Amantes
3 Capítulo 3
Notas iniciais
—Oi Vishous, O`Neal. Tudo bem com vocês?_Perguntei me sentando no chão da sala no meio do buraco.
—Oi Tohr. Cara, você ta acabado. O que houve?_ Butch perguntou desligando a TV.
—Nalla passou pela transição. Ela se alimentou de mim. Então é claro que eu to acabado. _Falei me deitando no tapete.
—O que? E o Z aceito isso?_V falou enquanto ajustava a luva na mão.
—Aceito, afinal ou era aceitar ou Nalla morrer._ Falei sentindo a cabeça rodar.
—Você tem coragem Tohr._ Z falou entrando no buraco. _ Mas obrigado por ajuda-la.
—Que isso irmão. Minhas intenções com ela são as melhores. E você sabe disso._ Me levantei e estendi a mão para ele.
—Você a tomaria como a sua shellan? De verdade? _ Z me olhou serio, não era mais uma conversa solta, aquilo era confirmação.
—Claro que sim. Eu a amo. Só não sei bem como demonstrar isso pra ela._ Falei com uma sinceridade que ate eu fiquei surpreso. Cara, eu realmente a amava.
—Então irmão, eu dou minha autorização para você casar com ela. Acho que é uma demonstração que você a ama não é Tohr?_ Z bateu a mão no meu ombro.
—Acho que sim meu amigo. Vai ser um prazer telo como sogro. E obvio, se ela me aceitar. _ Dei um abraço em Z.
—Sabe o que eu tava lembrando._ Disse depois de solta-lo.
—O que? _ Z me olhou arqueando a sobrancelha.
—Da vez que você tentou me enforcar quando descobriu que Nalla se escondia no meu banheiro._ Ri com a lembrança.
—Isso? Ainda tenho vontade de te enforcar quando penso nisso._ Ele estalou os dedos.
Flashback on
—Tohr to entrando_ Z bateu na porta do quarto.
—Espera um pouco. _ Gritei do banheiro. _ Nalla da um jeito de se esconder._ Falei baixo.
—Não tem como._ Ela entrou em desespero.
—Vou entrar, que saco Tohr..._ Ele abriu a porta. Quando me viu fora do chuveiro, nu e Nalla dentro do banheiro com cara de medo, ele soltou um rosnado e pulou no meu pescoço.
—Calma Z, eu posso explicar._ Tentei me enrolar em uma toalha.
—Explicar? Não precisa. Eu já entendi tudo._ Z apertou meu pescoço, suas mãos pareciam mais fortes que o normal.
—Z, me solta._ Tentei respirar.
—Não, o que você fez com a minha filha seu animal?_ Ele rosnou. _ Ela é sua afilhada.
—Eu não fiz nada. Nunca fiz._ Ofeguei.
—PAI, PARA. Ele não fez nada._ Nalla gritou.
—Não precisa defender ele._ Z a empurrou.
—Não to defendendo, to dizendo a verdade._ Ela choramingou ainda agarrada nas mãos dele.
—Então... O que você esta fazendo aqui?_ Ele pareceu confuso enquanto aliviava o aperto.
—Eu vim conversar com ele, nada de mais. _ Nalla falou tentando afastar as mãos de Z.
—Isso é verdade? _ Me olhou desconfiado.
—Sim._ Falei com dificuldade.
Quando me soltou cai de joelhos no chão pela falta de ar. Z saiu batendo nas portas com raiva.
—O que ele vai fazer?_ Falei recuperar o fôlego. Eu sabia que ele não ia deixar por isso mesmo.
—Não sei. Mas se prepara. Ele não vai deixar barato._ Ela deu uma risadinha abafada.
Na hora do jantar é que tudo aconteceu. Z estava me esperando na porta do salão de jantar e tinha uma venda preta nas mãos.
—O que é isso?_ Perguntei com medo da resposta.
—Isso? Nada. Mas eu quero que você coloque._ Falou me estendendo a faixa de cetim preta.
Ele me guiou pelo salão. Fez-me subir alguns degraus que eu tinha certeza que não estavam ali na hora do almoço. Quando parei ele passou uma corda pelo meu pescoço e apertou tanto que eu senti a corda deixando marcas.
—O que você esta fazendo? Z isso não tem graça._ Procurei um pouco de ar.
—Nada de mais._ Ele tirou a venda.
Eu estava de pé em uma forca com uma corda no pescoço e todos que estavam na mesa me olhavam espantados. Wrath estava com a cara seria, mas ao mesmo tempo tentava esconder um sorriso.
—Z, paro com a palhaçada. Tira-me logo daqui._ Esbravejei.
—Não, você vai ficar ai._ Ele rosnou.
—Tio, você vai deixar ele continuar com isso?_ Nalla gritou com Wrath.
—Não! Mais é claro que não._ Falou Wrath sero._ Z chega de teatro. Solte Tohr de uma vez._ Ladrou segurando uma risada.
