Amante Sofrido
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Notas iniciais
PDV VISHOUS
Sorri vitorioso.
Mas eu me encontrava muito, muito ferido. Sangrando de mais...
E essa minha alegria durou pouco.
Senti minha vista ficar escura e sem controle sobre mim mesmo, cambaleei, fraquejando...
E assim caindo e entrando na escuridão.
(...)
Sem saber por quanto tempo passou eu voltei a consciência...
Sentia meu corpo pesado, todo dolorido. Abri os olhos vendo aonde eu me encontrava. Eu estava confuso... Dei de cara com uma luz muito forte e extremamente clara.
Pisquei várias vezes tentando acostumar com aquele clarão.
E quando olhei pros lados avistei Damon sentado em uma cadeira. Assim que ele me viu, já levantou e veio correndo.
—Como você esta? -sua voz era de preocupação.
Foi ali que todas as lembranças se fizerem presentes. A nossa briga, tudo que ele me disse. Me culpando, me rejeitando. Eu indo pro Iron Maiden e depois os lesser’s. A luta, a facada e todos aqueles tiros...
Sinto a raiva, tristeza me invadindo.
—Vishous? -ele me chamou.
—O que você esta fazendo aqui? -pergunto com rispidez.
—Foi eu que te encontrei desacordado no beco. -ele começa a se explicar sem entender minha rispidez.
—hum.
—por que você esta agindo assim?
—Você ainda pergunta? você age feito um idiota, briga comigo e ainda quer saber porque estou agindo assim? Você não deveria estar aqui... -grito.
—Eu sou um idiota, me desculpe. Eu não queria que nada disso tivesse acontecido. -ele diz rapidamente.
—Eu não quero saber... Saia. -digo com frieza.
—Não. Vishous, por favor?! Me deixa explicar, me deixe falar.
—Falar o que ? Veja só, você falou um tanto de coisa ontem ... E hoje você agiu totalmente diferente e ao contrário. Quer saber, saia Damon! Não quero te ver... Só em te ver, te ouvir já me machuca. Não quero isso... Me deixe em paz!
—Eu sei... E você tem razão -ele disse bufando e balançando a cabeça . -É isso o que você quer? Tem certeza? -perguntou me olhando e me afogando naqueles olhos.
—Sim. Saia... -digo com o coração partido.
Não queria agir assim com ele. Mas a situação do jeito que está não dá pra continuar assim. Eu iria enlouquecer sem o ter. Ele precisa cair em si e assumir o que sente. E principalmente manter e ter firmeza no que fala, no que faz.
—Como você quiser. -ele diz com uma tristeza tão grande em seus olhos que era visível.
Que até me senti péssimo por estar fazendo aquilo.
Ele simplesmente virou me dando as costas e saiu pela porta fechando fortemente.
Suspirei não acreditando que eu o mandei ir embora.
Céus, como doía falar com ele assim, com frieza, com desprezo.
Passando pouco tempo alguém bateu na porta.
E assim por ela entrou Rhage e Butch.
—Como você esta amigo? -Butch perguntou preocupado aproximando.
—Dolorido. -digo dando um sorriso triste.
—Você gostou da brincadeira ne seu idiota? Adorou enfrentar os lessers sozinho. -Rhage falou com o seu bom humor balançando a cabeça.
—um pouco amigo.- digo rindo mais ainda.
—Sabia. -ele riu. -Cadê Damon? -ele pergunta assustado olhando pelo quarto.
—O mandei embora. -digo.
—Você não fez isso... -Butch começou rindo.
—Fiz. -digo.
—Por que? Ele estava tão preocupado com você.
—Assim será melhor... -digo me iludindo com isso.
—Ele estava péssimo. Se culpando por você ter se machucado, quase morrido né ?! -Rhage fala.
—Foi culpa dele não é? Por você ter ido enfrentar os lessers. Vocês brigaram! -Butch disse.
—Como você sabe? – pergunto assustado.
—Eu percebi tudo e perguntei pra ele. Dei uma bronca boa nele. Você não merece sofrer...
—Céus Butch, o que você fez ?! -pergunto furioso.
—Não vem fica bravo não... Ele mereceu a bronca.
—Acho que foi bom pra ele. -Rhage disse. -Assim ele cai em si. Seus pensamentos devem que se acertam agora.
—Por isso vi culpa em seus olhos. Céus... E eu ainda o mandei embora. -digo chateado e preocupado.
—Bom que ele aprende. -Butch disse dando de ombros, indiferente.
—É quem sabe da certo agora. -suspiro.
—vai da sim. -eles falam juntos.
—Tomara. -digo.
Oh Damon sinto muito por te agido assim com você, mas só assim você terá coragem de enfrentar e entender seus sentimentos definitivamente...
PDV DAMON
— ali naquela situação ate a Deus eu estava recorrendo.
Fiquei horas e horas ali sem nenhuma noticia...
(...)
Passou horas e horas sem noticia. Eu já estava ficando louco. Eu ficava andando de um lado pro outro. Não aguentava aquela ansiedade. Até que o tal de Havers veio e disse que a cirurgia foi um sucesso, que ele ia ficar bem.
