Amante Sofrido
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Notas iniciais
PVD VISHOUS
E sem demorar já estávamos em seu carro, eu dirigindo , o levando pra sua casa. Pra onde ele devia ter vivido.
O levando pra verdade, pro seu passado, pro seu presente e futuro...
[...]
Sem demorar muito, já estávamos ali em frente ao portão, abri o vidro pra que Fritz visse que era eu e permitisse a entrada. Rapidamente o portão se abriu. Dirigi estacionado o carro onde tinha dois carros. Olhei, pra Damon e ele fitava a mansão. Seus olhos transmitiam nervosismo, ansiedade e medo.
Saí do carro sendo seguido por ele. Começamos a caminhar pra entrada.
—Ali, é o PIT. Onde eu durmo. Se quiser ir pra lá... Tudo bem.
Ele balançou a cabeça concordando. Logo entramos e demos de cara com Fritz.
—Meu senhor... Wrath já estava preocupado... -ele disse rapidamente.
E quando viu Damon, um sorriso gentil formou ali em seus lábios.
—Ohhh meu senhor... Seja muito bem vindo. -diz fazendo uma reverência.
—Damon ficou um pouco confuso. -Obrigado. -ele disse sem graça.
—Wrath esta? –pergunto querendo saber onde ele se encontra.
—No escritório meu senhor.
—Obrigado Fritz. -digo gentilmente.
—Por nada. Com licença. -ele disse fazendo novamente uma reverência.
—Vêm. -digo.
Damon me acompanhou pela sala toda elegante. E logo estamos em frente a porta. E antes mesmo de bater, aquela voz saiu rouca e abafada.
—Entre Vishous. -ordenou.
Um suspiro profundo saiu de Damon. Abri a porta, vendo ele em pé perto da janela.
—Meu senhor... Seu filho está aqui. Sã e salvo. -digo ajoelhando.
Ele se virou nos olhando.
—Obrigado amigo. –ele sorriu agradecido.
Levantei o fitando. Ele olhava pro garoto ao meu lado, como se ainda estivesse não acreditando nisso. Que ele está vivo em sua frente.
já Damon estava o encarando um pouco assustado, ansioso...
—Se vocês me dão licença... -começo.
Nisso recebi um olhar de Damon, que dizia: “você não vai ficar aqui?”
—Vocês precisam de um tempo a sós. -começo explicando. -Vou voltar pro ZeroSum. -digo fazendo uma reverência a ambos e logo eu já estava fora do escritório torcendo que tudo desse certo.
E sem demorar eu já estava materializando pra boate...
.
.
PDV DAMON
Não posso, e o melhor que eu faço é ficar longe, muito longe...
[...]
Na outra noite, como prometi a mim mesmo, eu não fui ao ZeroSum. Fui em outra boate uma tal de Iron Maiden. Até que é legal. Mais nada comparado ao ZeroSum.
Bebi, tive umas rapidinhas no banheiro, me alimentei delas, mas a verdade é que eu não conseguia parar de pensar no homem da tatuagem.
Porra.
Sim. Eu queria o ver, ter aqueles momentos de “olhar”.
E principalmente saber quem ele era e porque havia tentado entrar em minha mente.
O que está acontecendo comigo?
Não sei. Só sei que me estressei muito. Quando eu já não tinha mais humor e paciência pra ficar ali eu acertei a conta e saí.
Eu estava um pouco bêbado no que gerava um cambalear levemente, mas nada exagerado. Quando estava saindo meu celular tocou.
Era Stefan.
Atendi e não demorou pra ele perceber em minha voz que eu havia bebido. Como sempre sermões, preocupação e pedido pra eu voltar pra “casa”. Andando pelo beco, no fundo eu avistei alguém alto na escuridão, me olhando. Quando fui aproximando eu vi quem era. E não acreditei naquilo.
O que ele está fazendo aqui?
Eu até ia fingir que não o “conhecia de vista” Mas ele me segurou.
Fiquei com raiva...
E acabamos conversando... E pra me deixar mais puto da vida eu me sentia daquele jeito novamente...
Quente, atraído e super incomodado.
Depois disso, disfarçando como me sentia, aqueles homens de preto apareceram o acertando. Tudo aconteceu tão rápido. Os homens , o tiro, ele na minha casa .
