Amada Nefilim
3 Visões.
Notas iniciais
Uma semana se passou, sinto como se tivesse perdido uma parte de mim... Mas é verdade. Ela se foi, talvez para sempre?
Não sinto sua presença. É até estranho, ela era a pessoa mais próxima de mim. Mesmo querendo me matar, ou matar aos outros. Sinto saudade, ela fazia meus dias... "Divertidos".
Me pergunto onde ela está... Que seja, não me importo.
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Acordei com dores de cabeça, havia tido um pesadelo, mas não me lembrava de nada, apenas a sensação de perigo e angústia. São apenas sonhos...
Me vesti, iria me atrasar. Coloquei o uniforme, já sem animação de ver todos sendo, hum... Eles mesmos? É impossível, cada um tem algo que quer esconder. Por isso mentem, são desprezíveis, incluindo a mim.
Ser eu mesma? É impossível. Nem sei quem sou, quando mais vivo, mais dúvidas tenho sobre minha origem. Ainda me lembro do fogo na casa, minha pele queimando, enquanto minha família era arrastada pela multidão enfurecida. Eu observava tudo, dentro no armário, entendo o que os vegetais devem sentir... Isto é passado, um passado bem distante... 502 anos atrás. Estou bem, não tão bem quanto o normal, mas estou bem...
Parei de refletir quando notei que estava atrasada, corri para pegar o trem e ir para a escola. Cheguei atrasada, como sempre ninguém notou... Com uma exceção: Edgar.
Acabou minha paz, acabou minha invisibilidade... Fiz um amigo... (indesejado por mim)
No intervalo recebi sermões do diretor. Velho, gordo, irritante e rabugento!
Edgar estava cercado de garotas, ufa, assim não preciso falar com ele. Que uma enchente de garotas o atrapalhe, amém.
Voltei para casa, evitando aquele puxa saco. Eu podia ter deixado minha "Eu" má mata-lo.
Subi as escadas e depois de um tempo adormeci. Fui enviada à um sonho... Não, era diferente... Era uma lembrança. De alguns dias antes do "acidente" em casa.
Eu estava no templo, com minha mãe:
–Filha, este lugar é importante, veja como o vento é fresco...
Eu era jovem demais para notar a verdadeira intenção das palavras de minha mãe.
–Sim, adoro vir aqui!
–Sim... — Ela suspirou. — Um belo lugar...
Acordei com o som do despertador, não iria na escola hoje, preciso voltar ao templo... Ao meu passado... Ao início de meu pesadelo.
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