Amante Eterno
1 Capítulo Único: Amante Eterno
Notas iniciais
Amante Eterno
Ainda era cedo quando Levy McGarden chegou a Fairy Tail. Por incrível que pareça, Jet e Droy não estavam acompanhando-a nesse dia, o que de certa forma, era um alívio, pois não queria se sentir sufocada com a “babação” de seus amigos.
Entrou na guilda e ficou surpresa ao constatar que estava mais vazia do que de costume naquele horário, apenas Mira e Lucy estavam presentes. Desejou bom dia para Mira que fazia algo no balcão e foi na direção da melhor amiga, que ainda não tinha notado sua presença por estar totalmente distraída com um livro em mãos.
— Lu-chan! — gritou, pulando em cima dos ombros da maga estelar, que soltou um gritinho de susto e levou uma das mãos ao peito. Levy riu deliciosamente. — Te assustei?
— Imagina! — respondeu irônica. — Quase tive um treco! — Riu um pouco. — Nem te vi chegando, desculpe — Pôs o livro de lado. — Estava tão distraída que não estava prestando atenção em nada!
— Eu entendo. O mundo dos livros é mágico! — disse com um sorriso e Lucy concordou. — Mas... Mudando um pouco de assunto, o que você está fazendo aqui tão cedo? É meio que raro.
— O idiota do Natsu me acordou cedo demais e me arrastou para cá de repente, ai quando chegamos, ele me largou aqui e disse que tinha esquecido algo e saiu com o Happy — explicou, fazendo uma careta.
— Huuuuuum — Levy murmurou em um tom malicioso.
— Ei! Não use esse tom! — resmungou, totalmente corada — Você sabe do porquê a guilda estar tão fazia? — mudou de assunto, tentando esconder seu constrangimento. — Está certo que ainda é cedo, mas... — deixou no ar.
— Ah! Você não sabe? — perguntou e Lucy balançou a cabeça negativamente. — Hoje é o dia da “Noite Estrelada”. É um evento que ocorre de sete em sete anos, dizem que há um alinhamento diferente nas estrelas que faz acontecer um espetáculo incrível. E que também, os casais que olharem para o céu ao mesmo tempo serão amantes eternos! — uma pequena pausa. — Eu sei que parece coisa de conto de fadas, mas ao menos serve para dar um tipo de encorajamento.
— Tsc. Besteira! — a voz de Gajeel soou de repente assustando as duas magas. — Apenas supertição para enganar os trouxas.
— Você não deveria ficar escutando a conversa dos outros — Levy disse sentindo seu bom humor se esvair. — Isso é falta de educação!
Lucy olhou para Gajeel esperando a resposta que viria. Afinal, aquilo parecia ser divertido.
— Ninguém mandou falar tão alto — o dragon slayer disse, zombando dela que quase grunhiu.
Como ele era irritante!
— Eu não estava falando alto! — rebateu, aumentando o tom de voz e levantando-se da mesa em que estava sentada com Lucy segundos atrás, para ficar de frente para o moreno. — Você que é um intrometido!
— O que não tem de altura, tem de escandalosa!
O rosto dele aproximou-se mais do dela, o rosto de Levy rubro de raiva e de vergonha, os olhos escuros e penetrantes a fitando com divertimento.
— Você é um estúpido! — vociferou colocando o dedo na cara dele. — Vai comer sua pilha estúpida de ferro matinal e me deixe em paz! — Gajeel soltou sua típica risada e saiu satisfeito por tê-la irritado tão facilmente. — Estúpido! Idiota! — resmungou sozinha, voltando a sentar do lado de Lucy, que ficou em silêncio durante toda a “discussão” dos dois.
— Huuuuum... — Lucy murmurou com a mão no queixo e com um tom malicioso.
— “Hum” nada! Não use esse tom! — Levy grunhiu fazendo a outra maga rir. — Por que está rindo?
— Ai, ai, Levy! Por que você não se declara? — perguntou e Levy ficou em silêncio. — Vocês se gostam, mas é aquele gostar do tipo “tapas e beijos”. Porém, pelo jeito, falta a parte dos beijos.
