Amante De Sangue
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Acordei pessimamente de mau humor... Depois do bendito pesadelo com Demetri fiquei praticamente o resto da noite sem conseguir pregar os olhos. E toda vez que fechava meus olhos para tentar dormir, vinha novamente às imagens nítidas de tudo o que aconteceu no sonho.
Hunf! Sonho, pesadelo... Tudo se enquadra numa imensa tortura. Me recusei veemente de correr até o quarto de um dos rapazes para tentar arrumar uma distração... Até a hora em que desisti e resolvi ir até o banheiro procurar algum sedativo, ou algo para me forçar a dormir e encontrei com Jared. Imaginei que estava sozinha e que por um milagre nenhum deles estaria ali para ver como pirei de vez.
-Jake foi para a ronda e Seth e eu ficamos. Paul voltou do hospital... Desculpa se não fomos procurar você, é que mais cedo parecia estar péssima e não quisemos incomodá-la. — foi o que ele disse assim que lancei o comentário de que “não sabia que ele estava em casa.”
Em seus olhos eu pude ver dúvida, um sentimento que ele relutava em demonstrar como até mesmo fazer a pergunta que ele queria fazer a mim. E isso só me mostrou que estava enganada, ele, Seth ou até mesmo Paul escutaram provavelmente eu ter esboçado sons enquanto sonhava, e essa ideia fez meu rosto esquentar. Não quis sondar ou até mesmo incentivá-lo a dizer o que ele deixou evidente com seu olhar que queria falar algo. E por mais que já estava decidida em contar a ele e a seus irmãos sobre esses sonhos e como estão me afetando, naquele momento me faltou coragem de pelo menos me abrir com ele. É claro que queria falar com todos ao mesmo tempo para não ser repetitiva, mas ali mesmo uma voz me atormentou dizendo para eu contar a Jared, mas eu hesitei e não contei.
Depois disso ele se ofereceu para ficar comigo no quarto e aceitei... Não rolou nada entre a gente, até porque ele me viu tomar um comprimido para dormir... E como não estava a fim de dar a oportunidade a ele de querer entrar na questão ‘sonhos’, fingi dormir. Infelizmente para minha falta de sorte nem o calmante fez efeito de imediato, diferente de mim que o tomei, Jared parecia que foi ele quem tomou o remédio... Com a falta de sono, frustração por nem mesmo dopada de calmante conseguir dormir, mais a inveja de Jared estar dormindo tranquilamente ao meu lado, fiquei em estado de alerta até as cinco da manhã, e foi aí que a inconsciência resolveu me permitir à dádiva do sono. Porém nada me adiantou porque duas horas depois o alarme do meu celular despertou dando o sinal de que era hora de acordar.
Eu não queria, mas como o meu dia já estava obrigatoriamente armado, tive que me levantar. É sábado, dia de folga do trabalho apesar de que no dia anterior não houve aula porque a escola estava passando uma vistoria nos encanamentos e só na segunda que as aulas voltariam ao normal.
Iria logo cedo visitar a Emily e ficar com ela um pouco e mais tarde ir à casa de tia Sue ver a Leah, já que lhe prometi minha visita, mas antes de ir a qualquer lugar ligaria para o consultório da psicóloga que me foi indicada pela Drª Summers. Mesmo sendo sábado isso não é motivo para quem trabalha em área odontológica e medicina abrirem seus consultórios pela manhã, então iria ligar para a psicóloga e marcar uma consulta com ela...
Já não podia mais ficar assim nesse estado... Se aqui na reserva ninguém tinha uma resposta para tudo isso, bem, não dos sonhos, mas digo o aumento de minha libido... Embora teria que mentir sobre certos detalhes, porque como vou contar para uma médica que sonho com vampiro e acordo fumegando por sexo, mas a questão é que faço avidamente com meus companheiros, não um, mas cinco... E se eu disser essa verdade, já até me vejo dentro de um quarto branco com as paredes acolchoadas e eu linda numa camisa de força.
Além do mais, sei que o certo era contar aos rapazes primeiro antes de procurar ajuda humana... Mas de tudo que já procurei não muda em nada contar antes ou depois. Até porque só o que teria que fazer era manter certos detalhes em oculto.
