Amargo Prazer
8 Cap. 08 - Mentiras Que Precisam Ser Contadas
Notas iniciais
Capítulo dedicado a diva Kety pela recomendação e pelos toques no cap. hehehehe
Bem, mas agora, agradecimentos especiais a: Deb Hathway, RoseLermanGrangerMalfoyBelikov, Picles, JuliaJorge #Tah, obrigada por me fazer sorrir de madrugada com suas palavras e principalmente por ter criado uma conta ;) e Paddy Bieber #Outra nina q me fez rir hj na sala kkk' Sejam todos muito bem-vindos e não me abandonem please *--*
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Espero que gostem ^-^
Era como se tivesse alguma coisa pressionando meu peito e impedindo que o ar entrasse em meus pulmões, mas eu sabia que não havia nada me apertando naquele momento, exceto o medo que eu sentia. Naquele curto tempo em que eu não me permiti nem ao menos respirar parecia existir só eu, Dimitri e Andre naquela sala, mas ao fundo, como se fosse uma trilha sonora para o meu completo desespero estava a voz melodiosa de Carly enquanto conversava com Lissa.
- Rose? – eu ouvi Dimitri dizer enquanto erguia uma sobrancelha para mim. – Bem, eu devo ter me confundido. – ele pareceu tão confiante disso que até mesmo eu poderia ter a certeza de que ele tinha aceitado que eu não era Amanda, mas a forma como ele ainda me olhava era uma clara evidencia de que ele sabia bem quem eu era.
Soltei o ar lentamente, tentando me fazer ficar calma e relaxar mesmo sabendo que isso seria praticamente impossível.
- Você não está deixando Adrian jogar, está? – o homem de antes disse, e então eu me lembrei de onde o conhecia. Ele era o tal cara da despedida de solteiro — Você sabe bem como ele manipula as cartas.
Eu não o havia reconhecido a primeira vista, mas agora eu tinha certeza de que ele também havia estado lá no mesmo dia que Dimitri, mas ao contrário deste, ele não se lembrava minimamente de mim, mas ainda sim eu me mantive quieta enquanto eles conversavam.
André deslizou sua mão da minha cintura para a minha mão, apertando levemente. Eu o olhei pelo canto do olho e ele parecia mais pálido do que o habitual. Eu poderia dizer facilmente que ele havia se arrependido por ter insistido tanto para que eu viesse.
- Rose, — Lissa me chamou atraindo minha atenção para ela que sorria para mim – Me ajuda na cozinha? Assim podemos colocar o assunto em dia.
O convite veio a calhar. Eu ainda era capaz de sentir o olhar curioso de Dimitri em cima de mim e André tenso ao meu lado.
Eu assenti para Lissa e desvencilhei minha mão da de André. Enquanto eu seguia Lissa para longe dos meninos com Carly ao meu lado vi André se virar para Dimitri, parecendo irritado.
POV – Dimitri Belikov
- O que deu em você para chamá-la de Amanda bem aqui? – André exigiu e eu o olhei.
- Eu não sabia que você a conhecia, aliás, eu nem ao menos sabia seu verdadeiro nome até agora. – eu falei, ainda tentando entender o que ela fazia ali, o que foi minha próxima pergunta – E porque você a trouxe aqui, na casa da sua irmã?
- Ela é uma amiga, já disse isso a você. – a explicação veio de má vontade, eu notei — O quanto você sabe?
Eu duvidei que André e Rose, que os dois fossem apenas amigos pela forma como ele parecia na defensiva perto de mim.
- O que está havendo? – Adrian perguntou entrando na sala com um saco de Doritos em sua mão.
- Na verdade, eu também estou tentando entender. – Christian disse parecendo ainda mais confuso do que Adrian. Só então eu me lembrei de que eu e André não estávamos a sós ali. – Quem é Amanda?
- Rose é Amanda. – André disse suspirando e caindo pesadamente no sofá enquanto me olhava ainda na defensiva – E eu achando que você não frequentava esse tipo de lugar...
- E eu não frequento! – eu disse a total verdade – O único motivo que me levou aquela boate foi Adrian e Christian. Eu conheci Amanda, que agora eu sei se chamar Rose, lá, mas nada aconteceu. – afirmei.
-Ow, ow, espera. A Amanda que o Dimitri pagou pra ficar? –Adrian perguntou, parecendo bem mais interessado no que estava acontecendo e um pouco divertido. — Estamos falando da Amanda striper?
- Eu já disse que não fiquei com ela. Adrian. – eu falei já cansado por ter dito aquilo várias vezes a ele. Em sua mente ele provavelmente já tinha reproduzido as mais diversas e grotescas cenas entre mim e ela que sua ilimitada imaginação sexual permitia.
