Amargo Prazer

13 Cap. 13 - Hora de Recomeçar


Notas iniciais
O cap. tava pronto, eu q sou lerda mesmo. aushauhsaushas
Mas, como eu prometi. O primeiro cap. da semana tah aqui ^^
Espero que gostem. O outro tah melhor, pke sabem, tem mais ação o/
Bjs ninas, té lá embaixo ^^
Reviews - Não fiquem com raiva de mim, até o final da semana eu respondo ^^

-Os cabelos sempre presos em coques altos. – ela prosseguiu – Jóias evitar o máximo possível. Maquiagem leve. Vestidos pretos e simples, mas que tenham alguma sofisticação. Isso será algum problema para a senhorita? – perguntou olhando criticamente para meus jeans e regata.

- Nenhum problema – respondi e ela arrumou os óculos que estavam na ponta de seu nariz de volta no lugar. Ela parecia me analisar a cada frase dita, verificando se eu era a pessoa certa para o cargo. Inacreditavelmente aquilo me fez sentir-me bem. Alguém ainda estava me julgando, claro, mas de uma forma que não fazia eu me sentir envergonhada.

- Você deve estar atenta aos nomes assim como a toda especificação que o cliente quiser. Se quando ele chegar pedir para mudar a mesa seja insistente o suficiente para que ele pense que a melhor mesa do restaurante está com ele, entendeu? – assenti – Excelente! Sobre seus horários, como ainda está em teste, será durante o dia. Almoços e reuniões acontecem aqui, o que não diminui seu trabalho nenhum pouco. – ela pausou, olhando para a folha que estava em suas mãos – Tem algum curso extra além dos que estão aqui?

Eu balancei a cabeça em um gesto de negação. A pergunta que ela deveria ter feito era: “Tem algum curso para colocar aqui, já que não há nenhum?”

- Bem, acho que isso pode ser resolvido depois, quando decidirmos se ficará ou não com a vaga. – ela se levantou, arrumando a saia que usava feita de um tecido que fez eu me perguntar como não estava toda amarrotada ainda. – É só, no momento. Alguma pergunta ou opinião sobre seus horários?

Eu levantei colocando minha bolsa sobre o ombro.

- Não – falei contendo o sorriso. Aquela mulher não precisava saber que aquele emprego era justamente o que eu precisava. Eu apertei sua mão antes de sair dali, me permitindo sorrir somente quando estava longe de seu olhar curioso. Quando passei pelo bar eu acenei em agradecimento para o garçom, que havia me desejado boa sorte enquanto eu esperava pela entrevista.

Quando chequei as horas, vi que Carly sairia da creche em pouco tempo, então resolvi fazer uma curta caminhada até lá. Aproveitaria para pensar sobre nossa nova vida e nas coisas que teriam que mudar agora. A começar pela casa. Era grande demais para apenas Carly e eu. E, ainda tinha meu pai. Carly não pergunta por ele, mas eu conseguia notar quando, no café-da-manhã, seus olhos ficavam presos na cadeira em que ele costumava se sentar. Ela relutava até mesmo em me entregar o jornal completo e sempre tirava a parte de economias e esportes antes de me entregar, os dobrando cuidadosamente e deixando sobre a bancada, como se a qualquer momento seu avô fosse aparecer para lê-lo.

Eu me encostei contra um poste, na calçada da creche, esperando que Carly saísse. Ao meu redor, pais de outras crianças faziam a mesma coisa e não demorou que as crianças começassem a sair. Não foi preciso procurar muito por Carly já que ela foi uma das primeiras a aparecer. Ela pareceu ter me visto instantaneamente e correu em minha direção, pulando em meu colo e colocando as duas mãozinhas ao redor do meu pescoço.

– Estava com saudade – falou sorrindo.

–Eu também estava meu bem. – dei um beijo em sua bochecha e a coloquei no chão, começando a caminhar enquanto segurava uma de suas mãos – O que fizeram hoje?

–Desenhos. ­– falou andando ao meu lado. As joaninhas presas na ponta de seus cabelos balançavam quando ela andava dando pequenos pulinhos – E também continhas. Eu acertei tudo. – tinha um sorriso orgulhoso em sua face. – A tia disse que ano que vem posso entrar em uma escola normal.

Eu sorri de volta.

–Bem, temos que ver isso. Acho que você está nova demais... – eu fiz uma cara pensativa e ela me olhou, parecendo desapontada – Mas podemos ver isso depois – pisquei para ela.

O caminho até em casa não era longe, de forma que Carly nem reclamou quando notou a ausência do carro. Eu havia o vendido para pagar as despesas extras, que haviam se acumulado no período em que fiquei sem trabalhar. Quer dizer, durante o período em que havia sumido da boate. Quando voltei, Damon achou que seria para continuar trabalhando lá, mas não era isso. Já estava farta daquilo e não havia mais nada que me prendesse ali.