A maga corou com o comentário da amiga.
— Talvez você esteja certa — admitiu ainda não querendo ceder, mordendo levemente o lábio inferior. — Mas eu não acho que ele possa gostar de alguém como eu. Diferente de você e o Natsu, nós não temos uma empatia... Uma intimidade.
Lucy revirou os olhos.
— Besteira. Está na cara que ele gosta de você, só e orgulhoso demais para admitir. Você deveria falar... Sabe? — sugeriu com os olhos brilhando.
— Você também!
As duas ficaram se encarando, até que Lucy sorriu.
— Touché. Mas é sério. Ainda mais se isso que você me disse, da “Noite Estrelada” for real. É a chance perfeita. E, aliás, vocês formam um casal muito fofo!
— Eu tento se você tentar! — disse e levantou a mão para promover um sinal de promessa. Lucy assentiu.
— É uma promessa entre melhores amigas — completou e as duas apertaram as mãos, selando a promessa que também selaria o destino de ambas.
G&L
Depois da breve conversa com Lucy, Levy decidiu ir comprar algumas roupas novas. Por mais que não quisesse admitir, estava perdidamente apaixonada por Gajeel Redfox. E a pseudo-discussão que os dois tiveram de manhã a fez pensar do porquê se apaixonar justamente por ele! Eles simplesmente não tinham nada a ver com o outro e viviam brigando. Como isso poderia dar certo?
Suspirou um tanto desanimada.
Uma das vitrines de uma loja chamou-lhe a atenção e entrou. Passaram-se alguns minutos e quando saiu, carregava duas sacolas e sentia-se muito satisfeita. Voltou para Fairy Hills sem pressa alguma, parando apenas para almoçar. Precisava pensar no que diria, em como o convidaria para sair e ver as estrelas.
Entretanto, pensar nisso parecia tão esquisito e até mesmo insano. Não queria que tudo parecesse ensaiado ou falso. Queria mostrar os seus verdadeiros sentimentos, que estavam entalados no seu coração desde muito tempo. Só que se não pensasse em nada — nem que fosse um pouco — provavelmente travaria e não conseguiria dizer nada. E isso com certeza seria um desastre bem pior.
Já tinha lido vários livros em que o mocinho e a mocinha se amavam, mas não conseguiam se declarar, ela lembrava que nesses momentos, ficava tão irritada com a falta de iniciativa de ambos ou até mesmo da estupidez dos personagens, que deixava o livro de lado por alguns minutos até que sua irritação passasse, para finalmente voltar a ler.
E agora, ali estava ela.
— Oh, desculpem-me mocinhos e mocinhas dos livros de romance por menosprezar suas dificuldades em se declarar! É mais difícil do que parece, realmente... — pensou em voz alta, enquanto apoiava os pés na parede inquieta.
Bufou uma, duas, três vezes.
Que merda ela faria? Afinal, para Fairy Tail, desistir não era uma opção.
E ela constatou que, definitivamente, estava encrencada.
— Droga, Lucy!
G&L
Por mais que Levy estivesse nervosa, ela não era a única que não sabia exatamente o que fazer. Mas para quase tudo na vida se dá um jeito, e com um empurrãozinho do destino — lê-se Mirajane Strauss — tudo sempre dá certo no final.
Na melhor das hipóteses, claro!
Gajeel tinha acabado de chegar de uma missão simples com Lily. Avisou para Mirajane que tinha concluído a missão com sucesso e aproveitou para pedir uma caneca de vinho. Sentou-se no bar junto com Lily, que optou por apenas uma tigela de leite. Quando Mirajane voltou com os pedidos, parecia mais eufórica que o normal. Colocou a caneca e a tigela na frente de cada um e foi rapidamente conversar com Lucy, que tinha sentado a três cadeiras de distância dele.
— E então, Lucy? Como foi a conversa com a Levy? — Mirajane perguntou, com os olhos brilhando de curiosidade.
