Amante Amado
17 Dezessete - Vishous
Estava acompanhando os pensamentos de Butch para ver se essa situação toda daria em alguma coisa boa. Ele estava cansado, mas parece que acreditou em Beth.
Talvez fosse a hora de jogar a verdadeira situação na mesa.
Olhei para Wrath, ele estava tenso com os punhos fechados e o maxilar cerrado; eu precisava ficar ao seu lado para ele não avançar em Butch.
— Eu, Beth, Wrath — aceno ligeiramente para W. — Todos aqui nesta casa são vampiros. Bem, você tem duas opções. Ou você fica conosco aqui, abandona sua antiga vida, e guarda sigilo sobre nossa existência. Ou nós o mataremos. Eu poderia apagar sua memória se a) eu já não tivesse tentado bloquear muitas outras vezes; b) você saber tanto a ponto de não ser mais possível bloquear tudo completamente e c) você apresentou uma resistência a isso. Já que está se lembrando sem eu ter, de fato, liberado as lembranças.
Ele me encara. — O que você está exatamente sugerindo que eu faça?
Dou-me um momento para escolher as palavras.
— Deixe que todos os humanos do seu círculo social pensem que você sumiu... Sequestrado, fugiu... Qualquer coisa. Deixe a dúvida no ar.
— E onde eu vou ficar?
Wrath se pronuncia. — Junto com Vishous e Rhage no Buraco, uma casa ao lado desta; no jardim para ser mais exato.
O tira me olha. — Meu trabalho... Vou ter que deixá-lo não é? — Eu assinto com a cabeça. — Vou trabalhar do quê, então?
— Temos muito dinheiro, isso não será preciso. — Wrath diz.
Ele parece desconfortável.
— Vou ser um estorvo. — Concluí, em tom baixo.
De novo aquele sentimento de proteção se instala em mim, queria reconfortá-lo.
— Com o tempo, você encontra seu lugar, Butch.
Bom... Isso foi melhor coisa que me ocorreu para dizer no momento. E pareceu funcionar.
— Tá bem, o.k. Vamos nessa. Não tenho exatamente escolha, não é verdade? — Ele me lança um sorriso, um raro momento que me fez sentir paz em meio a tanto tormento.
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