Notas iniciais
Ahh, quero agradecer a "Fernanda bane" pela recomendação. *--* Eu fiquei muito, muito feliz ! Fico lisonjeada de saber que gosta da minha fic. Obrigada ❤️

PDV DAMON

—Feitiço? -Elisabeth perguntou curiosa.

—Sim. Ham, ela é uma bruxa pra ser exata. -Ela disse gaguejando sem saber ao certo se poderia ter falado o que realmente Bonnie era.

Wrath me olhou, com certa fúria, estava me repreendendo porque nunca o lhe contei isso... Aliais pra ele, prós irmãos e pras shellan’s eu quase não contei do meu “mundo”.

Todos estavam em choque menos V, que já sabia da existência de outros seres sobrenaturais.

Mas ele estava uma pilha de nervos, era perceptível. Ele simplesmente balançou a cabeça suspirando, caminhando pra porta, saindo e sumindo...

(...)

Já estava tarde, logo os irmãos voltariam da ronda. Elena e Ric estavam completamente cansados e com sonos .

Eles já haviam passado sua localização para Bonnie.

Então Wrath pediu pra Fritz um quarto para eles descansarem.

(...)

Quando os irmãos chegaram, Butch foi levado para V, para o ajudar. Tinha sugado muito lesser’s, estava péssimo.

Os outros irmãos entraram preocupados me olhando.

—É aí Damon ? -Rhage perguntou.

Eu estava sentado na poltrona com o rosto enfiado em minhas mãos.

Levantei o rosto os olhando.

—Ei , tudo dará certo. -Eles disseram juntos vendo meu estado .

—Rhage vá e chame , V e Butch, reunião daqui 10 minutos, quero todos na sala de jogos.

—Sim, meu senhor.

Pude ver ele sumindo.

Ali as shellan’s desceram as escadas que foram chamada por Elizabeth e assim seguimos pra sala de jogos, onde eles se acomodaram nas poltronas, sofá.

Já eu estava inquieto fiquei em pé andando de um lado pro outro .

Eu estava um pilha de nervos. Esperamos por eles. Sem demorar muito eles chegaram entrando.

V ficou em pé encostado na parede, sua expressão ainda não era das melhores, mas podia ver a preocupação estampado em seu rosto enquanto a todo instante ficou me analisando .

Já Butch sentou do lado de sua Shellan.

—Bom, essa reunião e pra conversarmos sobre Stefan, irmão de Damon. Que simplesmente sumiu durante uma festa, sem deixar rastro ou sinal. -Wrath começou explicando tudo que Elena e Ric haviam nós contado.

—Sumiu ou foi sequestrado ? -Rhage pergunta.

—Sinceramente há grande possibilidade de ter sido um sequestro. -Wrath diz me olhando.

E eu simplesmente suspirei irritado, cansado e triste.

—Hoje mais tarde chegará mais alguns amigos de Damon... Peço que tratem bem nossos convidados. E tudo dará certo.

—Sim, meu senhor. -Eles disseram juntos.

—Agora com a conversa que estivemos com os humanos, ficou bem claro, que você me filho, tem escondido bastante coisa sobre a outra vida que você tinha. -Wrath disse firme me olhando.

Era perceptível sua irritação, mas ele também se encontra bem chateado.

Ali o silêncio e um clima horrível se instalou.

Suspiro criando coragem.

—Sim. Eu tenho ocultado bastante coisas do meu passado, sobre a minha raça de vampiro e tudo mais. -Confirmo.

Todos se olharam tensos, preocupados e curiosos.

—É. Agora felizmente ou infelizmente você precisa nos contar. É o mínimo. -meu pai diz me olhando intensamente.

Fecho os olhos tentando acalmar meus sentimentos. Eu estava agitado, ansioso, sem falar o medo de contar tudo a eles, que fiz e sou capaz de fazer e eles sentirem medo, nojo de mim.

