Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV DAMON
Aí sim que todos ficaram curiosos
—É melhor vocês nem saberem o que falei . -sorri, jogando a cabeça pra trás na poltrona.
Que merda o Vishous aceitou fazer ?! Oh céus..
(...)
Depois disso aconteceu vários acontecimentos em poucas horas...
Vishous se tornou meu guardião. Depois saímos da mansão as pressas, ele me levando pra um lugar seguro. Numa floresta totalmente escura com muita neblina . A mansão tinha uma magia que a fazia ficar oculta. Que bom ...
Depois já ali tivemos uma pequena discussão, por causa dele ter aceitado essa loucura de ser meu guardião.
Onde terminou em uma agarração total. Sem conseguir esconder assumi de vez que estava o amando. E ele também me falou que me amava.
Nós beijamos, tocando um ao outro. Onde resultou em um sexo oral maravilhoso.
Eu queria ele. E eu também queria ser dele. Droga.
Meu desejo sexual estava muito presente, intenso. Era impossível controlar.
Quando ele ia me chupar seu celular tocou, era meu pai. Não nego que fiquei puto. Eu estava louco de desejo queria ansiava pelo seu toque , pela sua boca em mim... Queria que ele me engolisse, me chupasse e eu pudesse gozar tudo ali em sua boca . Mas não aconteceu né? Fomos interrompidos... Fui pro banho não me aguentando e eu me toquei tendo a minha libertação tão desejada.
Quando voltei Vishous estava uma pilha de nervo. Sem entender muito bem até que ele disse que o Ric havia me ligado ok, entendi tudo! Estava com ciúmes de mim. Eu dei gargalhada , mas no fundo estava amando o ver assim. Com ciúmes, louco...
E tenho a consciência que não só ele sentirá ciúmes, mas eu também. Quando eu estiver ciúmes dele, eu vou surtar completamente.
Nos vampiros da minha raça sentimos um ciúmes extremo, possessivo... E eu não divido nada que eu. Definitivamente não!
Fiz um jantar pra ele , sabia que ele estaria faminto. Comeu tudo elogiando meu dotes culinário. Sorri satisfeito.
E ali acabei não conseguindo, não entrar no assunto de “porque ele tem somente um testículo” e sobre as “suas tatuagens”. Já havia percebido que tinha algo envolvido nisso e bom estava curioso, essa é a verdade.
Vishous apesar de ficar péssimo, em pânico me contou tudo.
Céus, ele sofreu de mais.
Pensava que ninguém poderia ter sofrido tanto quanto eu, mas me engara. Ele sofreu tanto ou até mais que eu !
Fiquei furioso com tudo aquilo, não entendo como um pai, pode fazer tanta maldade e crueldade com seu próprio filho.
Eu não entendo, isso não entra na minha cabeça...
V estava com medo de eu não o querer mais, o rejeitar ... Tanto que ele sofreu isso a vida inteira né? As pessoas não aproximavam dele por causa dos avisos, aquelas tatuagens...
O rejeitavam.
Droga, que tipo de pessoa ele pensa que eu sou?
Não me importo, por ele ter apenas um testículo, e muito menos todas aquelas tatuagens!
Como havia dito, eu tinha gostado delas. E mesmo sabendo que elas tem um significado ruim na língua antiga, para eles, eu simplesmente não me importo!
Elas , pelos menos pra mim, talvez eu esteja enlouquecendo ... Mas pra mim, eu as acho lindas em seu corpo musculoso e definido.
Sim, um fetiche? Talvez...
Mas essa é a verdade. Ele é simplesmente lindoo, do jeitinho que é.
Eu não sinto nojo, não sinto medo, e agindo por impulso, toquei em sua mão brilhante..
Não sei porque, mas eu sentia, precisava fazer aquilo. Sentia uma enorme necessidade, vontade. E assim fiz...
V ficou em pânico com medo de eu morrer , mas por incrível que pareça nada aconteceu.
Simplesmente nada de ruim.
Pelo contrário, eu precisava o tocar mais . E segurei firme em sua mão que brilhava ainda mais.
Aquilo foi um choque pra ambos, principalmente pra ele, ele parecia estar em transe não acreditando que poderia tocar-me.
Entrelacei nossos dedos e aquilo foi simplesmente maravilhoso.
Sentia quente onde ele me tocava, um formigamento delicioso fora as tremuras que vinham de dentro de mim.