-Consultório Summers... Bom dia. — uma voz feminina ecoou do outro lado da linha.
Eram nove e meia da manhã, o horário certo para poder ligar para o consultório, já que a maioria só atende as nove. Além do mais eu tive que enrolar um pouco antes de sair de casa para poder ligar, e como não queria que os rapazes me escutassem marcando uma consulta sem ao menos tê-los explicado o motivo, optei em fazer sem eles em casa. Eu sei que tinha que estar cedo no hospital e levar as coisas de Emily, mas com a minha cabeça ainda afetada pela noite mal dormida e o sonho, acabei me atrapalhando em meu cronograma, mas isso só ajudou um pouquinho para eu poder ligar.
-Bom dia. — eu disse. -Estou ligando porque gostaria de marcar uma consulta com a Drª Denali.
-Sim... Aguarde só um minutinho para verificar um dia disponível.
-Sim, claro.
Um minuto depois:
-Senhora?
-Pois não? — eu disse.
-Só há disponibilidade para marcar para daqui a duas semanas... Mas um paciente cancelou sua consulta que era para segunda agora às dez horas... Se desejar posso colocá-la nesse horário.
-Sim, eu quero. — disse aliviada.
Até porque esperar para daqui a duas semanas não estava em meus planos, pelo menos tive essa sorte de ter um horário na segunda para mim. Mas infelizmente teria que faltar trabalho, o que não seria muito bom para a turma por estar uma aula atrasada por conta da reforma na escola.
-Certo. — ela disse. -Pode me dizer seu nome?
-Isabella Mary Swan. — respondi.
-Senhora Swan...
-Senhorita. — corrigi. Bem, não é porque tenho cinco companheiros que significa que devo me intitular senhora, até porque nem mesmo sou casada para usar esse título.
-Certo, senhorita... Está agendada para uma consulta com a Drª Denali para a próxima segunda, às dez da manhã. Traga todos os seus documentos necessários para poder fazer a sua ficha, como identidade, plano de saúde ou número do seguro social.
-Ok, pode deixar.
Com tudo certo, peguei minha bolsa, chaves e as coisas da Emily para levar a ela. Em poucos minutos estacionava perto do hospital. Pedi informações na recepção de qual enfermaria Emily está. Ela estava acomodada em um quarto particular, não que ela tenha condições para isso, mas nenhum de nós iria privá-la do conforto por poupar dinheiro. Além do mais mesmo ela não sendo uma senhora Black, carregou um Black em seu ventre. Sei que um conforto não iria trazer o seu bebê de volta, mas não importa, porque iríamos dar a ela todo apoio e carinho nesse momento.
-Olá? — eu disse após bater na porta do quarto em que ela estava.
Emily estava recostada olhando em direção a janela, com pensamentos vagos. Sam não estava com ela como esperei, mas assim que escutou minha voz ela olhou para mim, forçando um sorriso. Mas a sua tristeza ainda pesava em seu rosto e refletia em seus olhos marejados em lágrimas. Ver seu rosto trouxe a mim uma sensação de que ela está perto de entrar em uma depressão, o que não é nada bom.
-Oi. — ela sussurrou limpando uma lágrima que escorreu e se ajeitou um pouco.
Fechei a porta atrás de mim e caminhei até sua cama.
-Trouxe suas coisas... — disse mostrando a pequena mala em minhas mãos. -Coloquei um pouco de tudo, toalha, sabonete, xampu, pente, roupas, langeries...
-Obrigada. Pode colocar ali em cima daquele armário. — ela disse apontando para um pequeno armário com algumas gavetas. Em cima dele havia um vaso com lindas flores.
-Trouxe esse livro para você ler, caso queira algo para se distrair. Sei que mesmo num hospital às vezes a TV não tem algo que preste. — lhe entreguei um livro ao retirá-lo da minha bolsa.
Ela o pegou e observou um pouco antes de voltar a me encarar.
-Não precisava se incomodar. — ela disse.
-Não é incômodo. — retorqui.
Ela deu um suspiro pesado, fechando os olhos por um segundo.
-Onde está Sam? — perguntei quebrando o breve silêncio.
