Amando um amigo
20 Neon
Notas iniciais
Pararam os passos para observar a decoração do salão que estava estupidamente maravilhoso.
Ao lado esquerdo, mesas repletas de pessoas que devoravam elegantemente os petiscos servidos; à frente, uma pista de dança, o neon era a única iluminação daquele espaço; de longe, viram a grande passarela mais pro fundo, iluminado por luzes glamourosas, tendo ao fundo, um telão enorme que destacava o logotipo da Império.
Logo, os rostos dos Medeiros de iluminaram por flashes de fotógrafos e jornalistas. Quanta frescura!
Foram em direção à mesa, separada das outras, que era para os da família. Eduarda sentou sua filha na cadeira, e depois, seu filho, ela procurava as babás quando as próprias chegaram. Zezé e Janaína tomariam conta das crianças enquanto os pais destes se divertiam, afinal, sair da rotina era um privilégio.
Maria Clara, comia Vicente e Cristina com os olhos — eles haviam se separado, não é mesmo? Depois de Vicente deixá-la para ir aos braços da outra irmã. — Como pode duas irmãs brigando pelo mesmo homem?; Maria Marta e José Alfredo, sentados um ao lado do outro. Eduarda pôde notar as mãos entrelaçadas dos dois; Amanda namorava Léo num canto; João Lucas, segurava na cintura de sua esposa. Eles trocavam selinhos, até Beatriz e Claudio chegarem.
Beatriz: Atrapalhamos? — ela perguntou, meio sem graça.
Du: Não, não! — ela negou.
Claudio: Só queríamos saber se vocês gostaram da festa. É a primeira que Bianca decora!
JL: Foi sua filha que decorou? Parabéns... Tá muito linda!
Beatriz: Digamos que ela não fez tudo, claro, não tem muita experiência ainda... O Claudio ajudou!
Du: Hum, é mesmo... — Du se chateava com aquela conversa, até que Marta engatou papo com os dois, que logo saíram dali e Eduarda deugraças a Deus.
Marta: Zé! Vamos cumprimentar a Camila, ali! — ela o chamou.
JA: Ah, Marta... Você sabe que eu não gosto dessas frescuradas! — ele resmungou.
Marta: Pelo amor de Deus, Zé! Larga de ser casca dura!
JL: Pai, vai com ela! Vai, pai... — João Lucas tentava o convencer.
Du: É comendador, vai!
JA: Tá bom, vai... — eles saíram dali, e Eduarda apontou, mostrando para Lucas, as mãos de Maria Marta ainda entrelaçada com os dedos de José Alfredo. Eles notaram ele, acariciando as unhas da esposa.
Du: Eu shippo, e você? — ela lhe perguntou, com uma cara divertida.
JL: Shippo muito!
Du: Somos shippers azarados, então. — ela riu.
JL: Eu não sou azarado... Casei com você! — ele acariciou o rosto dela.
Du: Engraçadinho... — ele beijou seu pescoço. — Para Lucas! Aqui não é lugar!
JL: Então vamos ali, vem. — ele a puxou.
O dois foram até um canto da pista de dança, Lucas a encostou na parede, beijando-a. Ela envolveu o pescoço de seu marido com suas mãos, que segurava em sua cintura. João Lucas lamentou em se separar do beijo, mas ele precisava de oxigênio. Assim que respirou o ar necessário, ele começou a se deliciar com o pescoço de Eduarda, que apoiava sua cabeça em seu ombro. Eduarda abriu os olhos, dando de cara com o inesperado. Seria uma visão? Não. Não pode ser!João Lucas continuava a se deliciar, quando Eduarda se afastou. Ele não entendeu, então a pegou novamente pela cintura, mas ela se afastou de novo. João Lucas se virou, e ao se virar, não acreditava no que via. Ela não tinha voltado para os EUA? O que queria novamente aqui?
Ângela: Oi.
JL: Ângela? — ele não acreditava.
Ângela: Sou eu, sim. — ela sorriu e Eduarda cruzou seus bracos, ultrapassando à frente de João Lucas e encarando a mulher. — Calma. Só quero pedir desculpas.
Du: Quê? — ela perguntou, incrédula do que acabara de ouvir.
Ângela: Pedir desculpas a você, Du. Eu disse algumas coisas, desagradáveis... E, bom, eu estava a fim do Lucas, não nego, mas eu conheci um cara legal, e... — ela parecia ter se tornado uma boa pessoa.
Du: Tá perdoada! — ela disse, meio grossa.
JL: É, acho que o desfile vai começar... — ele tentava amenizar o clima pesado que pairava no ar. — Vamos?
Eduarda e João Lucas, andavam em direção à passarela. Se de longe já era grande, imagine agora. Aquilo parecia um palco. Logo que o discurso por José Alfredo, foi feito, e todos aplaudiram do clichê, as modelos puseram-se a andar em cima daquele negócio. Elas carregavam nos pulsos, dedos, pescoços e orelhas, jóias caríssimas. O que uma pessoa tem na cabeça pra comprar um troço desses? Elas ostentavam as peças, enquanto a maioria dasperuas que estavam presentes, se encantavam.
Depois daquele desfile que parecia interminável, as modelos pararam na passarela. Uma jóia em especial chamou a atenção de Eduarda, era um anel com uma pedra — aquilo era rubi? Parece ser... — da qual brilhava, seus olhos focavam no anel.
A festa correu normalmente, tudo que era esperado, aconteceu. Alfredinho e Martinha, cochilavam no carro com as babás. Eles estavam sentados, novamente na mesa. Os pés de Eduarda, doíam por causa do salto. Aquele é o Felipe?
Era ele, ela tinha certeza disso. Havia se passado um tempo, mas ele não estava irreconhecível. Ela viu Ângela se aproximar dele. Os dois estavam se beijando?
Du: Tu tá shippando? — ela apontou para Angela e Felipe, perguntando para Lucas.
JL: Porra! — ele se assustou com o que viu. — Eles bem que combinam... — ela riu.
Du: Lek. — ela lhe chamou e ele a olhou. — Eu te amo! — ela exclamou e ele ficou surpreso com a declaração repentina.
JL: Também te amo. Demais. Demais da conta! — ele finalizou com um beijo. — Tô cansadão! Vamos embora?
Du: Uhum. Meus pés tão doendo! — ela reclamou.
Os dois, saíram de fininho dali, sabiam que iam ser alvo de comentários. Foram em direção ao carro, Du dirigiu, até chegar em casa.
Eduarda colocou seus filhos para dormir, e as babás se aconchegaram no quarto de hóspedes, já que estava tarde para elas saírem andando por aí. Du entrou em seu quarto, vendo Lucas de cueca deitado na cama.
Du: Que isso, hein lek? — ela riu.
JL: Isso o que?
Du: Para de se fazer desentendido! Isso aí, tu não tem um short não?
JL: Pra que short, Eduarda? Assim fica mais fácil pra tu tirar... — ela gargalhou.
Du: É? Sabe que eu tô começando. — ela subiu em cima dele. — A gostar dessa tua ideia? — ela o beijou.
. . .
"Te amo, demais, tanto."
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