Notas iniciais
Esse é o último capítulo dessa estória que, juro do fundo do coração, AMEI escrever.

Foi minha oportunidade de estar na Irmandade tbm, de um jeito ou de outro. E todo personagem carrega um pouco da gente, então, Adam, querido, vc é uma parte de mim...

Sempre me sinto meio órfã quando acabo de ler ou escrever um conto. Seria tão bom se certas coisas fossem verdade...

Bem, queridos, espero que tenham gostado. muito obrigada pelo carinho, pelos reviews e pelos incentivos.

Um grande beijo!!

Tilda

É óbvio que eu estava nervoso.

Apesar de ser algo que eu queria muuuuuito que acontecesse, minhas mãos não paravam de tremer. Parece idiota, mas me imaginei tocando castanholas. Que ridículo.

Dentro do quarto era aconchegante. Uma cama do tamanho da minha suíte estava iluminada pela fraca luz de um abajur delicado. Sentei na beirada, mãos nos joelhos. Esperando.

— Quer beber alguma coisa? — sua voz doce e grave chegou aos meus ouvidos.

— Por favor. — qualquer ajuda era bem vinda — Vodca. Com gelo.

Ele trouxe um copo de Goose pra mim e pousou sua Corona sobre a mesa de cabeceira.

Percebi um notebook aberto sobre a cômoda do outro lado da cama. Era de lá que Qhuinn iria nos observar, com certeza. E teria um puta de um peep show.

— Se importa se eu...? — ele perguntou com um cigarro nos dedos.

— Oh, não! Me dá um, por favor! — disse extendendo a mão na sua direção. Um cigarro certamente me relaxaria e era isso o que eu precisava enquanto tentava fazer meu queixo destravar e minha respiração parar de sair como a de um cachorro ansioso.

Ele olhou de lado, sorrindo malicioso. Então levou o Zippo à ponta do cilindro branco e tragou os cigarro entre os lábios enquanto escorregava o casaco pelos braços novamente.

Eu ri de boca aberta. Estava ganhando um strip de graça.

Ele continuava olhando para mim, sem me dar a porra do cigarro. Sua mão subindo até o primeiro botão do pescoço da camisa e desabotoando. Um pedaço da pele lindamente branca apareceu.

Continuou sua viagem para baixo, livrando um por um os botões de suas casas. E eu recostei na cabeceira para apreciar o espetáculo. E em instantes as duas partes da camisa estavam soltas. Seu peitoral e sua barriga magnífica à mostra só para mim. E para Qhuinn, é claro.

Não sei quando aconteceu de eu deixar de me importar, mas agora me sentia no lugar certo, minha excitação substituindo o nervosismo. Eu e ele aqui era simplesmente o correto.

Só então ele veio. Sentou-se, uma perna de cada lado do meu quadril, deliciosamente perto. Toquei seu peito. Como queria morder aqueles mamilos...

Ele deu uma longa tragada no cigarro e abaixou-se na direção do meu rosto. Abri a boca para sugar aquela fumaça perfumada por Blay para dentro de mim. E a fumaça passou num fluxo suave e branco, formando uma conexão entre nós dois.

Sua boca cobriu a minha em seguida. O cigarro esquecido no cinzeiro de cristal na cabeceira. Meus dedos encontraram a gola da sua camisa e eu puxei o tecido pela sua pele para tirá-lo do caminho. Da mesma maneira, sem parar de me beijar, ele puxou minha camisa para cima, me deixando de peito nu contra o dele.

Nó fomos escorregando mais para baixo. Seu gosto muito presente na minha língua e seus gemidos o fundo musical perfeito pra mim.

Eu queria um pouco mais de pele.

Virei ele de costas no colchão. Eu ficaria por cima agora.

Meu rosto se avermelhou quando eu pensei no que iria fazer em breve. Onde minha boca estaria em pouco tempo.

Passei a beijar seu pescoço enquanto suas mãos percorriam minhas costas. Em seguida seu ombro musculoso. Mordi sua clavícula e ele gemeu.

Ah, os mamilos... Lindos picos rosados e apetitosos. Não podia esperar mais para tê-los na minha língua. Ele se arqueou quando cheguei lá, fechando os lábios sobre a pele e chupando a ponta.

— Adam... — meu nome na sua boca era... Nem sei...

Olhei para cima, minha mão passeando pelos seus abdominais, chegando ao cós da calça, fingindo que não queria nada, mas começando a desabotoar os botões. Ele tinha a cabeça afundada no travesseiro, olhos fechados e boca aberta.

Se seu mamilos eram aquela delícia, imagina o que estava guardado pela calça...

