi até uma mesa em que um homem estava e se sentou. Eu mirei Dimitri, que já havia voltado a se sentar.
– Você está bem? – ele perguntou, voltando seu olhar para mim.
– Eu pareço bem? – perguntei de volta – Tudo bem que não somos nada, Dimitri, e que esse nem é um encontro de verdade, mas se você queria ter um encontro com outra pessoa hoje não precisava ter me feito vir até aqui quando eu podia ter ficado em casa fazendo qualquer outra coisa – falei rapidamente.
– Eu não queria ter um encontro com outra pessoa – ele disse calmo, o que me deixou ainda mais irritada – Foi você quem eu convidei. Aquela era Tasha, apenas uma amiga. Você a conheceu aquele dia, na casa de Lissa. Tia de Christian se lembra?
Eu não me importava com seu nome ou quando a havia conhecido, mas ainda sim olhei rapidamente para onde a mulher estava agora sentada. Dei de ombros e ouvi a risada baixa de Dimitri. Era um bom som.
– Se nos conhecêssemos há mais tempo eu diria que está com ciúme.
Eu me sentei, tentando desfazer a carranca que eu tinha certeza estar em meu rosto.
– Não é ciúme, 'tá legal?
E não era. Eu só não queria pensar que alguém estava me enganando.
Nós ficamos em um silêncio desconfortável. Não era aquilo que eu esperava. Dimitri e eu parecíamos ter mais assunto em um carro do que em um encontro. Depois de alguns minutos em que eu deixei meus olhos vagarem pelo recinto pouco movimentado, ele se levantou.
– Vamos sair daqui, ir para outro lugar – ele sugeriu.
Ironicamente, a imagem de seu carro veio a minha mente e eu sorri com o pensamento idiota.
– Claro – eu me levantei e fiquei surpresa quando ele segurou em minha mão e me puxou logo depois de pagar a conta.
Quando saíamos dali, vi o olhar da tal Tasha cair em cima de Dimitri e ela sorrir para ele, que pareceu não ter notado. De qualquer forma, eu sorri para ela e acenei com a minha mão, vendo sua expressão confusa. Bem, eu não havia gostado dela.
Chegando do lado de fora eu fui pega de surpresa quando Dimitri seguiu pelo lado contrário ao do estacionamento.
– Vamos apenas andar por aí – ele disse, com um sorriso de canto.
Ok. Aquilo poderia ser melhor que o seu carro.
Ele colocou um braço ao redor dos meus ombros, me lembrando do quão mais alto que eu ele era.
– Eu ainda não consigo acreditar que você não é gay e está solteiro – falei, fazendo outra tentaiva para que ele falasse mais sobre si.
Ele hesitou antes de começar a falar, mesmo ainda parecendo na defensiva.
– Eu já tive um compromisso sério recentemente.
Tudo bem, aquilo era muita coisa para apenas uma frase, mais do que eu esperava.
– Sério? – eu perguntei como quem não quer nada – E por que acabou?
Ele não pareceu ser pego de surpresa com a pergunta e eu tive a impressão de que ele fingindo não dar a devida importância para aquele fato.
– Ela morreu, simples assim, nenhuma separação como você tenha imaginado – contou com um sorriso amargo na boca e eu no mesmo instante me senti mal por ter feito a pergunta.
– Eu... Sinto muito... Por isso – falei gaguejando um pouco. Eu queria perguntar o quê havia acontecido, mas mantive minha boca fechada. De todo jeito, Dimitri pareceu ter lido a pergunta em minha face.
- Ela morreu duas semanas depois do nascimento da nossa filha. Malory não gostava dessa cidade mesmo sendo americana então, quando eu vim trabalhar nos EUA, ela insistiu em ficar na Rússia. Quando nossa filha nasceu ela me ligou e na mesma hora eu voltei. Malory não falava com a mãe por causa de algumas brigas e depois de eu insistir para que ela fosse vê-la ela aceitou. Se eu soubesse do que aconteceria eu nunca teria pedido aquilo. O carro em que ela e minha filha estavam saiu da estrada e caiu do penhasco.
