Amaldiçoado.
3 III - Antigo amigo
Notas iniciais
Daniel saltitava de alegria vendo pela primeira vez seu hotel lotado, seu salão de festas quase não suportava o tanto de gente que tinha.
– Boa noite. – Disse um menino com cerca de vinte anos, batendo com os dedos no microfone. – Bom, é com enorme prazer que chamo ao palco, nosso anfitrião para dar como aberta a 1ª edição da convenção nacional de livros e contos de terror – O salão estava em festa, bradando, assim como Daniel tinha seu coração quase saindo pela boca de emoção.
– Olá amantes do terror. – Começou meio nervoso. – É com grande honra e um imensurável prazer que declaro aberta a 1ª convenção nacional de livros e contos de terror – todos levantaram e aplaudiram – E hoje, começamos com o show de uma banda que, particularmente sou muito fã, e segue o nosso estilo sombrio do horror. Batam palmas para – nesse meio tempo foram retiradas todas as cadeiras da pista de dança que ficava no centro do salão em frente ao palco, rodeado por mesas e um bar. – Os Misfits!!! – Todos foram à loucura com Michel Graves subindo ao palco com sua costumeira caveira de maquiagem e sua guitarra.
O show começou com muito agito ao som de “Helena”, que não trazia boas lembranças a Daniel.
Ele desceu do palco observando todas aquelas pessoas pulando. O evento era um sucesso.
Andou até o bar, sentou na banqueta em frente ao balcão.
–Um Uísque duplo com gelo, por favor, Pablo.
– Você é diferente do que ouvi sobre você – ouviu Daniel a suas costas, virando deu de cara com uma linda jovem, loira dos olhos claros, vinte e tantos anos com um vestido vermelho e um batom forte chamando atenção aos seus lábios lindos e carnudos. – Disseram que você era um vampiro, uma espécie de monstro – riu e inclinou à cabeça a banqueta do lado de Daniel.
– Sente-se, por favor. – disse levantando-se e puxando a banqueta pra ela.
– Hmmmm, cavalheiro. – fez uma reverência com um toque de sarcasmo e se sentou – O mesmo que ele – pediu se dirigindo ao barman. – Acho que não disse meu nome, prazer, sou Sofia Eillen – Com um sorriso largo.
– O prazer é todo meu. – retribuindo o sorriso. – Daniel Hamsworth, mas acho que sabe quem sou.
"If I cut off your arms and cut off your legs
Would you still love me anyway?"
– Sei sim, tenho um blog famoso na internet sobre mistérios e crimes, e essa cidade é um grande mistério. – quando as bebidas chegaram ambos deram um gole juntos, com os olhos fixos um no outro.
– Sério? Não sabia disso... Mas me diga – disse se colocando mais de frente com ela. – Você se importaria se eu pagasse as próximas rodadas?
– Não, não mesmo. – Assumindo uma postura mais sensual que se desfez rapidamente. – Mas, me desculpe, esqueci de ir pegar minha amiga. – disse com certo pesar na voz.
– Tudo bem, fica pra outra hora, certo? – dando seu melhor sorriso.
– Com certeza. – se despedindo com um aceno.
"Point me to the sky above,I can't get there on my own
Walk me to the graveyard, Dig up her bones"
Daniel já estava feliz com a bebida, pensando como seria tudo depois daquele evento: “O hotel seria mais visitado ou voltaria a mesma monotonia de sempre?”. Imerso em seus pensamentos quando alguém o cutucou.
– Olá novamente – sorria a imagem borrada de alguém – você não me parece muito bem, se quiser... – sua mente finalmente desanuviou e viu que era Sofia.
– Ah, não, estou bem, só perdido nos meus pensamentos.
–Tudo bem – se sentando novamente. – que tal um brinde? – propôs com sorriso malicioso.
–Brinde a que?
– A esse magnífico hotel – disse olhando para a decoração do teto – a esse magnífico show de abertura e a essa magnífica noite – completou com seu sorriso.
"Although you try to fight
Dragged from the silence where you hide
'Til you scream!
'Til you scream!
Scream!
I can't wait to hear you scream!"
– Pablo, mais dois daqueles. – pediu sem tirar os olhos dela.
– Você não vai beber de novo né Sofia? – disse uma voz vinda das costas de Daniel, quando se virou, se deparou com uma jovem loira, baixa e magra com feições delicadas de boneca. Linda. – Você sabe que não gosto de bebidas! – passando por Daniel.
– Ah Cath, deixa eu – meio sem jeito pela cena – e diga “Oi” ao nosso anfitrião, por favor. – Ela então se virou completamente ruborizada.