Com movimentos lânguidos eu afastei o tecido grosseiro do seu jeans e empurrei o conjunto para baixo. Ele me deu uma ajuda, levantando o quadril, a ereção cilíndrica, pousada para um lado e chegando até o osso da sua bacia, protegida pela boxer preta. Bem marcada pelo tecido elástico.

Quando ele já estava livre da calça, dobrou uma perna sobre a cama. Suas coxas grossas e sem pêlos eram esculturas neoclássicas de mármore imaculadamente branco. Sua mão veio pousar sobre a ereção e eu vi que ele tentava se controlar, mas não conseguiu evitar apertar seu próprio saco pesado.

Foda-se. Eu tenho que ir lá pra baixo. Deixa que EU faço isso, por favor, Blay...

Beijei os abdominais e os oblíquos, dando suaves mordidas na pele. Meus dedos enganchados no elástico da cueca dele, puxando para baixo... E aquela deliciosa carne pulou pra fora, deitando-se preguiçosa sobre sua barriga e chegando, oh, meu deus... Além do umbigo.

E quando foi que na minha vida eu imaginei que estaria nessa situação?

Não precisei pensar muito, minha boca se encaminhou por sua própria conta para aquela cabeça inchada e molhada que me chamava. E, quando eu acomodei o que pude, me surpreendi com a suavidade da pele e a temperatura. Tão quente... E o sabor... Ele tinha um gosto delicioso e irresistível. Mesmo. Não era o gosto que normalmente teria, disso eu tenho certeza. E quando ele gemia e se contraía, liberava mais do seu cheiro e do seu gosto e me enlouquecia. E eu não queria parar.

Pra dentro e pra fora da minha boca. Que chupador mais incompetente que eu sou, não conseguia chegar nem à metade do seu pau. Tinha que ajudar com uma mão. A outra estrategicamente massageando suas bolas frias.

— Pare... — ele falou com a voz rouca. Meu estomago se contraiu de espectativa. Pedir para parar só podia significar que ele estava bem perto de gozar. E seria na minha boca. E eu estava ansioso por isso.

— Adam... — ele continuou.

E como eu não parei, muuuuito pelo contrário, ele tomou conta da situação, me puxando para cima. Então estava sobre mim.

— Minha vez. — disse. E me beijou. Eu suguei sua lígua para dentro da minha boca e continuei fazendo o que tinha parado lá em baixo. Acho que estava no modo “boquete”. Ele riu e desceu para meu pescoço.

Quando senti suas presas roçando minha jugular não resisti.

— Por que você não me morde logo, porra? — perguntei baixo.

— Já viu um gato caçando? Então... Você é a presa. — ele disse e eu tive que rir.

— E você, sem dúvida é o gato.

Sua risada sacudiu seu peito contra o meu numa deliciosa intimidade. Eu poderia ficar pra sempre assim.

— Você tem roupas demais... — ele disse. E eu não precisava falar nada pra que ele entendesse que toda aquela roupa, que se resumia às minhas calças, estava à sua disposição pra ele tirar fora.

E enquanto ele fazia isso mesmo, me desabotoando e beijando a pele da minha barriga e os pêlos claros que desciam do meu umbigo, eu não conseguia imaginar porque ele parecia tão satrisfeito de estar ali comigo. Por que eu?

Não que eu estivesse todo “forever alone” sobre isso, muito pelo contrário. Não conseguia acreditar na minha sorte. Não conseguia entender porque eu tinha sido o felizardo, porque ele tinha olhado para mim mais de duas vezes.

Porra, convenhamos. O cara é lindo como um modelo da Ford, forte como um lutador de vale tudo e cheiroso como... Bem, como só ele é. E eu... Bem, eu sou só eu.

E eu estava nu naquela cama. Sentindo o toque da mão e da boca suave do vampiro. Antecipando quando é que ele realmente faria suas coisas de vampiro e finalmente afundaria aquelas presas brnacas e brilhantes, de quem usa colgate de hora em hora, na minha carne. Me arrepiava só de pensar...

Minha pele estava quente e fria, arrepiando-se em cada ponto onde tocava a de Blay. Sentia minhas coxas roçando as dele enquanto ele se movia devagar, o toque quente de seus dedos nas costelas, arrepiando toda minha pele das costas e barriga. E sua boca respirando contra mim. Apetitosa e irresistível.

Senti sua mão descendo pelo meu abdomem, passando ao largo do meu pau, que esticava os braços em desespero gritando “mammy!!!!” em direção à Blay. Ele apertou minha coxa, e deixando a minha boca, olhou para baixo.

— Você é coberto de lindos pelos dourados. — ele disse no meu ouvido. Quente como o inferno...

— E você é liso e suave como seda. — eu respondi, passando a mão pelo seu peito perfeito e macio. — Blaylock... — minha voz saiu muito grave.