Gajeel ainda tentou não se “meter” na conversa dos outros, mas fora impossível por dois motivos:
1) Sua audição era muito boa.
2) Se o nome de Levy estava no meio, então ele estava interessado!
Então consequentemente ficou observando como a conversa se desenrolaria de modo mais discreto possível, e claro, Lily notou seu interesse e deixou um sorriso de canto escapar.
A maga estelar suspirou quase teatralmente.
— Bem, ela é um pouco teimosa sabe? Mas a convenci a se declarar para ele hoje! — exclamou. Gajeel não pôde evitar ficar mais atento a cada palavra de Lucy. — Se bem que — uma pausa e recomeçou com um tom levemente mais alto que o anterior: —, como hoje haverá um evento muito importante, e NINGUÉM — pareceu que ela frisou a palavra de propósito, mas ele decidiu ignorar isso — vai faltar, óbvio, pode ocorrer um pequeno imprevisto.
— Oh! — Mira exclamou excitada. — Sério? Que tipo imprevisto? — perguntou curiosa, colocando os cotovelos no balcão.
Gajeel estava louco de curiosidade para saber quem era o “cabra” que a nanica iria se declarar.
— Você sabe que além desse que ela vai se declarar, há mais dois caras afim dela? — contou. Gajeel quase caiu da cadeira e cuspiu vinho ao mesmo tempo, o que chamou um pouco a atenção de quem estava perto. — Está tudo bem, Gajeel? — Lucy perguntou, mas antes que ele respondesse, emendou: — Você não deveria esperar a festa de hoje à noite para ficar bêbado?
Ele deu um sorriso amarelo antes de responder:
— Está tudo bem, não se preocupe. É o cansaço.
Mira e Lucy assentiram e voltaram a conversar normalmente como se nada tivesse acontecido.
— Termina de contar, Lucy! — a maga do take over pediu em voz “baixa”.
Mais dois caras?, Gajeel pensou cético. Deveria começar a se “movimentar”.
— Okay. Onde eu tinha parado... Ah é mesmo! Aí pode ocorrer de um desses dois querer atrapalhar a declaração. Você sabe né, o dia da “Noite Estrelada”, olhar juntos para o céu, amantes eternos, essas coisas! — Lucy falou quase com desdém.
— Pois é. Você sabia que a proposta de casamento da Bisca foi justamente nesse dia? E aí está né. Juntos até hoje e até uma filhinha.
— Pra ver como realmente deve FUNCIONAR! — a loira falou a palavra em um tom mais alto novamente. — E como é importante se DECLARAR nesse dia!
A bunny-girl tinha problemas com as palavras terminadas com R?
— Tomara que o Jet chegue a tempo! — Mira disse em um tom feliz.
Aaaah! Então é para o Jet que ela se declararia? Mas ele não deixaria isso acontecer de forma alguma! Seja lá o que fosse essa “Noite Estrelada”, faria Levy ser definitivamente sua!
Com esses pensamentos em mente, saiu da guilda em passos apressados, deixando um Phanterlily no vácuo.
As duas mulheres riram baixinho.
— Você acha que seu plano funcionou, Mira?
— Claro, você não viu a cara dele quando você disse que tinha mais dois pretendentes além do que ela gostava? — As duas prenderam o riso. — Foi hilário ele quase caindo da cadeira!
— Mal sabendo que era ele! — Lucy exclamou realmente se divertindo com aquilo.
— Homens... Tão lentos! — Mirajane disse no meio de um suspiro.
— Mulheres. Terrivelmente perversas — Lily disse, aparecendo no meio das duas com uma expressão satisfeita.
G&L
Para mudar um pouco a rotina, por mais incrível que poderia parecer, ninguém estava brigando. Na verdade, todos estavam arrumados e comportados. Por mais que a maioria — dos homens — dissesse que não acreditava nesse evento idiota, no fundo estavam todos ansiosos. A guilda estava toda enfeitada com estrelas e luzes coloridas, as mesas cobertas por toalhas azuis e brancas, a música lenta e suave ressoando no ambiente. Tudo estava perfeito.