Em um certo momento eu estava no quarto, fechando a cortina quando eu ouvi uma conversa dele pelo celular e o cara dizia que eu era seu filho. Não sabia exatamente o que eu sentia.
Era tantas coisas... Eu apenas fiz o que eu podia fazer. O levei pro quarto e ia tirar a verdade dele nem que fosse a força.
E logo ele me contou que eu era filho se um tal de Wrath.
No começo tentei negar, achar respostas... Mais era impossível não ver a verdade ali estampada na minha frente.
A marca de nascença, os sonhos com aqueles homens de preto, a insatisfação no sexo, e principalmente a raiva, o ódio que Giuseppe sentia por mim. Todos os sofrimentos inexplicáveis que ele me fez passar desde criança até a minha adolescência.
Eu não era seu filho. Essa era a resposta que eu procurei por anos por ele me rejeitar.
Meu Deus...
Eu, não sabia se achava isso bom ou não. Pois tantas perguntas envolviam ao meu verdadeiro pai.
Quem é ele? Como foi o relacionamento com minha mãe? Por que não fui criado por ele?
E pra essa pergunta a minha mente já se fazia apenas uma resposta.
Com certeza também fui “rejeitado por ele”. Como sempre...
E com isso senti raiva disso. Fui rejeitado mais uma vez... Droga!
Depois de conversa e algumas coisas esclarecidas eu fui cuidar dos ferimentos dele. Passei uma pomada nas queimaduras. Rapidamente fui dar um jeito em seu ombro. Mas como a bala estava um pouco funda só restava uma única solução. Morder e arrancar com o dente.
Mais quando fiz isso uma coisa muito esquisita aconteceu...
Ele me puxou pra ele, me segurando contra, enquanto esfregava contra mim com uma enorme ereção. No começou meu impulso foi sair dali. Mais por incrível que pareça eu estava gostando daquilo.
Gostando de sentir o gosto do seu sangue, os seus gemidos, por estar gostando na mordida, da sua ereção enorme que com certeza porque se excitou por mim.
E tive que me controlar muito pra não ficar de pênis duro e o ajudar, me esfregando contra ele. Quando consegui pegar a bala que puxei, eu pude ouvir seu gemido alto seguido de tremores.
Ohh droga.
Ele gozou só por causa daquilo. Tive que me controlar firmemente, pois meu corpo queria reagir em resposta a ele.
Não gostando dos sentimentos e dos pensamentos, o mais rápido possível saí de cima dele e logo eu já estava no banheiro do corredor. Onde eu não consegui controlar mais e meu corpo fez o que tanto queria.
Meu pênis endureceu na hora. E não aguentando aquele desejo rapidamente eu já estava me tocando. Minha mão no começo acariciava lentamente e com certo carinho, o que logo foi mudado. Ela ia e vinha frenética sobre a mina ereção, com força. E eu respirava ofegante, dando pequenos gemidos.
Acariciei a glande onde em resposta veio o pré-sêmen , logo espalhei por toda a extensão onde minha mão com isso deslizava com mais facilidade e rapidez ainda. E não demorou pra sentir minhas pernas quererem tremer, e com a mão esquerda livre apoiei na parede e segui me masturbando, até que o vendo-o em minha mente ouvindo seu gemido e lembrando dá sensação daquele enorme pênis contra o meu, eu gozei gemendo alto.
Encostei na parede sentindo meu corpo vacilante, tremendo muito enquanto o jato de sêmen molhava minha mão e o chão do banheiro. Fechei os olhos apreciando aquelas sensações...
Quando terminou liguei o chuveiro me lavando e eu estava perturbado.
Me sinto incomodado por tais pensamentos e como fico em sua presença. Me sinto incomodado por ter gostado dele se esfregar contra mim. E principiante eu estou morrendo de raiva por ter me masturbado, ficado de pau duro por ele.
Por um homem...
Meu deus o que está acontecendo comigo? Porque ele tem esse efeito sobre mim?
Porra...
Eu não sou gay.
Ou sou?
Depois de um bom tempo me acalmando e tirando esses pensamentos que tanto me torturam. Eu coloquei de volta a máscara fingindo que nada aconteceu. Quando fui pro quarto ele estava ali todo perfumado de cabelos molhados. Seus olhos penetrantes, sua boca carnuda, a sua tatuagem sombria, me deixa tonto...
