Amantes

14 Capítulo 13


Notas iniciais
Vocês nao sabem o quanto eu estou feliz, eu recebi uma recomendação da minha querida FehVampira, brigada gatinha. Você me deixou muito, mais muito feliz. Esse capito vai em homenagem a você. Espero que goste. Depois eu falo mais. Boa leitura gente.

Quando saímos do Zerosun Butch não sabia para onde olhar. Ele farejava o ar como um cão com fome.

— Tem muitos aqui. Estão por toda parte. Acho que são pelo menos uns 40 ou 50._ Butch olhava para todos os lados, por cima dos prédios e entre os becos.

— Vamos leva-los para o mais longe possivel._ Wrath começou a correr pelo beco a nossa frente.

Apesar de sua cegueira quase que completa, Wrath era rápido e mortal. Nós o seguimos até chegar em um grande campo de futebol mais afastado do centro da cidade. Uma corida de pelo menos 20 minutos nos levou até o campus de um colégio. Durante todo o caminho Butch dizia que eles estavam atrás de nós e que pelo caminho haviam se juntado mais deles. Pelo jeito a sociedade havia recrutado bastante gente nos ultimos meses. Paramos no meio do campo, um de costas para o outro, cada um empunhava suas adagas. A briga seria ótima.

— Eles estão aqui._ Butch resmungou.

— Se preparem garotas._ Rhage gritou.

O primeiro redutor que apareceu Jonh acertou um tiro no meio da testa. Foi quando mais apareceram. Aquele cheiro de talco de bebê era insuportável, dava vontade de vomitar. Dois vieram na minha direção, corri pra eles e cortei suas gargantas.

— Não os matem, deixem apenas incapacitados. Eu faço a limpeza mais tarde._ Butch gritou acertando a adaga no meio das costas de outro.

—Tudo bem. Mais diga isso pro Rhage e não pra mim._ Gritei de volta ao tempo que quebrava as pernas de outro redutor e lhe cotava a medula.

— Rhage, você escutou? Deixa a limpeza com o Butch._ V gritou enquanto cortava a garganta de dois redutores.

— Eu não garanto nada. Vou segurar ao máximo aqui._ Rhage acertou um redutor na cabeça atrás de mim.

— Valeu._ Gritei.

— Que isso querida._Ele riu.

A luta foi dura. Para cada redutor que matávamos apareciam mais dois no lugar, aquilo estava ficando cansativo. Eu já estava me sentido exalto, queria parar. Fazia mais ou menos 40 minutos que estávamos lutando sem folga. Eu e os outros estávamos cobertos de sangue negro até o pescoço. Aquele cheiro me impregnava até a espinha.

De repente aconteceu coisas demais em um momento só. Wrath gritou para abaixar, mas alguém me deu uma rasteira e eu cai com tudo com chão. O ar saiu em um fôlego só dos meus pulmões. Um redutor subiu em mim e começou a esmurrar meu rosto. Tentei desviar e até mesmo revidar, mas meus membros ainda estavam entorpecidos pela queda.

Desviei o rosto pro lado e a vi. Ela estava parada na beira do campo me olhando com uma fúria evidente nos olhos. Mas o que ela estava fazendo aqui? Não deu pra pensar muito, só senti acertarem o meu rosto. Gritei de dor.

Nalla correu pelo campo, pegou alguma coisa no chão e quando chegou perto o suficiente vi que era uma de minhas adagas.

— Nalla, não faça isso._ Eu gritei.

Ela não me escutou. Ignorando completamente meu pedido pulou em cima do redutor que estava em cima de mim e cortou sua jugular.

— Ninguém se mete com o meu hellren._ Ela cortou a garganta de outro redutor que vinha na direção dela.

— Você não devia estar aqui._ Falei com raiva me levantando do chão.

— Não devia. Mais agora estou._ Ela me deu uma olhada de lado.

— Nalla, o que você esta fazendo aqui?_ Z gritou quando a viu.

— Não sei pai. Mais agora eu vou ajudar._ Ela correu para um redutor que estava vindo na minha direção.

— Jonh, joga uma arma pra mim._ Ela gritou.

Ele pegou uma 9mm e jogou para ela. Dos oito tiros que ela deu, só errou um. Sete redutores no chão com rombos na cabeça sem ao menos dar tempo de dizer para ela ir embora.

— Jonh, carga._ Gritou ao mesmo tempo em que Jonh jogava um carregador para ela.

Mais oito redutores no chão. Ela solta a 9mm e correu pra mim, puxou a Glock que estava na minha cintura e deu dois tiros por cima do meu ombro. Dois redutores caem no chão, um sem um olho e o outro sem metade da cabeça.

— Da próxima vez, atira mais longe do meu ouvido. Fiquei surdo._ Bati a mão no ouvido tentando afastar o zumbido.

— Desculpa. Não deu tempo de pensar muito._ Ela sorriu sem graça.

— Tudo bem. _ Sorri de volta.

— Ei, vocês namoram depois. Agora corre, o Rhage descontrolou._ Butch gritou da outra ponta do campo.