Convenhamos eu não valia nada, sempre bolando planos, usando e ameaçando várias pessoas, pra tirar total aproveito pra mim. Tudo que me favorecesse.

—Ok. Vou falar e contar. -Digo vencido olhando pra minha mão.

Sabendo que não tinha outro jeito, forma, tentei manter o máximo de coisas ocultados deles. Mas bom... Naquela situação o mínimo era eu ser sincero e contar .

—O que querem saber? Podem me perguntar que responderei.

—Aquilo de “O conselho” sinceramente fiquei curiosa. -Elizabeth comentou.

—Desculpa, mas bom eu sempre tive essa curiosidade... Como você se transformou ? -Rhage perguntou.

—Como é o processo de transformar uma pessoa em vampiro? -Z perguntou.

—Aquilo das estacas, bala de madeira e o dardo que haviam atirado em você ... -Wrath começou sabendo como aquele assunto era delicado.

Faria ele, eles, eu e V lembrar da minha morte. E de tudo que passamos.

—Mas ainda não entendi aquilo direito. -Ele disse calmamente.

—Sobre aquilo de bruxa. -Tohr soltou .

E os outros que não estavam presentes durante o assunto de Bonnie o olharam chocados.

—Bruxa ? Como assim ? -Butch disse assustado.

—Isso existe mesmo ? -Phury perguntou assustados.

—Existe outros seres sobrenaturais? Igual que se veem em filmes, livros ? -Qhuinn perguntou .

E ali eu fui bombardeado de várias perguntas. Resumindo teria que contar quase tudo da minha vida pra eles entenderem.

Suspiro não me sentindo muito confortável com isso mas não tinha jeito.

Bom, não contaria sobre minha infância e nem minha adolescência e tudo que passei com Giuseppe, isso já era um bom caminho, extremamente reconfortante para mim.

—Ok. Eu vou começar desde do início e assim o que contarei responderá a pergunta de todos. -digo andando de um lado pro outro.

E assim todos ficaram em silêncio me olhando .

—Tudo começou em 1864, eu estava no exército. Era soldado confederado da guerra civil americana. Eu tive folga e assim fui passar em minha casa, não porque queria ver Giuseppe mas sim pelo meu irmão. Fazia já anos que não o via, estava com saudades e queria ver se ele estava bem. Quando cheguei fui surpreendido, havia algumas senhoritas estranhas em minha casa. Bom, convidados pelo tão bondoso Giuseppe. Nunca que deixaria belas damas, que estavam de passagem pela cidade, sem um teto não é mesmo? Ainda mais ele, um dos membros mais importante das famílias fundadoras. -digo irônico e com raiva de lembrar disso tudo. -Essas senhoritas tinham “empregados”, então eram bastante pessoas. Ali fui apresentados a todos eles e uma das senhoritas, se chamava Katherine. Rapidamente meu irmão já estava fascinado e interessado por ela, por sua beleza e inteligência. Bom eles começaram a ter um romance e no meio disso tudo, acontecimentos estranhos começaram ocorrer em Mystic Falls. Pessoas sumindo, pessoas aparecendo mortas com marcas mordidas. Coisa que nunca viram e achavam que só podia ser algum animal ferroz ou algo do tipo. Katherine quando Stefan não estava por perto, aproximava de mim conversando, ela tinha beleza, sensualidade e charme que nenhuma outra garota da cidade tinha. As garotas eram tímidas, travadas, ela não, era pra frente, determinada, vivida. Mas mesmo reconhecendo sua beleza, eu não a desejei e também não faria algo do tipo. Bom, ela era interesse do meu irmão mais novo. Mas simplesmente do nada, comecei a ficar fascinado por ela. E sem demorar estávamos envolvidos, tão intensamente , quanto ela com meu irmão.

—Porra vocês pegaram a mesma mulher ? -Rhage soltou chocado.

—Rhageeee. -todos os repreenderam.

Sem conseguir controlar ri desse sei jeito tão espontâneo e abusado.