Sorri com isso.
Mas que demoraria um tempo pra ele voltar da anestesia.
Se eu não o visse eu ia surtar. E logo perguntei se eu poderia ficar no quarto. Ele sem querer acabou deixando.
Príncipe né ?
Tem suas regalias em ser filho do rei. Fiquei do lado de Vishous o tempo todo, por horas.
Ate que ele acordou e eu tentei conversar com ele. Pedir desculpas.. Mas sem chance, ali mesmo ele acabou me expulsando do quarto.
Não acreditava naquilo, a culpa já era grande, com ele agindo assim, com certo ódio de mim, me senti mais culpado ainda.
Ele não queria mais sofrer por minha causa . Sou culpado de tudo.
Droga...
Conformado acabei saindo do quarto e segui pra recepção. Já era de noite novamente e eu precisava de uma bebida pra digerir tudo.
Colocar meus pensamentos no lugar .
Caminhei pro ZeroSum, onde entrei e sentei sozinho bebendo algumas doses.
(...)
Eu precisava tomar um rumo na minha vida, urgentemente. Por mim depois de tudo e mais isso, principalmente depois dessa conversa no hospital, tudo está acabado. Ele não quer me ouvir, com certeza não irá me perdoar e simplesmente não me quer por perto...
Droga.
Já não tem mais jeito, solução...
Eu quero ir embora. Vai ser o melhor!
Sai da boate caminhando pelas ruas até cheguei na irmandade.
Entrei e logo já estava no gramado, avistei o PIT e meu coração doeu.
Porra, isso dói.
Suspirei entrando na mansão e fui direto para aquela porta e bati no escritório do meu pai. Ele estava ali , eu conseguia o sentir.
Logo escutei sua voz rouca pedindo pra eu entrar.
Ele estava surpreso em me ver ali ...
—Damon? Filho?! Tudo bem ?! -já perguntou preocupado assim que me viu. -Vishous piorou ?
Sentei e logo o encarei.
—Não, ele até que está bem. A cirurgia ocorreu muito bem. -Digo.
—Que bom. Fico muito mais calmo agora. -ele diz suspirando profundamente.
Era visível sua preocupação e o quanto V é importante para ele.
—Então que foi? -ele perguntou me analisando.
—suspirei olhando para o chão. -Eu quero te pedir uma coisa.
—Claro meu filho. Você pode pedir o que quiser. Fale ...
—Eu... Eu quero ir embora da irmandade. De caldewell pra ser mais direto, específico.
Quando ele escutou tais palavra seu rosto ficou pálido, rígido e triste.
Eram tantos sentimentos que eu não saberia identificar todos.
—por que você quer ir embora? Aconteceu alguma coisa que eu não estou sabendo ?
Eu não poderia explicar que Vishous quase morreu por minha culpa. Que eu estava fazendo seu amigo sofrer.
Não poderia como não tinha coragem pra isso.
—Não. Só... Eu ... -gaguejei.
—converse comigo filho... Você pode me falar tudo. Confie em mim.
—Eu só... não vou me adaptar aqui. Não é vocês... É eu! Sabe, depois de tudo que me aconteceu. O que me transformei. É complicado...
Ele ficou me encarando sem entender aquilo. O que eu queria dizer.
—O que você transformou ? Como assim ?
—Eu sei que é complicado. Mas o tipo de vampiro que eu sou. Eu não sou de confiança. Eu posso perder meu controle. A vontade sangue é enorme... Eu mudei muito desde da minha transformação. Mudei pra pior. Uma coisa ruim. Sei que você não vai entender... Mas é que tudo que eu acreditava , minha bondade, minha humanidade não é mais a mesma. E eu não quero ser algo ruim aqui, pra vocês. -suspiro. -Tem algo maligno em mim, Wrath. E eu não quero machucar, magoar ou ser um peso, preocupação pra vocês. Por favor, me deixe ir... Vai ser o melhor.
—Damon... Não. Isso não. Eu posso te dar o que quiser. Te ajudar . Você pode me pedir o que quiser. Seja de valor ou não .Mas isso não tem como. Não dá. Você é meu filho. A notícia já se espalhou entre todos... Antes já era perigoso. Imagina agora. Como vou te soltar pelo mundo, com os lesser's lá fora? Não dá! E outra você é meu filho. Eu não tive a chance de te ver nascer, crescer. Cuidar de você. O proteger, o amar... E agora depois de anos eu estou tendo essa oportunidade de o ter aqui. Do meu lado, nós meu braços... -ele diz levantando e vindo pro meu rumo.
Onde já me puxou levantando-me.
—essa é a única oportunidade que nós temos. Que eu tenho de estar com você, meu filho. De te proteger. De recuperarmos o tempo perdido. E não me importo com o que você transformou, mesmo não entendendo muito bem. Não me importo se você tem algo maligno. Eu posso te ajudar, eu vou cuidar de você... E o mais importante eu não vou desistir de você!