- Se não ficou com ela, o que foi fazer lá? – André perguntou parecendo pensar a mesma coisa que Adrian.
Eu suspirei e olhei para Christian que estava praticamente ao lado de André.
- Era a despedida de solteiro de Christian.
No instante em que falei isso ele arregalou os olhos, quase no mesmo momento em que André se virou para ele.
-Você traiu minha irmã, Ozera?
-Não! – Christian negou mesmo a afirmação estando expressa em seu rosto. – Não realmente! E Dimitri ter transado com sua suposta namorada é o assunto aqui, não eu.
Eu o encarei por ter jogado tão sujo para se livrar da acusação.
- Tudo bem, eu ainda não entendi: porque vocês estão falando da Amanda? – Adrian perguntou.
- Porque a amiga que André disse que traria na verdade é Amanda, que se chama Rose. – expliquei, somente nesse momento notando o quão confuso tudo aquilo era.
- Amanda está aqui? – Adrian perguntou em um tom bastante alto.
A segunda voz que ouvimos não foi dele.
- Quem é Amanda? – Tasha perguntou entrando com Ivan ao seu lado.
- Ninguém, Natasha. – André disse rapidamente e nós nos entreolhamos, aquele assunto estava acabado – Pensei que chegariam apenas daqui uma hora.
- E iríamos, mas Ivan resolveu me deixar dirigir. – Tasha desvencilhou seu braço do de Ivan e veio até mim, me dando um beijo no rosto e passando um braço ao redor do meu pescoço, como se isso fosse necessário por causa de nossa inexistente diferença de altura. – Como vai Dimka? – ela perguntou com um sorriso que fez rugas em seu rosto.
- Muito bem, Tasha e você? – eu perguntei tentando afastá-la um pouco, ciente de que Ivan estava nos observando nesse momento.
Ela poderia ser totalmente alheia ao que ele sentia por ela, mas eu não. Ivan era um grande amigo meu e igualmente Tasha, de forma que eu nunca conseguiria vê-la de outro modo, mesmo estando ciente de todas as suas investidas em mim.
POV Rose Hathaway
Carly ficou sentada em uma cadeira enquanto eu ajudava Lissa com o almoço. Não nos víamos há bastante tempo, então tivemos muito que conversar. Eu nunca pensei em nós duas como melhores amigas e nem muito intimas, mas ficamos bem próximas durante o tempo em que eu estava com André. Eu não me senti muito surpresa quando ela levou o foco da conversa, que era como ela e Christian haviam se conhecido, para como André havia mudado quando eu terminei com ele. Gostaria de tê-la corrigido e dito que era André quem havia terminado comigo e não ao contrário, mas então ela se virou para mim, ficando encostada a pia e cruzando os braços sobre o peito.
- Eu sei que você não gosta mais dele da mesma forma, Rose. – ela disse enquanto me fitava – Sei também que ele nunca te esqueceu durante o tempo que se mantiveram afastados.
Eu sabia o que viria a seguir. Sabia exatamente como Lissa iria dizer para que eu me afastasse, mas ela não faria como sua mãe, ela diria isso mascaradamente. Bem, eu não a culpava por querer me afastar do seu irmão.
- Eu sempre gostei de André como um grande amigo. – eu disse uma verdade, tentando mostrar a Lissa que não estávamos passando da amizade agora.
- Eu sei que não estaria aqui se não gostasse, acredite em mim quando digo como ele pode ser irritantemente insistente quando quer algo. – ela riu -, eu só não quero que quando vocês terminem novamente André fique tão mal ao ponto de eu te odiar Rose.
A raiva com que ela disse a última parte fez com que eu me perguntasse se ela ainda me odiava e que os sorrisos que ela me lançou mais tarde fossem apenas aparência...
- Eu não terminei com ele daquela vez, Lissa. – eu disse, após um tempo de silêncio – e quanto a terminarmos novamente, não há com o que se preocupar. André e eu somos somente amigos agora e nada mais.
Ela riu e prendeu seu cabelo loiro em um coque alto enquanto caminhava até a geladeira e pegava alguns tomates e em seguida os colocava a minha frente.
- Você é inteligente o suficiente para notar que se André foi atrás de você ele não quer apenas que vocês voltem a ser amigos. – ela piscou para mim e voltou para perto da pia.
Eu olhei para Carly que agora parecia entediada olhando seu reflexo em uma colher de prata.
Lissa tinha razão e eu sabia disso antes mesmo que ela me dissesse. A pergunta era: André estava disposto a quê para ficar comigo? Não que eu estivesse considerando possibilidade alguma, por que... Por Deus, não era mentira alguma que eu daria qualquer coisa para não me sujeitar aquele tipo de coisa, mas ficar com André seria praticamente a mesma coisa, embora não diretamente.
