Amando Meu Sensei

4 Teste Chuunin e Aniversário


Notas iniciais
Oie, só pra avisar, vou postar quando conseguir, mas, geralmente, vai ser uma vez por semana. e só pra dar curiosidade: acontecerá algo totalmente inesperado daqui á alguns capítulos. Bjs, boa leitura!

Acordei indisposta, meio chateada. Hoje era para ser um dia especial, mas parece que não será. Não queria nem levantar-me da cama, mas é meu exame Chunnin. Então, pensando nisso, levantei da cama macia e tomei um banho demorado. Depois coloquei meu amado “uniforme” e tomei um rápido café da manhã.

Passei os dois últimos meses completando missões de Rank C e Rank D. Minato disse que foram perfeitas, então me deixou fazer o exame sem hesitar. Além dessa ótima notícia, eu e Obito nos tornamos grande amigos, até digo que ele é meu melhor amigo.

Fui andando para o gabinete do Hokage. Chegando lá, deparo-me com Minato, Obito e Naruto. Tudo bem que além de Minato, eu já esperava Obito, já que ele é meu sensei, mas por Naruto eu nem sonhava.

– Feliz aniversário, Helena. – Minato disse me dando um abraço apertado, que eu retribui.

Minato me soltou e foi vez de Naruto. Naruto veio rapidamente até mim e deu um abraço mais apertado do que o próprio pai.

– Feliz aniversário, Heleninha do meu coração.

Separei-me de Naruto e ele disse:

– Como presente de aniversário, gostaria de ir ao cinema essa noite?

– Só nós dois? – O que eu menos queria era Sakura gritando com Naruto, Sasuke imóvel, Ino brigando com Sakura e jogando charme para Sasuke, Chouji comendo para não deixar ninguém ver o filme, e Shikamaru não dando atenção a nada.

– Sim. – Naruto deu um sorriso de criança pidona.

– Claro que sim, Naruto. Te encontro lá às 17 horas, tudo bem?

– Claro. Até logo. – Naruto disse e saiu, fechando a porta calmamente.

Passei meus olhos pela sala procurando por Minato, mas restou apenas Obito comigo. Olhei timidamente para ele. Nesses últimos meses eu tenho tentado evitar o que eu sinto, mas não consigo. Aqueles olhos me atraem mais que tudo, e seu cheiro é como um prisão.

– Ah, eu tenho algo para você. – Obito disse timidamente, tirando uma caixa do seu bolso, uma caixa cumprida e preta de relojoaria. Ele a abriu e tirou dela uma corrente de prata com o símbolo de infinito. – Feliz aniversário, Helena.

Senti-me corar. Não acredito que ele esteja fazendo isso, está me fazendo ficar mais confusa do que nunca. Por outro lado, “infinito” é muito usado entre amigos, então ele pode estar querendo dizer que nossa amizade durará para sempre. Por outro lado, também é usada para descrever “o que eu sinto por você durará para sempre”.

Ele abriu o fecho da corrente e passou pelo meu pescoço. Eu coloquei meus cabelos para o lado, para que ele colocasse a corrente, e assim Obito o fez. Depois nos encaramos de forma leve bem perto, como se tentássemos dizer em silêncio um para o outro “você é infinito para mim”.

– Obrigada, Obito. – E depois me surpreendi. Obito veio ao meu encontro e deu um abraço leve e seguro, e eu senti-me realmente segura em seus braços.

– Boa sorte, Helena. – Ele sussurrou no meu ouvido e separou-se de mim.

Obito saiu e Minato entrou novamente na sala. Ele viu que eu corava e deu um sorriso malicioso.

– Parece que você anda bem ocupada, Helena. – Disse em um tom malicioso.

– Vamos logo ao exame.

O exame foi simples. Como eu fui a única aluna no Time Onze, Minato fez a prova diferente. Tiveram apenas duas etapas: a parte teórica, onde foi feita uma prova difícil escrita, mas que eu soube responder muito bem; e depois a parte prática, onde eu tive que lutar em um campo de treinamento com Naruto, por isso ele estava na sala do Hokage mais cedo.

Depois de passar nas duas etapas – Com um pouco de dificuldade no físico, já que Naruto foi treinado quando menor pelo próprio Yondaime –, esperei até Minato me dizer o resultado. Quando ele finalmente veio até mim, Obito e eu nos levantamos empolgados.

– Você passou, Helena. – Minato disse me dando um abraço rápido.

– Não teve graça ser seu sensei por dois meses. – Obito disse emburrado.

