Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
—Será que fizemos bem em não contar tudo a ele ? Em não ter falado que a arma era encantada? Nem mesmo seu poder de cura o ajudará. Ficará dias com dor. Sentindo curar lentamente, como um simples humano... E o pior é o que ele sentirá nesse tempo, terá febre, enjoos e muitas alucinações?
—Não sei ao certo, meu senhor. Mas ele aguentará, ele é forte. E vamos cuidar dele a todo momento.
—Sim V... -Ele diz me olhando triste continuando o carinho em seu rosto.
(...)
Ficamos ali o tempo todo ao seu lado, esperando ele acordar.
Horas depois ele acordou. Assustado, confuso e até um pouco perturbado, tentando levantar .
—Damon, calma...
Dissemos indo o segurar.
—Me solta. -Ele gritou nervoso.
—Filho, fica calmo ok? -Wrath diz o abraçando.
E ali ele acalmou um pouco.
Ele fechou os olhos suspirando e colocando a mão na cabeça .
—Como você está se sentindo? -pergunto o analisando.
—Minha cabeça está doendo, e estou um pouco tonto. E minhas costas estão doendo bastante. -Ele diz nos olhando. -Já era pra eu estar começando a curar.
Eu e Wrath nós olhamos preocupados. E é claro ele percebeu .
—O que vocês estão escondendo de mim? Eu sabia que tinha algo a mais nessa história. -Ele diz furioso, nós fuzilando.
Eu aliso meu cavanhaque em forma de nervosismo. Já Wrath coça seus olhos por debaixo dos óculos.
—Desculpa filho... Mas sim escondemos de você uma parte da história. O que iria acontecer depois do Rytho.
Posso ver seu rosto se tornar em uma careta e sua expressão ficar totalmente tenso e bravo.
Ele nada disse apenas ficou em silêncio esperando explicarmos.
—A arma é encantada então seus ferimentos não sarara tão rápido como você está acostumado. Você sentirá ela curando aos poucos. E durante um ou dois dias você terá tontura, enjôos, febre e até alucinações.
—Por que não me contaram ? -Ele pergunta levantando muito rápido.
Fomos o segurar mas ele nos empurrou.
—Vocês não podiam ter escondido de mim. Eu tinha direito de saber. -ele diz andando de um lado pro outro.
Mas o vejo fraquejar. Ele estava com muita tontura.
O seguramos.
—Calma... Achamos melhor não te contar. E isso não muda nada. Estamos aqui e vamos cuidar de você. Isso que você precisa entender e saber! -Wrath diz calmamente.
—Droga. -ele grita.
Pude o ver começar a tremer.
—Vamos pra cama você está tremendo. -digo preocupado.
O levamos colocando deitado, cobrindo-o.
—Filho, eu te amo. -Wrath diz fazendo um carinho em seu rosto.
Damon suspira.
—Eu tendo alucinações não vai ser algo legal ... Preciso que não cuidem de mim. Me deixem sozinho, preso. -ele diz chateado.
—Não. Isso tá fora de questão, Damon.
—Sim. Vamos ficar com você.
—Eu posso fazer algo que vou me culpar pra sempre depois. Posso ser agressivo. Só não quero os machucar. – ele confessa .
—Já imaginamos tudo isso e está tudo bem. Vamos cuidar de você. E quando eu não poder, V ficará todo tempo com você.
—Esta bem, vocês não vão mudar de ideia mesmo, não é? -Ele pergunta.
—Isso.
—Que bom que você sabe... -digo.
Posso perceber o quanto Wrath está cansado. Na última noite não havia dormido nada. De tanta preocupação para com seu filho.
Ali consigo convencer ele de ir descansar, já estava tarde. E assim se fosse necessário faríamos troca, pra eu ir dormir depois.
E eu cuidaria de Damon o tempo todo. Mesmo ele não querendo e tentando resistir ao sono, ele foi .
Quando ficamos sozinhos, Damon me olhou triste.
—Tudo vai ficar bem . Lhe prometo. -Digo sorrindo fazendo um carinho em seus rosto.
Ele fechou os olhos voltando na dormir .