Eram exatamente sete horas da noite quando Levy retornou à Fairy Tail. E ela estava mais nervosa e ansiosa do que nunca. Tinha passado a tarde toda pensando no que falaria e tentando acalmar o coração para não acabar tendo um ataque cardíaco antes de se declarar. Respirou fundo e entrou.
Sentiu-se imensamente mais aliviada quando viu que Lucy já estava lá, assim como Elza e Juvia, e também, quando não viu Gajeel em lugar algum na sua breve observação, ainda não estava pronta para vê-lo.
— Hey, Levy! — Elza a chamou. — Venha até aqui.
A McGarden sorriu e andou até a mesa em que suas companheiras estavam. Quando chegou, todas olharam-na com um sorriso.
— Levy-chan, você está linda! — Lucy elogiou com sinceridade.
Levy vestia um vestido tomara que caia vermelho até os joelhos, que era um pouco colado ao corpo, destacando sua fisionomia magra com curvas discretas e suas pernas torneadas. O vestido tinha algumas rosas brancas, o que combinava com a faixa de cabelo que usava. Seus grandes olhos castanhos estavam realçados pelo fraco lápis de olho e pela sombra prata. Um leve gloss rosa estava presente em seus lábios, deixando um look muito natural e ao mesmo tempo sexy.Calçava uma sandália baixa também vermelha.
— Juvia também acha! — a maga da água concordou, balançando a cabeça.
— Pois é, você está muito arrumada para meu gosto — Elza disse, provocando Levy a ponto de fazê-la corar.
— Obrigada meninas, vocês estão muito lindas também — Levy disse antes de se juntar as garotas na mesa e ignorar o comentário de Elza. — Quais os planos para hoje?
As três coraram ao mesmo tempo.
— B-bem... — Juvia começou batendo os indicadores. — Juvia vai tentar falar com o Gray-sama! — terminou com o rosto completamente vermelho, provavelmente tendo devaneios.
— Vocês já sabem! — Lucy disse em voz baixa e virou o rosto para o lado, constrangida.
— E-eu — Elza começou um pouco hesitante — não tenho planos para a noite, apenas irei ver as estrelas... Sozinha.
Todas a olharam com cara de “Uhum, sei...”. Afinal, todas sabiam que Jellal iria dar uma escapada de sua guilda para ficar junto com ela essa noite.
As magas ficaram conversando animadamente, e enquanto o tempo passava, Levy sentia-se mais confiante para falar sobre seus sentimentos. Por isso, não via a hora de encontrar Gajeel e finalmente por para fora tudo que estava entalado desde o acontecimento da Ilha Tenrou — em que não deu para falar.
Já passava das oito quando Levy levantou da mesa com um sorriso.
— Com licença, vou tomar um pouco de ar lá fora — despediu-se educadamente e foi em direção à sacada da guilda.
Nesse exato momento, Gajeel chegou vestido em seu terno branco e sem o chapéu tosco com um semblante sério e determinado. Só teve tempo de ver o vulto da pequena maga indo na direção da sacada. Não iria perder tempo, ia falar tudo que sentia para ela essa noite.
Mira viu Gajeel chegando e chamou Jet que estava próximo.
— Jet. Por que você não leva uma bebida para a Levy? Não a vi bebendo nada desde a hora que ela chegou. Ela foi para a sacada — sorriu.
O ruivo assentiu feliz e pegou um drink especial para a amiga. Não teve muitas oportunidades de conversar com ela no dia, seria uma boa chance. Foi na direção em que Levy tinha ido. Quando Gajeel viu isso, tratou de andar rápido.
— Ei, Levy... — Jet começou, mas fora interrompido.
— Ei nanica, venha comigo! — O dragon slayer de ferro apareceu e agarrou Levy pelo pulso com a maior delicadeza que pôde e arrastou-a para o outro lado da sacada.
