Amante Profissional
10 Capítulo 10 - Acordo
Notas iniciais
Capítulo 10 — Acordo
Ino chegou em casa e foi avisada pelos pais que Gaara havia ido direto para o quarto não havia saído de lá desde que chegou. Intrigada, A loira resolveu verificar o que havia acontecido, mas seu celular tocou no meio do caminho.
— Fala, sua louca. Conseguindo manter seu emprego sem a minha presença por ai? — disse a loira, vendo que era Karin na ligação.
— Ta achando que eu sou quem, sua vadia de meia tigela? Consigo controlar muito bem minha vida profissional.
— Ahaãn, sei.
— Oras, cale a boca. O que você está fazendo?
— Nada demais. Tentando não surtar
Com a Sakura.
— Acredita que aquela vadia de cabelo cor de rosa me convidou para o casamento? To começando a acreditar naquela sua versão dela que ri maleficentemente do destino das inimiga.
— Não me faça rir alto, sua louca. Não quero acordar o Gaara. — disse Ino, na simplicidade, encarado o ruivo dormindo de forma desleixada na cama. Precisou afastar o ouvido do aparelho e mesmo assim ficou momentaneamente surda com o berro que Karin deu do outro lado da linha. — Jesus, Karin! Espero que você não esteja no trabalho.
— Não acredito que você traçou o moreno alto, bonito e sensual. — disse ela, ignorando solenemente a presença do chefe dela que a olhava com uma veia saltando na testa.
— Na verdade ele é ruivo. — comentou a loira.
— Ruivo ruivo ou pinta o cabelo? Pois hoje em dia....
— Ruivo ruivo. — cortou a loira, observando os finos pelos que apareciam em pontos estratégicos do trono dele.
— Só acredito vendo. Preciso de uma foto, Ino! E é pra já! — disse a ruiva, roendo as unhas. Ino sabia que ela só pararia se recebesse o que estava pedindo e por isso, tirou uma foto do ruivo dormindo e enviou para Karin na hora. — OMG! Que delícia! Me passa o telefone dele, preciso ver essa história de repassar os gens ruivos para as gerações futuras. Ou melhor, vou utilizar meus dons investigativos para ter as informações que preciso.
— Você é completamente louca. — disse Ino, escutando Suigestu gritar com Karin para ela voltar ao trabalho.
— Por isso que eu sou tão boa amiga assim. E diga para a água de salsicha da Sakura que é melhor ela não começar a despedida de solteiro sem mim. E aproveita bem esse deus grego na sua cama. Com essa pele branquinha eu já teria dado umas boas lanhadas.
— Tchau, Karin!
— Ah! Só mais um detalhe: Shika também vai nesse casamento.
— Eita... Eu havia me esquecido desse detalhe.
— É por isso que você me tem. Ele já me perguntou que história é essa que você ta noiva. Eu disse que foi uma coisa muito recente e que era um namoro muito discreto. Foi o que eu pude fazer para não te enrolar mais. Você que se vira agora. Ou conta a verdade para ele. Das duas uma.
— Ok, entendi. Mas desliga logo antes que Sui te jogue pela janela.
— Ele não faria isso, senão perderia sua principal motivação para vir ao trabalho todos os dias.
— Sim, ter a oportunidade de te esganar um pouco todos os dias é o que me faz levantar da cama pela manhã — disse Suigetsu, alto o bastante para Ino escutar.
— Sui, não me leve a mal, mas você anda precisando de mais diversão na cama do que imaginar me esganando. A menos que você .... — começou Karin, mas Ino falou sério para ela:
— Karin, corta a brincadeira. Já foi longe demais. Volta ao trabalho, de noite te logo. Beijo. — e desligou.
— estou começando a acredita que você tem um péssimo gosto para amigas. Todas elas são escandalosas — comentou Gaara, sentando na cama e fazendo com que Ino desse um pulo de susto.
— Pois é. Ando precisando rever meus conceitos de amizade. Bem, estava cansado do jogo?
— Um pouco. Meu ombro estava doendo, resolvi descansar e acabei pegando no sono.
— O que tem de errado no seu ombro? Poderíamos ir ao hospital para Sakura dar uma olhada.
— Não é nada.
— Sasuke comentou algo sobre ataque terrorista na base que você estava.
— Sim. Estava em uma ação humanitária na Síria e houve um ataque aéreo. Parte da minha equipe morreu junto dos civis que estávamos atendendo. Fui mandado para casa por causa do ferimento, passei uns dias no hospital da base e me obrigaram a pegar minhas férias vencidas.
— Você faz muito disso?
— O que?
— Ações humanitárias em locais de conflito.
— Sou cedido aos Médicos Sem Fronteiras e à ONU sempre que é necessário. — disse ele, movendo o ombro.
Ino se adiantou e começou a massagear suavemente por sobre a área afetada.
— Estou retribuindo o favor. — Comentou ela. — meu melhor amigo virá para o casamento e eu não sei o que fazer.
— Ele não acreditará fácil como Sasuke e Naruto?
— definitivamente não.
— Então teremos que ser mais persuasivos. Sendo bem honesto, Ino, eu estou me sentindo muito bem com você. E eu sei que você tem se sentido bem comigo também. Vamos deixar rolar, que tal?
Nisso Gaara se revirou na cama, pegando as mãos de Ino e pressionado-as contra os lábios. Vendo que ela não havia feito nenhuma mesura para sair, Gaara se posicionou sobre ela, deitando-a na cama tão suavemente que ela nem havia percebido, por estar presa no olhar dele. Gaara aproximou os lábios dos dela, colocando uma mexa de cabelo dela atrás da orelha. Ino, instintivamente, molhou os lábios e os mordeu.
— Temos um acordo? — perguntou ele, novamente. Ino acordou do transe e murmurou algo concordando. — Ótimo. Pois estou com vontade de fazer isso desde que te vi.
E Gaara beijou Ino com força, enquanto a loira o segurava pela nuca. Se separaram por batidas na porta e Ino rapidamente pulou para fora da cama, corada e ajeitando a roupa e gritando um "já vai", deixando um Gaara rindo na cama.
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