Deus...
Tratei de fechar tais pensamentos a sete chaves.
Disfarçando bem ofereci comida e tal mais ele não quis. Deu pra ver que ele estava cansado, então arrumei a cama e ia sair. Pois me sinto incomodado a sua presença e sinto raiva por ele me fazer sentir coisas que nunca senti.
Ele me desafiou a me deitar com ele. E não podia deixar ele se achar.
Acabei na cama, dividindo com ele. Por sorte Meu coração era morto. Se não fosse por esse pequeno detalhe, sei que nesse momento ele estaria batendo, martelando freneticamente.
Minha respiração fraca ficou ofegante mais disfarcei. Mas com meus poderes eu pude escutar o coração de Vishous. Batia fortemente. Parecia uma escola de samba. Sentia seu sangue percorrendo rapidamente pelas veias.
Céus...
Tentei relaxar e afastar tais pensamentos ou seria complicado continuar ao seu lado sem me alimentar dele.
Por sorte estávamos cansados e dormimos rapidamente.
.
.
Quando acordei, ele não estava ali. Eu não sei por que apenas tive a sensação que lábios mornos haviam tocado aos meus, em um certo momento enquanto eu dormia. E por impulso, levei meu dedo aos meus lábios.
Será que ele me beijou?
Não surta, a minha parte racional rebateu e eu voltei em mim. Sem esperar ele entrou trazendo café na cama. Ninguém nunca havia feito isso por mim...
Quando disse que não ia comer mais, ele se chocou e ficou preocupado.
Meu deus... Ele realmente se importa comigo.
Droga...
Fiquei o olhando enquanto comia e ele apesar de parecer assustador, ele sabe ser gentil.
Desde quando eu pensei que um homem como ele, que coloca medo até em uma formiga traria café na cama pra mim? Se preocupando comigo?
Por sorte como já era quase de noite, as horas passaram rápidas e não demorou pra estarmos indo pra aquela boate. Quando chegamos olhei pra sessão vip e ela se encontrava com alguns homens como ele. Grandes, fortes e assustadores.
Droga... Pelo nervosismo que eu sentia eu preferi não ir lá. Fui pegar uma bebida e de repente meu celular tocou. Stefan novamente. O que ele quer? Fui pro banheiro e atendi.
Ele dizia que sentia minha falta, que todos sentiam. Pedia pra eu voltar... Acabei estressando e desliguei. Ele estava ali ouvindo, e não ligando pra isso ele me levou pro encontro com meu pai...
Durante o caminho e quando eu estava fitando a mansão, eu só faltava ter um ataque de nervos. Pois eu sentia tantas coisas ao mesmo tempo, eu estava confuso.
Sentia medo, curiosidade, raiva, frustração. Eu não sabia o que esperar, então isso me deixava fudidamente ansioso...
Agora estou aqui. Frente a frente com o homem que diz ser meu pai. Sozinhos aqui nessa sala. Ele é alto. bem maior que o Vishous.
Bem maior, mais forte. Agora têm detalhe nele que parece comigo...
Cabelo liso, longos, preto como a noite. Os olhos claros, que eu pude perceber por traz do óculos, a pele branca. E ele fazia o mesmo, me analisando e seu rosto demonstra felicidade e surpresa.
Deus... Ele só pode ser meu pai. Suspiro olhando a sala. Toda decorada e de bom gosto. Tudo muito exagerado e caro por sinal. Acho que eu tenho por quem puxar... Vejo a sua cadeira.
Parece mais um trono. Rei?
—Gostou da sala, do trono? -sua voz era rouca e grave.
Cheia de poder...
—Bonito. -digo fitando agora a minhas mãos.
—Tudo isso um dia será seu por direito.
O encaro perplexo por tudo aquilo e por essa confissão.
—Ele dá um sorriso. -Me senti assim também. -ele suspira. -Eu sou o rei da raça. E essa cadeira realmente é um trono. Eu neguei e lutei contra isso por um bom tempo. Preferia lutar contra o lessers. Ahh você...
—Ele já falou dos branquelos de preto fedorentos.-digo o cortando.
—Ele suspira. -Sente-se. Temos muito o que conversar.
Aproximei sentando, e ele também.
—Eu acredito que tudo isso seja difícil pra você... Mais tenho que dizer que também é pra mim.
