Notas iniciais
Espero que gostem...

Estava andando por uma rua deserta e sem saída, quando uma coisa me chamou muita atenção, era uma casa, bem no final da rua grande e velha com uma linda cerejeira bem em frente, apesar de não ser época, estava florida, a única cor se destacando entre o preto da noite e o branco envelhecido da casa era dela, entrei no quintal encantada com a cerejeira, quando me aproximei mais um pouco da cerejeira, senti uma sensação estranha de sendo observada, foi então que vi um lobo preto de olhos vermelhos em frente porta da casa, e por instinto tentei voltar, mas o portão estava fechado, olhei para todos os lados e não conseguia ver quase nada só a única luz vinda da rua que iluminava o portão. Estava cercada e o lobo aproximava-se cada vez mais, fiquei desesperada, comecei a gritar o Maximo que pude.

Acordei em meu quarto e vi um vulto passando pela janela, suando frio, com o coração acelerado, olhei a minha volta, mas não avia ninguém. Não queria mais dormir, olhei para o relógio que marcava 04h00min, fui tomar um banho para me acalmar, quando sai coloquei meu uniforme e me olhei no espelho, não me acho muito bonita, tenho 15 anos cabelos castanhos escuros e olhos verdes, dos quais puxei a minha mãe e que mudam de tom de acordo com o tempo.

Fui para cozinha e percebi que meu pai deixou um recado na geladeira avisando que não vai dormir hoje em casa, meu pai trabalha muito depois da morte de minha mãe, para sustentar a casa, minha mãe morreu quando eu tinha nove anos, não me lembro de muita coisa, só de um policial chegando em casa e falando que ela fora assassinada por um cara chamado Felipe Wolf, perguntei ao meu pai o que o policial queria dizer mais meu pai ficou nervoso e me bateu, então depois disso eu nunca toco nesse assunto perto dele, pois sei que ele não gosta e sofre tanto quanto a mim, por isso quase não falo com ele e aprendi a me virar sozinha por causa da ausência dele, mas de vez em quando a Clarice, minha vizinha do apartamento ao lado, vem me visitar, ela já é velha e as filhas dela já são adultas e por isso ela sente saudades, então ela é super simpática comigo, quase toda semana ela trás almoço para mim.

Arrumei minha mochila e fui para o elevador, já que eu moro em um prédio. Sai correndo para tentar pegar o elevador, que estava se fechando, e por sorte uma mão o segurou para mim.

–Obrigada- disse entrando no elevador, apertei botão do térreo e foi ai que percebi que o homem, que segurou o elevador para mim, era tinha olhos verdes claros e cabelos e com um rosto que fazia qualquer uma suspirar, já que o elevador estava no 14º , decidi começar a falar com ele:

–Oi, qual é o seu nome?- perguntei a ele que me olhou com uma cara de “Por que você esta falando comigo? mas depois sorriu.

– Miguel, e o seu?- ele me perguntou sem tirar o sorriso.

–Sophie — disse eu quando percebi que o elevador tinha chegado ao térreo, então tive que me despedir.

Pelo menos eu sei o nome dele– pensei enquanto saia do prédio e colocava meus fones de ouvido, escutando So far away de Avenged sevenfold enquanto ia para escola.

Após algumas quadras chaguei na escola, estava um tumulto, já que estávamos em época de provas e todos estão desesperados, fui direto para minha sala, me sentei na minha carteira e olhei em volta procurando minha amiga Wendy, mas não a encontrei deveria ter faltado, apesar de que hoje tem prova, ela deveria estar doente, pois ela nunca perde nenhum dia de prova.

Fiz a prova sem nenhum problema, já que era de biologia e eu sou ótima. Na ultima aula a professora faltou, eu já estava cansada por que eu não dormi, e a sala não calava a boca de tanta agitação, então sai da escola sem ninguém perceber, fui para casa.

Entrei no prédio, já louca para chegar à minha cama e dormir, só que minhas esperanças foram se acabando quando vi uma placa em frente ao elevador “Em manutenção” chinguei mentalmente que colocou a placa a li e me virei para escada. Suspirei. Comecei a subir, quando estava no 4º andar ouvi alguns barulhos estranhos, subi mais um pouco para ver o que era, e me surpreendi com a cena que vi. Miguel estava agarrando um garoto pelo colarinho e o prensando na parede, sua expressão era de puro ódio e seus olhos pareciam ganhar um tom violeta, mas me surpreendi mais com o garoto que aparentava ter uns 18 anos ele era quase do tamanho de Miguel e sua expressão era igual à dele, só que seus olhos estavam avermelhados, eu não sabia no que estava vendo provavelmente é o cansaço que esta fazendo isso comigo, me aproximei mais um pouco quando ambos perceberam minha presença, os olhos do garoto ficaram azuis tão escuros que poderiam se passar por preto à noite, os de Miguel continuaram violetas e o mesmo deu um sorriso maligno para mim, ele soltou o garoto e se aproximei, eu fiquei estática e por reflexo recuei só que não lembrei que estava numa escada e acabei tropeçando, e batendo a cabeça com tudo num te grau.

A última coisa que ouvi foi alguém falar “Me de uma semana” antes de apagar.

Notas finais
então, gostaram?