Amargo Prazer

12 Cap. 12 - Talvez Agora Conhecidos


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiie, sentiram minha falta? Eu senti a de voces hehehehehe
Então, vamos para mais um cap?
As provas terminaram o/
Então, cá estou eu para postar pra vcs ;)
Na verdade, era pra ter postado de madrugada, mas tava com sono já '-'
Leitoras novas, sejam bem-vindas amores, e pessoas q marcaram nos faoritos tbm hehehehe
Obrigada ninas :)
Bem, espero que gostem. Nesse cap. vão ver q a fic já está sendo levada para outro rumo ^^

Meus olhos vagaram pelo local, procurando por Rose. Nos pequenos palcos só havia algumas garotas dançando, mas nenhum sinal dela. A boate não parecia tão cheia, então eu pude me mover por entre as pessoas sem que tivesse o cuidado para não esbarrar nelas. Foi o que eu pensei até uma mulher parar na minha frente, já levando uma mão a minha nuca. Não que eu não soubesse que aquele tipo de ação era normal naquele ambiente, mas eu só estava preocupado em ver uma mulher, e ela não era loira. Desviei da mulher saindo do alcance de sua mão e voltei para o meu caminho, achando que aquilo seria o suficiente para que ela desistisse.

- Que tal você me pagar uma bebida, querido? – ouvi a voz pouco depois de sentir alguém passar uma mão em meu ombro.

Eu me virei um pouco vendo a garota de antes e contive um suspiro frustrado.

- Desculpe, eu já tenho uma acompanhante. – falei tirando sua mão. Não era verdade, mas também não era mentira. Eu teria uma acompanhante assim que a encontrasse. A música não muito alta me ajudou no quesito de não precisar grityar para que ela me ouvisse.

- Uma pena, mas eu acho que a maioria das boas garotas estão ocupadas. Sou a única boa garota sobrando. – falou passando a língua sobre os lábios.

Eu não queria ser agressivo e dizer com todas as letras que eu não queria, mas confesso que eu estava à beira de fazer isso quando uma ideia me ocorreu. Ela poderia saber se Rose estava ou não ocupada.

- E Rose Hathaway está entre as boas garotas? – eu perguntei, vendo um pouco de sobressalto preencher suas feições.

Ela abriu a boca parecendo ter sido pega de surpresa, mas rapidamente recuperou seu semblante calmo e falou em um tom manso:

- Não sei de quem está falando, mas eu posso deixar você me chamar de Rose quando estivermos lá em cima. – falou piscando.

- O que tem a Rose? – uma nova voz perguntou e a mulher olhou para além de mim com uma cara raivosa. Eu me virei vendo que quem havia falado havia sido uma striper que aparentava ter a idade de Rose. Ela tinha um cabelo levemente loiro um pouco abaixo dos ombros e eu desviei o olhar quando percebi que ela já estava sem a roupa de cima. Não que eu não quisesse olhar, porque eu realmente queria,afinal, sou homem ou o quê? Mas se eu realmente estava a fim de falar com Rose, seria melhor não dar chances a tentação. Seus olhos me olharam criticamente – O que quer com a Rose?

- Eu sou Dimitri Belikov– falei estendo minha mão, mas recuei quando ela apenas continuou me encarando – Eu queria apenas falar com ela. Somos amigos, na verdade.

- Se realmente fossem amigos saberia onde é a casa dela e não viria aqui. – ela falou e olhou para a mulher que permanecia ao meu lado, olhando para frente parecendo desgostosa. — Meredith, se continuar carrancuda assim vai acabar cheia de rugas.

Eu a escutei bufar antes de sair de perto batendo os pés fortemente contra o chão.

- Eu me lembro de você. – a loira disse e então sorriu – Você era o cara que estava com Rose há alguns dias, certo?

Eu tentei me lembrar de tê-la visto alguma vez enquanto estive aqui, mas seu rosto não me era nenhum pouco familiar.

- Talvez. – eu realmente estava incerto quanto àquilo – Sabe onde eu posso encontrá-la? – perguntei querendo vê-la logo e sair do olhar especulativo da mulher que parecia ser sua amiga.