-Sim. Ela se deitava com meu irmão primeiro e passava o restante da noite comigo. -digo sentindo muita raiva e nojo disso.

Posso sentir V tenso , paralisado me olhando, me analisando.

—Resumindo, ela queria nós dois ao seu lado, a cada dia que passava estávamos mais “apaixonados” por ela, e sabíamos um do outro e não importávamos de dividir a mesma mulher. Chegou um ponto que ela nos contou o que ela era... Uma vampira. Ela passou a se alimentar de nós. E ela teria que ir embora em poucos dias e assim nos chamou pra irmos embora com ela . Pra vivermos juntos... Mas pra isso acontecer tínhamos que se transformar. É aquilo, como poderíamos amar e ter alguém imortal, se não éramos imortal? Stefan estava louco de amores e então ele foi o primeiro a aceitar aquilo, já eu estava confuso... Mas o que não durou muito. Sobre as mortes, a maioria era sua culpa, não estava conseguindo disfarçar e numa da noite de caça ela me levou junto, onde presenciei ela alimentando e os matando. Ali ela veio com esse assunto de transformar... Ela sabia que Stefan não iria embora sem me ter ao seu lado . E assim ela insistiu e simplesmente aceitei quando ela cortou seu pescoço e vi aquele sangue escorrendo, bebi seu sangue. O processo de transformação e cheio de detalhes, mas nada que seja impossível de acontecer. É assim que ocorre a transformação... Ela alimentava de mim então no momento que bebi seu sangue, eu não poderia morrer com seu sangue em meu sistema, pois esse era a 1° etapa da transformação. Bom, Giuseppe e todos os outros fundadores estavam desconfiados de tudo aquilo. De todas as mortes, tudo bizarro que estava acontecendo. E ele não demorou pra perceber que nós, seus filhos, estávamos completamente fascinados, loucos por Katherine. E mesmo não acreditando muito começou a pensar que existia demônios, vampiros ... E assim ele e os fundares criaram “O conselho”. Eles não sabiam de outros seres, só dá existência de vampiros. Então criam um plano onde conseguiram capturar todos os vampiros os prendendo na igreja. Eu e Stefan tentamos salvar Katherine mas não conseguimos. Giuseppe já imaginava que tentaríamos a salvar já que nos estávamos totalmente enfeitiçados por ela e assim nos matou com tiros a queima roupa. -digo revivendo aquilo e sentindo aquela dor horrível do tiro que recebi bem no meio do peito.

Sem controle automaticamente levei minha mão bem onde foi o tiro.

Suspirei profundamente e quando os olhei todos estavam chocados.

—Ele teve coragem de matar os próprios filhos... -Marissa disse chocada, não acreditando em como ele pode fazer aquilo.

—É, comigo não foi nenhuma surpresa, ele finalmente fez o que sempre sonhou. Já com Stefan... -minha voz morreu. -Teve coragem de matar seu próprio filho. Sangue do seu sangue. -digo.

Ali posso ver Wrath extremamente nervoso andando de um lado pro outro.

—Desgraçado. -ele rosnou furioso.

—Bom, os vampiros presos na Tumba da igreja foram aparentemente mortos queimados . Mas eles os fundadores não sabiam da existência de bruxas... E Emilly, serva de Katherine, era uma bruxa muito poderosa, fez um feitiço para os manter vivos, presos na tumba, sem alguém souber. Por anos e anos, onde eles ficaram completamente mumificados, inúteis e imóveis já que não se alimentavam de sangue.

—Céus. -Butch diz chocado.

—Como vocês morreram com o sangue dela em seus sistemas por isso vocês transformaram? -Blay perguntou.

—Sim! Quando acordamos ali já se iniciava a 2° etapa pra a transformação. Todos estavam em luto pelos irmãos Salvatore’s. Giuseppe fez até um enterro e tudo mais, chorando nossa perda. -digo rosnando de tamanha raiva.