—Qual é Wrath, por..._ Z. reclamou.
—Sem mais. Solte-o agora. _ O rei ordenou.
—Estraga prazer._ Ele me soltou. Onde a corda estava havia ficado marcas e levemente vermelho.
Quando desci todos, até mesmo Nalla, estavam rindo da situação.
Flashback off
—Tenho que admitir, foi engraçado._ Ri alto.
—Realmente, pena que Wrath estragou minha diverção._ Ele ladrou uma risada.
—Não é querendo acabar com o clima, mais acho que os pré-traz vão ficar muito chateados com a noticia, não é tira?_ V. falou entre uma risada e outra.
—Pois é. Principalmente o Lex. Ele é xonadinho na Nalla. Ele estava até tentando corteja-la._ Butch riu alto demais.
—O que?_ Deixai um rosnado audível sair da minha boca.
—Calma irmão. Nalla o repudia mais do que aos redutores._ V me acalmou.
—Bom saber disso._ Eu e Z falamos juntos.
—Eu não vou com a cara daquele garoto._ Z se jogou no sofá. _ Ele é encrenqueiro, insubordinado, desordeiro.
—É bom mesmo, porque agora que ela passou pela transição, estará mais bonita e esses pré-traz vão cair matando em cima dela._ Sorri com a visão que se formou na minha cabeça.
—Eu nem vou perguntar como você sabe disso e vou ignorar qualquer fato que eu saiba._ Z me olhou carrancudo.
—É... Deixa pra lá né._ Dei um riso sem graça.
—Patrões. O jantar esta servido._ Fritz falou colocando a cabeça dentro da sala.
—Já estamos indo. Obrigado Fritz. _ Vishous falou se levantando e se desmaterializando.
—É melhor irmos antes que ele coma tudo sozinho._ Me materializei no salão de jantar.
Jantamos todos juntos, exceto Nalla que estava descansando. Estávamos eu, Wrath, Beth, Rhage, Mary, Zsadist, Bela, O`Neal, Marissa, John, Vishous, Phury, Blay e Qhuinn. Faltavam apenas Cormia e Jane que estavam do outro lado. E é claro que o assunto principal da noite foi à transição de Nalla e o fato de Z ter falado que eu iria me casar com ela. Bocudo, ele nem sabia se ela iria aceitar.
Mary, Beth, Marissa e Bela já estavam com planos para o casamento e os homens estavam falando sobre a guerra contra os redutores, as novas armas que Wrath havia encomendado e outras besteiras.
Fui o primeiro a sair da mesa, andei direto para o centro de treinamento que estava vazio por ser quase 10 horas da noite. Esmurrei o saco de box durante algum tempo até as minhas mãos doerem, depois corri durante uma hora na esteira que tinha nos fundos do ginásio e para completar fiquei cerca de duas horas na musculação. Um abrir e fechar de portas chamou a minha atenção.
—Fiquei sabendo que vou me casar e que sou a ultima a saber da notícia. Porém, a noiva não é a primeira a saber?_ Ouvi Nalla falar alto o suficiente do outro lado do ginásio enquanto dava um chute demasiado forte em um saco de areia.
—Normalmente sim, a não ser que a ideia venha do pai da noiva._ Falei enquanto a observava andar lentamente até mim.
Ela vestia um short curto de couro com uma blusa branca de alça e um coturno preto. Tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo e uma maquiagem leve. Diria que parecia uma verdadeira militar se não fosse pelos shorts.
—Então isso explica o fato de você continuar vivo._ Ela replicou enquanto sentava em uma das minhas pernas.
—Acho que sim._ Olhei naqueles olhos cor de ouro e podia jurar que me afogaria neles se pudesse.
—Interessante. Agora eu vou ter um brinquedinho só pra mim_ Ela falou enquanto passava as mãos pelos meus ombros suados e dava um sorriso infantil.
—Quer dizer que eu sou só um brinquedo, é?_ Interpretei o melhor que pude da minha voz de magoado e indignado.
—Agora deixou de ser._ Nalla me olhou nos olhos e me deu um beijo. Era quente e cheio de segundas, terceiras e quartas intenções.
Tive que parar. Eu seria capaz de ama-la ali no chão da academia mesmo, mas me lembrei do fato que V estaria vigiando as câmeras agora.
—-Nalla, e melhor parar. Não quero que o Vishous me sacaneando depois se eu fizer o que você quer agora._ Dei-lhe um selinho.
—É, ficaria um clima meio estranho saber que o Butch e o Vishous me viram transando com você no meio da academia né?_ Ela deu um sorriso malicioso.
—Eu arrancaria os olhos deles se isso acontecesse._ Deixai um rosnado sair abafado.
—Uau, não sabia que você era um macho tão ciumento assim._ Nalla me deu um beijo no rosto.
—Você não viu nada meu amor._ Falei rindo.
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