Amantes

11 Capítulo 10


Notas iniciais
Presente pra vocês minhas lindas, teremos uma emoção a mais hoje, pra quedas que estão com aquele vazio que alguma entriguinha, aqui vai. Boa leitura.

Eu tenho mesmo que ir na aula do em pai hoje? O Léxico vai ta lá. Aquele garoto é INSUPORTÁVEL._ Falei enfatizando o insuportável..

—Mais é claro que você tem que ir._ Tohr falou do banheiro.

—Dai-me paciência viu, porque com aquele ali só a Deusa pra me ajudar._ Falei me jogando na cama.

Olhei pro relógio, era 2:45 da tarde. Eu gostava de chegar mais cedo pra treinar sozinha. Fazia bem pra minha sanidade mental.

—Nalla, vai logo. Para de reclamar._ Tohr saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura.

—Meu Deus, que chatice. Ta bom. To indo._ Levantei da cama fui até ele e lhe dei um beijo.

—Bom treino Nalla._ Escutei ele falar enquanto fechava a porta.

Andei pela mansão que um dia pertenceu a Darius e agora era de Beth. Passei pela cozinha e peguei duas maças. A casa ainda estava silenciosa, todos deviam estar dormindo ainda, exceto pelos irmãos que dariam aula hoje.

Quando estava chegando perto do ginásio escutei o barulho de alguém chutando um saco de areia. Quando abri a porta vi Lucas treinando sozinho no fundo do ginásio.

—Hey. Tudo bem?_ perguntei chegando perto dele.

—Em? Ah, oi... Nalla, não é? _ Ele falou um pouco confuso por eu ainda estar meio longe.

—É sim. Treinando sozinho?_ Apontei pro chão onde tinha varias gotas de suor e uma toalha meio molhada.

—É... É bom fazer isso de vez em quando. Eu penso melhor assim._ Ele sorriu acanhado.

—Legal, pensava que era a única que fazia isso._ Ri um pouco.

—Então eu acho que vou embora. Não quero atrapalhar você. _ Ele recolheu a toalha e começou a andar em direção a porta.

—Não vai não. Pode ficar. Meu pai que vai dar aula hoje, então vou só correr um pouco. Sabe como é, tem que guardar energia. _ Sorri tentando ser legal.

—Seu pai?_ Perguntou confuso.

—É, meu pai. Zsadist. O que tem a cicatriz._ Fiz um movimento com o dedo imitando a cicatriz no rosto.

— Ah sim. Você acha que ele vai deixar eu treinar com vocês hoje? _ Perguntou acanhado.

— Olha não é querendo dar minha opinião mais já dando. Acho que os outros pré-trans não vão ficar tão confortáveis com a sua presença quanto a gente. Afinal você é um deles. Muitos aqui tem histórico com redutores na família, então não seria tão fácil. _ Falei dando de ombros.

— É mesmo. Eu esqueci desse detalhe. Talvez seja melhor eu ir embora. _ Ele riu.

— Mas você pode treinar comigo. Eu não vejo problema algum._ Falei dando as costas pra ele e indo pra esteira.

— Sério mesmo? _ Falou andando atrás de mim.

— Claro. Amanhã a gente começa._ Comecei caminhando um pouco e logo estava correndo.

Me desliguei de tudo ao meu redor. O mundo poderia ter acabando que eu não teria dado conta. Correr era uma terapia para mim, me deixava pensar mais claramente. Comecei a pensar em tudo que tinha acontecido desde a minha transição. Eu e Tohr íamos casar, meu pai não tinha pirado, ainda, e mais, ele tinha dado a ideia do casamento, fala sério. Da pra acreditar nisso? O mundo está de cabeça para baixo.

Era surreal tudo aquilo. Quando olhei pro medidor já tinha corrido cerca de 10km em 50 minutos, nem acreditei naquilo. Desci da esteira e foi quando vi que Lucas havia ido embora e que tinha alguém no fundo do ginásio me observando.

— Oi Nalla._ Eu reconheci aquela voz arrastada que tanto me dava escárnio.