—Céus. Eu estava no enterro. Tinha acabado de chegar em Mystic Falls. Eu não aceitava àquilo, em ver seu caixão. Em como havia falhado. -Wrath diz transtornado.

Fechei os olhos sentindo uma tristeza me invadir... Droga era pra eu ter conhecido meu pai anos atrás, ele teria cuidado de mim e de meu irmão.

Eu sei que sim!

E tudo que passamos, todas as coisas ruins, depois de nossa transformação teria sido evitadas.

Suspirei vendo Elizabeth tocando seu ombro tentando o acalmar.

—Emilly nós salvou, nos tirando dos caixões, levando pra uma cabana no meio da floresta onde poderíamos estar a salvo e principalmente tínhamos 24 horas pra terminar a transição, alimentando de um humano... ou não e assim morrer de vez. Ali naquele momento depois que você volta da morte todo seu passado, seja bom ou ruim, sua vida inteira se faz presente. É a pior parte da transição, sinceramente. Foi ali que eu descobri que todo amor que eu aparentemente sentia por Katherine e tudo mais, não havia passado de uma mentira, de um “controle de mente” . Sim, vampiros tem poder de persuasão. E ela usou sempre em mim. No Stefan era menos, quase nada. Mas comigo, tudo a todo momento, ela sempre usou. Sempre me controlou. Pois não aceitava ser rejeitada, não aceitava ter um homem na face da terra que não a desejasse , não arrastasse em seus pés. E como ela queria o Stefan, ele não iria embora sem mim então uniu o útil ao agradável. Ali eu fiquei transtornado, aquilo tudo era horrível, nojento e ridículo. Em como dividimos a mesma mulher. Como disse, aquilo era o pior momento, e todas as merdas que já havia me ocorrido se fizeram presentes, eu achei que iria enlouquecer. E eu não queria terminar a transição, eu queria a morte. Eu havia perdido tudo, ela desgraçou nossas vidas . Eu não podia ter uma vida normal, não podia voltar pro exército não podia fazer nada. Pois eu estava “morto”. Stefan como sempre, esperando o lado bom das pessoas foi atrás de Giuseppe na tentativa de conversar com ele, queria que eu fosse junto e eu não quis. Tudo que eu menos queria naquele momento era ver aquele desgraçado. Eu sentia tanta raiva por tudo que ele me fez, que eu faria uma besteira completamente, e como sempre pensei em meu irmão, eu me controlei por ele. Mesmo assim Stefan foi atrás dele, o que não deu certo. Ele atacou Stefan e ele ali sem saber de seus poderes, acabou empurrando fortemente onde o machucou. Stefan quando viu o sangue por toda a parte, não resistiu. Aquilo era incontrolável e alimentou e o matou de tanta sede.

—Filho... -Wrath começou chocado.

Mas não só ele mas todos estavam da mesma forma, paralisados.

—É. Eu me arrependo amargamente de não o ter proibido de ir. Ou até mesmo de ter chegado primeiro em Giuseppe. Eu que devia ter o matado. E não Stefan! Sinceramente ele não merecia essa merda, esse peso, essa culpa. -digo balançando a cabeça inconformado com isso.

Como me sinto culpado!

—Bom, Stefan havia feito a 3° etapa e assim ele concluiu a transformação. Ele era finalmente um vampiro.

—E você? -Phury perguntou.

—Eu continuava com o mesmo pensamento. Estava decidido a morrer. Tanto que fiquei o dia inteiro sentado perto do lago, que tinha ali e esperei pelas 24 horas. Quando faltava poucos minutos, eu já estava extremamente fraco, a beira da morte... Stefan apareceu trazendo um senhorita que estava sendo controlada por ele , dizendo que era um presente para mim. Me contou o que havia acontecido e que ele era finalmente um vampiro. E detalhou como era incrível aquilo. Como tudo mudou, seus pensamentos, seus sentimentos. Como era incrível o poder, a força, a resistência, tudo. Mas não quis ouvir, pra mim não me interessava aquilo só queira a morte apenas. Mas é claro que ele não aceitaria um não. Desesperado ele não aceitava a minha morte e bom ele não iria querer ficar sozinho, imortal, no mundo a fora. E tentou mais uma vez me convencer, como não cedi ele simplesmente mordeu a garota. Dizendo que não me deixaria morrer, pra eu parar de resistir e que poderíamos fazer e passar aquilo juntos. Quando eu vi o sangue foi incontrolável, eu não tive forças pra resistir. Era estranho, meu corpo inteiro desejava, ansiava e precisava daquilo. E quando provei seu sangue já era. A mordi me alimentando, sem controle a matando.

