Amantes
12 Capítulo 11
Notas iniciais
— Seu desgraçado. Como você pode encostar um dedo na minha filha._ Chutei Lex nas costelas jogando-o longe.
— Z, para._ Wrath rosnou perto de mim.
— Não, ele machucou minha filha._ Mostrei as presas querendo arrancar até o ultimo pedaço de pele dele.
— Você e Tohr vão mata-lo._ Wrath me empurrou no chão. Cai a alguns metros de distancia.
— Wrath...._ Ele me olhou nervoso e mostrou as presas.
— Você não pode fazer isso Z. Não assim._ Wrath rosnou, dava para ver o ódio no olhar dele.
— Ótimo._ Resmunguei._ Agora é a parte complicada, parar o Tohr.
Fui até a beira da briga. Tohr estava deferindo socos por todo corpo de Lex. O sangue escorria pelo rosto de Lex e manchava o chão de madeira.
— Chega Tohr._ Gritei.
— Não._ Ele rosnou deferindo outro soco e Lex gemendo.
— Tohr, você vai mato-lo._ Falei tentando segura-lo e levando um soco no braço logo em seguida.
— É isso que eu quero. Esse... Esse bastardo tentou machucar a MINHA Nalla, a nossa Nalla Z._ Ele gritou mostrando os dentes.
— Eu sei Tohr, mas mata-lo agora não vai levar a nada, apenas a confusão._ Gritei evitando que ele desse outro soco.
— Me larga._ Ele esbravejou.
— Wrath, da pra ajudar?_ Gritei.
— Tohr, pare com isso._ Wrath gritou empurrando Tohr no chão longe de Lex.
— Ele machucou a minha Nalla. Ele tentou viola-la_ Ele permaneceu centrado.
— Ele não a machucou. Ela esta bem. Ela esta lá fora precisando de você._ Wrath falou se agachando ao lado de Tohr e segurando seu rosto para que ele prestasse atenção.
— Eu... Eu tenho que ir vê-lá. Agora._ Ele se levantou em um salto e saiu correndo do ginásio.
— Santa virgem, ele quase o matou._ Falei chutando Lex no estômago. Ele gemeu de dor. Eu estava me segurando ao estremo para não voltar a bater nele até virar pó.
— Calma Z._ Wrath pôs a mão no meu ombro.
— Ela é minha filha caramba. Esse bastardo quase...quase..._ Não consegui terminar a frase. Só de pensar nesse FDP profanando a minha princesa, me dava vontade de arrancar os membros dele fora.
— Eu sei irmão. Mas como você mesmo disse, mata-lo agora não vai levar a nada.
— Eu sei. Eu sei. Mais..._ Respirei fundo.
Peguei Lex no braço e joguei por cima do ombro. Andei até o vestiário e o joguei dentro do box. Quando liguei a água fria ele despertou assustado.
— Acorda seu bastardo de merda._ Chutei seu pé e o vi encolher.
— Me desculpa._ Ele se ajoelhou aos meus pés.
— Eu? Perdoar você? Você esta falando com a pessoa errada meu caro. A quem você tem que pedir desculpas é a Nalla e ao hellren dela. Eu não perdoaria você nem que sua vida dependesse disso. _ Ri sarcasticamente. A probabilidade de Nalla desculpa esse cara era quase nula. Mas ela tinha o coração da mãe e manipular Tohr era fácil pra Nalla.
— Eu peço, eu peço._ Ele começou a chorar.
— Você é uma vergonha para raça sabia? Eu devia ter deixado Tohr te arrebentar ao meio. Você agiu como um humano que gosta de pegar mulheres indefesas, essa não é uma atitude da nossa raça. Nós as protegemos, não as atacamos seu imbecil. Mas achei melhor não, sua punição vai ser pior que a morte. Além do mais, sua mãe não gostaria de receber um filho morto na porta de casa a essa hora. Se bem que eu acho que ela vai querer coloca-lo para fora de de qualquer forma._ Ri alto.
— Eu peço um RYTHE*. Eu peço a Nalla, e ofereço ao Tohr._ Ele falou entre soluços.
— Duvido que Tohr aceite. Muito menos Nalla. E você não sobreviveria a um ritual dessa magnitude contra um membro da irmandade._ Essa eu tive que rir alto. Nalla era orgulhosa assim como eu, e Tohr, esse despensa qualquer comentário.
— Eu faço qualquer coisa._ Ele implorou. Aquela cena estava deplorável.
— Qualquer coisa? _ Olhei interessado.
— Sim._ Ele chorou. Que vergonha, aquilo me causava vergonha alheia.
— Então vamos fazer assim ....._ Falei o que queria e como queria. Nalla teria uma surpresa na aula de tiro.
Ela não faltaria a uma aula de Rhage. Nunca.
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— Nalla, você esta melhor?_ Perguntei pela milésima vez.
— Estou sim nallun. Muito melhor._ Ela saiu do banho e vestiu um jeans preto, uma blusa roxa e uma bota de salto fino. Aquilo não era um bom sinal. Ela só usava essas botas quando estava de mau humor.
— Você tem certeza que quer ir pra aula hoje? Fica no quarto, descansa. É melhor._ A segui pro banheiro novamente.