Eu e Nalla corremos para trás da arquibancada, ouve uma explosão e o monstro de Rhage apareceu.

— Santa virgem do Fade. É o Rhage mesmo?_ Ela olhou o dragão que surgiu no meio do campo.

— É sim. Agora é só senta e esperar mais uns 10 minutos e tudo acaba._ Me joguei no chão cansado e dolorido.

— Deixa eu cuidar de você._ Ela rasgou um pedaço da blusa e fez um torniquete na minha perna machucada.

— Obrigado. Mas como você apareceu aqui? _ Olhei nos seus olhos amarelos.

— Eu ainda não sei bem. Acho que me desmaterializei e apareci aqui. DROGA!_ Ela rosnou.

— O que foi?_ Falei preocupado.

— Aquele redutor acertou meu braço._ Ela rasgou outro pedaço da blusa e limpou o ferimento.

— Não foi nada. É só um arranhão._ Botei minha boca no ferimento do braço e lambi até cicatrizar.

— Obrigada. Mas agora você vai me dar outra blusa igual a essa. Eu adorava ela._ Ela passou a mão pela blusa arruinada.

— Nalla, abaixa._ Phury gritou. Ouvimos dois tiros e um redutor caiu rolando pela escada.

— Obrigado Phury._ Falei acenando para ele.

— Disponha. Tohr, acho que já acabou._ Phury se levantou olhando para a confusão que estava o gramado.

— Já sim. O Rhage já volto ao normal._ Phury, eu e Nalla levantamos e fomos para a beira do campo. V e Butch estavam pegando Rhage no braço e arrastando até onde estávamos.

— Nalla, é melhor você sair._ Falei ficando incomodado com a falta de roupa de Rhage.

— Relaxa Tohr. Eu não preciso ver ele, eu tenho você._ Ela passou a mão pelo meu ombro me acalmando.

— Eu sei, mas ainda me sinto incomodado._ Falei passando a mão pelo seu rosto.

— Tudo bem. Eu vou recolher as armar e as adagas que estão espalhadas por ai tá?_ Ela me deu um beijo rápido e saiu andando pelo campo, se abaixando uma vez o outra para pegar as armas perdidas durante a briga.

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O campo tinha redutores e pedaços espalhados para tudo que é lado. Deveria ter bem uns 50 a 60 corpos ali, se não mais.

Eu estava recolhendo as armas que haviam ficado jogadas pelo campo quando um redutor agarrou a minha perna. Peguei uma arma que estava na minha mão esquerda e dei um tiro na cabeça dele.

— Nalla tudo bem por aí? O que foi?_ Tohr apareceu ao meu lado pronto para atacar.

— Calma, ta tudo bem. Só esqueceram um...vivo? Posso dizer assim?._Eu ri um pouco apontando para um corpo inanimado no chão.

—- Fala serio Nalla, isso não é brincadeira. Vamos embora, Butch e V vão ficar para terminar a limpeza._ Ele pegou minha mão.

— Mas como vamos embora?_ Eu olhei pelo campo e não vi o carro por perto.

— Desmaterializando. Rápido e prático._ Ele riu.

— Esqueceu que não sei como fazer?

— Relaxa e pensa pra onde você quer ir. Pronto, você chagou lá. Respire fundo e pense você chegando lá. _ Ele deu de ombros. Falando assim parece até fácil.

— Ta bom. Eu vou tentar._ Respirei fundo, imaginei que estava no jardim da mansão. Senti meu corpo ficar leve como o vento e logo depois pesado.

— Nalla, abra os olhos querida._ Tohr falou no meu ouvido. Quando os abri vi que estava parada no jardim da mansão.

— Eu consegui._ Eu pulei em cima dele.

— Sim, você conseguiu. Agora, Nalla, desce, eu to com absolutamente tudo doendo. Vou deixar você cair no chão se ficar mais tempo. _ Falei segurando a respiração.

— Desculpa, desculpa. Eu esqueci._ Dei um sorriso sem graça.

— Tudo bem. Agora vamos subir, preciso de um banho. Pena que a Jane não ta aqui._ Ele suspirou.

— É mesmo. Onde ela esta?_ Fazia mais de uma semana que não há via pela mansão.

— Não sei. Nem V sabe onde ela foi dessa vez. Só disse que voltaria em alguns dias._ Ele foi andando até a entrada da mansão.

— Ei, me espera. _ Sai correndo atrás dele até a porta.

— Eu posso estar machucado mas ainda ando rápido. Então venha logo, vou te deixar ai. _ Ele falou rindo.

— Só anda?_ Provoquei correndo na frente dele.

—- Não, não é só isso que eu faço. Mas hoje você não vai conseguir nada._ Ele piscou.

Notas finais
Eu já disse o quanto eu to feliz, eu to pulando de felicidade aqui. Brigada FehVampira, brigada, brigadinha mesmo. A gente,deixem mais reviews, mais recomendações, eu vou adorarrrr mesmo. Beijos gente. Beijos de uma autora MUITO feliz. Até a próxima.