—por favor... Me deixe ir. Essa é a única coisa que te peço. -digo desesperado.
—eu não posso Damon. Não posso deixar você ir. Deixar você escapar pelos meus dedos. -ele diz emocionado, me puxando e me envolvendo em seus braços enormes.
Um abraço... Tão forte e aconchegante.
Transtornado... simplesmente retribui me sentindo ali protegido em seus braços.
—eu não posso meu filho. Espero que entenda. Não posso, por te amar. Por seu destino ser aqui do meu lado, como sempre foi pra ser... E por nossos inimigos, eles já sabem sobre você. Você corre muito perigo em sair por aí sozinho pelo mundo...
—Wrath... -digo com o no na garganta.
—pai, Damon. Eu sou seu pai. Seu pai! -ele diz com firmeza e com lagrimas escorrendo pelo seu rosto.
Não aguentando eu comecei a chorar também.
—Sou seu pai e quero que me veja assim.
—p-a-i... -digo emocionado.
E ali eu já estava aos prantos. Por tudo por todos os acontecimentos. Por Vishous quase ter morrido nos meus braços. Por esse momento...
Ficamos abraçados um bom tempo.
Ate que soltamos e nos olhamos. Podia ver a emoção nele.
Oh droga... O melhor era eu ir embora. E meu pai não iria deixar, permitir e aceitar isso nunca.
Meu Deus.
O que eu faço?
—já que não vai me deixar ir embora. Pelo menos posso ter um quarto aqui na mansão ? -pergunto.
—claro que pode. Mas está acontecendo entre Você e Vishous ? Vocês pareciam se dar tão bem. E ele te protegia quando eu não podia e eu gostava disso.
—Não, não está acontecendo nada. Só quero ter um quarto, ter minha privacidade. E não quero o amolar, o atrapalhar mais. Eu também tirei seu espaço, sua liberdade... Só isso.
Ele fica um tempo me olhando , me analisando.
Sua testa frangi, ele coça os olhos por debaixo dos óculos. Até que ele suspira.
—está bem. Vou pedir pro Fritz, ajeitar e te ajudar com suas coisas...
—esta bem ... Obrigado.
—por nada.
Não sei porque , sinto que ele não acreditou em minhas palavras...
Sem me importar balancei a cabeça na tentativa de afastar tais pensamentos que me sufocavam.
Ali ambos enxugamos nossos rosto. E já estávamos indo até Fritz, pra o pedir pra me ajudar na pequena mudança.
(...)
Sem demorar muito tempo eu já estava em um quarto, muito bem espaçoso pra ser sincero, dentro da mansão. Todo montado com móveis de luxo. Gostei...
Estava terminando de ajeitar minhas coisas, faltava pouco. E assim que arrumei tudo, resolvi ir pra um banho.
Pra poder relaxar. E tirar tudo que estava me pesando.
Fiquei um bom tempo ali debaixo daquela água quente. Até que sai vestido um calça de moletom. Caminhei até uma das minhas bolsas e dali tirei uma garrafa de uísque.
Deitei na cama fitando o teto e comecei a beber direto no bico da garrafa. Não conseguiria dormir tão cedo mesmo... Minha cabeça estava uma bagunça. Tão confusa e tão cheia.
Tentei afastar qualquer tipo de pensamento voltado a Vishous...
Suspirei tentando relaxar. Tirar todos os pensamentos da minha cabeça. Virei várias e várias vezes a bebida.
E as horas passando...
Chegou um momento que já estava cansado e tonto. Faltava pouco pra terminar a garrafa. Não querendo mais beber deixei na mesinha e deitei olhando pro teto. Fechando os olhos...
Sem controlar, imagens, lembranças me atingiram em cheio.
Vishous me tocando, me beijando, nossa carícias...
Nunca ninguém havia me beijado com tanta intensidade, desejo e luxúria.
Sua mão firme , me segurando , seus dedos deslizando pelo meu corpo...
Seu oral... Puta que pariu. Mulher nenhuma havia me chupado daquele jeito, com tanto anseio.
Com tanta vontade...
Tão gostoso. Porra, que delícia.
Oh céus, só de lembrar, ali eu já me encontrava quente, excitado.
Com muita vontade, desejo...
E sem conseguir resistir me toquei pensando nele, desejando o ter ali , em meus braços.
Minha mão deslizava freneticamente pela minha ereção, me tirando suspiros .
—Oh droga. -disse massageando glande .
Gemi de prazer sendo seguido por seu nome.
Toquei-me por alguns minutos, o vai e vem, firme , constante, rápidos e intensos...
Minhas respiração ficava cada vez mais descontrolada, fora os pequenos gemidos que eu não conseguia parar ...
(...)
Sem aguentar mais, Senti meu pênis pulsar freneticamente e logo gozei com intensidade.
Sendo consumido por pequenos tremores.
—Oh Vishous. -digo me limpando com a toalha.
Suspirei fechando os olhos. Senti a tristeza me invadir com força. Eu estava despedaçado. Completamente...
Não sei por quanto tempo depois, finalmente eu estava entrando na inconsciência...
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