- Eu só quero, – Lissa voltou a dizer sem se virar dessa vez para mim – que caso você resolva seguir com sua vida, faça isso agora, enquanto ele ainda não está novamente ligado a você e a Carly. Você não sabe o quão desolado ele ficou Rose. – eu percebi ela fungar, mas não me movi e muito menos disse algo.
André havia cumprida sua promessa em não contar para ninguém porque havíamos terminado, mas ainda sim, eu acabei sendo a culpada por tudo, o que era uma verdade com os fatos distorcidos.
- André disse que estavam precisando de ajuda. – uma mulher disse entrando na cozinha – mas eu realmente acho que eles apenas me queriam fora para falar sobre mulheres.
Ela aparentava ter trinta e poucos anos era alta e tinha um cabelo preto no comprimento mais ou menos da cintura. Os sapatos e casaco que ela usava mostraram imediatamente que ela não era uma empregada como o jeito com que ela enrolou as mangas do seu casaco mostrava. Ela me olhou e sorriu. Seus olhos eram de um azul pálido e no mesmo momento em que eu notei seus olhos eu também notei uma cicatriz do lado esquerdo do rosto, tomando quase que todo aquele lado. Eu desviei o olhar assim que percebi estar encarando por um tempo maior do que a etiqueta permitia.
- Hey, você deve ser Rose, certo? – ela disse ainda sorrindo e então estendeu a mão que puxou de volta assim que pareceu perceber que eu estava com minhas mãos ocupadas. – E quem é essa coisa fofa?
Carly olhou rapidamente para ela e então voltou sua atenção para a colher, como se o que estivesse fazendo antes fosse mais interessante.
- Ah, essa é Carly, a minha sobrinha. – eu falei me perguntando seu nome, que só então eu reparei que ela não havia me dito.
-Rose, esta é Natasha Ozera, a tia do Christian. – Lissa disse nos apresentando já parecendo bem mais controlada para isso.
-Tasha, por favor. – ela corrigiu sorrindo novamente, parecendo ser simpática – E então, estão realmente precisando de ajuda?
Quando ela ficou ali nos ajudando eu percebi que Lissa não voltaria ao assunto sobre seu irmão tão cedo, embora eu soubesse que precisava tranquilizá-la e mostrar que eu não queria o mau de André, mas isso pareceu impossível quando Tasha ficou a todo o momento ali, falando sobre suas viagens e como estava se saindo em seu novo emprego.
Quando a mesa foi posta eu conheci outra pessoa além de Tasha, Ivan, que era o único homem que não me era familiar e me pareceu ser muito educado, mas não de falar muito. Assim que me sentei à mesa eu me vi querendo atrasar ainda mais o almoço já que eu ainda não sabia o que esperar dele. Dimitri poderia fazer alguma menção ao meu trabalho enquanto eu estivesse ali e alguém poderia facilmente entender.
Mesmo tendo me sentado ao lado de André — o que eu julguei ser uma boa forma de me manter oculta da visão de Dimitri — foi uma coisa inútil quando eu o vi se sentando a minha frente. Eu poderia dizer naturalmente que embora ele tentasse disfarçar e parecer entretido na conversa com seus amigos, ele me olhava a todo instante. Em certo momento quando eu movi minha mão para pegar um pouco da salada e nossas mãos se esbarraram, eu olhei para ele e vi que continuava me encarando.
- E então, Rose – o silencio em que eu me mantivera durante todo o almoço estava prestes a ser quebrado quando um homem me chamou. Esse foi outro que me parecia familiar e eu sabia exatamente de onde. – com o que você trabalha?
De certo modo, a pergunta não me surpreendeu, mas como ele me olhava tão descaradamente malicioso sim. Ele não havia tentado disfarçar como os demais.
- Eu já lhe disse com o que Rose trabalha Adrian. – André disse olhando em sua direção e eu vi o sorriso do outro aumentar.
- Eu sei que disse, mas eu gostaria de ouvir Rose me dizer, você sempre teve uma visão limitada das coisas André. – Adrian disse, fazendo os outros na mesa rirem. Menos Dimitri, eu notei.
- Hm, — eu mexi no meu molho, que não parecia mais tão bom – trabalho em uma loja de departamentos.
- Eu imagino como deve ser animado lá. – ele disse em um tom sugestivo e eu fingi não perceber, me virando para Carly e limpando um pouco da sujeira que ela havia feito enquanto tomava o seu suco.
- Não consigo pensar em como trabalhar em uma loja de departamentos possa ser animado, Adrian. – Lissa disse rindo.