- Hey docinho! – uma cara chamou e se aproximou dando um tapa na bunda dela, que recuou levemente. Ele me olhou de cima a baixo com um olhar que eu julguei uma tentativa de me intimidar. – Essa já tem dono, se quiser que procure a sua.

- Jeremy, pode ir subindo na frente? Eu juro que vou em um segundo. – ela perguntou sorrindo para ele quase que inocentemente.

- Tudo bem, mas estou de olho. – ele fez um sinal apontando para os dois olhos e em seguida para nós e saiu, mas não antes de dar outro tapa estalado na bunda da mulher.

- Okay, eu não sei se você vai conseguir falar com Rose ainda hoje, mas ela está no escritório do Damon. É só seguir pelas escadas até o segundo andar, mas não vire no corredor dos quartos, siga em frente. Você vai ver uma grande porta branca com coisas idiotas escritas em vermelho. É lá. – explicou-me.

Eu a agradeci e comecei a me virar quando me lembrei de um detalhe importante. Na verdade, algo que me fez congelar.

- Ela não está... – não foi preciso terminar, ela havia entendido.

- Não, não. Damon não faz isso com a gente. – falou soltando um risinho e balançou a cabeça, fazendo seus cabelos se agitarem um pouco – Boa sorte com ela. – desejou e voltou a seguir seu caminho enquanto eu seguia as suas coordenadas.

Não foi difícil encontrar o lugar que ela me indicou, apenas não tive que ler tudo o que estava escrito na porta. Eu parei ao lado dela, me encostando contra a parede pintada de verde com alguns desenhos abstratos. Estava me decidindo se bateria ou esperaria Rose sair quando comecei a ouvir uma conversa vinda lá de dentro.

Não dava para saber ao certo sobre o que falavam, mas pude distinguir as vozes de Rose e Damon quando a conversa subiu de tom, beirando quase aos gritos. Eu não conseguia entender nada, mas foi o suficiente para que eu quisesse entrar lá. Mal havia tocado na maçaneta da porta quando a mesma se abriu. Rose bateu de frente a mim e quando ela olhou para cima, parecendo enfurecida, seu rosto estava marcado por lágrimas. Ela estava bem vestida com uma calça jeans e blusa vermelha. Acho que nunca a havia visto, na boate, com tanta roupa e sem maquiagem, mas aquilo pareceu deixar suas feições ainda mais belas. Seu cabelo preso em uma trança quase desfeita. Ela parecia miserável. Parecia abatida.

- Eu não acabei Rose! — Damon começou a falar em um tom cortante, mas parou assim que me notou. – Dimitri. – falou, sua voz abaixou de tom enquanto ele sorria e estendeu-me sua mão.

- Está tudo bem? – perguntei a Rose, que ainda me encarava e ignorando Damon.

Ela assentiu e fungou. Olhou para Damon por um momento enquanto o mesmo a encarava com raiva e saiu de lá rapidamente, sem olhar para trás ou ao menos falar comigo.

- Mulheres, quem vai entendê-las... – Damon comentou como se fosse grandessíssimo amigos e muito menos que eu não tivesse ouvido o tom que ele usou para falar com ela. Eu sabia que estava certo eu não gostar dele, e não só pela profissão.

- Com licença, eu tenho que fazer uma coisa. – falei ignorando seu comentário e me retirando dali, seguindo pelo mesmo caminho que eu havia visto Rose andar segundos antes. Enquanto ainda descia as escadas eu fui capaz de vê-la andar muito rápido em direção a saída, de forma que eu também apertei o passo tentando não perdê-la de vista.

Quando cheguei ao lado de fora, vasculhei ao meu redor a procurando e não encontrei nenhum sinal de que ela estivesse ali. Pensei na ideia de ela ter ido para onde me atendeu da última vez, talvez houvesse um cliente lá, esperando-a...

Já estava voltando para o interior da boate pensando quando a vi parada do outro lado da rua e sentada em um banco de pedra do ponto de ônibus.

Eu me aproximei, tomando cuidado para não ser pego por alguns carros que estavam passando por ali. Ela parecia alheia ao que acontecia a sua volta enquanto estava de cabeça baixa e tinha os braços ao redor de seu corpo. Quando finalmente a alcancei, sentei-me ao seu lado e só então ela me olhou, mas foi por poucos instantes.

