Amando um amigo

21 Dor por detrás da porta


Notas iniciais
Peço desculpas! O nyah bugou, só agora consegui postar... Vocês vão notar algumas "diferenças" na maneira em como escrevo, estou tentando melhorar meu português. Bom, é isso! Boa leitura!

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– Lek, lek. — ela o chamava, sem resposta. — Lek, acorda! — Eduarda o balançou.

– Que tu quer, Du? — ele percebeu a escuridão e tirou a conclusão que ainda era madrugada. — Ainda tá de madrugada, cara.

– Eu percebi. — ela ironizou. — Não tô me sentindo muito bem...

– Que tu tem? — ele se preocupou, deixando de lado o sono. — Que tá sentindo?

– Tô meio enjoada, cara. — ela estava, na verdade, atormentada. — Lek, minha menstruação tá atrasada, tô enjoando sem parar, cara, eu acho... — Eduarda não terminou, ela sabia que Lucas era inteligente o suficiente para saber do que ela estava falando. Ela tinha certeza que ele sabia do que ela falava.

– Tu tá dizendo que... — ele entendeu. — Du, tu acha mesmo?

– Esquece, lek. Vamo dormir, vai! — ela deitou-se novamente.

Ela nem sabia o porquê chamou João Lucas no meio da madrugada, talvez esteja angustiada com essa suposição. Não que ela esteja negando um filho, se caso estivesse mesmo grávida, longe dela, mas aquele não era o momento. Ainda não estava na hora. Era cedo demais, seus filhos mal nasceram e já teríam um irmão à caminho? Não, não. Ela se negava a acreditar.

João Lucas não acreditava como ela poderia ter pedido para ele esquecer o assunto. Ele poderia ser pai, novamente, de mais um ser, como ele poderia esquecer? Nem sono ele tinha mais. Ele não sabia se estava criando expectativa ou se estava frustrado, era difícil entender o sentimento de ambos. Por mais que queria tirar aquela suposição à limpo, ele devia esperar até amanhã. Eduarda não merecia perder uma noite de sono por conta de sua ansiedade.

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– Anda, lek. Pelo amor de Deus, tu quer me matar? — ele a apressava, fazendo gestos nervosos com as mãos a todo momento.

– Calma, Lucas! Acho que agora é só esperar os cinco minutos... — ela saiu do banheiro, também nervosa, mas nada comparado à João Lucas. — Fica quieto, lek! Assim tu tá me fazendo ficar mais nervosa ainda... Se eu tiver mesmo grávida, não quero ser mãe solteira não! — ela se refiria à seu marido, que andava de um lado para o outro no quarto.

. . .

– Cara, tá tão cedo... Como que eu fui ficar grávida assim? Óbvio, anta do jeito que sou, nem lembrei do anticoncepcional... — ela balançava as pernas nervosa, sentada na cama.

– Não foi culpa tua, Eduarda! Deixa disso, cara. — ele sorriu. — Nem é tão ruim assim, imagina, mais um lekinho. — ele passou a mão na perna dela, tentando acalmá-la. E conseguiu.

É incrível como ele conseguia acalmá-la sem precisar de muito. Ele apenas oferecia seu ombro amigo de sempre, e era impossível não se acalmar aos toques de Lucas. Ele parecia animado, parecia como da primeira vez.

– Papa. — alguém chamava na porta. Pela voz e pelo pouco desenvolvimento das palavras, parecia Alfredinho.

– Filho? — ele abriu a porta, pegando-o no colo. — Que foi? Enjoou de brincar? — o pequeno negou, balançando seu dedo indicador. — Cadê sua irmã?

– Tá no quato, bincando. Tia Zé tá com elia.

. . .

– Filha, vem cá, vem. Senta aqui na cama com a mamãe... — ela pegou Martinha, a sentando junto com ela e Alfredinho.

A mãe-coruja acariciou o rosto da filha, enquanto alisava a perna de Alfredinho por cima da bermuda-azul-bebê.

