Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
—É... É até fácil com você falando assim. Mas você não sabe como é... -ele parou suspirando, balançando a cabeça.
—Como é o que? O que você ia dizer ? -pergunto curioso.
Silêncio...
—Damon? – o pressionei.
—Ele balançou a cabeça várias vezes e logo sua voz rouca soou. -Ter a pessoa que a gente ama em seus braços, totalmente machucado, inconsciente, com facada e tiros. Sangrando descontrolavelmente. Enquanto simplesmente morre, morre, em seus braços. Eu não desejo passar por isso nunca mais. Isso que você não entende, Vishous... -sua voz é quase um sussurro inaudível enquanto descia uma lágrima silenciosa por sua bochecha...
(...)
Eu havia escutado cada palavra, mas eu não tinha digerido tudo...
Pessoa que a gente ama ? Amor?
Machucado, com facada e tiros?
Morrendo em meus braços...
Pera... Ele estava falando de mim?
—D-Damon... O que você está falando ? -digo gaguejando o olhando.
—É isso mesmo que você está entendendo. -ele diz suspirando.
Ali fiquei paralisado , pisquei algumas vezes não acreditando... Minha boca abriu tentando formular alguma palavra ou frase, mas sem sucesso.
—Eu estou falando de você... -ele sussurrou concluindo com firmeza.
Ali voltei a realidade.
—Mas? -comecei confuso. -Pessoa que a gente ama...
—É exatamente isso. -Ele diz direto. -Aquele dia do seu acidente, como eu te falei, foi eu que te achei. Se não fosse por mim você teria morrido. E a culpa seria minha . -Ele diz balançando a cabeça .
E consigo sentir sua tristeza , dor e culpa vindo dele.
—Damon...
—Eu sou todo errado Vishous. Por onde passo só causo problema. Eu só sei magoar as pessoas em minha volta e quando elas não morrem por minha causa.
Sua tristeza estava crescendo...
—Hei ... Tá tudo bem. -aproximo preocupado. -Esquece isso. -digo segurando em sua mão.
—Ahh dá pra calar a maldita boca ? -Ele diz me dando um soco no ombro. -se eu não falar isso agora, eu não vou conseguir falar isso nunca mais.
O encaro com atenção.
—Como disse eu sou todo errado. Pessoas saem magoadas e machucadas por minha causa. E com você não foi diferente. Te magoei. E por minha causa você enfrentou vários lesser’s . Quando te encontrei você estava inconsciente, você estava morrendo... Foi ali que desesperado ou eu aceitava sua morte ou eu fazia algo. Ou pelo menos tentava né ? Você só se salvou por causa do poder de cura que tem no meu sangue!
—oh porra... Você... você me deu seu sangue? Foi por isso que me curei tão rápido ?
—sim... Mas o estado que você se encontrava nem mesmo dando meu sangue eu não tinha certeza se daria certo.
—Droga... você contou isso pra alguém ? – pergunto.
—Não contei pra ninguém. Só você que sabe agora.
—Por que você não me contou isso antes ? Eu tinha que saber! – digo bravo o encarando.
—Eu achei que não faria diferença... Não depois daquela conversa no hospital. -ele diz enterrando seu rosto em sua mão.
Silêncio.
—Faria? -ele sussurrou perguntando.
Estava confuso andando de um lado pro outro.
Meu coração batia tão forte com tudo aquilo...
—E porque você saiu do PIT e afastou de mim? -pergunto sem entender.
—Porque não queria mais te magoar. Não queria ser um estorvo em sua vida. E depois daquilo no hospital. Resolvi te deixar em paz. Achei que ficar longe, me afastar era o melhor... Você estaria a salvo de mim. Mas olha agora ... -ele diz transtornado tocando sua marca. -Não adiantou nada do que eu fiz durante a porra desses 6 meses...