Todos estavam nervosos e triste com tudo aquilo que eu estava contando.

Meu pai então estava totalmente transtornado, a mágoa a tristeza o dominava.

—Da pra pararem de me olharem com essas caras de dó, piedade? Eu agradeço. Tenho ódio que sintam isso de mim. -falei ríspido, completamente irritado.

Eles pediram desculpas e assim continuei contando tudo, como foi me transformar, a raiva, ódio e mágoa que senti de meu próprio irmão. Como jurei o inferniza-lo pro resto da vida. Como foi os dias depois daquilo tudo. Contei quando fui embora deixando Stefan aos cuidados de uma amiga dele, Lexi. Em como foram os anos seguintes, eu tentava odiá-lo totalmente, completamente, mas eu simplesmente não conseguia. E por isso eu me odiava, por ainda, apesar de tudo, apesar de deixar o mal me consumir, mesmo assim na escuridão eu não conseguia odiá-lo complemente. Eu ainda o amava. Como era difícil o amar e o odiar constantemente. Contei como foi voltar pra Mystic Falls, conhecer Elena e assim eu tinha mais uma forma de o infernizar. Ele ficava louco caso eu fizesse ou falasse de seu amor. Contei que matei pessoas e assim menti e enganei o pessoal do Conselho, entrando e rapidamente virando o Presidente/ Lider do Conselho. Assim eu fazia as merdas e ninguém desconfiava de mim. Em como os enganei, controlava as pessoas, em como tirava aproveito de tudo e todos. Simplesmente contei tudo que era relevante e importante. Expliquei que existe sim, outros seres sobrenaturais, bruxa , lobo, híbridos, doppelgänger... (Mas não contei que Elena é descente de Katherine). Falei que confundi meus sentimentos, chegando a pensar que amava Elena. Falei das minha fraquezas, adaga, bala de madeira, verbena, fogo e tudo mais. Que apesar de tudo que aconteceu, por mais que eu tenha tentado odiar meu irmão, continuamos unidos. E apesar das brigas, matariamos e morreriamos um pelo outro. E tem sido assim durante esses anos.

Assim terminei de falar os olhando, todos se encontravam assustados, chocados com toda aquelas pequenas partes da minha história.

Ali meu pai simplesmente levantou vindo ao meu lado me puxando pro seus braços, me abraçando fortemente.

—Tudo isso está no passado. -ele sussurrou.

—Sim, está. -digo tentando não pensar mais nisso tudo.

Ele afastou e ficamos um tempo conversando até que já estava tarde e extremamente cansados.

—Não fique assim. -Rhage disse me analisando.

No mesmo instante V apareceu atrás dele me olhando. Vendo como eu estava.

—Vai dar certo. O iremos achar.. -Butch diz.

—É. O que eu mais espero Butch. Obrigado. -Sussurrei virando meu copo de whisky.

—Estamos nessa. E daremos um jeito. -Z comentou.

—Sim. Estamos aqui e unidos vamos resolver isso. -Phury diz dando um pequeno sorriso.

—Conte com nós. -Tohr diz tocando meu ombro.

E assim os irmãos despediram indo pro seus aposentos, junto com suas shellan’s.

Eu estava um pilha de nervos não via a hora de Bonnie chegar, ela sim, quem sabe poderia tentar fazer um feitiço de localização e teríamos uma pista de meu irmão. Ou pelo menos saber se ele está vivo...

