Amada Nefilim

2 Escuridão.


Notas iniciais
Aos que estão lendo, comentar não faz seu dedo cair sz

Às vezes meu lado negro me domina. Eu às vezes não controlo minhas ações. A outra eu é má, ela me assusta. Ela é toda branca, cabelos longos e olhos vermelhos. É exatamente igual à mim, a única coisa que muda são as cores e personalidade. Eu à odeio e ela não me suporta.

Quando ela toma controle de meu corpo, meus olhos ficam vermelhos, apenas. E foi isso que aconteceu. Eu no fundo não sabia que o rapaz era imortal, eu apenas tinha uma vontade insaciável de matar alguém. Se ele for um mortal, foi apenas um erro. Todos erram na vida, não é?

O atraí até a escola, usando a desculpa de que um professor precisava de ajuda. Ele estava lá, de tarde, sozinho apenas comigo, no corredor. A luz das janelas refletiam seus cabelos loiros e olhos azuis.

–Hã? Onde estão os professores? — Perguntou ele.

–Não há nenhum professor aqui, apenas nós dois. — Eu disse, o rosto dele corou, possivelmente pensou algum tipo de besteira. Ele começou a se afastar.

Eu lentamente cortei um pouco minha mão, fazendo sangue escorrer, e usando este para fazer uma espada. Eu não era um anjo, disso eu sabia, meu sangue provava isto. Aquele sangue negro é ácido, queima tudo e todos, suponho.

Eu comecei a persegui-lo. Era um pássaro em uma gaiola, trancado com uma cobra venenosa. Ele não tinha saída.

–Fique quieto, não vai demorar, você vai morrer bem rápido assim. — Ele continuava a correr. — Pois bem, se preferes assim, caçar a presa é bem mas divertido.

–Não faça isto, não deixe ela ganhar de você! — Ele disse, enquanto ficava encurralado.

Por um momento me vi na escuridão, me perguntando ''Ela?'' logo foi como se eu não existisse mais, como quando ela toma posse de meu corpo.

Eu conseguia raciocinar depois do que ele disse, mas me sentia inexistente.

"Ele tem razão, ela não sou eu, o corpo é meu..." Eu lutava contra aquela escuridão, tentando procurar uma saída, um modo de expulsa-la do meu subconsciente. Mas quem era ela? Queria saber, mas tinha medo de descobrir. Eu temia a verdade.

–Saia... — Eu dizia com dificuldade, gaguejando, com ela ainda no controle do meu corpo, enquanto eu tomava voz, conseguindo dar um grito de apelo. — Sai do meu corpo! Agora!

Eu/ela sentimos um estralo na cabeça, ela saiu, não à sentia mais, minha cabeça doía, e eu sem forças caí de joelhos no chão.

–Você está bem? — Ele disse, enquanto se aproximava de mim, colocando minha cabeça no alto, em seu colo.

–Claro, me sinto ótima, acabei de lutar com minha "eu" maligna que quase me matou, e quase matou você. Não podia estar melhor! — Eu dizia normalmente, com sarcasmo. Meu outro eu havia ido embora, grande parte de meu medo também. Era como se tivéssemos nos separado. Porém onde ela estava?

Ele sorriu, aliviado por eu estar tão bem a ponto de ser sarcástica.

–Ser imortal é difícil... — Ele disse com um sorriso calmo, como se lesse minha mente, respondendo minha pergunta. — Um imortal identifica o outro.

Eu ainda o achava tedioso, muito superficial. Era como se sua "máscara" agora fosse parte dele.

Minha outra eu se foi, mas sinto que terei problemas piores do que esse... A escuridão faz parte de mim, isso não posso evitar.

–Posso te beijar? — Ele perguntou, brincando, obviamente para me trazer de volta para a realidade.

–Nem por cima de meu cadáver. — Respondi normalmente.