Amantes
6 Capítulo 6
Notas iniciais
— Que ódio, eu não pedi para ser um redutor._ Gritei com o Sr.X.
— Claro que pediu, há uns 30 anos anos atrás se não me engano, se lembra?_ Disse ele calmo demais. Aquela tranquilidade me irritava ao ponto de me fazer querer esmurra-lo.
— Você acha que não me lembro. Você ameaçou matar minha irmã naquela noite._ Gritei alto. E por fim ele acabou por matar minha única irmã. Nós éramos gêmeos.
— Se acalme Sr. L, não queremos que você vá parar no quarto do Omega novamente, não é?_ Ele ameaçou se aproximando de mim.
— Que inferno. Obvio que não._ Sai da casa batendo a porta da frente.
Definitivamente eu não tinha para onde ir. Eu não poderia aparecer no Zerosun, porque todos sabiam que a Irmandade sempre estava lá. Não podia perambular pela rua sem dar de frente com um irmão. De qualquer forma seria suicídio ir a qualquer lugar ou ficar na sede.
Na hora não me pareceu uma má ideia, mas foi aí que tive uma ideia melhor. Eu sabia onde encontrar a um dos irmãos. Phury era o mais calmo deles, e eu sabia onde encontra-lo.
Entrei no carro e fui ao encontro do irmão de cabelos coloridos.
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—Irmão, eu vou dar uma volta por aí._ Falei colocando a jaqueta de couro e saindo da sala de bilhar. Aquela noite eu estava me sentindo sufocado.
A meses que o mago não aparecia, porem, aquela noite ele insistia em ficar pulando de um ombro a outro como se estivesse em um trampulim.
—Cuidado irmão, volte antes do amanhecer._ Z terminou o Goose do copo dele me lançando um olhar desconfiado.
—Pode deixar._ Sai do vestíbulo parando no jardim da mansão. O mago gostava da mansão, se sentia a vontade, ele só não me deixava a vontade.
Me desmaterializei tomando forma no Central Park. Era bom ficar sozinho, memso com o mago cantando a musica do titanic a plenos pulmões, de vez em quando, toda aquela guerra desgastava qualquer um. E também, ficar sozinho na mansão sem a Cormia era um parque de diversão para o mago.
Andei por todo aquele parque durante uma meia hora antes de parar perto de um carvalho e me sentar no chão. Fechei os olhos por alguns instantes enquanto o mago rodopiava pela minha cabeça imitando a cena do "eu sou o rei do mundo" antes de aquele cheiro de talco de bebê atingir o meu nariz com toda força e mandar o mago para longe. Levantei num salto e me coloquei em posição de luta.
—Calma, por favor, me escuta. Eu não vim brigar, nunca quis virar isso. Só quero que você me escute._ Ele falava com as mãos para cima e andando de vagar.
—O que você tem para falar? Não confio em você._ Falei apontando a Glock pra ele.
—Eu só tenho uma coisa a dizer. O Sr.X esta armando uma emboscada no ZeroSun amanhã a noite, ele sabe que lá é o ponto de encontro e vocês. Eu não quero fazer parte dessa guerra. Pelo menos do lado deles não. Eles sabem que o carro do Butch é o escalede. Eles implantaram uma bomba que vai explodir assim que ele ligar o carro amanhã._ O redutor falava vomitando as palavras enquanto abaixando as mãos e se sentava no chão. A voz dele estava embargada, achei que ele iria chorar se ainda tivesse ductos lacrimais funcionais.
—Você tem certeza disso? Não é armação sua para se aproximar de nós?_ Perguntei abaixando um pouco a Glock e olhando aquele garoto sentado no chão. Ele pareceria um adolecente se não fosse pelos cabelos desbotados e as iris quase brancas.
—Tenho sim. Eu não gosto dessa vida. Fui forçado a me transformar, ameaçaram matar minha irmã para me trasnformar e quando aceitei mataram nela.Nunca matei ou torturei ninguém, não é algo que eu faça, sou apenas um empregado na casa do Sr. X._ Ele disse se deitando na grama e olhando para o céu.
