Notas iniciais
**LÍNGUA ANTIGA: Glymera: O núcleo social da aristocracia, aproximadamente o equivalente a corte no período da regência na Inglaterra.

PDV VISHOUS

Ok, fodeu... Aquilo não era nada bom. Em nossa raça não era comum um macho alimentar outro macho. Por isso tinha “As Escolhidas”. E quem tivesse um emparelhamento tinha sua Shellan, seu Hellren.

—Eu posso explicar . -sussurro.

—Eu sei ... -Ele diz seco, saindo acenando para que eu o acompanhe.

Tirei Damon do meu peito com todo o cuidado. Não queria o acordar. E rapidamente sai da cama e do PIT seguindo o rei...

(...)

O acompanhei pela mansão até chegar no escritório. Entrei fechando a porta e caminhei até a poltrona sentando.

Ele estava sério...

—Eu posso explicar tudo o que você viu. -começo.

Ele nada disse apenas continuou me analisando.

—Damon estava tendo muitas alucinações, totalmente transtornado. O jeito que achei de o ajudar foi entrar em sua mente. Mostrando o que era verdade e o que era alucinação. Por isso ele estava deitado em meu peito. Bom, agora sobre a mordida, já era tarde. Todos estavam dormindo e ele estava faminto. Não teria como chamar “As Escolhidas”, eu o alimentei... -comecei a falar sem parar, principalmente quando ele não me interrompeu momento algum.

—Vishous... Pare! -Ele ordenou irritado.

Apenas suspirei abaixando a cabeça.

—Pra começo de conversa você está péssimo. Olha pra você... Com olheiras, cansado. Acredito que passou todas essas horas acordado o ajudando. Não é?

—Sim. -concordei.

—Então. Depois que terminarmos essa conversa, você vai entrar num quarto aqui da mansão tomar um banho e dormir.

—Mas?! -ousei tentar o contrariar .

—Isso é uma ordem, Vishous! Enquanto você descansa, eu que vou cuidar dele! -ele disse com muita autoridade.

—Está bem, meu senhor... Como preferir. -disse acenando .

—Segundo, eu não estou achando ruim, bravo de você o ajudar, nem dele estar dormindo sereno em seu peito e nem é tanto pela mordida... -ele começou suspirando profundamente.

Dava pra ver seu cansaço, tanto físico, como mental, mas também muita preocupação e irritação.

O olhei sei entender, estava confuso agora.

—As marcas... -Ele diz .

—Que marca ? -pergunto assustado.

—Não acredito. -Ele bufa . -As marcas de dedos em seu pescoço. Ele tentou te enforcar ? -Ele perguntou nervoso.

—Droga. -digo levantando e indo pra frente de um espelho que tinha ali no canto da sala.

Quando me olhei tinha realmente as marcas dos dedos dele em pescoço. Estavam bem vermelhos, misturado com roxos

—Que porra... -sussurro chocado.

Lembrando-me da sua incrível força.

E ali depois pude ver os 2 furos de sua mordida. Estava inchados, vermelhos e bastante roxos . Toquei e senti um arrepio vindo da minha espinha, subindo. Só de lembrar, as sensações dele me mordendo eu sentia um tesão incontrolável. Involuntariamente meu pênis deu de endurecer ...

Respirei fundo tentando me acalmar. Estava diante do Rei, do meu irmão e pai de Damon.

—Vishous?! -Ele me chamou bravo querendo uma resposta pra sua pergunta.

—Sim. Ele me enforcou. -confesso.

—Que porra. Merda. -ele gritou dando um soco na mesa.

—Mas foi por causa das alucinações... Ele estava vendo o Giuseppe. Por isso aconteceu isso.

—Justamente por isso. Por que você não foi me chamar pra te ajudar a cuidar dele?! Olha pra você , que droga! -Ele gritou andando de um lado por outro.

—Eu não chamei porque consegui controlar a situação. Eu conversei com ele e ele me permitiu entrar em sua mente. Onde pude o ajudar, essas horas o acalmando. Por isso... -tento explicar, tentando manter a minha calma.

O medo de como aquela conversa terminaria eram grande de mais.

Ele me olha nervoso balançando a cabeça.

—Ah, irmão... Você não precisa mentir mais pra mim, ou tentar esconder as coisas de mim.

O olhei sem entender.

—Eu não estou mentindo Wrath... -digo.

—Não. Mas está tentando escondendo a realidade de mim e de todos, pra ser sincero, há um bom tempo.

—Do que você está falando ? -pergunto chocado.

—Do que? -Ele sorri. -Dos seus sentimentos pelo meu filho!

Ali entrei em choque. Senti o ar ficando denso, pesado. Eu não sabia o que falar. Como agir. E o medo dele me repreender, era o pior de tudo.

Suspiro voltando a realidade.

—Como você soube? -pergunto já não aguento mais a esconder.

—Não foi tão difícil de perceber ... Desde daquele dia que você chegou me contando que meu filho estava vivo e aqui em Caldwell . Eu percebi o jeito que você falava dele. Seus olhos simplesmente brilhavam. E quando ele veio pra cá então. Sempre preocupado , o protegendo . Era visível meu amigo. Você não era mais o mesmo. Não era aquele homem frio e calculista. Você estava vivo! Nunca te vi assim. Cada dia que passava eu tinha mais e mais certeza que você o amava. E agora então ... -Ele diz apontando sua mão pra minha cara, pescoço. -Eu tenho certeza. Você jamais deixaria alguém lhe tocar, ou se alimentar de você.