– Filhos, olha pra mamãe aqui. — ela os chamou atenção. — Tá vendo aqui a barriguinha da mamãe? Então, o novo irmãozinho de vocês tá aqui! — ela falou e seus olhos se encheram de lágrimas.

– Ati? – o pequeno José Alfredo apontava para sua barriga.

– Aqui, filho! — ela confirmou.

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– A Du tá grávida! — ele apenas exclamou, naquele jantar que ele havia feito questão que todos estivessem presentes. Eduarda apertava a mão do marido.

– Grávida? — Maria Marta parecia espantada, ela jamais podia imaginar aquilo. — Meu Deus do céu, parabéns! — ela saiu do seu lugar, indo de encontro a Eduarda e João Lucas que receberam um abraço.

– Mais um Medeiros de Mendonça e Albuquerque! — José Alfredo exclamou.

. . .

– Lek, já tô louco pra nosso filho, ou filha, nascer. — Lucas acariciava a barriga de sua esposa, que permanecia seca, sem nem mostrar que ela estava grávida.

– Eu não quero nem pensar em quando for nascer... Já pensou, se for difícil que nem da primeira vez?

– Não, Du. Vai dar tudo certo, você vai ver!

. . .

Eduarda nem acreditava no que estava vivendo. Não a história dela com Lucas e os filhos, a família perfeita. Mas sim o casamento de Felipe com Ângela.

Ela estava num cômodo do que parecia ser um escritório. Quer dizer que a Ângela não tinha pra onde ir quando veio pro Brasil, mas os pais dela tinham uma mansão? A pergunta foi respondida por Maria Marta. A mansão foi comprada bem depois que Ângela foi ao Brasil. Não era enrolação só pra dar em cima do Lucas.

– Du... — Felipe começava. — Du, tu sabe que eu ainda te amo. Só tô casando com a Ângela, porque... Ela gosta de mim!

– Quê? — Eduarda interrompeu. — Tu tá me dizendo que eu vou ser madrinha dum casamento de mentira? — ela olhou para si mesma, seu corpo coberto por um longo vestido dourado.

– Tu sempre soube que eu sempre te amei. — ele parecia achar aquilo lindo. — Sempre vou te amar. Eu te amo, cara. Por isso te chamei aqui: — ela esperava as palavras dele. — Eu ainda não me casei. Ainda dá tempo! Deixa eu te fazer feliz... — ele parecia que ia começar um discurso, mas Du o cortou.

– Escuta, cara: eu amo o Lucas. Tenho filhos com ele, sem contar esse que tá na minha barriga... Eu gosto muito, muito de você. — aquelas paredes pareciam ter ouvidos, quando João Lucas pousou seus ouvidos por detrás da porta. Quê? Os olhos dele se encheram de lágrimas. Ele estava conturbado demais para escutar o resto da conversa. — Mas amo o Lucas. — ele não ouviu. As lágrimas desciam. O espeto foi enfiado, dessa vez, no peito dele. Doía demais.

Ele a amava tanto. Porquê? Porquê justo com ele? Ele não conseguia acreditar... Ela o enganou? Pra ele, aquilo era uma palhaçada. Um casamento de um ano, desperdiçado. Claro, Eduarda não seria convidada para ser madrinha de Felipe se ela não o tivesse traído. Ele xingou mentalmente todos os nomes possíveis. Até inventou para satisfazer sua dor.

Ele não ouviu que ela tinha dito que o amava, mas ouviu os estalos do beijo roubado, que pra ele, parecia um beijo cheio de desejo ou amor.

Como pude acreditar?

Ele se negava. Como? Um mal entendido, era aquilo. Só que o mal entendido provocou dores fortes. E talvez, talvez ele nunca descobrisse.

Notas finais
Obrigada, gente, obrigada! Espero que compreendam meus motivos por não ter postado... O nyah deu problema, mas voltou (dêem graças a Deus). Espero que tenham gostado... Esse Lucas, hein? Só ouve o que não tem que ouvir... Beeeeeeeeeeeeeeijos!