Eu nem ao menos havia percebido que havíamos parado de andar. O olhar de Dimitri parecia perdido e ele desolado.
– Eu não estava com elas naquele dia, Malory achou que seria melhor se ela fosse sozinha primeiro e decidimos que eu iria no dia seguinte.
Eu segurei uma de suas mãos, apertando-a entre as minhas.
– Sinto muito. — eu repeti
Ele balançou a cabeça, parecendo tentar esquecer aquilo.
– Está tudo bem agora.
Voltamos a andar e logo eu perguntei sobre o seu trabalho, pensando que esse seria um tema mais fácil de ser tratado. Minutos depois, nós paramos em frente a um prédio antigo e vi Dimitri enfiar as mãos bolsos e em seguida tirar de um deles um molho de chaves.
– O que viemos fazer aqui? – perguntei quando ele abriu a porta feita de ferro e depois dela uma de madeira, com desenhos entalhados.
– Eu quero te mostrar uma coisa, cuidado com o piso – avisou no instante em que eu notei as tábuas soltas no chão.
O cheiro de poeira e mofo me fez colocar uma mão sobre o rosto. Luz iluminou o lugar e eu encontrei Dimitri ao lado de um interruptor.
– Não há ratos por aqui, certo? – perguntei quando olhei ao meu redor.
Ele riu, já parecendo ter se esquecido sobre o que havíamos falado minutos atrás.
– Eu espero que você não tenha medo deles – falou ainda parecendo divertido – Vem, só temos que subir alguns lances de escadas – ele estendeu a mão quando eu o olhei em dúvida – é seguro, Rose.
Estávamos no que parecia ser um prédio abandonado. O que antes parecia ser uma recepção estava completamente coberto de poeira e com lençóis que um dia com certeza haviam sido brancos cobrindo alguns moveis.
Eu segui Dimitri pela escada, que colocou um braço ao meu redor, como se esperasse que a qualquer momento eu fosse enfiar meu pé em algum buraco. A escada rangia em baixo dos nossos pés, mas eu não me preocupei. Ele tinha dito que era seguro.
– Eu espero que você não tenha trazido muitas garotas aqui. Seria horrível se uma delas tivesse uma crise alérgica.
– Eu nunca trouxe ninguém aqui, você é a primeira. – ele falou me fitando.
Eu sorri, desviando o meu olhar de Dimitri. Nós subimos mais um pouco, até que finalmente Dimitri me levou por um curto corredor cheio de portas e abriu uma delas que parecia ser à saída de emergência.
– WOW! – eu fiz quando percebi onde estávamos – Isso é...
– Incrível – Dimitri completou – Eu tive a mesma reação que você quando vim à primeira vez aqui.
Eu me soltei de Dimitri, dando alguns passos para poder ver melhor. Dava para ver praticamente toda a cidade dali. As luzes, os carros e as pessoas que pareciam como formigas em um enorme formigueiro. Enrolei meu cabelo, o colocando de lado quando o vento estava começando a deixá-lo todo assanhado.
–Me dê sua mão – Dimitri pediu quando parou ao meu lado, e eu não hesitei em estendê-la, mas congelei quando ele me puxou para ainda mais perto da beirada, para sentar em cima da base de concreto que me impedia de cair lá em baixo.
– Eu não acho essa uma boa ideia – falei olhando para baixo, imaginando o quão feia seria a queda caso eu me desequilibrasse.
– Eu não vou te soltar, prometo – falou sério.
Eu suspirei e segurei em sua mão com força. Dimitri se colocou em cima da base e me puxou com ele. Não olhei para baixo até o momento em que ele parou e se sentou, me colocando ao seu lado. Eu olhei para baixo, me arrependendo logo em seguida.
– Oh meu Deus!
– Você não vai cair – ele disse, apertando o braço que continuava ao redor da minha cintura.
Eu assenti e respirei fundo. Não era medo de altura, era só... Tudo bem, ali era alto pra caramba e eu me sentia levemente em pânico. Mudei meu olhar para Dimitri, decidindo que vê-lo seria melhor do que olhar para baixo. A visão também era melhor. Ele também me observava.
