Amar é um Crime
1 Prologo
Notas iniciais
Conectando...
Conectando...
Conectando...
Conexão estabelecida.
Graças a Deus!
- Daqui fala o Agente Hunter, relatando de Londres. Fui comprometido.
Conexão perdida.
Merda!
Do outro lado, na sede da Interpol, Marta estava recebendo um sinal estranho, uma transmissão de vídeo muito ruim, ela não conseguiu ouvir toda a transmissão por causa da interferência, mas ouviu o suficiente para chamar seu chefe, Coronel Fencer.
- Senhor, peguei algo e eu acho que é o Agente Hunter.
- Finalmente. Amplifica isso. Transmita-o na tela grande.
A tela grande: oolho que tudo vêna Sala de Operações, ligada a milhares de câmaras em redor do mundo, basicamente projectava tudo e localizava-se no meio da Sala de Operações em frente a todos funcionários da Interpol.
- Sim, Senhor. — Respondeu Marta, depois digitou em seu teclado e a tela grande visualizou o rosto nada saudável do Agente Hunter.
- Agente Hunter? — Perguntou Marta pela escuta reajustando-a no ouvido, esperando o computador mostrar a transmissão de vídeo novamente.
- Sim. Eu estou aqui. — Respondeu Agente Hunter aliviado.
- Óptimo! — Coronel Fencer disse, soltando um suspiro de alívio, tomando o controlo da transmissão e começou a perguntar. — Bom te ver de novo velho amigo, puseste-mos preocupado aqui. — Depois de mostrar humanidade, Fencer voltou aos negócios. — Então, qual é sua situação Agente? — Melhor. Fencer não sabia ser “sentimental”.
Hunter respirou fundo analisando seus arredores, ele estava em um cúbico pequeno, com pouca luz, sem janelas, apenas uma porta que parecia impossível de derrubar, além do facto de que ele foi acorrentado nos braços, sem armas ou facas e havia dois guardas fortemente armados do lado de fora. Até mesmo para umsuperAgente que nem ele, esta missão era meramente impossível.
- Sabes melhor que ninguém que é preciso muito mais para me derrubar.
Os dois homens riram, se conheciam há bastante tempo, começaram a trabalhar juntos muito jovens, apesar de terem tomado caminhos diferentes — enquanto Fencer cuidava das operações, Hunter era do campo — e já era tempo de pedir reforma.
- Não tenho muito tempo Fencer. Alguém explodiu meu disfarce, mas, como sempre, eu sempre tenho umÁs, estou usando o meu relógio para fazer esta chamada de vídeo. Então vamos para o que interessa. Já ouviste falar da Universal, sim o grande mito. A organização existe.
A sala movimentada literalmente parou, Universal! AUniversalque todos conheciam? Impossível. Esta organização era um mito nos corredores políticos e criminosos espalhados nos 5 cantos do mundo, suponha-se que era composta por um grupo de pessoas muito influentes no mundo — Presidentes, Líderes de Máfias, Empresários, etc. — especulava-se que esta organização era a que mandava o mundo.
Mas até agora só houve especulações, e Agente Hunter vinha com essa bomba, isto chamou atenção de todo mundo, e todas telas na base da Interpol começaram a transmitir Agente Hunter.
- Alguém muito poderoso do governo Inglês me mantém cativo, e estão me segurando neste buraco de merda, é por isso que eu não tenho entrado em contacto.
- Tens alguma ideia de onde estás?
- Ainda acho que estamos em Londres, mas minha localização não vem ao acaso agora. Isto é muito maior que nós pensávamos, Fencer.
- Estou escutando.
- A missão “A Cura”. Não é apenas uma cura, éA Cura. A Cura na verdade é um novo produto concebido pela Universal com poder de curar SIDA Fencer. A mais procurada Cura do mundo já foi criada e pelos vistos não para o bem comum. É por isso que estão mantendo-me em cativeiro. Alguém entregou-me e só estou vivo porque querem saber quem me passou a informação.
- Puta merda! — Exclamou Fencer, surpreendendo todo mundo em seu redor, a informação que ele estava recebendo era demais.