Aquilo era excitante de mais. Fiquei com muito desejo. E V não ficou longe.
Ele estava perplexo, única pessoa que até então entre “ podia tocar era Butch.
Tive que me controlar, mas senti muito ciúmes disso.
Mas pra minha felicidade eu era a única pessoa que até então ele poderia tocar normalmente.
Sorri vitorioso com isso.
O beijei com muita paixão e desejo e ele retribuiu da mesma forma.
De repente senti meu corpo pesado, cansado. O sono das noites mal dormidas se fizeram presente ali.
Eu precisava deitar, tentar relaxar e dormir...
E ele é claro percebeu isso rapidamente. Mas antes de ir dormir precisava saber o que meu pai tinha falado na ligação.
Eles estavam certos. Os assassinos estavam atrás de mim e eu sabia que era questão de tempo até eles nos achar...
Logo ele me levou para quarto. Escovamos o dente.
Sem aguentar cheguei perto dele falando que ele não precisava ter ciúmes do Ric, pois era só um amigo.
E ali nos beijamos...
Tinha muito desejo e luxúria. Mas também amor e respeito. Se não fosse por tudo que estava acontecendo... Aquele beijo se tornaria em uma linda noite de, fazendo: amor, transando, trepando e fodendo.
Sim eu sei que quando isso acontecer não será só “fazendo amor” ou só uma “foda”...
Será simplesmente algo diferente, juntando tudo, algo extremamente complexo.
E pra ser sincero eu quero isso. Quero fazê-lo meu. E ser dele! Quero, como tenho curiosidade em como vai ser tudo isso...
Em como vou me sentir... Quais sentimentos sentirei. Pois V tem me apresentado um novo mundo, tem me feito sentir coisas, desejos, sentimentos até então inimagináveis.
Mas agora não era a hora pra isso infelizmente.
Inferno...
Ele afastou mantendo o controle . E ali deitei na cama me espreguiçando.
Ele não ia deitar agora . Estava agitado de mais era visível.
Agora eu precisava muito daquilo. E sem demorar muito eu estava dormindo tranquilamente.
(...)
Eu dormia tão profundamente...
Sem saber quanto tempo depois eu só pude escutar aquela voz. Ah aquela voz rouca potente, me chamando ...
—Damonnnnnnn!
Soava alto e potente de mais dentro da minha cabeça.
Era uma ligação muito forte.
Aquilo ficou soando várias e várias vezes, cada vez mais forte , me trazendo a realidade.
E ali voltei a consciência, abrindo os olhos na mesma hora...
E em frações de segundos eu vi ali na minha frente uma espada vindo contra meu peito. Com meu reflexo e minha velocidade pude desviar .
Senti quando a ela afundou na cama.
Voltei meu corpo, dando um soco certeiro em seu cotovelo, onde fraturou, deixando o osso exposto. Ele gritou de dor e rapidamente soquei seu rosto , fazendo o cambalear. Sem perder tempo com minha velocidade já tinha retirado a espada da cama e fui pra cima dele .
Cortando sua garganta e enfiando em seu coração. Ele caiu morto.
—Vishous? -sussurro desesperado.
Sai correndo do quarto e quando virei o corredor correndo puder o ver lá embaixo enfrentando vários assassinos.
Porra.
—Vishous ... -grito indo o ajudar mas apareceu vários assassinos em minha frente.
Que ja vierem pra cima de mim. Mas com minha velocidade me desviei de seus golpes. Quebrando o pescoço de um deles ...
Os outros eu lutei. Eles eram muito fortes e rápidos. Incríveis...
Mas não tão incríveis assim. Quem entrasse na minha frente morreria!
Um deles atirou em mim acertando de raspão em meu ombro. Mas não me importando com aquela pequena dor . Apareci atrás dele quebrando seu pulso e fazendo o apontar a arma pra si mesmo atirando bem no meio da sua testa.
Nesse momento de distração senti vários braços me envolvendo, me puxando e um forte impacto fez com que caíssemos escada a baixo. Rolando.
—Damon? -V gritou desesperado.
Quando meu corpo parou de rolar . Respirei fundo levantando sentindo um corte em minha cabeça onde agora sangrava ...
Sem me importar com isso voltei a lutar com eles.
Vishous lutava com vários homens ao mesmo tempo.