-Ele saiu porque recebeu uma ligação de algo na matilha... Eu não sei dizer... Mas ele disse que volta mais tarde antes do segundo horário de visita acabar.
Essa notícia me deixou triste, mas não de uma forma egoísta, é porque nos desencontramos e queria vê-lo, saber como ele estava, embora que era para eu estar sentindo seus sentimentos... Mas com todo esse caos em minha mente só estou tendo sentimentos para mim mesma.
-Então ficarei um pouco com você. — eu disse puxando uma cadeira que estava no canto e me sentando.
-Bom, pelo menos até o horário de visita acabar. — ela disse.
Franzi a testa.
-Só até o final da visita? Pensei que poderia ter alguém como acompanhante com você.
-Só se eu estivesse num caso mais grave de internação... Mas no máximo em dois ou três dias com meus exames estando tudo ok receberei alta, então só posso ter companhia nas horas de visitas.
Fiquei triste com isso, pelo menos contava em ficar com ela mais tempo do que uma ou duas horas de visitas.
-Bem... Como está se sentindo agora? — perguntei.
Ela voltou a dar outro suspiro pesado antes de responder.
-Bem, agora só o que me resta é seguir em frente, mas dói tanto... — seus olhos voltaram a marejar. Em uma tentativa de consolo, levantei indo até ela e lhe abraçando.
-Oh... Emy... Eu sinto tanto... Não queria que isso acontecesse. — disse dando um beijo em seu rosto.
-Eu sei... — ela disse dando um sorriso amargo. -O que é mais estranho, sendo que o certo era você estar feliz que o fruto de um adultério não está mais aqui para assombrar sua vida.
-Emily não diga isso. — me afastei a encarando espantada. -Eu jamais poderia ser egoísta e incompreensiva com essa situação. Além do mais, antes de eu aparecer era só você e Sam. Então o certo era que você me odiasse por ter tirado o homem que ama.
-Você não tem culpa. — ela disse. -Era destino você estar na vida de Sam e seus irmãos. E sabemos muito bem que o imprinting poderia acontecer a qualquer momento... E toda aquela baboseira de ter a liberdade de escolher sua companheira por si mesmo para que chegue um momento o seu lobo não enlouqueça por não ter encontrado sua fêmea escolhida, de nada serviria... Sam poderia estar casado comigo e seus irmãos com as outras, mas no fim eles nos abandonariam por você.
-Mas aconteceu uma vez... Os lobos do passado enlouqueceram e tomaram à força as jovens que não eram suas destinadas. Seth me contou o que aconteceu e porque criaram essa regra. — argumentei.
-Sim, mas eles não eram tão jovens como Sam, Seth, Jacob, Jared e Paul. Eles já tinham bastante tempo de vivência... Mas enfim... Reclamar agora ou questionar o passado não fará nada mudar. Em todos esses anos de existência mística em nosso povo, os conselheiros vem tentando fazer de tudo para organizar, catalogar e ajudar aqueles que precisam... Como desvendar o porquê de algumas coisas novas surgirem. Bella, dentro daquela reserva tem escrito folhas e folhas de histórias e descobertas sobre a magia de nosso povo... Tais coisas que nem creio que o Velho Ateara saiba ...
A questão era que Emily estava certa, dentro daquela reserva haviam coisas nas quais muitos que estão à frente na liderança não sabem que existe. São anos e anos, obviamente até séculos e séculos de história...
Emily e eu ficamos conversando mais um pouco até que a enfermeira entrou para repor o remédio no soro de Emily e anunciando o fim da visita. Me despedi dela lhe prometendo que viria visitá-la no dia seguinte. Mesmo com a tristeza estampada em seu rosto ela tentou sorrir... Mas não sei... Tinha algo a mais em seu olhar e isso me preocupou bastante.
Ao sair de seu quarto acabei encontrando no corredor a Drª Summers, a psicóloga do hospital.
-Olá... Mais uma vez nos encontrando. — ela disse com um sorriso contagiante.
Tentei retribuir o seu sorriso, mas acho que saiu mais como uma careta dolorosa, pela expressão que ela fez.
-Sim. — eu disse. -Vim visitar uma amiga que perdeu o bebê.
-Oh, a senhorita Yang? — ela perguntou olhando uma prancheta que tinha em mãos.