Ele levantou para mim aqueles olhos intensos de safira. E queimavam... Estava tão perto que pude ver os raios de azul turquesa e azul marinho das suas íris.

Pensei “Foda-se”, sabe. Ele vai apagar minha mente. Provavelmente a gente nunca mais vai se ver depois de hoje. Não existe nada que eu não possa dizer que vá me fazer me arrepender depois. Porque não vai haver depois.

— Eu amo você desde a primeira vez que te vi na aula inaugural. — passei meus dedos pelo seu rosto perfeito. Ele sorriu, baixou o rosto e beijou o centro do meu peito, bem sobre o meu coração.

— Eu sei. — disse contra a minha pele, deitando-se no meu colo, alisando os músculos da minha barriga.

— Eu não vou esquecer você nunca.

— Vai sim. Com o tempo vai. — ele continuava o carinho.

— Eu te asseguro que é impossível. Mas não estou dizendo isso esperando nada em troca. Só que... Eu preciso falar senão vou explodir.

Ele subiu de volta e tocou minha boca com a sua. Suavemente, terno. Um beijo calmo e profundo. Segurei seu rosto enquanto minha língua acariciava a sua e eu respirava o mesmo ar que ele.

Seus dedos desceram novamente, se embrenhando nos meus pelos púbicos loiros. Ele parecia fascinado pelo fato de eu tê-los e ele não. Depois continuou descendo, acariciando minha ereção deitada sobre a minha barriga, seguindo para meu saco, descendo para o períneo.

Os batimentos aceleraram nos meus tímpanos quanto mais perto ele chegava de onde queria. E eu ia deixar. Ia deixar tudo o que ele quisesse. Na verdade estava ansioso pelo toque do seu dedo exigindo passagem. E ele me tocou. Não consegui segurar o gemido que dei contra sua boca, inclinado o quadril na sua direção. Mas ele não me penetrou, só continuou massageando por fora. E me beijando cada vez mais sensualmente, chupando minha língua.

Voltou a descer a boca. Eu tentava me acalmar e aproveitar bem o presente que estava ganhando, ao mesmo tempo impaciente para descobrir o prazer que seria ele todo dentro de mim, me alargando, me enchendo. Mas ele seguia lentamente, no ritmo que achava bom.

Mesmo assim foi uma delícia sentir seus lábios sugando meus mamilos, a língua chicoteando o bico enquanto ele ondulava contra minha perna. E os beijos que desciam pela minha barriga, as mordidas que me arrepiavam no seu caminho descendente. Até a quentura molhada da sua boca na cabeça da minha ereção, que reagiu imediatamente à ele, pulsando sozinha como louca.

— Geme... Geme pra mim... — ele pediu.

Não precisava pedir muito, porque eu suava de tanto tentar controlar meus gemidos.

— Quer saber qual o seu sabor? — ele perguntou depois de mais uma viagem para dentro e pra fora da sua boca. O ruído da sucção: molhado, delicioso, como se ele estive desfrutando um picolé muuuuuito bom.

Gemi em resposta.

— Maracujá. Um suculento e cheiroso maracujá.

— Blay... Lock...

Não havia como segurar. Desculpe, Blay... Mas meus jatos quentes foram todos para sua boca. E ele não parou de sugar durante meus espasmos. E. Duraram. Uma. Eternidade. Meus nervos dormentes como se tivessem gozado também.

Meu coração tamborilava loucamente. Era verdade. Eu estava ali. Ele estava ali.

Não podia esquecer algo como isso...

Seu perfume saturou o ar em volta de nós dois. E eu continuei duro como uma rocha, mesmo tendo o melhor orgasmo da minha vida. Talvez fosse alguma coisa que ele exalava. Seus feromônios deviam ser engarrafados e vendidos. Eram milagrosos.

Ele desceu a boca para cobrir meus ovos, que sugou para dentro um de cada vez, em seguida levantou minhas duas coxas, me deixando completamente exposto. E eu abri mais as pernas para que ele tivesse todo o acesso do mundo aonde quer que ele fosse.

Eis que sinto sua língua no meu ponto mais secreto, provocando por fora, me trazendo arrepios de prazer. E fui piscando, cada vez mais relaxado, a ponto de ele conseguir introduzir a ponta da língua em mim.

— Oh. Merda... — exclamei surpreso. Ouvi ele rindo lá em baixo.

E aproveitando a lubrificação que ele mesmo tinha deixado...

— Relaxa, Adam. — ele disse de volta aqui em cima, bem no meu ouvido. E escorregou um dedo para dentro.

Era estranho. Uma sensação que eu nunca tinha sentido, e que eu não conseguia dizer se era ruim ou se era boa.