– Meu Deus, me desculpe – comentou a Sofia. – Prazer, sou Catherine. – estendendo a mão.
– O prazer é todo meu, Catherine. – pegando a delicada mão de Catherine e a beijou, o que a deixou um pouco mais envergonhada.
"If you're gonna scream, Scream with me
Moment's like this never last
When do creatures rape your face
Hybrids open up the door"
– Amei seu hotel, Sr Hamsworth. – Comentou Catherine.
– Por favor, me chame de Dan.
– Okay Dan, por que um homem como você é tão sozinho? – perguntou Catherine com sorriso no rosno. Daniel a analisou por um momento.
– Porque é onde fui colocado pela vida, e ninguém até hoje veio ou conseguiu me resgatar. – desabafou olhando fixamente para seu copo.
– Que poeta. – Disse Sofia sorrindo.
–Verdade Sofis. – piscando para Sofia, fora da visão de Daniel.
– Bom, só disse o que acho. – ergueu a mão e disse ao barman – Mais um desse Pablo.
– Eu vou colher histórias, se não se importam – Falou Sofia se levantando. – Cuide bem do nosso anfitrião, para não passar da conta. – se foi em meio a multidão ouvindo o show.
– Pode deixar – disse ela baixinho enquanto tirava o copo da mão de Daniel e o beijava.
"There's 52 ways to murder anyone
One and two are the same
And they both work as well
I'm coming clean for Amy
Julie doesn't scream as well
And the cops won't listen all night"
Estava difícil para Daniel abrir a porta meio bêbado com Catherine em seu colo o beijando, mas ele consegui. A levou até a cama e tirou sua camiseta.
Daniel estava em forma, não engordara nem emagrecera, estava o mesmo, com todas as cicatrizes de guerra, com todas as cicatrizes de sua infância.
Ele se deitou sobre ela e a beijou, sua mão subia nas coxas dela. Ele beijou sua boca, seu pescoço, dando mordidinhas no lóbulo de sua orelha sussurrando palavras em seu ouvido. Olhando-a nos olhos tirava sua blusa revelando seus lindos seios na medida idéia, cobertos por um sutiã azul marinho causando um contraste sensual com sua pele alva. Ela sorrindo maliciosamente abrira sua calça. Eles então voltam a se beijar, ambos ofegantes embriagados de tesão. As mãos dele viajavam pelo corpo dela, das coxas aos seios, num processo lento de excitação, combinados com beijos longos e selvagens. Então ele desce seus beijos ao pescoço, o voltando a orelha com mordidinhas na orelha e mais palavras sussurradas. Desce novamente traçando um caminho de beijos suaves até o seio de Catherine que com a boca aberta e sua mão trançada nos cabelos dele aproveitava. Desceu novamente até a barra da calça e a abriu, tirando-a devagar sem tirar seus olhos dos dela, a deixando seminua. Ele beija suas coxas pelo lado de dentro dando e com leves mordidas vai subindo com seu olhar fixo nas expressões dela que vão de satisfação a vontade de falar que quer mais. Chegando em sua calcinha ele a tira lentamente e refaz o processo de beijos até sua boca, sem colocar a boca dele lá, sabendo que a provocaria. Ele sente as unhas dela se afundando em suas costas quando a beija.
– Me chupa logo. – Implorou ela o pegando pela nuca.
Ele a encarou e desceu até lá, beijou e deu chupões ao redor só pra excitar ela mais, que não conseguia mais conter os gemidos que saiam com cada “falsa” chupada. Olhando-a mordeu os lábios e passou a língua de leve por cima de cada lábio, só para vê-la tremer de tesão e então começou, primeiro lento, mantendo os olhos no dela. E ele seguiu ela, aumentando e diminuindo o ritmo com que chupava. Com força ou mais leve, levando-a a um orgasmo que a deixou anestesiada e com mais vontade. Daniel subiu beijando seu corpo até chegar em sua boca. Quando chegou a sua boca, ela o virou o colocando por baixo, desceu tirando sua calça e cueca. Parou sentada na frente do instrumento dele, o pegou e se encaixou sento nele. Com as mãos no peito de Daniel subia e descia lentamente, dando o troco pela provocação dele. Quando começou a acelerar a campainha tocou. Ambos ignoram e continuam, ela acelera mais, pronta pra gozar, e vê que ele também não está longe. Ela goza, quase que no mesmo instante ele também e a campainha toca novamente e agora incessantemente.
Daniel coloca sua cueca e um robe e anda até a porta. Espia pelo olho mágico e da de cara com o distintivo da Tenente Áletris. Ele abre a porta.
– Parece que seu amigo Serial Killer voltou. Vamos?
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