Com esse pensamento eu já fiquei transtornado.

Céus, que ele esteja “vivo”.

—Eu sinto seus sentimentos, o nervosismo, o medo, a angústia emanando de seu corpo. -V começou preocupado.

Suspirei profundamente, sem nada dizer. Não adiantaria dizer ao contrário. V está ligado a mim, meu protetor, então ele sente meus sentimentos.

—Você precisa se acalmar. -Wrath diz me analisando.

—Pai, eu... Eu só quero achar meu irmão. Eu não vou sossegar ou me acalmar enquanto não o ter aqui na minha frente bem e vivo! -disse bebendo meu Whisky.

—Nos vamos o achar. Eu prometo. Acalme-se.

—Eu não posso o perder. Ele é tudo para mim. É meu irmãozinho. Eu fui seu irmão, seu melhor amigo e até mesmo seu pai. Eu que cuidei dele desde de bebê, eu que o amei, que o protegi, que ensinei as coisas! Não posso o perder... Não agora, não assim. -sussurrei sendo consumido por uma enorme tristeza.

—Meu filho. -Ele disse vindo e me puxando para seus braços. -Vamos o achar, isso é uma promessa. Nada irá acontecer a ele. Agora por favor, você tem que se acalmar. Precisa descansar, estar bem... Quando acordar será um novo dia e tudo irá dá certo.

Eu sentia triste, sentia tanto medo, eu estava sufocado. Era horrível...

—Sim, concordo com Wrath. Tente descansar dormir, irá te fazer bem. -Elizabeth disse tocando meu rosto.

—Vou tentar... Obrigado . -disse.

—Vem. Vamos pro PIT. -V diz aproximando segurando minha cintura, me puxando.

Passamos por eles caminhando pra sala. Dei uma cambaleada quando virei o corredor, o efeito do álcool já fazendo efeito sobre mim.

—Droga. Você bebeu de mais. -ele sussurrou percebendo.

Suspirei fundo tentando, usufruir dessa sensação, só o álcool poderia me acalmar...

Entramos na passagem secreta indo para PIT .

Quando entramos eu fiquei na sala e fiz mais um drink para mim, enquanto V foi pro quarto pra arrumar a cama.

Suspirei sentando, fechando os olhos e encostando minha cabeça na poltrona e fiquei um tempo assim .

Quando abri os olhos ele estava encostado na parede me olhando. Sua expressão não era nada das melhores... Havia uma grande mistura de sentimentos ali .

—Não me olha assim. -sussurrei. -Não faz, age assim... Não agora, por favor!

—Eu não consigo controlar.

Suspirei balançando a cabeça.

—Vishous... Não tem porque você ficar assim. Somos amigos. Veja, ela ama , ela é simplesmente louca pelo Stefan.

—Ela te ama.

—Sim, como a amo também. Mas é sentimento de amizade, de cunhado. Nada além disso. Você sabe disso! Você lê a mente dela. Não deixe o passado, Katherine fazer você cismar com a Elena, por favor.

—Ele bufou balançando a cabeça. -Quando o vi abraçando ela tão forte, tão próximos a aninhando em seu peito... Foi horrível. Eu senti tanto ciúmes, tanto medo... -sua voz morreu.

—Medo de que ? -pergunto sem entender aquilo.

—De te perder... -ele sussurrou triste.

Dava pra ver a dor em seus olhos. Ele realmente estava com medo.

—Ah céus... Você não precisa pensar nisso, isso não vai acontecer. Nunca irá acontecer!

—Senti medo de você por um segundo se quer perceber que você a ama como mulher e que comigo só foi um momento , uma confusão de sentimentos.

—Pare. Isso não faz sentido algum, de verdade. Naquela época, eu assumo que confundi meus sentimentos por ela... Mas agora é diferente. O que sinto por você, o que passamos, tudo... Isso é real, V. Isso é real! Nunca me senti assim, eu te amo, e eu tenho certeza absoluta disso. De tudo que vivemos e de tudo que quero viver com você!