(...)
Algumas horas depois... Ele simplesmente começou a resmungar coisas sem sentido.
Depois nomes: Giuseppe, Katherine, Stefan, Ric...
—Elena... -Ele sussurrou.
Quem é Elena ? Senti meus dentes de fecharem de tanto nervosismo.
—Eu confundi os sentimentos. Eu te amo Elena mas é como amiga. -Ele falava repetindo.
Aff que porra é essa? pensei. Suspirei sentando ao seu lado e tocando seu rosto. Ele estava começando a ter febre.
Ele acalmou um pouco até que ficou agitado novamente.
E ali ele acordou abrindo os olhos. Mas ele estava estranho. Parecia assustado, surpreso? Sua afeição era totalmente diferente, sinistra.
— Damon? -o chamo o analisando.
—O que você faz aqui? Você não é real. Você está morto. Você... -ele sussurrou rapidamente.
Continuei parado o olhando, em choque..
—Agora entendo tudo o que você fez comigo. Tudo aquilo só porque eu não era seu Filho! -Damon falava me olhando.
Oh droga. Ele estava alucinando com Giuseppe . Isso não seria nada legal. Como não foi! Ele simplesmente levantou com sua rapidez . E quando quis ver eu já estava sendo prensado contra a parede, com ele me enforcando, com muita força.
—Eu te odeiooo... -Ele gritava, totalmente fora de si.
Tentava tirar sua mão. Mas ele tinha uma força incrível.
—Dam... Para!
Ele rosnou fazendo mais força.
—Sabe qual é meu arrependimento papai? Não ter ido aquela noite na mansão. Eu que devia ter te matado. E não meu irmão. Isso só fodeu mais ainda com a sua pobre mente. Ah, se eu soubesse que aconteceria isso... Eu não o tinha permito ir, e eu teria ido em se lugar. E teria te matado com todo o prazer e alegria. Mas bom, nesse exato momento estou tenho essa oportunidade não? -ele gritou fazendo mais força.
Eu já estava sem ar. E desesperado.
—Nallum. Pare. Sou eu... Vishou! -disse com muita dificuldade.
Quando ele escutou meu nome. Ele me olhou assustado, piscando várias vezes. E ali me soltou fechando os olhos. Cai no chão tossindo muito, sem ar...
E pude ver ele abrindo os olhos e a consciência voltando a ele.
—V? O eu fiz? Me perdoa. -Ele diz se sentindo culpado vindo pro meu rumo.
Mas ele cambaleou.
—Xi, tudo bem Nallum. Não foi nada. -digo o segurando, tentando o acalmar.
Damon estava ficando mais quente. Tremendo.
—Vamos pra cama. Você precisa ficar deitado. -digo o ajudando.
—V eu não vou aguentar isso. Essas alucinações... Eu vou surtar. Eu... Isso vai foder mais ainda com minha mente. -ele diz desesperado, totalmente transtornado.
—Xii, calma. Eu posso ajudá-lo. Se você me permitir estar em sua mente. Vou conseguir controlar essas alucinações e vou conseguir te mostrar o que é real, o que é alucinação. -suspiro. -vai ficar tudo bem. Apenas me deixa cuidar de você, por favor?! -digo tocando em seu rosto .
Ele fechou os olhos suspirando apenas apreciando meu toque...
—Confie em mim, Nallum. -peço.
Ele ficou alguns segundos parados me olhando até que estendeu sua mão.
Aquilo era um convite...
E ali deito na cama junto com ele o puxando para mim. Precisava de seu corpo, o tocar...
Trouxe seu rosto, pausando em meu peito. E ali fiz carinho em seu cabelo .
Era tão macio e cheiroso, que me deixava embriagado.
Ele estava ficando cada vez mais quente, a febre já se fazendo presente. Tirei as cobertas jogando pro lado .
Ele fechou os olhos se acalmando. E ali entrei em sua mente. O ajudando com as alucinações.
Foram várias...
Uma pior que a outra.
Principalmente com o Giuseppe. Era torturante pra mim, que estava vendo, imagina pra ele.