— Tudo bem com você? — ele perguntou. Eu acenei que sim com a cabeça. Estava tentando descobrir se eu gostava ou não disso. — Você fica lindo assim tão concentrado. — ele disse e lambeu o lóbulo da minha orelha.

Ah, engraçadinho... Porque não é você que está com um dedo enfiado no seu...

— Blay... — ele movimentou o dedo pra fora. E pra dentro. Então as coisas começaram realmente a esquentar.

— E agora?

— Sim...

— Quer que eu pare? — e foi tirando todo o dedo.

— Não! — eu disse rapidamente. Ele riu.

— Posso continuar?

De olhos fechados, sentindo ele dentro de mim, tocando uns lugares espetaculares, é claro que acenei a cabeça novamente. E ele colocou mais um dedo. E a primeira reação é contrair, mas assim que a gente relaxa... É o céu.

Meu quadril acompanhava o ritmo dos seus dedos.

Percebi que ele me olhava. E quando abri meus olhos ele parecia ofegar, seu quadril roçando na minha perna. Sentia como sua cabeça estava molhando o lado da minha coxa.

— Adam... — falou com voz trêmula. — Eu preciso... Você... Você permite...?

— Sim. — pra qualquer coisa, Blaylock. Ainda não entendeu isso?

— Seu sangue... Não consigo mais resistir...

Meu estômago se contraiu. Um arrepio subiu pela minha espinha me deixando gelado e quente ao mesmo tempo. Eu sempre esperei e temi esse pedido. E agora não sabia se ficava assustado ou ansioso.

— Dói? — perguntei inocente.

Ele fechou os olhos e riu.

— Não. Jamais te machucaria.

Puxei sua cabeça pra alcançar seus lábios. Ele tinha água na boca e nosso beijo foi muito molhado. Suas presas muito presentes como se estivessem mais longas.

Ele separou nossas bocas para descer.

Passou pelo meu pescoço e continuou descendo. E eu fiquei meio confuso. De onde é que esse cara iria beber de mim?

— Daqui. — ele respondeu ao meu pensamento, beijando e parte de dentro da minha coxa, bem perto da junção com o meu quadril.

A ilíaco-femoral? Guloso...

Ele deu suaves beijos ainda com seus dedos se movimentando em mim. Eu já estava acostumado e estava achando extremamente prazeroso. Então passou a chupar a pele, passando a língua para acelerar minha pulsação. E estava conseguindo.

— Blay! — exclamei quando senti o agudo das suas presas rompendo minha pele. Mas não havia dor, só uma sensação de cabeça vazia e leve. Parecia um transe de luxúria, porque era como se estivesse saindo do meu corpo. Eu era mais do que carne. Eu era pura energia sexual.

E som dos goles... E sua respiração acelerada contra minha pele, fazendo cócegas. E as porras dos gemidos que ele soltava quando engolia... Puta-que-pariu! Acho que desmaiei, porque em determinado momento não sabia se estava acordado ou sonhando. Só sentindo aquelas ondas de prazer puro, destilado três vezes a zero grau.

Voltei a mim quando ele parou de sugar e lambia a mordida.

E eu tinha gozado toda a minha barriga, até quase meu pescoço. De novo.

Blaylock não me preparou, porque afinal, ele já tinha gasto um boooom tempo me preparando. Ele, de repente estava em cima de mim, me cobrindo com seu corpo imenso e suado e eu percebi que a hora tinha chegado.

Seu peito escorregava contra o meu, lubrificado pela minha liberação recente. E ele parecia tenso, trêmulo.

E eu, mesmo nervoso e assustado um pouco, é verdade, tive de mostrar o quanto eu queria a sua invasão, já que ele ainda hesitava: sua cabeça contra a minha entrada, mas sem forçar. Apertei sua bunda musculosa, afundando os dedos nas suas carnes e trazendo ele mais pra perto.

Então ele foi escorregando bem devagar. Pra dentro de mim.

Caralho... Eu não sabia onde estava me metendo. Ou melhor, o que iria ser metido em mim. Era grande, era grosso e era infinito. E ele continuava vindo. Parecia que seu quadril não iria encostar no meu jamais!

Quando estava tudo dentro ele permaneceu uns momentos parado, olhos fechados e respirando pela boca, como se precisasse se concentrar para continuar o que estava fazendo.

E então caiu a ficha.

Eu já não era mais o mesmo. Eu já não era mais o Adam que eu sempre conheci. Ao passar por aquela barreira de músculos Blaylock me transformou em uma pessoa completamente nova, que sentia diferente e que pensava diferente. Tudo o que estava acontecendo era tão inimaginável para mim a menos de seis meses, como seria se alguém me dissesse que os porcos agora podiam voar.

E eu faria qualquer coisa, qualquer!, pra continuar assim pelo resto dos meus dias: com ele, nessa cama. Pra sempre.