Franzi a testa por ela saber e por sua postura. Parecia que ela também conhecia Emily.
-Er... Sim. — respondi. -A conhece?
Minha pergunta chamou a sua atenção como se ela percebesse que teria falado demais.
-Ah, sim. Estou indo vê-la agora. — respondeu um pouco incômoda.
Me preocupei com a sua resposta. Não porque ela poderia ser algum tipo de ameaça a Emily, mas por ela ser uma psicóloga. E isso só significa que Emily tem algo para que ela tenha que ir vê-la.
-Algum problema com Emily, doutora? — perguntei preocupada. -Por favor. Pode me dizer. Ela não tem família e eu sou a sua única amiga e me preocupo com ela.
Ela ficou pensativa como se decidisse se diria ou não.
-Bem, eu li na ficha dela que foi você quem a trouxe. — ela deu uma pausa respirando fundo. -Não é nada grave. O médico que está cuidando dela me chamou para conversar com ela, é procedimento nos casos de perda ou aborto uma psicóloga ver a paciente, porque ela tem tendência a ficar depressiva.
-Então Emily pode começar a ter depressão? — minha pergunta foi desnecessária, porque eu mesma podia perceber só em olhar para Emily que ela estava para começar a ficar depressiva.
Tanta força de vontade e coragem uma hora acaba se esvaindo, e não há qualquer ser humano que agüente com a pressão... E não seria diferente com Emily. Tem casos que a pessoa não decai na depressão, mas passa a ter uma vida cheia de amargura, solidão, entre outras coisas que a leva para uma vida nada feliz.
-O doutor identificou sinais de um princípio de depressão quando veio visitá-la hoje cedo, mas não se preocupe, ela ficará bem... Irei averiguar esses sinais e como está no começo lhe prescreverei uns ante depressivos e farei com ela seções de análise uma vez na semana, se for preciso a análise.
Como não tinha mais nada a me dizer a doutora Summers foi ver a Emily e quanto a mim, decidi ir adiantar a minha visita a Leah.
Almoçamos juntas conversando coisas banais, sendo que evitamos falar certas coisas, até porque tia Sue estava presente, não que devo esconder coisas dela, mas é que ela não sabe de meus sonhos... Quando digo que procurei a sua ajuda, não me referi de que havia lhe contado dos sonhos que tenho tido com Demetri... Apesar de tudo eu me sinto envergonhada de contar isso a ela, porque como sou capaz de ter esses tipos de sonhos nada comportados com um vampiro quando tenho cinco lindos deuses da beleza para preencher meus pensamentos, e caso sentir necessidades tenho eles para me satisfazerem. Sendo assim, só tive coragem de contar a Leah.
Durante o almoço vi em seu olhar o quanto ela estava ansiosa, porque obviamente ela notou que eu não estava nada bem. Também pudera, acordar no meio da noite suando a bicas com os dedos em sua vagina e para piorar mesmo se alto sedando não conseguir dormir.
Após o almoço tia Sue teve que sair para ir até a associação de mulheres por ter uma reunião... Como já havia dito, ela por estar no conselho também é a porta voz das mulheres da reserva, como também líder de uma associação onde as mulheres que são viúvas, ou desquitadas, até mesmo mães solteiras, se reúnem em uma casa que serve para confecções de agasalhos de lã e cobertores para venderem... Uma espécie de cooperativa, como também arrecadam alimentos para montarem cestas básicas e darem àqueles que necessitam, como idosos que mal o dinheiro de suas aposentadorias dão para comprar seus remédios e não sobra para seus alimentos. Com essa associação fazem dessa reserva uma grande família, que apesar das intrigas e fofocas que surgem uns cuidam dos outros... Bem, nem todos, mas há união entre os moradores.
-Embry virá hoje? — perguntei a Leah assim que nos acomodamos na sala.
-E há algum dia que ele não vem? — ela rebateu, mas não que achasse ruim, e sim divertida.
Mesmo em seu estado, numa cadeira de rodas, Leah parecia bem feliz e radiante. É claro que isso é graças ao amor que a compadece. E ela diz a verdade, Embry praticamente mora aqui devido a impossibilidade de Leah não poder subir as escadas, ele ajudou tia Sue a limpar um pequeno quarto que servia como um quarto de costura e passagem de roupa para Leah poder ficar até quando voltar a andar. Leah não gostou muito da situação, mas ela não poderia dificultar as coisas.