—Será? -ele perguntou andando lentamente de um lado pro outro.

Me choquei com aquilo e fiquei por um segundo sem reação.

—O que você quer dizer com isso ?

—Bom, sinceramente quero ver quando o restante dos seu amigos chegarem...

—O que isso tem a ver ? Não estou entendendo. -digo confuso.

—Você irá continuar fingindo que não tem uma família ? Um pai? E um namorado ?

Simplesmente me surpreendi com aquilo e fiquei paralisado o olhando.

—Esta vendo... Você nem se quer pensou nisso. -ele diz extremamente chateado abaixando o olhar.

—Confesso que não pensei nisso. Mas não foi por mal... Minha cabeça está uma confusão eu só consigo pensar em meu irmão.

—Claro, eu entendo... Mas teremos que continuar fingindo que não somos nada seu!? Isso não será nada fácil! Eles começaram a fazer perguntas, a observar e tudo mais ... Você acha que conseguirá esconder tudo isso por quanto tempo ?

—V não é isso. Mas a questão agora é outra. Você sinceramente acha que é o momento oportuno pra eu contar tudo a eles?

—Me diga você, Nallum?! Você acha que tem momento oportuno, certo, pra dizer a verdade e principalmente ser quem você é verdadeiramente ?

Simplesmente não respondi, pois eu entendia o que ele queria dizer e sem saber o que fazer apenas fiquei em silêncio, suspirando.

—Aqui com a Irmandade se tornou fácil. Será que você vai conseguir contar e assumir pra eles? Dizer que você não é mais o mesmo Damon?! Que pegava várias mulheres no mesmo dia. Assumir sua “sexualidade”, assumir que está atraído por um homem e que me ama?!

Ali me senti péssimo. Eu simplesmente senti um medo, ansiedade me tomar. Eu já estava a algum tempo fantasiando em minha mente como seria se chegasse esse dia, esse momento. E entro em pânico só de imaginar.

Eu, bom, não é que eu tenha dúvidas do que eu sinto por V, mas... Tinha medo do choque, deles de me julgarem ...

—Você ainda sente medo de assumir o que sente por mim. -ele sussurrou e eu pude ver as lágrimas rolarem por seu rosto.

—É complicado V. -digo envergonhado.

—Quando você assumir, nesse momento aí sim terei certeza absoluta que você realmente quer estar comigo. Que quer emparelhar comigo...

—Você sabe que eu quero ficar com você... -sussurrei sentindo minha visão embaçar.

—Se fosse assim, “ser você verdadeiramente” ,seria algo tão natural e não algo a ser pensado em assumir, contar ou não ... -ele diz suspirando enquanto as lágrimas rolavam sem parar pelo seu rosto. -Isso que você não entende, Nallum.

—V... -comecei implorando mentalmente pra ele esquecer esse assunto, enquanto sentia as lágrimas descerem molhando meu rosto.

Mas fui cortado por ele...

—Bom, era apenas isso que tinha pra te dizer. Vou me deitar...

—Vishous? Espere! -pedi.

—Deite, descanse. Você precisa dormir. Bom dia, Damon. -ele disse me dando as costas e sumindo pela passagem.

Droga, ele ia me deixar sozinho?!

Inferno!

—Que merda . Porra. -gritei tacando o copo na parede.

Que quebrou em mil pedaços...

Caminhei pra bancada sentando e comecei a beber direto da garrafa enquanto eu sentia as lágrimas descendo freneticamente. Eu estava tão transtornado. Era tantos sentimentos tomando conta de cada pedaço do meu corpo que eu não estava aguentando.

Bebi horrores, duas garrafas, ficando completamente tonto e eu não conseguia entender porque estava acontecendo aquilo tudo.

Simplesmente senti as lágrimas rolando pingando na bancada. Eu estava me sentindo sufocado, perturbado, sentia que iria perder o controle, o chão em instantes.