Meu coração jamais esteve tão cheio de amor. Eu jamais estive tão preenchido, por dentro e por fora. Nunca as músicas bregas e românticas fizeram tanto sentido.

E isso tudo era tão efêmero como a vida de uma borboleta: 24 horas de júbilo, fúria, som e alegria.

Então o filho-da-puta começou a se mover. Oh, merda... Oh merda... Ohmtfakneiionlvjhlvlkjn...!

Minha mente tirou férias a ponto de eu não conseguir formular um pensamento coerente.

Respirar nunca foi tão difícil... Nunca foi tão prazeroso estar vivo. Nem sentir o toque de uma pele suada e quente, ou de lábios tão macios. Ou então, nunca foi tão significante olhar um rosto em êxtase como o dele.

Nós dois dançávamos no ritmo que ele impunha, eu acompanhando, ele conduzindo. Cada estocada atingindo o ponto certo da minha próstata, trazendo de volta um prazer completamente diferente do que eu jamais tinha experimentado antes.

Então ele foi diminuindo. Seus gemidos se transformando em arpejos altos e graves.

— Me beija! — exigi, entre dentes, que eu mantinha cerrados. — Goza me beijando!

E ele, pela primeira vez, me obedeceu, descendo a boca contra a minha, esmagando nossos lábios juntos. Eu puxava seu pescoço e ele suportava todo o seu peso nos braços musculosos, que brilhavam de suor.

Então eu me contraí novamente. Para meu terceiro (!) orgasmo em duas horas.

Nesse ínterim, ele soltou minha boca, gemendo realmente alto e foi perfeito sentir como ele se derramava dentro de mim, me preenchendo com suas sementes.

A lâmpada que estava acesa no abajur fez um tuf! e apagou.

E o quarto inteiro rescendia ao seu almíscar de especiarias escuras.

Depois eu disso eu pude experimentar algo que eu jamais tinha imaginado como seria: paz absoluta.

Não havia barulho no quarto além da nossa respiração. O peso do seu corpo sobre o meu era perfeito. Cada músculo do meu corpo tão absolutamente relaxado como nenhuma massagem seria capaz de fazer.

Fiquei um longo tempo sentindo o imenso prazer em somente inspirar e expirar, tendo Blaylock, abandonado sobre mim, respirando contra o meu rosto, de olhos fechados e a linda boca aberta.

E eu, finalmente, dormi.

Não sei por quanto tempo fiquei adormecido, mas acordei em certo momento com o som de murmúrios próximos. O quarto estava completamente escuro, mas uma luz débil vinha através de porta aberta. Devia ser início da madrugada, ou final da noite.

Eu estava deitado de bruços, a cama roçando minha, sempre presente, ereção. A primeira coisa que percebi foi que Blaylock não estava do meu lado.

É, não. Não estava.

Estava contra o vão da porta nu e um também nu Qhuinn estava sobre ele, seus corpos encostando-se. Nos quadris suas ereções eram bem distinguíveis na silhueta formada pela luminosidade que vinha por trás.

O vampiro moreno devorava a boca de Blay, esfregando seu corpo contra o do outro e sussurrando coisas que eu precisava prestar muita atenção para entender.

— Eu quase entrei para participar... — ele disse tão baixo que foi quase como se eu tivesse imaginado a conversa.

— Eu teria amado.

— Eu sei...

Seus corpos estavam unidos novamente. Quando se separaram Qhuinn continuou.

— Preciso te marcar agora, Blay... Preciso do seu sangue... Eu não aguento mais. É uma tortura ficar de fora...

Então virou o ruivo de costas para si. Blay segurou-se contra o marco da porta.

— Ele vai acordar... — virou o rosto para trás até capturar a boca de Qhuinn e falou entre seus lábios sussurrando.

— Shhhh... — Qhuinn fez. E eu pude ver como ele começava a invadir Blay assim: de pé. E foi excitante pra cacete. Agora era eu o voyeur.

O ruivo grunhiu, mas Qhuinn não parou. Continuou se movimentando pra frente e pra trás.

Pude ver claramente quando Qhuinn chegava a boca ao pescoço de Blay. E quando Blay se contraiu, certamente sentindo a mordida.

Eles permaneceram assim. Qhuinn por trás, movendo-se longamente contra as costas de Blay, suas cabeças juntas. As respirações ofegantes.

Eu fechei meus olhos, virando a cabeça para o outro lado. Eles teriam um pouco de privacidade.

Mas no fundo acredito que Qhuinn sabia que eu estava acordado e que fez isso pra me mostrar de quem era aquele ruivo magnífico afinal.