– O que foi? –perguntei voltando a segurar meu cabelo, pensando que era aquilo que ele olhava.
– Você. – ele disse, e prosseguiu ao notar a confusão em meu rosto – Eu ainda me pergunto o que você fazia naquela boate.
Foi inevitável não corar quando me lembrei das condições em que vi Dimitri pela primeira vez.
– Eu já disse a você.
– Não essa parte, sobre o dinheiro, mas eu falava sobre a outra. Tudo o que eu sei de você é que atualmente trabalha em um restaurante e tem uma sobrinha.
Aquilo era verdade, durante a noite eu havia escutado Dimitri falar sobre seu trabalho e um pouco sobre sua vida, mas nunca falamos realmente sobre mim.
Eu mordi o lábio inferior.
– Hm, eu não tenho muito que dizer. Quer dizer, você sabe tudo sobre mim. Carly é minha única família agora. Quando eu nasci, minha mãe foi embora então eu não cheguei a conhecê-la. Meu pai também não falava muito sobre ela. Alguns anos depois disso eu conheci Megan. Ela também não sabia muito sobre os pais já que havia sido abandonada em nossa porta. Crescemos como irmã de verdade sabe, meu pai realmente a criou como uma filha. Até quando ela saiu de casa com 18 anos falando que iria estudar – eu fiz uma pausa escolhendo minhas palavras e vendo que Dimitri prestava atenção a tudo o que eu dizia – Meu pai estava doente nessa época, o dinheiro que entrava em casa era pouco, mas ainda sim era suficiente. Até que Megan voltou dois anos depois com a Carly. Quando ela estava com três meses Megan morreu em um acidente. – eu respirei fundo, odiando contar aquela parte da conversa – O meu pai ficou ainda pior e eu tive que trancar a faculdade que eu fazia. O resto da história você já sabe...
Eu olhei para frente, não aguentaria ver o olhar de pena que Dimitri certamente tinha em seu rosto. Eu não podia dizer nada. Megan e meu pai haviam morrido. As pessoas que pareciam gostar de mim sempre sumiam e me deixavam. Provavelmente seria isso o que Dimitri faria em seguida, quando percebesse que eu não era uma boa pessoa para se conviver.
– Desculpe te fazer falar sobre isso – eu o ouvi dizer, mas continuei com meu olhar firme a minha frente. As luzes da cidade de repente não pareciam mais tão bonitas e a vista não era mais de tirar o fôlego.
– Está tudo bem.
Eu senti a mão de Dimitri se colocar embaixo do meu queixo e me forçando a olhar para ele.
– Carly, realmente, deve sentir muito orgulho de você, por tudo o que já fez por ela – ele disse.
Eu olhei em seus olhos castanho chocolate. Ele continuava ali, sem dar nenhuma desculpa para ir embora. Aquilo era bom, eu me sentia bem, mas sabia que eu estava me apegando e gostando de algo que poderia não funcionar.
– Você devia ir enquanto há tempo, camarada – eu murmurei.
– E você devia saber que eu não vou embora, Roza – ele murmurou de volta. Seu sotaque russo mais acentuado colocando ainda mais determinação em suas palavras.
Eu me aproximei dele, roçando nossos lábios antes de realmente beijá-lo.
Notas finais
Mas enfim, minhas provas finais da escola vão começar na quinta e eu vou ter provas na faculdade tbm a partir de terça-feira que vem, mas, nessa quarta eu vou postar outro em cada uma das minhas fics, para vcs não morrerem de saudades de mim #*-----*, me deixem sonhar um pouco ;)
E aí, eu acho q só vai ter post nas minhas "férias", já q eu vou entrar de férias somente na escola no período da manhã e vou estudar a tarde na faculdade #Aliás, se alguém ai gostar de agronomia e topar escrever um artigo comigo, me comuniquem :) suhasuahsas
É só, eu não tenho mais avisos ^^
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Ah, leitores fantasmas, voces poderiam comentar de vzs em quando, mas nada contra vcs não... só uma ideia msm kkkkkkk'
Bjs pessoas lindas e fofas ^^
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