- Não está com frio? – eu perguntei quando ela voltou a fitar o nada.

- Não. – respondeu seca.

Eu permaneci em silêncio sem saber ao certo o que dizer. Sabia que era hora de ir embora, mas eu queria falar com ela.

Enquanto ela parecia perdida em pensamentos eu via algumas lágrimas escorrendo por sua bochecha. E então, aquele sentimento de querer ajudar a todos se apossou de mim. Antes que eu me levantasse e pudesse voltar para o meu carro, ou até mesmo para a boate, eu ouvi sua voz.

- Porque está aqui? – ela perguntou quebrando o silêncio. Eu a olhei, vendo que ela me fitava parecendo aborrecida com minha presença ali.

- Bem, eu queria falar com você.

Ela deu uma risada e olhei ao nosso redor, checando se havia perdido algo que fosse engraçado.

- Você é engraçado Dimitri. – falou em meio aos risos e então eles cessaram de repente. Seus olhos raivosos e sua voz dura e ao mesmo tempo dolorosa como eu nunca havia ouvido antes. Era bem diferente do tom sedutor que ela costumava usar sempre que nos falávamos – Se você quer ficar com alguém volte para a boate. Deve ter muitas melhores do que a mim lá!

Ela se levantou do banco parecendo impaciente. Vi o ônibus despontar na outra esquina e ela ergueu a mão para fazer um sinal para ele.

- E se eu quiser você? — falei puxando sua mão.

Ela a puxou de volta, parecendo ainda com mais raiva.

- Não trabalho mais com isso, sinto muito. – ela não sentia. Sua voz levemente suave, embora ainda com raiva, era o suficiente para que eu percebesse que ela estava aliviada.

- Era sobre isso que falava com Damon? – perguntei quando vi o ônibus se aproximar rapidamente, mas do que eu queria. Ela também o olhou.

- Quase. Ele não é muito compreensivo quando se trata de perder algo.

- O que houve? – eu não queria vê-la entrar naquele ônibus. Como eu a veria novamente? Como eu poderia estar com ela outra vez e saber que naquele momento eu não seria perturbado por fantasmas?

O ônibus parou e as portas se abriram. Um motorista rechonchudo e com grandes olheiras nos olhou aguardando nossa entrada.

- Desculpe, tenho que ir.

Antes que ela pisasse no metálico degrau da curta escada para entrar no ônibus eu a puxei para mim e colei meus lábios nos dela. Em algum lugar, enquanto a segurava contra mim, eu ouvi o barulho do ônibus partir. Ela apoiou suas mãos em meu peito e se afastou de mim. Olhava-me parecendo realmente irritada.

- Qual o seu maldito problema?! – perguntou entredentes – Eu perdi meu ônibus, você viu?

- Posso te levar em casa. – eu sugeri. Aquilo não seria incomodo algum. Eu queria falar com ela, saber o quê estava acontecendo. Sua voz parecia me manter afastado de coisas que eu não queria me lembrar.

- Não precisa, eu chamo um táxi. – ela abriu a bolsa e começou a procurar por algo.

- Olha, eu não vou te agarrar – afirmei e ela apenas me olhou em descrença – Vamos fazer assim. Eu a levo até sua casa e nunca mais a vejo. Será como um favor por eu ter feito você e André brigarem.

Ela parou de mexer na bolsa e a fechou.

- Eu não briguei com André. – falei em um tom arrogante.

- Bem, é que eu não o vi mais falando sobre voc-

- Fazemos isso às vezes. Ele tem o costume de gostar de se afastar das pessoas um pouco. Isso é normal – ela deu de ombros mostrando que aquilo realmente era algo normal para ela.

O assunto não parecia agradá-la muito e logo eu me vi querendo levar a conversa para outro rumo.

- O meu carro está aqui perto. – eu toquei seu ombro para que ela me seguisse e a mesma pareceu tremer. Também, não era de se admirar. A noite havia esfriado de uma hora para outra. Ignorando o meu próprio frio eu retirei meu casaco e o coloquei sobre seus ombros. Ela não negou, mas enquanto eu a encaminhava em direção ao meu carro, ela comentou:

- Eu sei que russos tem resistência ao frio, mas eu não acho que você vá durar muito sem um casaco.