No meio da madrugada acordei novamente com minha nuca sendo beijada e uma ereção bem pronunciada entre as minhas nádegas, roçando minha entrada enquanto aquele quadril ondulava contra mim. Eu estava deitado de lado, aconchegado naquela conchinha, enquanto dedos entravam mais uma vez nos meu pêlos pubianos, eriçando a minha ereção já desperta. Ainda de olhos fechados sorri e empinei a bunda de volta para atiçar Blay. Acontece que quando abri os olhos, Blay estava à minha frente, o nariz quase encostando no meu. Me olhava transbordando de luxúria.

— Adam. — a voz rouca de Qhuinn falou no meu ouvido. — Deixa eu sentir o que você tem que tanto encanta o Blay... — e mordeu o lado do meu pescoço, me arrepiando.

Não me mexi. Assustado e confuso.

Então Blaylock extendeu seus dedos sobre minha bochecha, o polegar passeando pelo meu lábio inferior.

— Se você não quiser pode falar que Qhuinn vai embora. — ele sussurrou com seu hálito perfumado.

Ao mesmo tempo senti os beijos molhados e a ponta das presas de Qhuinn passando pelo meu pescoço. Ele chupou minha pele e sua língua acariciava minha coluna. Seus dedos permaneciam tocando sem tocar meu pênis duro como uma rocha. E eu tinha espasmos de desejo que aquele toque fosse finalmente consumado.

Suguei o polegar grosso de Blay para dentro da minha boca e extendi o braço para trás puxando o quadril de Qhuinn mais próximo do meu. O vampiro de trás resfolegou incontido quando percebeu que, mesmo sem dizer nada, eu estava consentindo que ele também fizesse parte do que estava acontecendo naquele quarto.

Os dois eram muito apaixonados um pelo outro. Não vou julgar o mérito de quem amava mais Blaylock, se Qhuinn ou eu, mas amávamos o ruivo intensamente. Eu sempre soube que não havia força suficiente para separar os dois. Pelo que Qhuinn havia dito para mim no meu quarto do dormitório, muita água havia rolado embaixo da ponte antes de eles conseguirem se acertar. E tudo que poderia acontecer para dar errado entre eles já tinha acontecido. Se um vampiro adulto e, desconfio, particularmente passional e letal, conseguia permitir e ver seu companheiro com outra pessoa, pra mim isso queria dizer que ele faria tudo e qualquer coisa pra continuar ao lado de Blay.

Posso dizer que comigo é a mesma coisa. Eu faço absolutamente qualquer coisa por esse ruivo. Inclusive transar com o seu companheiro.

Agora, vamos deixar muito claro: com isso eu não quero dizer que foi desagradável. Muuuuito pelo contrário... Oh, porra, tenho que confessar que Qhuinn era ainda melhor amante que Blay. Muito, muito talentoso. Muito atencioso, muito envolvente. Usava aquele lance de ler mentes com uma precisão cirúrgica, antecipando meus desejos e correspondendo a eles com perfeição. Sua boca era uma perdição. As mãos experientes... E quando me tomou foi como uma explosão cósmica dentro de mim.

Blay participou de tudo. Os dois coordenados como dançarinos de tango, se revezando sobre meu corpo.

Já tinha estado em um menáge a trois antes. Com duas mulheres. Comigo e mais um amigo sobre uma mulher. É claro que com três homens era a primeira vez. Mas os dois faziam com que tudo o que acontecesse fosse sobre mim. Sobre o que eu queria.

E foi quando Qhuinn bombeava em mim, mordendo meu pescoço por trás e bebendo meu sangue, e eu tinha a deliciosa ereção de Blay na boca, com Blay me chupando invertido em um 69, que os três gozamos ao mesmo tempo.

Exausto não é bem a palavra. Eu estava mesmo era tão relaxado que ficava impossível não desmaiar na cama. E satisfeito como se tivesse voltado de um banquete e bebido vinho demais.

Acordei pela manhã. Eu sabia internamente que era manhã, mas não havia nenhuma entrada de luz do dia no nosso quarto. Eu tinha notado que as janelas tinham sido vedadas com papel alumínio ontem à noite. Provavelmente foi o que Qhuinn veio fazer chegando antes de Blay e eu ao hotel.

Esperava encontrar minha cama cheia de gente. Mas quando abri os olhos somente Blay me observava sorrindo.

Espreguicei, as juntas estalando bem gostoso e sorri para ele também. Então vi que o laptop estava fechado sobre a cômoda do outro lado da cama.

— Onde está o Qhuinn? — perguntei com a voz grossa de sono. “Onde está o filho-da-puta gostoso do Qhuinn” era o que eu queria perguntar.

Blay riu. Como meu raio de Sol praticular. Deve ser por esse tipo de coisa que os vampiros não precisam da luz do dia.

— Voltou pra mansão antes de amanhecer. — ele repondeu com sua voz grave e aveludada, dando ao meu ouvido a oportunidade de gozar também.