E os outros vinham pra cima de mim.
Era uma verdadeira guerra. Por frações de segundos pude o reparar, ele fazia cada movimento tão preciso, tão elegante e tão mortal.
Já havia matado quatro homens.
Lutamos por nossas vidas. Vishous me jogou uma arma. Onde matei dois assim. Por aquela arma .
Apesar de tudo, em estarmos em minoria, até íamos bem.
Até que apareceu mais e mais assassinos. E dali em diante . Eu ia pra cima deles, com muita raiva.
Até que senti Vishous do meu lado e logo sua costas encostando, colando na minha.
—São muitos... -digo olhando a todos os assassinos.
Tinha pelo menos uns trinta assassinos ali, vivos.
Porraaaaa .
—É eu sei . -Ele diz enquanto segurava sua arma.
Até que ele guardou. E simplesmente tirou sua luva guardando em sua calça.
E ali eles nos atacaram, sem piedade. Mas quem ousou entrar na sua frente se arrependeu. Ele os tocou com sua mão brilhante . Eu estava lutando mais pude ouvir gritos de dor. E logo vários deles simplesmente estavam pegando fogo.
Olhei assustado, mas muito fascinado.
Que porra de poder do caralho...
Simplesmente incrível.
Eu atirei em quem entrava no meu campo de visão e logo lutando também.
E mais assassinos apareceram...
Que droga .
Até que senti sua mão repousar em meu braço, me puxando fortemente...
—Vem. -era um sussurro quase inaudível , uma ordem, mas ele sabia que eu haveria de escutar.
O acompanhei permitindo ser puxado pro ele.
E quem tentava o impedir ele atacava com sua mão.
Droga... Estávamos fugindo? Que porra é essa? Como assim?
No começo não entendi bem isso!
Até que escutei como um tic, um chiado muito, muito baixo, quase inaudível...
E ali quando chegamos passando pela porta, Vishous me abraçou , nós jogando pra fora...
Só escutei um “BOOM”.
E a mansão explodiu, pegando fogo e pedaços de concreto vidros e tudo mais voando pra tudo quanto e lado . Fumaça vermelha, negra subindo...
A energia liberada pela explosão irradiou em todas as direções, dando uma onda de choque supersônica.
Fazendo um grande pressão, que nos jogaram longe, onde caímos com grande impacto contra o chão.
Eu estava imóvel, a pressão dentro da minha cabeça era horrível. Os chiados inaudíveis para V, eram altos de mais dentro do meu ouvido, cabeça.
—Ahhhhh. -gritei desesperado levando as mãos em meus ouvidos querendo que aquilo parasse.
Mesmo assim, pude o ver levantando cambaleando. Ele estava machucado. No rosto, braço e barriga. Cortes.
Tentei me levantar, mas estava tonto de mais.
—Damon? -ele diz desesperado vendo meu estado. -Se acalma, Nallum. Precisamos sair daqui. -ele diz segurando minha cintura me levantando me puxando pra caminhonete . -Já ja vai chegar mais deles... -ele diz preocupado.
E logo ele estava correndo pela floresta. Onde ele colocou um mhis no carro , mas sabia que aquilo não evitaria de ele nos achar.
Ele corria descontrolavelmente.
Ali senti um líquido morno descendo pelo meu pescoço. Rapidamente percebi o que era. Meus ouvidos estavam sangrando. V é claro estava super preocupado.
—Droga. -ele gritou socando o volante .
—Esta tudo bem. -sussurrei tocando sua perna, enquanto o chiados e a pressão diminuíam dentro da minha cabeça.
E assim a tontura também estava passando.
(...)
Ficamos sei lá por quantas horas com o carro fugindo em alta velocidade...
Tínhamos que achar outro lugar, esconderijo.
Olhei pra trás e parecia tudo bem, mas me enganará.
Um barulho muito alto se fez no teto da caminhonete. E pude escutar a espada invadir o teto . Iria acertar o pescoço de V.
—Não. -gritei usando minha velocidade o empurrando e nesse exato momento , a espada acertou bem no meio da minha mão , atravessando-a.
—Ahh.- gritei de dor.
—Damon, não... -Ele diz assustado.
Sem nada a dizer , criando coragem, puxei minha mão pra baixo pra poder sair daquela lâmina.
—Cuida da direção. -Ele diz com autoridade, saindo pela janela indo pra cima do carro.