— Tenho sim. Eu quero ver o Rhage._ Ela prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e fez uma maquiagem rápida. Aquilo estava ficando cada vez pior.
— Então ta. Mais eu vou com você._ Ficamos em silencio até chegarmos na área de tiro. Assim que Nalla viu Rhage ela pulou nas costas dele.
— Olha quem chego. Tudo bem Nalla?_ Ele perguntou colocando ela no chão e dando-lhe um beijo na testa.
— Na medida do possível._ Ela baixou um pouco a cabeça.
— Nalla? O que houve? Foi o Tohr?_ Ele segurou o queixo de Nalla e e levantou seu rosto._ Nalla, me conta. Quem eu devo matar?
— Não foi ele não._ Ela se abraçou e deixou duas lagrimas rolarem pelo rosto. _ Ta tudo bem. Só esquece. Por favor.
— Tohr, o que aconteceu?_ Rhage rosnou andando em minha direção.
O FDP do Lex atacou Nalla hoje a tarde. Eu quase o matei quando o vi em cima dela._ Rosnei baixo para os outros alunos não ouvirem.
— O. Q. U. E.?_ Ele gritou.
— Rhage, para. Esquece isso. Já passou. Eu não quero...._ Ela parou de falar num súbito segundo.
— Nalla? O que foi?_ Perguntei. Ela apontou pra porta.
Lex estava parado na porta vestindo uma saia muito justa e curta, um top, que eu tinha certeza que era de Nalla, um sapato de salto vindo sabe-se lá Deus de onde e o seu rosto estava cheiro de cicatrizes e alguns bandaides. Z estava logo atras dele com um sorriso sádico no rosto, aquilo era coisa dele. Humilhação publica, bem a cara dele.
— Vamos lá Lex. O que você tem pra dizer a Nalla e ao Tohr mesmo?_ Z o empurrou como pé fazendo-o cair de joelhos no chão.
— Nalla, Tohr me desculpem, eu... Eu...._ Ele não conseguiu terminar a frase. Todos na sala estavam rindo dele, exceto por mim e Nalla.
— Te desculpar. Isso é brincadeira né?_ Ela falou alto.
— Eu também acho....._ Nalla não deixou eu terminar.
— Tohr, fica, quieto._ Ela levantou a mão pra mim._ Mas serio mesmo, você acha que eu devia te desculpar? Me responde com sinceridade. Você tem noção do que fez? Você acha certo? Por favor né. Eu não sou uma das humanas que você abusa pela cidade e depois apaga a memoria delas.
— Eu...eu...eu acho que não._ Ele baixou mais a cabeça. _ Me desculpa, eu perdi a cabeça.
— É, eu também acho que não. Perdeu a cabeça foi? Onde você a perdeu? Na sua casa? _ Ela respirou fundo. _ Mas sabe, acho que meu pai já fez você sofrer o suficiente por uma vida. Penso que essa humilhação seja o bastante._ Ela falou debochada virando de costas._ Mas não pensei que esquecerei ou perdoarei tudo isso.
— Eu também penso que sim._ Disse Lex se encolhendo dentro da roupa minuscula.
— O que você acha Tohr? Rhage? De acordo?_ Ela nos deferiu um olhar ameaçador.
— Hum...Então irmão? Está bom né?_ Rhage falou segurando uma risada.
— Eu não...._ Nalla me olhou de cara feia._ Também acho.
—- Portanto Lex, faça-nos o favor e a si mesmo, coloque suas roupas. As minha não lhe cairam tão bem quanto pensa. _ Nalla riu tão gostoso que todos começaram a rir, até Lex riu um pouco, talvez de desespero, mas riu.
Lex deu um salto desajeitado e tirou os sapatos antes de começar a correr para fora da sala. Nalla deu um olhar ameaçador a Z que se encolheu teatralmente. Cheguei perto dela e a segurei pela cintura. Fiz ela se virar pra mim e me olhar nos olhos.
— To orgulhoso de você minha pequena. Você se portou como uma verdadeira Princeps*._ Dei um sorriso largo pra ela.
— Mais é claro. Sou uma dama da alta sociedade, não sabia?_ Ela sorriu de volta.
— Até parece. Dama da sociedade? A melhor atiradora que eu tenho? Nunca. Ta mais para lutadora._ Rhage riu alto demais.
— Isso é verdade._ V apareceu na porta ao lado de Z.
— Ei, assim vocês me botam pra baixo. Eu sou uma dama._ Ela fingiu estar magoada.
— Tadinha. Agora chega de palhaçada, o circo fechou as portas por hoje. Cada um em sua cabine, o treino começa em 5 minutos._ Rhage gritou.
— Sim senhor._ Os pré-trans falaram em uni som.
— Deixa eu ir lá._ Nalla ficou na ponta dos pés e me deu um beijo.
— Oooooh casalzinho feliz, separando. Nada de cenas românticas na minha aula. _ Rhage falou abanando as mão para nos separar.
— Sim senhor coronel._ Nalla prestou continência ao Rhage.
A aula foi tranquila. Nalla gostava de treinar sozinha, ela detestava quando alguém ficava as suas costas. E como sempre, ela era a melhor. Um exemplo.
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