Amantes

23 Capítulo 21


Notas iniciais
Como presente de fim de semana.
Boa leitura.

-Tohr, pelo amor da virgem. Respira. –Plury me cutucou no ombro.

-Obrigado. –Respirei fundo.

Como era de costume, os irmãos estavam com as túnicas pretas para a cerimônia. A Virgem Escriba já estava em seu lugar a espera do inicio da cerimônia.

Eu estava tão nervoso quanto da primeira vez. Não parava de pensar em Welssie e se ela aprovaria. Foi quando senti uma mão no meu ombro.

-Eu sei o que passa nessa sua cabeça guerreiro. Ela está feliz que finalmente encontrou alguém que o ame. –Terminando de falar a Virgem Escriba voltou para o seu lugar.

Eu queria perguntar como ela sabia daquilo, mais de certa forma eu não queria saber a resposta.

Comecei a observar a decoração. Havia muitas rosas vermelhas e brancas por todo o vestíbulo, na sala de jantar a comida já estava porta e Fritz estava saltitando de alegria por ter o que fazer.

No aeroporto V. tinha alugado um jato para mim e Nalla. Vamos para Londres, mais é claro que ela não sabia. Ela anda achava que íamos para um apartamento na cidade.

Estava tão tenso que assim que ouvi a porta do quarto em que Nalla estava fechar comecei suar frio. O cheiro de almisca com rosas estava forte e tinha chegado primeiro que ela.

A vi aparecer no alto da escada. Vestia um vermelho sangue longo, tinha rubis incrustados no vestido e no espartilho. Ela estava simplesmente perfeita.

Naquele momento tive que me segurar, pois a vontade de correr e abraçá-la eram enormes.

-Cara, eu acho que não vou deixar você casar com ela mais não. Ela está linda. –Plury sussurrou.

-Para com isso. Mais realidade. Ela está maravilhosa. – Suspirei ao vê-la descer as escadas.

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Quando vi Tohr no vestíbulo pensei “é agora ou nunca ”. E é claro que seria agora e que duraria a eternidade.

Enquanto descia as escadas tive a leve impressão de uma voz feminina, doce e suave sussurrar para mim “Por favor, faça-o feliz por mim”, o que não ignorei. Eu iria me esforçar para fazê-lo feliz.

Ele estava lindo com a roupa de cerimônia. Todos estavam lá, me esperando, me olhando. De repente me deu um frio na barriga, uma ansiedade. Estava tudo tão lindo, tão perfeito.

Chegando ao pé da escada, definitivamente percebi que iria me casar. “Eu vou me casar” gritei dentro da minha cabeça.

Finalmente Tohr pegou na minha mão e me levou ate a Virgem Escriba.

-Este será um bom casamento. Assim como foi o seu anterior Tohrment, filho de Hharm. Esta é uma fêmea de muita valia. Trate-a bem e logo teram uma surpresa. –Sua fala surpreendeu a todos.

Foi tudo perfeito, tirando a parte em que meu nome foi gravado no Antigo Idioma, nas costas do meu hellren. Quase não pude olhar, mas dei graças a Deus que meu nome só tinha 4 letras.

Mesmo ainda meio desnorteado depois da cerimônia, a primeira coisa que fez foi me abraçar e dar um beijo cheio de significados. Agora era definitivo. Nada nos separaria.

-Minha shellan. –Ele sussurrou nomeu ouvido.

-Meu hellren. –Sussurrei de volta.

No instante em que a cerimônia acabou fomos todos a sala de jantar. Não sabia quem estava mais feliz eu e Tohr ou Fritz, que saltitava de um lado para o outro.

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Apesar de todo meu nervosismo estava muito feliz pela minha filha. Casada com um macho de valia e aparentava em felicidade que refletia em todas.

Quando o jantar acabou era por volta de 7 horas da manha, então não tinha como Tohr e Nalla saírem. Eu e minha shellan fomos para o quarto.

-Estou feliz por ela. –Bella suspirou ao sentar na cama.

-Também estou, mas nervoso também.

-Pelo que meu hellren? –Ela me puxou para a cama.

-Por tudo. Pela primeira noite dela, pela eternidade dela. –Me deitei na cama e Bella deitou no meu peito.

-Não fique. Ele vai ser cuidadoso. E do que depender de Tohr ela será feliz até no Fade. –Bella sorriu contra o meu peito.

-Sei disso, mais ela é minha única filha.

-Ela também é minha filha, mas ficará tudo bem. –Ela me beijou.

-Tudo bem. Eu ainda me conformo. –Dei um sorriso meio forçado.

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Londres

-Eu ainda não acredito que você me trouxe a Londres. –Nalla abriu os braços e rodopiou pela praça.

-Não aceitaria nada menos do que perfeito para você. –Peguei-a nos braços e a levantei no ar.

-Me coloque no chão. –Ela começou a rir.

-Não senhora. Vou te levar para onde vamos ficar. –A levei para o carro que nos esperava.

-Onde vamos ficar? –Ela perguntou assim que o carro entrou em movimento.

-Segredo. -Falei com ironia.

Logo não seria segredo. Iríamos ficar em uma casa isolada, não teríamos visinhos em um raio de 30 km, ou seja, estávamos sozinhos.

Enquanto dirigia o carro, Nalla observava a mudança de paisagem. Começou com pequenos intervalos de verde e logo a paisagem acinzentada da cidade ficou para traz, dando aos campos de trigo.

-É tudo tão lindo. –Nalla disse baixinho.

-Mais não tão belo quanto você. –Passei o polegar pelo seu lábio inferior.

Quando ela começou a morder de brincadeira, pisei no freio e puxei para o meu colo.

-Apressadinho em! –ela deu um risinho baixo.

-Não. Apenas ansioso. Quando ela se ajeitou no meu colo senti uma ereção dentro da minha cabeça.

-Olha quem está animado. –Ela deu um sorriso envergonhado.

-É quem sabe. Foram 25 anos te esperando. –Dei-lhe um beijo ao mesmo tempo em que ela me abraçava.

-Acho melhor chegarmos logo em casa. –Nalla sorriu nos meus lábios.

-Também acho... –Coloquei-a no banco.

-Estamos chegando? –Ela perguntou apoiando os cotovelos nos joelhos.

-Já sim. Mais 5 minutos e você verá. –A vi sorrir amplamente.

Notas finais
Gostaram?
Deixem review meninas. Beijos