– Não é por que me tornei uma Chunnin que vou deixar de fazer parte do Time Onze.

– Ela só subiu de nível, Obito. Ela continuará sendo parte do seu time, é como se ainda fosse um Genin, só que uma Genin melhor. – Minato tentou convence-lo.

– Ela sempre foi melhor, ela é melhor do que eu. Agora eu sou um completo fracasso. – Fingiu-se de criança emburrada.

– Não fica assim. Me dê um abraço. – Disse com a voz manhosa e dei um abraço forte nele, de pura amizade.

Atrás de Obito estavam Minato e Naruto. Os dois davam um sorriso malicioso e riam ás vezes. Eu dei um tapa com a mão direita, evitando que Obito percebesse.

Separei-me de Obito e vi o sorriso dele por eu ter batido em Naruto e Minato. Os dois coçavam a cabeça, tentando diminuir a dor.

– Então, Naruto, te vejo hoje, no cinema? – Eu indaguei.

– É claro. Vou estar lá ás 17 horas.

– Tudo bem. E mais uma coisa: não contaram para ninguém que hoje é meu aniversário, não é? – É, eu não gosto das festinhas que iriam fazer.

– Sobre isso... – Minato deu um riso nervoso. – Eu acho melhor você ir para sua casa.

– Ah, não. Quem esta lá?

– Alguns amigos. – Naruto respondeu.

Fui para minha casa, e na frente da mesma, haviam várias pessoas: os Jounins que conhecia, alguns colegas da academia, e alguns antigos amigos. Ino foi a primeira a me parabenizar, depois veio Sakura, Hinata, Choji, Shikamaru, Kiba, Kurenai, Asuma, Shino, Kakashi, Neji, Gai, Lee, Shizune, TenTen e Tsunade. Alguns – como Hinata – estavam um pouco envergonhados, outros sérios. Vi Sasuke num canto, sem dizer nada. Ele eu admirava, sempre quieto, na dele, sem se incomodar.

Todos fomos para um restaurante que tinha perto da minha casa. Sentei-me entre Hinata e Sakura. Hinata não falava muito, mas acabei fazendo com que ela falasse bastante comigo e acabamos virando amigas. Todos ali foram legais, mas eu preferi o Sasuke, que não me levou lembranças ruins.

Fui para minha casa às 13 horas, como todos. Peguei minha kunais e Sinbons e fui para o campo de treinamento. Treinei muito com armas, mas lembrei que já fazia um bom tempo que não treinava a natureza de chakra – que no meu caso é água -, então fui treinar. Era como eu lembrava: leve e relaxante. Lembrei de quando eu aprendi á usar manipulação da natureza, meu irmão que me ensinou, eu tinha 10 anos, dá para acreditar? Eu era bem nova quando aprendi á manipular a natureza.

Fiquei um bom tempo treinando, até que chegaram as 16 horas. Fui para a minha casa, tomei um banho demorado e relaxante, e me arrumei. Coloquei um vestido floral e uma sapatilha qualquer. Passei uma maquiagem leve para disfarçar algumas coisas – principalmente as marcas que eu fazia de vez em quando enquanto treinava –. Depois, peguei meu celular e coloquei na minha pequena bolsa que sempre usava.

A campainha tocou. Eu desliguei as luzes da casa e abri a porta. Naruto estava com seu sorriso natural, talvez para tentar me alegrar, pois acho que ele foi o único a perceber o quão triste eu estava. Fomos para o cinema conversando. Escolhemos um filme de comédia, eu fui comprar os ingressos para o filme e Naruto foi comprar a pipoca. Assistimos o filme bem na frente. Naruto não parava um segundo de rir, e eu também. Quando o filme acabou, fui para minha casa acompanhada de Naruto. Combinamos de almoçarmos juntos no outro dia – no caso, sábado. Me despedi e adentrei a sala.

Realmente, aquele filme foi muito bom, e acompanhado das gargalhadas de Naruto, melhor ainda. Naruto tinha uma gargalhada tão boa, que eu tinha vontade de rir junto com ele.

Subi para meu quarto e fui tomar um banho. A água estava quentinha, algo que me fazia falta. Meus músculos estavam estalando em todo momento em que eu me espreguiçava. E para piorar, eu estava tão cansada que quase dormi na banheira.

Cheguei no meu quarto e peguei um pijama branco, curto. Fui até minha cama, deitei-me e adormeci minutos depois. Lembro de ter acordado no meio da noite, assustada. Mas não lembro de ter pesadelo.