- E realmente não é nenhum pouco animado. – eu o olhei, me sentindo como se mal o conhecesse e já o odiasse.
- Eu não duvido disso. – ele disse tomando um pouco de água e não voltando a olhar em minha direção durante o resto do almoço.
Claro que depois disso mais perguntas foram feitas, mas nada com o que eu devesse me preocupar e pensar muito para responder. O marido de Lissa foi o único que permaneceu calado durante todo o almoço lançando olhares furtivos em minha direção e eu sabia o exato motivo disso.
- Christian, porque não é um bom marido e nos trás a sobremesa? – Lissa disse inclinando seu corpo para o dele e lhe dando um beijo rápido.
- Hey, não traumatizem uma criança. – André disse esticando seu braço e pegando Carly no colo, que ria parecendo gostar da cena.
- Não enche Dragomir. – Christian disse se levantando e começando a tirar os pratos da mesa, quando chegou perto de mim, eu tive a impressão de que ele fosse deixar toda a louça se espatifar no chão a qualquer momento.
Bem, estava na hora de tranquilizar o rapaz...
- Eu lhe ajudo. – falei me levantando e pegando alguns pratos dos seus braços, seguindo em direção a cozinha na sua frente.
- Obrigada. – ele disse em um fio de voz, quando chegou à cozinha.
Quando olhei para ele, Christian mantinha a cabeça baixa, como se estivesse com medo de me olhar.
- Geralmente homens casados não são tão óbvios como você, sabia? – eu perguntei mordendo nos lábios em seguida para não rir da forma como ele me olhou e o desespero evidente que sentia.
- Eu juro que nunca a trai! Eu juro que aquele foi a primeira e a última vez, Adrian me pressionou e era minha ultima noite como solteiro e eu não queria ter feito aquilo, mas eu fiz porque-
- Hey, — eu falei cortando suas frases rápidas e confusas – Não se preocupe, eu não vou dizer ou fazer nada, até porque o que eu tenho a ver com isso? Eu só não quero você me olhando como se eu fosse aquela mulher de 'Menina má.com' – eu disse exatamente como estava me sentindo.
- Então você não dirá nada a Lissa? Sobre eu ter ficado com uma prostituta? – perguntou parecendo desconfiado.
- Claro que não! –disse o que ele já deveria saber — O que acontece na boate fica na boate. –pisquei para ele que no mesmo momento me abraçou.
- Oh meu Deus, obrigada Rose, mesmo!
Eu o empurrei para se afastar. Aquele contato todo me incomodava.
- Bem, acho que eu vou dizer para André me levar. – falei olhando as horas. Eu havia ficado ali mais tempo do que queria e esperava.
- Não vai ficar para a sobremesa? – ele perguntou, mas não em um tom que queria que eu ficasse. Eu o entendia perfeitamente.
- Desculpe, mas não, obrigada. Eu tenho que ir trabalhar daqui a pouco e não posso me atrasar. – eu admiti.
Christian pareceu ficar embaraçado, mas aquilo já era uma coisa típica para mim.
-Ah, tudo bem. Nos vemos por aí. Claro, em qualquer outro lugar menos na boate.
Eu ri e então estendi uma mão para ele que prontamente a apertou.
- Nos vemos por aí.
Eu voltei para a sala de jantar, e eu não precisei dizer muito para que André entendesse que já estava na hora. Eu também não precisei de legendas para entender o porquê de repente ele ter ficado irritado e me tratado com indiferença. Sabia que se o visse novamente o tópico de nossa conversa seria sobre o que eu fazer ser errado. E então, a história iria se repetir e ele iria sumir da minha vida novamente, o que poderia ser bom.
Eu gostei de revê-lo e tudo o mais, mas eu menos de vinte e quatro horas André já havia me feito passar por coisas que eu nunca pensei que aconteceria.
Eu me despedi de Adrian apenas com um aceno de cabeça, já que eu não achei de bom tom me aproximar demais dele, e também de Christian, Lissa, Tasha e Ivan. Eu honestamente não sabia como iria me despedir de Dimitri, por isso alívio me preencheu quando Lissa disse que Dimitri havia se desculpado por não ter podido se despedir já que teve que ir as pressas trabalhar.
Bem, eu com certeza não me importei.
Notas finais
Oks, podem comentar, recomendar, façam o q quiserem, até sinal de fumaça se daqui de Uberlandia der pra ver hasuhsuahs, mas mostrem q não são leitores fantasminhas
Ahhh e saudades da Sra Madox e da Evanuzia que me abandonaram :'( Volteeeem ahuhauashs
Bjs amores, até a próxima que não há de demorar *-*
P.S.: Nem vou falar nada sobre as leitoras acabando com meu suspense kkkk'
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