— Ele volta?

— Acredito que não. — continuava sorrindo. Sua mão tinha se aproximado do meu peito e ele acariciava minha pele.

— Só nós dois? Pelo resto do dia? — nem pude acreditar.

— Hum-hum. — ele balançou a acabeça afirmativamente, o rosto apoiado na mão.

Meu sorriso foi crescendo até chegar às minhas orelhas.

— Você está com fome. — ele disse em seguida.

— É. Como você sabe?

Sua mão desceu para minha barriga e eu respirei fundo, contraindo os músculos.

— Posso sentir. E cheirar. — levantou-se da cama de um pulo. E ainda estava nu. E a sua nudez e a minha eram completamente naturais. Ele não deveria usar roupas jamais. — Pedi umas coisas da cozinha, não sei se foi muita comida, mas como não sabia o que você iria querer comer...

Só então notei o carrinho abarrotado de bandejas na porta do quarto. E não sei como não tinha notado antes, porque o cheiro de pão quente atingiu meu nariz como um trem e minha fome era imensa. Ou melhor, sei sim. Era difícil me importar com qualquer outra coisa com ele por perto.

— Você tá esperando mais quantas pessoas? — perguntei ao olhar a quantidade de comida ali.

Ele riu de costa pra mim enquanto mexia em algumas bandejas. Em seguida voltou para a cama, onde eu ainda estava, com um prato na mão.

Se apoiou de lado sobre o cotovelo e começou a partir o croissant com os dedos, o cheiro da massa folhada e do queijo enchendo minha boca de água. E eu achava lindo o trabalho de suas mãos ao mesmo tempo fortes e delicadas.

Ele molhou um pedaço na geléia vermelha e extendeu pra mim.

O pedaço apetitoso e brilhante, vermelho como sangue, estava a poucos centímetros da minha boca e eu ainda não sabia porque ele estava fazendo isso.

— Abre. — ele disse.

— Não precisa... — respondi. Era estranho. Como se ele estivesse cuidando de mim.

— Por favor. Significa muito pra mim.

Sem tirar os olhos dele circulei o pãozinho e a ponta de seus dedos com os lábios. Ele bebia cada movimento meu, semicerrando os olhos como se estivesse desfrutando imensamente.

Deixei seus dedos molhados e escorregadios da minha saliva.

— Adam... — ele disse grutural — Você faz as coisas mais certas... — e olhava como se fosse me devorar.

Sorri de volta enquanto ele tirava mais um pedaço de croissant pra mim.

Não levantamos muito da cama o resto do dia. Nosso almoço também foi no quarto. Essas poucas horas que eu tinha só pra mim eram muito preciosas para perdermos tempo. Mesmo assim conversamos muito no intervalo entre, digamos, um momento intenso e outro.

E era absolutamente extasiante ouví-lo falando sobre sua vida, sua rotina, seus Irmãos. E como eu gostaria de fazer parte daquilo...

— Não tem como eu ser um vampiro? — perguntei depois de ouvir como tinha sido sua “transição”, como ele chamava a puberdade dos vampiros.

— Bem... Você até pode ter algum sangue vampiro, mas se não se parecia com um pré-adolescente até os vinte e cinco anos e conseguiu ter alguma ereção antes disso, então certamente você não é um vampiro. — ele disse.

Eu me sentei na cama imediatamente. Estático.

— Puta. Que. Pariu. — eu disse. Minha mão cobrindo minha boca com a constatação.

— Que foi? — ele se assustou com a minha reação.

Olhei para ele com os olhos incrédulos e arregalados.

— Mitsuo é a porra de um vampiro!! — e comecei a rir descontroladamente.

Ele sorria de colta, sem entender completamente o que eu estava falando.

— Blay, eu vi suas fotos. Ele era exatamente como você descreveu. E só depois dos 25 anos, de um dia pro outro, ele ganhou aquele monte de músculos. Seu pai e seu avô foram assim também.

— Sério!!! — ele ficou surpreso de verdade. — Então ele passou por uma transição como eu e todos os vampiros machos! Mas ele pode sair no Sol?

— Bem, acho que pode...

— Notou alguma coisa estranha com seus dentes? Os caninos são assim como os meus? Ele disfarça o sorriso?

— Na verdade ele não ri muito.

Ele estreitou os lábio e deu um sorrisinho.

— Seu colega de quarto pode ser um vampiro mestiço, Adam! Se ele precisa de sangue de fêmeas, definitivamente ele é um vampiro. Eve já apareceu com marcas de mordidas?

Me virei pra ele, as sobrancelhas juntas no meio da testa.

— Como você sabe...

