Eu te sinto... Mesmo que longe
Talvez seja só o instinto
Algo em mim grita
Te chama, mas você não está

Talvez, ainda não seja a hora
Talvez eu deva ir embora
Quem sabe, eu deva esperar?

Quero-te agora
Embora eu saiba que ainda falta
Sinto-te mesmo quando não te vejo
Abraço-te em sua presença de alma
Mesmo que o corpo no momento esteja em falta

Espero-te por que quero-te
Mais do que posso falar
Mais que consigo explicar

O que sinto é distinto
Saudades de um desconhecido
De um passado esquecido
De um futuro pelos deuses escrito.

Carrego nos ombros o caos
e no peito tenho a imagem difusa
De uma pessoa confusa

Quem é você que eu procuro?
Quem é você que eu desejo?
De quem são os olhos que vejo?
Quem é que eu enxergo quando nada existe

Chama-me sem me conhecer
Amo-te sem perceber
Espera-me como eu faço por você

Sinto que o tempo passa
a distancia se rasga
tornando-se menor

Sinto o destino criando caminho
O caos formando trilho
que eu sigo sem duvidar
Pois no fim deles, sei que vou te encontrar

Sinto o coração apertado quando você está sozinho
As lagrimas que derrama escondido
A dor de um desconhecido

Tomo para mim o caminho sem rumo
Num presente confuso
Sinto em ti o futuro
Mesmo que no presente seu rosto esteja escuro
Sei que um dia o terei junto ao meu
E beijarei calmamente os lábios teus.