—Que droga Damon... – bem dizer gritei. -Você acha que eu fiquei bem e feliz com você se afastando daquele jeito de mim ? Puta que pariu ... Eu achei que ia morrer sem ter você do meu lado. Sofria cada dia. Eu estava fora de controle. O que me ajudava era minha vodka, meu vício na minha droga e sair a noite matando os lesser’s. Todas as noite eu ia pra uma missão suicida. Eu preferia, eu queria morrer em combate do que chegar na mansão e o te ver naquele estado, em ter você tão perto e ao mesmo tempo tão longe de mim. -digo nervoso dando um soco na mesinha que se encontrava no meio da sala.
—E você acha que eu estava feliz ? Olha pra mim. Foram os 6 meses mais difíceis da porra da minha vida. Eu estava uma pilha de nervos. Já estava quase surtando, perdendo o controle. Só queria encher a cara, ficar tonto... Nem dormir eu estava conseguindo. O que só piorava meu estresse e minha raiva, me deixando totalmente instável.
Droga. O olho preocupado. O analisando...
Caminho até ele...
—ajoelho em sua frente. -Você disse amor na sua frase. -você me ama? -pergunto olhando dentro dos seus olhos... Me afogando neles.
Ele me olhou sustentando meu olhar . E ali pude ouvir o que sempre desejei e esperei...
—Sim. -sua voz era rouca e baixa. -Eu te amo, Vishous.
Naquele momento senti minha cabeça girar, tudo girar, minha vista escurecer, fora que meu coração batia tão forte, parecia que ia sair pela minha boca.
Oh droga. Só podia ser a porra de um sonho.
Fechei os olhos suspirando lentamente tentando me acalmar e quando abri os olhos esperando acordar em meu quarto e ver que tudo não passou de um belo sonho...
Simplesmente dei de cara com ele, e estava me olhando da mesma forma, tão intenso, firme e extremamente intimidador.
Ah Damon...
Pousei minha mãos em cima de suas pernas, um de cada lado. E ali deslizei subindo.
Logo passando por sua barriga definida , depois seu peito e logo minhas mão se fecharam em seu pescoço.
—Fala de novo. -peço chegando meu corpo mais perto do seu.
—Eu te amo, Vishous...
Só de escutar novamente aquilo, meu corpo ficou em chamas.
E fora de mim, de controle, simplesmente aproximei mais ainda dele . Nossas testas se colaram e ali aproximei meus lábios aos seus, tocando-os
Tão macios, carnudos e mornos...
No começo era devagar, pequenos toques. Nos reconhecendo. Relembrando nosso gosto, sabor...
Céus como senti saudade de o tocar. De o beijar.
Quando ele cedeu passagem e minha língua tocou a sua. Estremecemos...
E dali perdemos o juízo completamente . Beijávamos com ansiedade, desejo e muita saudade.
Nossos lábios se movimentavam rápidos, frenéticos.
E ficamos um bom tempo assim até que eu estava perdendo o ar. E nós separamos.
O encarei...
Minha respiração estava ofegante de mais. E a dele estava do mesmo jeito.
Dava pra ver o desejo em seus olhos. E o meu com certeza estava bem claro.
—oh Damon... -sussurro. -como senti sua falta. Eu também te amo.
Digo tocando seu rosto. Seu cabelo, seu peito.... ele é tão perfeito, tão lindo.
“Meu”
—Você é meu ... Meu ... Você está entendendo? – digo tomado pelo desejo, pela possessão.
Agarrando em sua camisa e o puxando pro chão, o derrubando. Onde já sentei em seu colo o prendendo preso ao chão.
E gememos juntos, quando nossas ereções se encostaram, mesmo com todo aquele pano, as impedindo delas estarem juntas completamente...
Sem pensar em mais nada o beijei com fúria, desejo. E tomado pelo desejo me esfreguei contra Damon fazendo-o gemer deliciosamente...
—Isso... Geme pra mim Damon. -digo louco de desejo o beijando, tocando e esfregando mais e mais contra ele.
E ali nosso gemidos soavam cada vez mais altos por aquela mansão enorme...
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