— Sobre os dois? Pelo cheiro. O ciúmes dele cheira de forma muito distinta. E depois de um tempo o cheiro dele estava sobre Eve.

Me voltei pra frente, olhando para a gravura na parede do outro lado da cama sem realmente vê-la.

— Deve ser bom ser como você. Ser um vampiro...

— Nem sempre. — ele disse e me olhou. E não precisou dizer mais nada pra eu entender do que ele estava falando.

Conforme as horas foram avançando fui ficando cada vez mais deseperado. Os beijos que dava em Blaylock eram cada vez mais agressivos. Minhas unhas marcavam sua pele como se eu quisesse levar um pedaço dele comigo.

E o dia foi se aproximando inexoravelmente das seis horas. Meu tempo estava no fim.

Ele olhou no relógio Bulova que estava na cabeceira. Tinhamos acabado de fazer amor desesperadamente. Eu latejava em vários lugares, mas meus olhos pareciam quentes e havia um mar de lágrimas represados pelas minhas pálpebras.

— O Sol se pôs.

Essa palavras foram como uma sentença de morte pra minha alma. Não consegui conter um soluço.

Seus braços então se tornaram feixes de aço em torno de mim. Eu quase não conseguia respirar. O que era bom. Um suspiro e eu não conseguiria mais manter a parede da represa.

— Temos que ir. — ele sussurrou.

Concordei com a cabeça. E achei tão estranha a voz que saiu da minha boca e a umidade que molhava seu braço onde eu o tocava.

— Não faça isso... — pedi. — Preciso lembrar de você.

— Temos que ir. — só falou isso e me soltou, indo em direção às suas roupas.

Não me olhou mais.

Enquanto meu peito doía como se meu coração estivesse sendo arrancado com uma foice enferrujada por um cirurgião caolho, eu tentava controlar as lágrimas e os soluços que não paravam de sair de mim.

Ao mesmo tempo eu olhava aquilo tudo de fora, como se estivesse acontecendo com outra pessoa. Como se estivesse fora do meu corpo e tudo fosse um filme muito triste.

Por fim consegui controlar os soluços. Minhas lágrimas eram muito rebeldes e meu rosto já estava arruinado, inchado e vermelho. O importante foi que consegui me vestir e meia hora depois saíamos do quarto de hotel em direção ao meu quarto do dormitório.

Dentro do carro o silêncio era sólido. Eu não conseguia sequer olhar pra Blaylock, que dirigia tenso e rígido. As rodas fazendo um barulho surdo na rua molhada e escura.

Assim que estacionou eu desci e fui andando em direção ao prédio. Abri a porta e nós dois entramos. Ignorei o zelador e subimos a escada.

Ninguém em casa, graças aos deuses.

Deixei minhas chaves sobre a escrivaninha, tirando meu cachecol e jogando em qualquer lugar. Então respirei fundo. Tinha pardo de chorar e estava conformado com essa perda: conformado por perder Blay pra sempre.

Ele ainda estava parado depois da porta fechada.

— Não precisa fazer isso, Blay. Eu juro que jamais vou falar nada pra ninguém. Ou te procurar... — a última frase saiu comprometida pela merda de soluço que escapou.

— Eu sei. — ele disse triste. — Mas não posso deixar as coisas assim. Não só por você como por mim.

Me aproximei dele.

— Não conseguiria evitar me aproximar de você novamente. E... Eu não posso mais continuar assim como estou. Então, Adam, não estou fazendo isso por você. Estou fazendo porque sou fraco. E egoísta. E mesquinho. E não sou merecedor das coisas que você quer me dar. — seus lindos lábios, que eu veria pela última vez hoje formavam essas palavras tão amargas.

— Blaylock...

— Sempre vou lembrar de como era lindo meu nome na sua boca.

Ele tocou meu rosto.

Esperei que me beijasse. Mas isso não aconteceu.

— Olhe dentro dos meus olhos, Adam.

E, mesmo sendo difícil enxergar através das minha lágrimas, pude ver como seu rosto estava destruído, seus olhos rasos de água. Ele era muito mais forte do que eu.

Quando duas gotas cristalinas cairam daqueles olhos azuis Índigo, com um intervalo de poucos instantes entre elas, ouvi claramente na minha cabeça.

“Amo você, Adam Rightworth”

Notas finais
Foi muito divertido receber MPs e review dos leitores tentando adivinhar os rumos do conto e muitos acertaram sobre o rumo que eu daria.

Prefiro não achar que foi clichê e sim q foi o mais justo para todos.

Mesmo assim foi triste, viu. Mas não tinha como os dois ficarem juntos. Só a Ward é especialista em encontrar maneiras de juntar duas pessoas tão diferentes apesar dos problemas.

Espero mesmo que vcs tenham gostado.

Muito obrigada por tudo!!

Tilda