Conheci o pecado da luxúria materializado em Milão, enquanto sonhava acordada vendo a vitrine da Prada, mesmo morando em Nova York.

— Mi scusi, posso aiutarti? — Perguntou o homem mais gostoso da face da terra.

— Io no parlo italiano. Você fala inglês? — Respondi tímida.

— Sim — Que sotaque delicioso! — Como é seu nome?

— Hayley Nixon. E o seu, pedaço de mau caminho? — Sim, eu disse isso!

— Massimo Leonardi. Obrigado pelo elogio — Piscou. — Então, o que te traz à Milano?

— Vim de férias. E você, é daqui?

— Estou aqui a trabalho. Na verdade eu moro na Sicília.

— É mesmo? Você trabalha com o quê? — Perguntei curiosa, atraída pelo deus grego, na verdade siciliano, na minha frente.

— Administro com o meu irmão e o meu pai a companhia de azeite da minha família. — Alguma coisa me lembrou O Poderoso Chefão, não me pergunte o porquê — Mas eu gosto mesmo é de lidar com a terra, colher as azeitonas eu mesmo. O business é mais a cara do Sal.

— Sal? — Perguntei confusa.

— Salvatore Leonardi, o meu irmão mais velho. Vem aqui tomar um gelato, Hayley — Disse ele com o sorriso mais lindo do mundo.

— Então, você só tem o... Salvatore de irmão? — Perguntei, já sentada com ele numa gelateria próxima.

— Não, tenho mais dois irmãos. O Domenico, que está na faculdade, e o Francesco, que está terminando a escola. E você?

— Tenho duas irmãs. A Barbara, que trabalha em uma rádio, e a Madison, que está na escola.

— Legal. Aliás, o que você faz da vida, Hayley? — Massimo parecia genuinamente interessado.

— Ah, eu sou jornalista. Trabalho na The New Yorker e também faço freelances.

Conversa foi, conversa voltou e trocamos telefones.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.