—É o primeiro que eu vejo falar isso._ Falei abismado, aquele tipo de coisa não existia na sociedade redutora.
—Sempre tentei me matar. Mais nunca me deixaram só, tempo o suficiente pra isso, e quando deixavam sempre me ressuscitavam. Desisti depois de 10 anos de tentativa. _ Ele desabafou dando um suspiro cansado no final.
—Porque não? Porque tanto efsforço para te manter vivo? _ Falei intrigado. Porque ele seria tão importante? Porque não participava da guerra.
—Eu tenho um dom especial. Eu posso extrair pequenas lembranças apagadas dos civis. Mas normalmente são lembranças simples. Por isso eu sei seus nomes e sei quem são vocês. Mais nunca disse nada para o senhor Sr.X, mas uma vez eu falei que vocês se reunião no Zerosun e que o carro que um de você era o escalade._ Ele disse num fôlego só. _ Fui torturado até quase morrer aquele dia._ Queria ter morrido.
—Porque você nos "protege"?_ Perguntei confuso.
—Não sei. Acho que eu tenho vontade de ser como vocês._ Ele deu um sorriso acanhado. _ Vocês são bons, cuidam dos seus e não se tratam como descartáveis. Vocês são familia.
—É, digamos que isso seria impossível._ Falei pegando o telefone do bolso do casaco._ Espera um pouco, eu vou fazer uma ligação. Já volto._ Levantei, andei um pouco para longe e disquei o número do Wrath, ao primeiro toque ele atendeu.
—O que foi Phury?_ Ele rosnou do outro lado da linha. Não parecia de bom humor.
—Meu rei, me desculpe a interrupção, mais eu preciso que venha me encontrar no Central Park._ Falei rápido.
—Aconteceu alguma coisa? _ Perguntou serio.
—Tenho algo, como posso dizer, peculiar, para não dizer estranha, para o senhor. _ Olhei para o redutor ainda deitado na grama.
—Já estou indo. _ Wrath desligou o telefone.
Esperamos alguns minutos e Wrath apareceu das sombras das árvores. Ele era grande, parecia uma sombra com toda aquela roupa de couro negra.
—O que você tem para..._ Quando Wrath viu L deitado na grama ele rosnou alto.
—Calma irmão. Temos muito o que conversar. Ele está do nosso lado. Eu acho. _ Falei em tom serio.
—Como assim? É bom você explicar isso muito bem._ Ele exigiu ainda com a mão na arma que tinha nas costas.
—L, venha aqui, pode começar. Conte tudo o que me contou agora a pouco.
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—Nalla, da pra tentar disfarçar pelo menos. Você esta mais vermelha que um pimentão._ Falei rindo, suas bochechas estavam vermelhas de vergonha.
—Para, você quer o que? A gente quase..._ Ela ficou mais vermelha ainda. Era tão lindo vê-la envergonhada.
—A gente quase transou né? Não é isso?_ Falei baixinho no ouvido dela.
—Para com isso._ Ela me deu um tapa no braço saindo andando na minha frente.
Estávamos indo para o vestíbulo, onde Wrath havia solicitado uma reunião geral. Andamos em silencio pelo corredor, comecei a sentir um cheiro doce que incomodava o nariz, mas ignorei.
Chegando na escada, perto do vestíbulo, o cheiro veio com força total. Cheiro que talco de bebê. Havia um redutor ali. Meus músculos ficaram tensos, eu entrei na frente de Nalla, protegendo-a o máximo possível.
Quando subimos ao vestíbulo todos estavam na mesma posição, cada um protegendo sua shellan da melhor maneira possível. John e Vishous estavam mais tensos que o normal. Mas algo me intrigou, Wrath, Phury e Beth estavam do lado de um redutor, como se o protegessem de nós.
—O que esta acontecendo aqui?_ Z rosnou.
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