Porque nunca posso estar em paz? Sem problemas, sem confusão, sem brigas...?

Eu quero paz, eu quero viver bem, quero e preciso de sossego, de amor... Eu estou cansado de tanta merdas, de tantos transtornos.

Fiquei horas ali até que simplesmente cai de bêbado, de sono e cansaço. Dormindo sentado na bancada.

(...)

Voltei a consciência com vozes ao meu redor. Me sentia confuso... Mas rapidamente pude reconhecer as vozes.

“-Vishous e Damon brigaram. V foi até dormir num dos quartos da mansão. -Butch sussurrou.”

“-Por que? -Rhage perguntou sem entender. -Porra, deve ter sido sério.”

“-Eu não sei. Mas precisamos avisar V, que Damon dormiu na bancada e que está bêbado.”

“-Eu hein. Quem esta de boa e aí do nada briga ? Vai entender... -Ele sussurrou.”

—Eu estou ouvindo vocês, idiotas. -sussurrei levantando meu rosto e vendo a garrafa de whisky pela metade.

Sem demorar peguei virando no bico, bebendo em goladas.

—Céus. Vai Rhage avisa V, Wrath. Corre. -Butch falou bravo.

—Avisar o que ? Digo dando de ombros. -Não tem nada o que falar com eles não. Eu estou ótimo. -digo dando de ombros, revirando os olhos. -E ele não me deixou sozinho? Então. Não preciso dele!

—Pare, Damon. Já estava tarde todos já acordaram e só você que não. Ele contou pra nós que tiveram um desentendimento.. Seu pai pediu pra vir ver como você estava.

—Já estão vendo né? Estou ótimo. Melhor impossível. -sussurrei rindo descontrolado. -Agora me deixem em paz.

—Ai céus. Já volto. -Rhage disse sumindo.

—Vocês são uns fofoqueiros. -bufei.

—Nem se eu quisesse, teria como omitir isso. Você está péssimo, Damon.

—Não é pra menos né? Eu não tenho sossego, paz, nem um segundo se quer.

—Tudo há de se resolver. Pense positivo.

—Claro. Claro. -disse irônico virando a garrafa bebendo até o último gole.

—Meu Deus. Pare.

—Acho que preciso de uma cama. -sussurrei levantando cambaleando.

Onde Butch me segurou se não eu ia cair.

—Eu te ajudo.

Gargalhei daquilo, dele me ajudar, mas nem tinha vontade ou força pra discutir. Apenas aceitei sua ajuda.

Sem demorar eu já estava deitado na cama, macia e confortável, onde simplesmente entrei na escuridão, inconsciência...

Notas finais
Capítulo tensoo. Imagino o quanto foi chocante e triste principalmente pro Wrath ouvir como seu filho morreu. Principalmente pela mãos de Giuseppe. Aii nosso casal brigando, ah naooo =S Mas de certa forma V está certo . Só Elena e Ric já ficaram chocados e fizeram perguntas. Imagina quando chegar a renca todinha ? (Bonnie, Caroline, Jeremy, Tyler, ) ? E fora que é difícil pra eles, a Irmandade , principalmente pro Wrath tratar Damon como um amigo, colega. Fora que eles irão perceber muitas coisas e ali mais e mais perguntas, curiosidades e dúvidas surgirão! Damon está apavorado, com esse momento de contar, assumir. Tadinho, da até dó. Imagina ? Sempre o garanhão, pegador, galinha... Ter que contar que gosta e está envolvendo com um homi? Que tem um namorado ? Jesus kkk eu no lugar dele estaria em pânico, apavorada também. Mas né?! Ele precisa ser o que é! O que sente! Como V disse, ser ele, ser algo natural. E outra quem o ama verdadeiramente, o apoiará sempre ! Independente da situação, e até mesmo de sua escolha sexual! Isso que ele precisa entender e colocar na cabecinha dura e teimosa dele kk' =/