Damon ficava louco, e eu o segurando, o ajudando e o acalmando. Mostrando em sua mente que aquilo nada era real!!
Depois foi com katherine. Ela era uma vadia. Vi cada mentira contada , cada controle de mente que ela fez com ele.
A alucinação mais tensa que Damon teve foi o dia em que ele aceitou o sangue dela. Aceitou se transformar num vampiro.
Não entendi muito bem como era o processo de transformação deles.
Mas quando Damon estivesse melhor eu perguntaria.
Ele sussurrava aquela palavras que aceitava seu sangue. E o pior foi ele tentando me morder. Eu o segurei firme tentando o acalmar, sem o machucar.
—Calma. Eu não sou ela. Isso é tudo ilusão. -digo o segurando e entrando mais fundo em sua mente.
Ele foi acalmando até que me olhou triste.
—Desculpa... -Sua voz era rouca e baixa.
Ele estava com vergonha. Mas pude ver ele se transformar. Ele estava realmente com sede. Ele virou o rosto, tentando esconder.
—Tudo bem. Estou aqui pra te ajudar... Você está com sede. -digo segurando seu rosto fazendo me olhar. -Beba de mim. Vai te ajudar...
—Não.
—Você vai beber de mim. Pelo menos por enquanto... Amanhã Wrath chama às escolhidas. Então até lá. Você vai beber de mim. Isso é uma ordem. -digo trazendo seu rosto para meu pescoço.
—Eu não quero te machucar. -ele sussurrou.
—Você não vai me machucar. Beba... -digo o segurando ali.
Ele não sairia dali enquanto não bebesse.
Ele respirou fundo aproximando sua boca do meu pescoço e quando seus lábios mornos tocaram ali. Me arrepiei inteiro.
Ele me cheirou, beijou e lambeu. Oh droga só com aquilo já comecei a ficar excitado. Quando ele me mordeu, chupando com força, ah eu gemi com tesão. Meu pênis já estava duro feito pedra.
E o deixei tomando o quanto quisesse de mim. Ele chupava com pressão.
Estava faminto .
Quando ele afastou gemi em protesto. Por mim ele poderia ficar ali se alimentando de mim, todo dia, toda hora...
Ali ele lambeu pra ajudar a curar. E logo se afastou deitando do meu lado com os olhos fechados seus lábios entre abertos, com um pouco de sangue ali ainda, onde ele lambeu.
Olhei pra ele estava tão lindo sereno e com desejos. Sim... Podia ver o volume enorme em sua calça... Sorri com aquilo
—Você está com desejos...
Ali ele deu um sorrisinho malicioso.
—Sempre. Bom, as alucinações, todas elas poderiam ser assim... -Ele diz balançando a cabeça. -Seria bom de mais. Até gostaria disso. -ele confessou triste com tudo que ele estava revivendo de seu passado.
Toquei seu rosto e sem pensar o beijei e ele retribuiu gostando de tudo aquilo. Quando separamos com a respiração ofegante nós olhamos.
—Você me deixa louco. Não vejo a hora de estarmos juntos por completo. -confesso fazendo um carinho em seu lábios.
—Não vou negar. Ultimamente tenho pensado muito sobre isso. Como vai ser, como vou me sentir. Como será todas as emoções novas que você me fará sentir.
—Ah, não fala assim. Você falando assim , hm é difícil controlar. -digo implorando.
—Sei como é isso.
Ah, com mais aquelas palavras, céus , meu pênis até doeu dentro da calça. Ele precisava de liberdade.
Suspirei tentando me controlar.
Dam também estava respirando fundo.
Sem esperar ele me beijou mas foi um beijo diferente. Foi um beijo calmo, lento, apreciando cada detalhe cada gosto cada sensação. Foi incrível nunca senti aquilo e Damon me fazia sentir diferente, cada sensações novas que eram incríveis. E eu sei que tudo aquilo era novidades pra ele também.
Ficamos um bom tempo ali nos beijando. Eu tocando seu rosto, fazendo um carinho. Tocando seu cabelo. E nosso beijo continuava... Tão lento, tão bom.
Tão maravilhoso...
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