-Então... — ela mudou de assunto e eu já sabia qual seria a sua pergunta.
-Sonhei com ele outra vez. — eu disse sem deixá-la fazer a pergunta.
-Pelo visto foi muito ruim, para que nem o corretivo que usou em seu rosto esconder suas olheiras. — ela disse.
Respirei fundo recostando exausta na poltrona, mas não iria lhe negar nada.
-Bem, se você pode dizer que acordar se masturbando porque no sonho você fazia o mesmo... E depois não conseguir dormir nem tomando uma dose de calmante... Horrível demais.
Leah arregalou seus olhos, surpresa.
-Uau! Por isso eu não esperava. — ela disse. -Mas Bella... Não adianta ficarmos aqui discutindo e eu aconselhando e você argumentando. Sabe minha opinião. Sei que pode soar insensível de minha parte, mas você tem que parar de pensar agora nos problemas dos outros e se concentrar no seu... Emily precisa de consolo, e terá... Como também está sendo cuidada. Mas e você? Quem está cuidando de você? Ou melhor... Você não está se deixando ser cuidada... Sei que não tem culpa que justamente aconteceu com Emily, mas você não pode continuar protelando isso... Então quando chegar em casa, reúne os rapazes e conversa com eles.
-Eu marquei uma consulta com a psicóloga para segunda. – falei.
-Ótimo! Então agora só falta falar com os rapazes.
-Sim, falarei. — murmurei. -Foi por um milagre que eles não me viram essa noite. Não saberia onde enfiar a cara de tanta vergonha por eles me verem me tocando por conta de um sonho com um cara que não seja um deles.
-Será que não viram mesmo? — olhei para ela, uma de suas sobrancelhas arqueada.
-N-não... Eles não estavam no quarto... Até pensei que estava sozinha e teve alguma emergência na matilha deles.
-Hunf. — ela bufou rolando os olhos. -Bella, helooo! Desde quando eles te deixam sozinha desde que Demetri te seqüestrou? Nenhuma vez. Você mesma disse que sempre tem um deles com você em casa. E além do mais, com a super audição que eles tem, não iria escutar você se debatendo na cama por conta de um orgasmo inconsciente? Me admiro muito a sua ingenuidade, prima. – ela cruzou seus braços no peito.
Analisei mentalmente suas palavras, e acho que ela está certa, mas é que eu prefiro mais acreditar que eles não escutaram do que sim, aumentando mais minha angustia por estar causando sofrimento a eles por isso.
-Eu sou uma idiota mesmo. — murmurei pondo minhas mãos em meu rosto.
-Sim. Idiota, ingênua. — ela disse me fazendo olhar novamente para ela. -Bella, sua atitude só está os afastando. E a troco de que, e por quê? Vergonha? Desculpe, pois acho mais vergonhoso você estar se expondo toda noite e mesmo assim se nega a ser ajudada. Eles podem não terem como te ajudar totalmente, mas estarão ao seu lado. Isso se chama companheirismo... Mas você não está se permitindo ser ajudada... Está se isolando com seus próprios problemas, os deixando de fora sem ao menos permiti-los ajudá-la, e aposto que é isso que está te atingindo fisicamente... E irá piorar se continuar assim.
-Ok! — exclamei levantando exasperada. -Hoje mesmo irei falar com eles. Pode cair canivetes do céu, mas vou falar.
-Isso aí... Assim espero. — ela assentiu.
Olhei para ela rolando os olhos, mas isso a fez rir, e acabei rindo também. Era só o que me restava no meio do caos, rir dos meus próprios problemas. Não posso negar para mim mesma, ela está certa, mesmo decidida usei o que aconteceu com Emily para mais uma vez protelar, colocando os problemas dos outros acima de tudo na frente dos meus, não sendo um pensamento egoísta, mas que eu posso ajudar aos outros, mas tendo limites e me ajudando, me permitindo ser ajudada. E com certeza era isso que poderia estar resultando as reações físicas que está causando em mim, devido a essa auto negação.