Escuto a luta por um bom tempo. Até que ele tirou a espada do teto o cortando e logo decapitando o assassino.
Ele voltou entrando pela janela me olhando com preocupação.
—Eu vou ficar bem .-digo tentando o acalmar.
Mas aquela dor na minha mão era horrível. Ardia feito brasa.
Ele saiu da floresta seguindo pela estrada, por horas, buscando encontrar um lugar seguro.
(...)
Mas o que era difícil, não tinha nada por perto. Apenas estrada, árvore e mais árvores.
Suspiro extremamente nervoso, eles nos achariam. Droga!
Mas mais pra frente, pude perceber que tínhamos outro problema.
É esse realmente era um enorme problema.
Ali na estrada dava pra ver o sol nascendo, iluminando atrás das árvore, e vindo iluminado a estrada...
—Vishous. -digo assustado vendo o sol iluminando tudo .
E não demorou pra acertar o capô e logo atingindo a sua mão.
—Ahhh. — ele gritou de dor queimando.
E aquilo só foi piorando, acertando em seu rosto.
—Que inferno... Droga! – grito desesperado .
Eu estava em pânico, não aguentava imaginar o ver naquele estado .
O medo de o perder eram sufocante de mais.
Eu precisava pensar em algo urgentemente, rápido.
Olhando pro banco de trás e ali peguei a mala abrindo e por sorte tínhamos trazido edredom, peguei enrolando nele.
—Fica abaixado. -o empurro pra banco do passageiro fazendo ele sentar no chão escondendo o máximo que podia, entre o painel e o banco.
E ali eu tomei a direção dirigindo o mais rápido.
Pra ajudar minha visão estava um pouco embaçada, lacrimejados e irritado.
Fazia meses que não via o sol. Mesmo com dificuldade dirigi procurando um esconderijo.
O que não foi rápido, fiquei por um bom tempo dirigindo. Até que por sorte bem mais a frente apareceu um armazém enorme.
Desci caminhando até o portão e quebrei a enorme corrente. Abri . E logo entrei com a caminhonete fechando .
Por sorte era um armazém sem janelas . Só paredes de concreto e a porta de ferro, por onde entremos. E o melhor ainda, ali dentro tinha um contêiner .
Ótimo...
Caminhei até o contêiner abrindo e vendo . Não tinha nada ali dentro e até que estava limpo.
Fui até a caminhonete abrindo a porta .
—V ? Venha.- Digo segurando em seu braço o ajudando a sair. .
Ali ele desceu eu o levei daquele jeito enrolado mesmo no edredom pra dentro do contêiner .
—Está a salvo. -digo o acalmando.
E ali ele tirou o edredom . Revelando seu rosto queimado, completamente em carne viva. E seus dedos estavam do mesmo jeito.
—Merda. -digo segurando seu rosto sua mão, analisando.
Respirei sentindo dor por ele.
—Eu estou bem, Damon.
—Cala a boca . -digo muito nervoso.
—Não sei porque está tão nervoso... Você também está machucado. -ele diz irritado, segurando meu rosto vendo o enorme corte em minha testa e a minha mão com aquele corte horrível.
—Estou bem. -digo dando de ombros. -Beba meu sangue, vai ajudar a melhorar essas queimaduras.
—Não...
—Como que é? -bem dizer berrei.
—Você também está precisando de sangue...
—Aff... Você me irrita assim. -digo oferecendo meu pulso.
—Damon ... Você também precisa beber!
—É, eu sei. -digo irritado, oferendo meu pulso direito e minha mão esquerda segurou seu pulso trazendo-o perto do meu lábio, onde beijei ali.
Ele entendeu. Iríamos nos alimentar juntos ao mesmo tempo e assim foi feito .
Vishous mordeu no meu pulso enquanto eu também bebida do seu. Gememos com aquela troca. Era tão gostoso, intenso...
Troca de sangue entre um casal de vampiros, isso é mágico. Algo fora de controle, de prazer. É algo muito intenso, com grande ligação e importância.
Simplesmente incrível!
Bebemos desesperados até que soltamos nossos pulsos ao mesmo tempo. Nós olhamos ... Foi impossível controlar aquilo, o desejo.
Suas mãos foram de encontro com minha cintura me puxando pra ele. Colando nossos corpos. E ali nos beijamos com fogo, desejo e muita, muita luxúria...
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