Se tudo desse certo, como eu esperava que desse, em breve, com o emprego no restaurante, eu não teria que me preocupar mais com dinheiro. Ele viria, e, desta vez, de maneira completamente honesta.

Assim que chegamos a casa, Carly tirou seu uniforme e em seguida se sentou ao meu lado no sofá, assistindo TV em silêncio. Passava a reprise se uma série qualquer, mas eu não dei muita atenção. Minha mente estava longe com os vários pensamentos sobre a mudança abrupta que nossas vidas haviam sofrido.

– Você não vai sair hoje, não é? – Carly murmurou, com a cabeça apoiada contra meu peito.

– Não, hoje não – eu senti uma sensação de alivio percorrer todo o meu corpo. Há quanto tempo eu não me sentia daquele jeito? Senti uma leve pontada em meu coração quando me lembrei que se eu sentia aquele alívio era porque uma pessoa se fora...

Eu também me lembrei do que Dimitri havia me dito na noite anterior: " Você tomou a melhor atitude da sua vida." Bem, eu me sentia exatamente assim.

Meu celular tocou de dentro da minha bolsa e eu estiquei minha mão para pegá-la. Depois de alguns segundos o caçando finalmente encontrei, mas o joguei de volta lá quando vi quem era.

O quê o Damon queria? Já não bastava, após ele ter me ameaçado, eu gritado que não voltaria a trabalhar para ele nunca mais? Seria necessário desenhar para que ele entendesse?

– O que foi tia? – Carly perguntou, me fitando.

– Era restrito, — falei beijando o topo de sua cabeça e acariciando seus cabelos – O que vai querer para o jantar, Lily? – perguntei a ela já me levantando.

– Espaguete! – gritou levantando as mãos e saindo do sofá com um pulo – e com muito molho vermelho, por favor.

– Que tal com pouco molho vermelho? – perguntei achando graça de sua animação.

– Pouco molho vermelho e sorvete de chocolate como sobremesa? – perguntou erguendo o dedo mindinho para mim. E então ela completou – E eu prometo ser boazinha na hora de ir dormir.

- Feito – falei tocando seu dedo mindinho.

Eu estava tentando seguir nossas vidas com a maior naturalidade possível, mas se tornava impossível não se lembrar de Abe quando estávamos jantando, já que era nessas horas que ele mais costumava falar.

No entanto, pela primeira vez em semanas, eu notei Carly conversando sobre seus amigos e sem parecer com receio de falar. Eu aceitei aquilo como um avanço em sua superação.

– Wanda não quer se mudar – a ouvi dizer por um tempo – Ela disse que gosta daqui.

- Bem, ela vai aceitar, tenho certeza disso.

Ela olhava fixamente para um ponto ao lado da mesa, onde eu julguei estar sua cachorra imaginária.

- Podemos ir para um lugar grande, assim ela não vai se sentir tão mal.

Eu me sentia mal por estar acabando com sua amiga imaginária daquela forma, mas já estava mais do que na hora de ela realmente ter amigos. Ou ao menos, cachorros de verdade.

– Eu prometo que te compro u-

Ouvi uma batida na porta e Carly fez menção de largar o prato para correr em direção a porta.

- Nem tente, mocinha – falei e ela voltou para a cadeira. Os aspargos no canto de seu prato era algo que comprovava que o jantar não havia sido somente como ela queria.

Eu fui até a porta, esperando que não fossem mais vizinhos querendo mostrar sua solidariedade pela "pobrezinha da Carly". Ela não precisava mais de exposição sobre ela. Minha previsão estava quase certa, já que assim que abri a porta foi para ouvir "sinto muito". Mas a surpresa veio de quem havia dito aquilo.

André jogou seus braços ao meu redor, falando o quanto ele sentia sobre aquilo. E então, sutilmente, mas ainda de forma que mostrasse a ele o que eu estava fazendo, eu o afastei, colocando uma mão em seu peito e dei alguns passos para frente, fechando a porta da casa atrás de mim.

- O que aconteceu? – ele perguntou, notando a expressão dura em meu rosto.

Se eu queria seguir com uma vida diferente com Carly, eu tinha que deixar meu passado para trás. E eu sabia que para que isso acontecesse, André teria que entender de uma vez por todas que não aconteceria mais nada entre nós, além de, quem sabe, se ele ainda quisesse amizade.

Era hora de recomeçar.

Notas finais
Eu devia dar spoilers, mas... Melhor não. O outro cap. será postado entre amanhã e quinta, provavelmente quinta mesmo, já que sábado é dia de postar de novo :D
Bjs ninas, té a próxima ^^
P.S.: Passei rapidinho pra postar pke eu to tentando adiantar a fic, pke... Bem, pke eu quero manter as postagens o mais breve possivel. Percebi que AP tah um pouco atrasada por causa disso e eu odeio. Então, é.
Até breve pessoas lindas como eu *--*