Porém uma coisa me veio em mente... Leah também pode estar certa em pensar que Demetri possa estar vivo, mas vivo em minha mente porque eu mesma estou fazendo-o manter-se vivo.
Estacionando o carro na garagem fiquei admirada ao ver que aparentemente todos estavam em casa... Essa era uma coisa que eu também não havia me acostumado, talvez porque não era freqüente que conseguisse ouvir sons distantes. Eu sei que podia identificar a forma de andar e a presença de meus Alfas, mas agora era mais que isso, poderia dizer que tinha a mesma capacidade e escutá-los a distância, como se fosse uma loba como eles, mas não com freqüência. Mesmo estranho não dei muita bola, até porque deve ser uma das loucuras de ser companheira de cinco alfas. Entretanto pude identificar que todos estavam em casa, pela forma de respirar, o som de seus movimentos, e vozes.
Ignorando esse detalhe, concluí que era hora de ter a tão esperada conversa. E não hesitei... Caminhei até a entrada sem protelar. Imaginei que seria recebida por eles, mas não, nenhum deles veio me receber. Confesso que estranhei, e tentando usar os meus tics de escutar mais do que posso, não escutei nenhum som, somente a respiração pesada de todos.
Como não queria mais enrolar, respirei fundo e entrei, já me deparando com cinco pares de olhos me encarando seriamente. Por um segundo cogitei a possibilidade de fugir, mas não era nada maduro se fizesse... No entanto, percebi que algo errado estava acontecendo, só rezei para que não fosse nada que poderia me impedir de ter a conversa que preciso ter com eles.
-Aconteceu alguma coisa?- eu disse pondo minha bolsa em cima da mesinha ao lado da porta.
Os cinco se entreolharem, mas foi Jacob quem respondeu.
-Isabella... Sente-se aqui... Precisamos conversar. — ele disse.
“Como é que é? Desde quando me chama de Isabella?” Arqueei minha sobrancelha com a forma que ele me chamou. Desde que vim para cá Jacob nunca me chamou por meu nome verdadeiro. Mesmo não gostando disso fiz o que ele pediu em silêncio.
Ao invés de me sentar ao lado de um deles, sentei numa poltrona perto da janela ficando afastada deles. De repente notei que foi uma péssima ideia, porque parecia que estava prestes a ser interrogada por um crime.
-O que querem? — perguntei tentando soar tranqüila, mas o nervosismo que se instalou em mim me fez soar fria.
E isso foi a pior coisa que poderia fazer, já que pelas suas feições, minhas palavras foram recebidas de uma forma nada agradável por eles. Porém Jacob continuou sendo o porta voz de todos, pelo menos nas palavras que vieram a seguir.
-Bella você pode querer continuar a negar... Mas sabemos de seus sonhos. — ele disse.
-Na verdade mais que isso... Escutamos todas as noites você chamar pelo tal Demetri... Entre outras coisas que sai de sua boca quando está inconsciente envolvida nos sonhos. — acrescentou Jared seriamente.
Engoli em seco, percebendo o quanto Leah estava certa. Eles sabiam, sempre souberam. Mas me pergunto por que eles não disseram nada... Não... Eles tentaram, jogaram verde, Jacob e Paul noite retrasada tentaram me abordar e eu não disse nada... Não me permiti ser ajudada por eles.
Deus! Como fui capaz de chegar a esse ponto? Isso tudo foi capaz de fazê-los se afastarem.
Notas finais
Oi gente,estou aqui para um comunicado. Estes dias andei pensando em dar continuidade a essa fic. Mas...para isso acontecer precisarei de alguém para ser minha co-autora,que escreva bem e consiga manter um nivel de misterio na escrita e na trama,e também: saber escrever cenas intimas se é que me entendem. Como já havia meio que me aposentado,me deu pena em não encerrar esse projeto...Ainda estou travada na escrita,por isso que preciso de uma ajuda. Quem quiser se prontificar a me dar um helpp,deixe uma MP no meu perfil,e marcaremos uma form de conversarmos e resolver tudo. Ok?
Bem, espero que tyenham gostado do cap...Quero reviews...será que ainda mereço? *--* Bjs e até o p´roximo cap.
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