—Como você conheceu minha mãe? -perguntei o cortando querendo ir logo pro “x da questão”.
Ele me olhou assustado vendo que eu não queria ficar de papinho.
—Ok. -ele diz sério agora. -Foi na Itália, em 1838. A conheci quando eu estava em ação. Caçando os lesser’s. E ela estava saindo de um parque de diversão. A primeiro instante já fui atraído por ela. Tão linda. Na hora me interessei. A segui pra saber mais sobre ela. Onde morava. E não demorou muito pra eu não aguentar ficar longe. Logo ocorreu nossa aproximação. E eu podia ver que ela também estava interessada em mim como eu estava por ela. Começamos nossos encontros noturnos em sua casa, as conversas e não demorou pra estarmos envolvidos tão intensamente. Ficamos meses assim. Mais pela vida que eu levava e levo, e por ela ser uma humana... Era complicado. Não conseguia mais guardar meus segredos e sabia que ela era prometida a um casamento arranjado. Então num momento de loucura e de esperança contei tudo a ela. O que eu era, falei que a amava e queria ela ao meu lado. E se assim ela desejasse conseguiria fingir que ela sumiu ou forjar a sua morta e ninguém iria nos achar. Pra minha surpresa ela não teve medo de mim pelo contrário escolheu ficar comigo. E foi onde me confessou estar grávida de mim. Então planejamos tudo o mais rápido possível. Se antes já era necessário a tirar dali agora então com um filho meu em seu ventre e estando sendo forçada a um casamento a outro, agora era urgente . Planejar seu sumiço, depois um corpo para fingir ser o dela. Tudo estava certo até que chegou o grande dia. A noite... E ela não apareceu.
Desesperado fui até em sua casa e por escutar conversas e perguntar para os empregados com meu poder de persuasão.
Fiquei sabendo que o homem que era sua noivo. Tinha ido lá feito se casar. E a levou embora. A forças... Que ele desconfiava que ela estava tendo um caso.
Foi onde tudo começou ... Meu pesadelo. Meu grande pesadelo ... -ele deu uma pausa suspirando . Ele parecia em transe no passado lembrando de tudo de cada detalhe para tentar me explicar o máximo de coisas possíveis . Podia sentir sua dor.
Eu estava chocado . Assustado. Eu nunca soube disso. Nunca soube de nada . Só precisava escutar um nome. Ver se tudo foi culpa dele ...
Naquele momento Wrath voltou a si e me olhou em meu olhos.
— Giuseppe... Tudo foi culpa dele. Esse filho de uma puta, ordinário. Obrigou sua mãe se casar com ele . E sumiu com ela. Com vocês... ele me tirou tudoooo. -disse e ali puder ver uma lágrima descer pelos seus olhos.
—Eu amei e respeitei Lilian em todos os momentos . Eu procurei vocês esses anos tudo. Eu usei todas as formas, técnicas, contatos que eu podia pra achar vocês. E nunca consegui. Minha vida foi um inferno. Me sentia tão culpado. Eu estava ficando louco não sabia o que pensar . Não sabia se vocês estavam bem. Se ela estava bem na mãos dele. Se você tinha nascido. Eu não sabia nada. E nunca desisti de procurar por vocês, nem por um segundo se quer.
Num momento de desespero, de loucura, eu me deixei iludir que vocês poderiam estar bem , que você estava tendo uma família, um pai e uma mãe. Unidos...
Com aquilo eu sorri irônico.
—Uma família? Um pai? –digo não acreditando naquilo.
—Ele me olhou, me analisando. -Eu lutava todas as noite pra te achar ... cada dia que passava, cada hora mesmo, cada ano. Meus sentimentos cresciam precisava de resposta precisava achar vocês. Nem que eu passasse o resto da minha fazendo isso, eu faria...
Suspiro não acreditando naquilo. Estava crente que eu chegaria aqui escutaria um história meia boca. E resumidamente que ele havia rejeitado minha mãe , eu ... Que não me quis. Que não amava minha mãe. E nunca quis me conhecer...
Mas pelo contrário.
Eu estava ali ouvindo o quanto ele amou minha mãe. O quanto lutou pra nós encontrar. O quanto se culpou e nunca deixou de me encontrar. Ele me quis! E nunca me rejeitou...