Eu sorri a olhando brevemente vendo um sorriso dançar em seus lábios. Era a primeira vez que eu a via sorrir desde que a havia conhecido. E realmente sorrir. Ainda tinha aquela aura triste ao seu redor, mas naquele curto momento ela me pareceu divertida.

- Já foi a Rússia? – eu perguntei.

Ela negou. Quaisquer resquícios de sua diversão de segundos antes sumiu.

O que eu estava fazendo? O que por Deus eu estava fazendo? Era apenas isso o que eu me perguntava quando ela entrou no carro. Ela não iria ficar de novo comigo, isso era certo. Caso contrário ela teria continuado trabalhando na boate. Ela deveria estar procurando algo mais respeitável, não é? Foi com isso que iniciei nossa conversa.

- Onde você vai trabalhar agora? – perguntei quebrando o incomodo silêncio.

Ela tinha a cabeça encostada contra o vidro e seu perfume se espalhava pelo interior do carro.

- Não sei ainda. Tudo parece tão distante. Mas tem que ser algo rápido. A diretora da escola de Carly não espera muito. – respondeu.

Ela tirou sua cabeça do vidro e olhou para a rua cruzando os braços sobre o peito. O casaco que estava aberto expôs levemente seus seios e eu tentei parar as lembranças que giravam em minha mente. Não era hora para isso.

- Por onde eu vou? – perguntei quando chegamos à via principal.

Ela passou as instruções, mas logo em seguida voltou a fazer silêncio.

Perguntei-me se a causa daquilo tudo era eu mesmo...

- Então, uh, porque você saiu de lá? – perguntei tentando quebrar todo aquele silêncio – Quer dizer, Damon é um perfeit-

- Eu não preciso mais do dinheiro. – falou lentamente e me interrompendo. Suas palavras tinham um tom amargurado.

- Não? – eu me lembrei de nossa primeira conversa, quando ela disse que precisava de dinheiro rápido.

- Você realmente quer saber, não é? – perguntou virando sua cabeça em minha direção de repente. Quando falou novamente suas palavras eram rápidas e afiadas – O meu pai morreu e ele era a causa de eu precisar tanto do dinheiro. Eu precisava pagar as malditas contas que nunca cessavam. Mas quer saber? Eu preferia tê-lo vivo e continuar trabalhando para o imundo do Damon do que agora.

Ela se calou e eu voltei meu olhar para frente, pensando em como aquilo havia sido uma péssima ideia. Nós mal nos conhecíamos, afinal. O que eu esperava daquilo? Era a sua vida, seus problemas. Eu não queria me meter no meio deles.

- Sinto muito. – eu disse.

O resto do caminho eu apenas segui em silêncio suas instruções, rezando para que chegássemos logo. Nunca pensei que pudesse me sentir tão desconfortável com o silêncio. Ela se mexia inquieta no banco e a todo o momento brincava com a alça de sua bolsa parecendo desconfortável. Aquilo também não deveria estar sendo agradável para ela.

- Pode parar perto daquele carro preto. – ela disse em não mais que um sussurro.

Eu parei o carro e diferente do que eu pensei que faria, ela não saltou para fora. Continuou sentada e encarando um ponto fixo a sua frente.

- Bem, está entregue – eu anunciei, embora soubesse que ela já havia percebido aquilo.

Rose virou seu olhar para mim e então desviou sues olhos dos meus. Suas bochechas levemente coradas.

- Obrigada.

- Por nada. – eu disse, mas ela continuou sem se mover. Quando eu ia perguntar se tudo estava bem eu ouvi um soluço baixo vindo dela e foi nesse momento em que ela abriu a porta do carro e saiu a fechando com um pouco de força.

Respirando fundo pensando em como provavelmente ter ficado com Janine seria melhor. Essa não era minha melhor noite, com certeza. Eu soltei meu cinto de segurança e sai, alcançando seus passos no gramado rapidamente.

- Hey, hey – a segurei pelos ombros e a fiz parar, seu rosto estava abaixado, mas fui capaz de ver claramente a lágrimas correndo por ele – O que está havendo?