— O que você está fazendo? — perguntou calmamente e envergonhada, sentindo o toque dele em seu corpo.
O mago dragão parou e a soltou de repente. Levy ficou olhando para as costas de Gajeel apenas esperando, sentindo a aflição invadi-la a cada segundo que passava, o silêncio era total, apenas a respiração dos dois era ouvida.
— Gajeel... — ela começou hesitante.
— Eu — interrompeu com a voz mais suave — preciso te falar uma coisa — declarou, virando-se para ela.
— Sim. O que é? — murmurou baixinho, seu coração batia cada vez mais forte no peito.
— Eu...
Aplausos e urros os interromperam. Os dois olharam para baixo ao mesmo tempo e viram os casais da guilda olhando para o céu como se fosse a coisa mais espetacular do mundo. Os dois fizeram o mesmo e ficaram impressionados com o que as pessoas chamavam de “Noite Estrelada”. A chuva de estrelas cadentes era perfeitamente linda, uma atrás da outra, parecendo fogos de artifício.
Gajeel e Levy olharam para o céu. Hipnotizados, maravilhados. Por um instante o dragon slayer de ferro saiu do transe em que se encontrava e lembrou-se do que deveria fazer nessa noite. Ele aproximou-se dela devagar sem que ela notasse e tocou de leve o braço feminino, fazendo-a o olhar, depois, respirou fundo e entrelaçou seus dedos nos dela sentindo como eram finos, frágeis e macios. Vendo que não havia nem um protesto por parte da pequena maga, sentiu-se mais confiante para continuar.
Ignorou todo o nervosismo que sentia e sorriu como o habitual tentando passar a confiança que não possuía. Observou-a sorrir timidamente.
— Você está pronta para ser minha amante para sempre? — disse, com a voz grave próximo ao ouvido dela.
Todos os poros de Levy se eriçaram quando o hálito quente do dragão alcançou sua pele.
— Gajeel... Eu...
O mago a silenciou com o dedo indicador suavemente.
— Sshhh. Apenas diga sim ou não.
— Eu estou pronta para ser sua para sempre — Levy sussurrou com a voz pesada de sentimentos, os sentimentos que estavam tanto tempo guardados em seu coração. — Mas — continuou, sentindo seu rosto corar, por mais estúpido que isso fosse naquele instante —, eu preciso dizer. Eu preciso falar o que eu sinto! — Ele a olhou quase deslumbrado pela determinação dela no momento. — Eu te amo Gajeel, desde algum tempo e eu não aguentava mais guardar isso para mim! — respirou fundo. — Eu te amo! — repetiu.
Gajeel sorriu aliviado. Ajudou-se a subir no batente da sacada e ficou entre as pernas dela em um contato íntimo. Os dois se encararam, o vermelho rubro dos olhos dele no avelã dos olhos dela. Um sorriso entre amantes. Uma breve aproximação.
E então, um beijo.
O primeiro.
Calmo, singelo, quase inocente. Com paixão, com amor, mas ainda assim terno. Em busca de um ritmo próprio, único. Os lábios se encaixando perfeitamente, como se tivessem sido criados um para o outro. O ar faltou e os dois se separaram. Ela tímida e ele feliz.
Levy levou a mão aos lábios para ter certeza que aquilo era real. O seu primeiro beijo tinha sido com o homem que amava e nada poderia ser mais perfeito que isso. Gajeel notou isso e sorriu.
— Eu serei o primeiro. Em tudo — fez questão de destacar a palavra, fazendo-a enrubescer dos pés a cabeça.
E ao contrário do que ele imaginava, ao invés de chamá-lo de idiota, ela o encarou de modo intenso e disse:
— Eu posso me acostumar com isso.
Os dois se abraçaram, selando mais uma vez aquele compromisso, diante das estrelas que naquele instante eram testemunhas daquele amor que os uniam e que a partir daquele instante, iria fazer que fosse para sempre.
— Agora, somos amantes eternos — Levy voltou a dizer com um sorriso satisfeito antes de voltar aos braços dele, mais uma vez.
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