Ele queria me conhecer me amar. Cuidar de mim, me ensinar... Ele queria ser meu pai!
Deus ...
Como era difícil escutar e entender tudo isso. Como era difícil saber que ele sempre me amou, sempre me procurou.
Eu nunca pensei que eu era honrado de ser amado por ninguém. Que as pessoas me rejeitam, me odeiam...
—Mas... -sua voz me trouxe a realidade. Me tirando dos meus pensamentos. -Depois de muito tempo, eu consegui finalmente uma pista do seu paradeiro.
—E quando foi isso ? –pergunto querendo saber.
—Em 1864.
—Você conseguiu me achar só quase completando 25 anos depois ?
—Sim... –ele falou afastando o óculos e assim esfregando os olhos e rapidamente ele já estava no lugar. –Eu sei que foi tarde... Mas Giuseppe fez tudo muito planejado.. Sempre esteve um passo a minha frente. Tinha mudado os seus nomes. Identidade. Mudava Constantemente de cidade. Por isso era tão difícil acha-los. Mais apesar de tudo minha preocupação era que você passaria pela transição logo. Teríamos anos e anos a frente pra recuperarmos o tempo perdido. Poderia te pedir desculpas... Queria você do meu lado.
Quando ele parou ele me olhou. Eu não estava acreditando naquilo... Levanto rapidamente dando as costas a ele fitando a porta.
—Damon... Filho. -sua voz era baixa.
—Não me chame assim. -grito o encarando.
Sem esperar ele já estava frente a frente comigo me encarando preocupado.
—Por que você está agindo assim?
—Por quê? Minha vida foi um inferno. Tudo poderia ter sido diferente. Se Giuseppe não tivesse feito isso... Se você tivesse conseguido nós achar antes.
—Filho não... -ele pede repousando a mão em meu ombro.
—Eu não sou seu filho. -grito com a raiva me invadindo e afastando dele. -Você... -minha voz morre.
Ficamos um tempo em silêncio.
—Entenda... Quando consegui te achar, quando cheguei na cidade fui recebido com uma notícia horrível. Sua mãe estava morta a anos... meu amor... E pra piorar tudo você também estava morto... Havia morrido na noite anterior. Eu fiquei quebrado. E nunca me perdoei. Como me culpava todos os dias. Como queria ter te conhecido. -ele suspira.
—É... -digo me controlando pra não sair socando qualquer um que eu veja em minha frente ou simplesmente chorar.
Pois havia um enorme nó na garganta. Toda aquela conversa me fazia mergulhar num passado que eu mantida trancado a sete chaves e que nunca queria lembrar. Mas aquilo tudo havia me jogado de cabeça naquelas lembranças. Naquelas dores, mágoas. Medos. Torturas... A morte da minha mãe.
Tudooo.
Tudo estava martelando na minha cabeça.
Quando você se torna um vampiro. Todos seu sentimentos são multiplicados por mil. Ficam mais intensos, mais fortes, mais dolorosos. Era como se a pessoa estivesse próximo ao estado de loucura. Tentar controlar esses sentimentos. Essas dores era impossível...
—Eu... Eu... Por favor acalme-se.
—Eu poderia ter tido uma família de verdade? Unida, feliz... Eu podia ter sido amado.- digo num resmungo. -Tudo podia ter sido diferente. Mas como sempre nunca sou digno de uma merda tão boa assim né ?!
Ele me olha assustado com essa confissão...
—O que aconteceu a você naqueles anos? -ele me pergunta molhando dentro dos meus olhos.
—Sorrio sombrio. -Você não imagina?. -minha voz morre.
—Damon... -ele começou chocado.
—Sim ele fez minha vida um completo inferno.. -digo querendo sair dali.
Preciso ficar sozinho, ter um pouco ar. Preciso pensar antes que eu surte completamente. O que não será difícil. Estava um passo ao surto...
Caminhei segurando na maçaneta e assim que ia abrir. Ele me impediu, colocando a mão na porta.
—O que ele fez com você? -sua voz está cheia de dor e tristeza..
O encaro por algum tempo.
—Deixe-me sair. -peço.
—Eu deixo. Quando você me contar.
—Droga me deixe sair... -grito já nervoso.
—Já disse que deixo. Assim que você contar... E gritar não vai me fazer te deixar sair. –ele rebate aumentando a voz.