—Peço perdão se lhe ofendo, por eu ser assim... Gostar de homem. E principalmente por ter tais sentimentos pelo príncipe. Mas... Eu não consegui controlar. Eu tentei . Mas não consegui. -digo sincero olhando as minhas mãos.

—Ah para com isso V... Somos amigos a anos e anos. Sempre soube dos seus gostos peculiares... -Ele sorri. -Mesmo que você nunca estivesse me falado abertamente. Mas sempre soube que você também gostava de homens, que você é Bi. E eu nunca vi isso como um problema , uma doença ou uma ofensa. E não vai ser agora. Você me conhece muito bem ! Eu não sou como eles... Como a “Glymera” . Não sou preconceituoso ou rígido como eles são. Que julgam por tudo, até por nascer com alguma “deficiência” e aí simplesmente deixa de ser digno? De ser importante? Não... Pelo contrário, eu acredito que todos somos iguais e somos honrados, independe de tudo. Fora que eu ate sou... Sou bem dizer, um deficiente visual, então... Nem mesmo por causa de classe social ou até mesmo de escolhas sexuais. -ele suspira. -Eu tento ser um rei honesto, justo, verdadeiro e até bem liberal...

—sorrio com aquilo. -Sim meu amigo. Vem é um rei bem liberal e justo.

—Então... Não vai ser agora que vou mudar esse meu jeito né ? Ainda mais com meu amigo?! Nunca né ! Eu te apoio sempre. E quero seu bem , que você esqueça todas as porras do passado e seja feliz. E se for com meu filho. Eu serei totalmente honrado de o ter mais ainda próximo a mim.

Com aquilo. Sinto um nó se formar em minha garganta. Nunca recebi tanta consideração e respeito.

—Obrigado... -digo emocionando indo o abraçar.

Ele retribui fortemente.

—Por nada... Só não me fale que vai chorar feito um bebezinho. -Ele diz gargalhando.

—Claro que não. -digo engolindo o choro .

—Ainda bem . -Ele ri mais ainda. -Porque você acha que eu o escolhi pra ser o “Ghardian” dele ? -Wrath pergunta.

—Céus... -digo chocado.

—Sim. Primeiro que eu sabia que você seria um ótimo guardião. Você é um guerreiro incrível Vishous, forte, destemido e muito honrado... você já tinha provado várias vezes sua honra. Você o protegeu várias vezes... Então eu soube que você seria o melhor candidato! E quando eu fui percebendo seus sentimentos por ele eu não tive dúvidas, tudo se encaixou perfeitamente e você seria o melhor que eu poderia escolher para o proteger...

—Ah, não acredito . -digo rindo. -Obrigado por me escolher, sinto muito honrado em poder o proteger. E eu o protegeria mesmo com ou sem marca... Mas tendo sua benção me sinto lisonjeado.

Ele sorri feliz me abraçando novamente.

—Eu o amo. -digo direto, confessando.

—É, eu sei meu amigo. E ele também o ama.

O olhei em choque.

—Analisei e prestei muita atenção nele. Em suas atitudes o seu jeito em como ele ficava ao seu lado. Durante esses meses tudo...

Sorrio não acreditando naquilo

—Sim. -digo concordando com ele.

—Temos tanta coisa pra conversar. Mas agora não tem como... Quero que você vá descansar, você está horrível. E eu vou cuidar dele.

Eu queria ir ficar com Damon, mas não tinha como contrariar o Rei. Ele estava de bom humor, então, era melhor não abusar.

Apenas obedeci sua ordem e fui pra um quarto vazio da mansão. Onde já tinha tudo ali em cima da cama. Fritz com certeza tinha arrumado pra mim. Tirei a roupa entrando num banho bem quente ficando ali por um bom tempo. Quando a água caiu na mordida. Ardeu.. mas foi uma ardência boa. Gemi arrepiando. E ali meu pênis endureceu.

Oh porra como ele tinha controle de mim, até mesmo por lembranças.

Não aguentando me toquei lembrando dele. Minha mão deslizava pela minha enorme ereção. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima... E eu falando seu nome . Lembrando de nossos beijos, toques, dos nossos sexos orais. Tudo... e sem aguentar gozei gemendo e chamando seu nome.

Encostei minha cabeça no box enquanto sentia minha respiração ofegante, minhas pernas bambas e sem falar meu pênis que pulsava freneticamente.

—Oh Damon, olha o que você faz comigo... -sussurrei de olhos fechados.

Fiquei um tempo ali me recuperando. Até que terminei de me lavar. Sai me enxugando e vestindo uma box vermelha e uma calça e deitei na cama respirando fundo. Me sentindo mole, cansado e com muito sono.

Fechei os olhos e sem demorar entrei na inconsciência...

Notas finais
Aieeeee, Wrath é um macho fora de base. Da vontade de guardar num potinho. Muito amor por ele *---*