Ela balançou a cabeça e fungou, passando as mãos no rosto. Hesitante quanto a minha próxima atitude eu circulei seus ombros e a abracei. Suas mãos se apoiaram em meu peito enquanto seus dedos seguravam minha camiseta com força. Os soluços estavam cada vez mais altos e eu estava honestamente começando a me preocupar. Eu olhei ao nosso redor a procura de alguém que pudesse ajudar, mas já era esperado que àquela hora da noite não tivesse quase ninguém na rua.

Olhei para a casa em que estávamos em frente e tinha uma menina com as duas mãos espalmadas no vidro de uma janela. Eu me lembrava daqueles olhos azuis piscina. Já os havia visto em algum momento, mas não me recordava ao certo de onde.

Eu senti o corpo de Rose parar de tremer e não ouvi mais seus soluços. Quando voltei meu olhar para ela vi que agora havia somente rastros de lágrimas em seu rosto.

- Você quer que eu chame alguém? – eu perguntei ainda pensando que ela poderia começar a chorar novamente. Mesmo tendo crescido em uma casa cheia de mulheres eu ainda não estava acostumado a consolar as crises de choro que elas tinham. Ainda mais quando eu não conhecia essa mulher.

- Não é necessário. – ela me afastou e então retirou meu casaco, me entregando logo em seguida. – Obrigada pela carona e por não... Ter saído correndo.

Eu sorri para ela que retribuiu, embora ainda parecesse perto de começar a chorar novamente.

- Tia Rose!

Eu me virei quando ouvi a voz infantil. A menina que antes estava na janela nos observando agora estava parada a poucos metros da gente. Seus pés descalços na grama enquanto ela segurava uma boneca em uma de suas mãos, cujo cabelo estava apontando para todas as direções possíveis.

- Hey, Lily – Rose falou e eu me surpreendi pela firmeza em suas palavras. Quando fitei seu rosto percebi que não havia mais nenhum sinal de tristeza ali. Era como se nunca houvesse existido – O que eu disse sobre ficar descalça? Você não quer que algum bichinho entre nos seus pés, quer?

Ela foi até a menina e a pegou no colo. Lembrei-me dela. Era a sobrinha de Rose, Carly, filha da irmã dela que já havia falecido.

- Você estava demorando. – a menina disse com os braços ao redor do seu pescoço – Achei que havia ido embora.

A expressão de Rose vacilou por um momento.

- Eu nunca faria isso. – tocou seu nariz com a ponta de seu dedo – E Sandra?

- Dormiu enquanto cantava a musica do elefantinho. – ela deu uma risada gostosa e Rose sorriu.

Naquele momento era praticamente impossível dizer que Rose havia trabalhado em um lugar como aquele, ou que estivera chorando minutos antes. Mas a menina havia visto tudo pela janela, eu sabia disso. E também sabia que Rose estava provavelmente se esforçando muito para esconder suas emoções da sobrinha.

- Bem, — eu limpei minha garganta, percebendo que já estava na hora de ir – Eu vou indo. – eu ia oferecer minha ajuda para caso ela precisasse, mas não éramos conhecidos o suficiente.

- Tudo bem – disse falou assentindo com a cabeça – E novamente obrigada pela carona Dimitri.

Eu assenti e voltei para o meu carro. Assim que entrei vi Rose voltar a caminhar com a menina ainda no seu colo. E então me lembrei de algo. Inclinei-me na janela do carro e a chamei. Ela olhou para trás parecendo surpresa.

- Eu só queria dizer que... – eu parei, tomando cuidado com a escolha de palavras — você tomou a melhor atitude da sua vida.

Mais surpresa em sua face. Ela havia entendido. Assentiu minimamente com a cabeça e voltou a fazer seu caminho até a porta de sua casa. E então, eu voltei para a minha. Mas desta vez, não havia nenhuma culpa em minha consciência.

Notas finais
Um beijo em quem advinhar como eles vão se encontrar nos próximos cap. *O* #Tah, essa tah dificil KKKK'
Bem, só pra avisar. A partir de semana q vem postagens tres vezes na semana, pke eu já tenho bastante cap, pronto e não é justo q vcs esperem tanto ;)
Então, é isso, espero que tenham gostado e
Té a próxima
Bjs amores de mi vida *-*