—Suspiro abaixando o olhar fitando o chão, tentando manter o controle. Eu estava desesperado. -Ele me batia bem dizer todos os dias, me maltratava, me torturava tanto psicologicamente como fisicamente. Queimava cigarros em mim, quando não me Humilhava-me, dizia coisas, dizia que não era meu pai e que só me aturava por minha mãe. Prendia-me no quarto, quando não me amarrava na cama, me deixando dias e mais dias sem comer, sem beber... Um inferno. -minha voz saiu dolorosa e triste.
Quando levantei os olhos o vi me fitando, pude ver a tristeza, a culpa e o arrependimento presente ali.
—Eu... Eu... Céus. Porra. Eu sinto muito. Eu juro que eu fiz tudo que eu podia não podia pra encontrá-lo meu filho... E eu sei que não foi o bastante. -sua voz tinha muita dor.
“Filho...”
Maldita palavra.
—Deixe-me sair... Quero ficar sozinho. -peço
—Você não pode sair da mansão.
—Como não? -pergunto furioso.
—Os lesser’s estão lá fora e eles são perigosos. E é arriscado.
—Mas...
—Quem entra... Não sai. Você viverá aqui. –ele diz.
—Não... -grito. -Eu não quero ficar aqui. Quero ir embora. Você não pode me prender. Deixe-me sair agora... -digo fazendo força contra ele na porta.
Porra não podia ser que eu estava preso ali. Maldição... Tudo o que quero é ar livre. Deus... Eu vou surtar.
—Pare, por favor. Damon entenda... -ele disse segurando a porta e logo me segurando pelos ombros.
—Solte-me... -digo pra ele que me segura fortemente.
Fazendo muita força o empurro aquele homem enorme para longe
E sem perder tempo abro a porta fortemente. Fazendo-a bater num estrondo forte e intenso na parede. saio dali rapidamente. Pude ver , na sala se encontrava algumas mulheres... Que estavam em choque e assustadas com tudo, nosso gritos e o barulho da porta.
—Filho... Não faz assim. Por favor. -ele falou correndo atrás de mim.
Quando sai da mansão senti o vento frio na noite bater contra meu rosto.
Achei que estaria livre, mais... Grandes e fortes mãos me seguraram.
E logo fui preso contra a parede.
—Aqui agora é seu lugar. Onde sempre deviria ter sido... Você não entende... -ele diz desesperado.
Sentindo a dor se tornar sufocante, minhas pernas queriam bambear, o nó aumentando. Droga... Eu não quero desmoronar em sua frente. Não em sua frente , não quero que me veja fraco.
Odeio que as pessoas me vejam fraco e exposto.
Olhando um jeito de sair eu pude que ali é toda equipada. Murros altos, portão de aço, com duas camadas, lesser, alarme, e com certeza têm armas que atiraram se alguém tentar entrar. E ali também vi o PIT . Vishous havia falando que eu poderia ir pra lá...
Ok, mas não era isso que eu precisava agora. Precisa sair daqui. Ar livre. Andar sem rumo. Tentar ingerir e entender tudo aquilo. E quem sabe surtar sozinho bem longe de tudo...
—Pare, me solte por favor. -peço tentando controlar meus sentimentos.
Ele vendo o desespero em mim, suas mãos afrouxam um pouco do meu corpo .
Nesse momento encosto na parede fechando os olhos tentando manter o equilíbrio.
Suspiro abrindo os olhos e o vi me analisando olhando preocupado.
Ele se importa comigo...
Droga...
—Damon, por favor ... Fale comigo.
—Por favor. Só me deixa ir. Eu preciso ficar sozinho... Eu preciso de um tempo . Só me deixe ir... -peço .
Ele me analisava minuciosamente.
—Se eu deixar você ir. Promete voltar ?
—Eu... -digo o encarando. -sim. -digo por impulso.
—Prometa-me . Me faça um juramento, meu filho...
—Eu prometo voltar... -digo sendo verdadeiro.
Nisso ele me soltou completamente...
Eu suspiro de alívio.
E passo por ele caminhando pelo gramado indo de encontro com meu carro.
—Damon?
Eu o olho .
—Estou te esperando meu filho.
—Ok... -digo sussurrando entrando no carro e logo ligando e saindo dali.
Daquela mansão...
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