- Assino em baixo; eu tenho mais informações e detalhes sobre esta Cura e como encontrá-la, mas não está comigo, há alguns dias, antes de ser capturado, Dr. Soto procurou-me, o engenheiro mestre deles, o criador da Cura, e contou-me sobre ela em troca da minha ajuda. Prometi ajudá-lo, mas fui capturado antes, vocês têm que encontrá-lo, tenho quase certeza que ele se encontra em Moçambique neste momento…
Hunter parou porque ouviu vozes alteradas e passos se aproximando,oh merda, ele assobiou.
- Tenho que ir... Eles estão chegando. Por favor, proteja o Dr. Soto não deixem que eles o capturem, se não estamos perdidos.
Estas foram as últimas palavras que ouviram do Agente Hunter antes da grande porta metálica abrir-se e homens fortemente armados entrarem no quarto, sapatos de salto alto vermelho fizeram o caminho a Hunter, mas a pequena câmara não poderia alcançar o rosto, apenas o sexy par de sapatos vermelho infernal bonitos, uma voz sexy feminina letal foi ouvida. — Então foi o Dr. Soto, — bufou ela, sorrindo maliciosamente.
- Eu sempre soube que aquele velho ganancioso não prestava, que falta de lealdade. — Reclamou fingindo decepção. — Opinião pessoal, eu pensei que fosses melhor que isso. Achas realmente quenósnão percebemos o seu relógio, não seja tão ingénuo. — A mulher misteriosa esboçou um sorriso irónico e inocente.
- Nós deixamos isso de propósito, sabíamos que não irias falar, não importa o que fizéssemos, sendo quem você é, o legendárioAgente Hunter. — Ela glorificou sarcasticamente. — Ou eu deveria chamá-lo de “Gatilho”, que é o seu Codename, não é? Portanto, vamos apenas dizer que caíste numa armadilha. Mais cedo ou mais tarde terias que encontrar uma maneira de contactá-los e tudo o que tivemos que fazer é esperar. Estou meio que decepcionada, com toda a sua fama eu pessoalmente achei que serias muito melhor, bem, acho que acabaste de perder uma grande fã. — Ela terminou ironicamente encolhendo os ombros e virou seus calcanhares, estava prestes a sair quando ela ouviu.
- Vai-te a fuder! — Hunter insultou.
- O que você disse? — Calmamente perguntou, tomando uma respiração profunda e lentamente se virou.
- Você ouviu. Vai… — Hunter não teve a oportunidade de terminar, um tiro ecoou pelo quarto e aterrou bem no centro da cabeça do Agente Hunter, a Sala de Operações entrou em colapso.
Todo mundo viu como a bala silenciosamente perfurou a cabeça do grande líder deles e momentos depois ele caiu imóvel no chão, seus olhos sem vida.
O legendário Agente Hunter estava morto, depois de 25 anos de trabalho na Interpol o maldito emprego finalmente havia-lhe levado a vida.
- Destruam o relógio! — A mesma voz feminina, a aparente assassina do Agente Hunter gritou e segundos depois tudo ficou escuro.
Todos na sala de operações estavam chocados, já houveram missões que acabaram mal, mas assim? E logo com o Agente querido de todos, só faltava pouco meses para ele pedir a reforma e olha…
A silenciosa sala olhava para a grande tela hipnotizados com o que acabava de acontecer, ninguém realmente acreditando, até que Coronel Fencer ladrou uma ordem, — Marta, consegues rastrear a ligação?
Marta rapidamente recuperou-se do assombro e digitou as teclas, mas nada, engoliu em seco e disse olhando ao seu chefe cautelosamente. — A ligação foi curta Senhor, não tenho dados precisos, além de que eles estavam bloqueando o sinal.
Coronel Fencer estava visivelmente transtornado, não era por menos. Aquele homem era seu amigo de longa data, eles começaram juntos nisto e deveriam terminar juntos; droga!
Mas tinha uma sala inteira para comandar e todos seus Agentes olhavam para ele perdidos a espera de ordens, respirando fundo ele disse, — tragam-me Sofia.
E com isto abandonou a sala que explodiu num ninho de emoções e sussurros.
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