— Oi Lex._ Aquilo foi como ácido na minha boca.

— Ficou bonita. Na verdade está maravilhosa._ Ele apontou pra meu corpo. Ele me olhava como um pedaço de carne.

— Guarde seus elogios pra suas vagabundas do ZeroSun Lex._ Apesar do ódio que eu sentia por ele ainda era um vampiro bonito. Já tinha passado pela transição e tinha ganhado músculos, altura e até mesmo uma feição mais bonita. Mas nem tudo isso fazia com que ele se tornasse menos desprezível.

— Que coisa feia. Uma fêmea tão linda e com um vocabulário tão sujo._ Ele parou perto demais de mim. Seu cheiro era forte, amadeirado, me dava enjoos.

— Vai a merda Lex. Me deixa em paz._ Foi tudo muito rápido.

Quando vi, Lex já me prendia no chão entre as suas pernas, suas mãos seguravam meus braços e seu rosto estava perto demais do meu, seu halito era forte e tinha cheiro de tabaco. Meu Deus, aquele cheiro vindo dele era nojento.

— Tão linda assim onde está, sempre te quis assim e vou tê-la assim._ Ele sussurrou no meu ouvido.

— Seu nojento, sai de cima de mim._ Tentei derruba-lo mais ele me prendeu com mais força. Ele ainda era mais pesado do que eu. Apesar de nunca ter perdido uma unica briga com ele, já começar em desvantagem não era justo.

— Não, agora você é minha._ Ele mordeu o lóbulo da minha.

— TOHR._ Gritei com todas as forças. Se eu tivesse sorte ele estaria no escritório.

— Não adianta chamar. Ninguém vem te ajudar. _ Ele riu mostrando as presas.

— Tohr, me ajuda por favor._ Sussurrei. As lagrimas começaram a descer pelo meu rosto. Aquilo era frustrante, pela primeira vez na minha vida me sentia indefesa e fraca.

— Não chore. Eu vou ser gentil._ Ele passou a mão pela minha cintura descendo pelas minhas cochas.

— NÃO._ Gritei ao ponto de doer minha garganta.

— Mais é claro que sim. Você é minha agora._ Ele apertou um dos meus seios. Aquilo doeu mas não no físico e sim na minha alma.

— PARA. TOHR. Por favor, para._ Pedi deixando as lagrimas rolarem.

Por alguns segundos achei que ele ia parar mais não paro. Eu lutava, esperneava, me debatia mas ele era mais forte e mais pesado que eu. Quando eu comecei a desistir ele foi jogado longe bruscamente. A falta do peso dele me deixava respirar.

— Bastardo. FDP. O que pensa que esta..._ Ele perdeu a voz.

— Bastardo? FDP? Seu filho da mãe. Como ousa encostar esses dedos sujos na minha filha._ Meu pai rosnou mostrando os dentes.

— Me... Me... Desculpa._ Ele falou baixo se encolhendo.

Não vi muita coisa, não quis olhar, só percebi quando Tohr apareceu do nada e derrubou Lex no chão. Eu fiquei meio atordoada para poder reagir. Meu pai correu para tentar segurar Tohr. Evitando que ele matasse Lex, mesmo que seus olhos dissessem outra coisa.

Senti alguém me pegar no colo e me levar pra fora do ginásio. Não vi quem era, mas pelo cheiro diria que foi Wrath. Senti me enrolarem em alguma coisa macia e com cheiro de lavanda, me colocaram em um sofá e me deixaram sozinha. Eu não reagia, só fiquei ali, olhando pro nada e respirando devagar. As lagrimas rolavam. Então o que eu lia na internet era verdade. Homens eram nojentos.

Notas finais
E aí? Só eu fiquei com ódio do Lex? O que será que vai acontecer com ele? Antes de ir queria comentar uma coisa, to sentido falta dos reviews, nao tenho recebido muitos esses tempos, isso tem me deixado tão triste. :( Mais vamos lá. Deixe, seu review. Beijos até a próxima.