Am I loving you?
13 Por favor
Notas iniciais
(POV Beca)
Peguei o primeiro táxi que apareceu e segui para o endereço que Jesse havia me passado. Não sei se estava feliz de ir vê-lo, confusa... Eu só precisava dele naquele momento. Até porque, eu estava bêbada e não fazia muita ideia do que estava fazendo.
O taxi parou em frente a um prédio alto e bonito, mas nem tentei reparar bem onde eu estava. Subi desesperada para o apartamento e bati na porta.
Tentei me controlar. Estava muito nervosa com tudo e a bebida ainda fazendo total efeito sobre mim. Bastou uma batida pra que ele abrisse a porta e, assim que o vi, meu coração disparou.
—Jesse...
—Beca? – ele respondeu sorrindo e parecia extremamente surpreso em me ver.
Uma mistura de sentimentos invadiu meu corpo naquele momento. Lembrei dos momentos felizes que passamos e, do nada lembrei de Chloe e de nossa relação tomando outros rumos. Ele me abraçou e me puxou para dentro do apartamento.
—Estava dormindo? – perguntei.
—Não... não eu estava arrumando umas cois...
Então, sem pensar, eu o beijei. Com muita vontade. Ele respondeu ao beijo com a mesma intensidade, puxando minha cintura para mais perto, deixando nossos corpos colados. E naquele momento era somente disso que eu precisava. Ele havia aparecido na melhor hora, na melhor situação.
—Beca – ele me afastou um pouco, separando nossos lábios – Voce bebeu?
—Isso não importa... – respondi eufórica, puxando seu rosto para o meu novamente.
Ele segurou minhas mãos e me olhou, sério.
—Beca, o que está acontecendo? Você não respondeu minhas mensagens e agora está bêbada na minha frente a essa hora da noite.
Não aguentei e comecei a chorar. Era tudo muita pressão pra mim. Ter ficado com a Chloe, ter ignorado suas mensagens, fazer as coisas das maneiras mais erradas. Parecia que tudo estava vindo a tona naquele momento.
Ele me abraçou, vendo que eu não estava bem.
—Calma. Está tudo bem. Tudo bem.
Ele repetia no meu ouvido ate eu me acalmar. Seu abraço era tão reconfortante...eu estava com saudades disso. Me agarrei a ele e chorei em seu peito. Era incrível como ele sempre conseguia me acalmar em qualquer tipo de situação.
—Jesse... – eu o olhei, enxugando as lágrimas que insistiam em escapar – Por favor, me beija.
Seu olhar pareceu confuso e ao mesmo tempo parecia sentir pena de mim.
—Por favor... – pedi mais uma vez.
Sua mão tocou meu rosto e, por um momento ele hesitou, mas então, me beijou. Passei meus braços em volta de seu pescoço, enquanto nossas línguas se encontravam. Era uma mistura de saudade um do outro com necessidade. Eu realmente o amava e conseguia sentir isso com a total necessidade que eu tinha dele naquele momento em que nos beijávamos. O problema era saber se eu o amava da mesma forma que ele.
Segurei a barra de sua camisa e a retirei na hora, jogando em algum lugar do chão. Ele, aproveitando a situação, me virou de costas e abriu meu vestido imediatamente, depois me puxou de novo para seus lábios. Eu não queria pensar em nada, só queria que ele me amasse como sempre amou, e então eu iria descobrir todas as incertezas que insistiam em me torturar.
Jesse passou minhas pernas envolta de sua cintura, colocando-me no colo e me levou até um quarto daquele apartamento. Me deitou na cama e começou a beijar meu pescoço. Dei uns gemidos baixos enquanto ele descia seus lábios, passando por todo o meu corpo. E, naquele momento, não conversamos ou brigamos. Apenas fizemos aquilo que era necessário. E tudo que eu menos queria era voltar pra casa da Cynthia.
(POV Chloe)
—Ei! Cade a Beca? – perguntei para Emily.
Ainda estávamos na boate e eu já estava mais do que satisfeita de lá. Tentei não beber muito mas a bebida falou mais alto do que eu, então, em um momento em que me encontrei mais sóbria, resolvi que era melhor voltar para a casa de Cynthia.
—Não faço ideia! – ela me respondeu aos berros por estarmos bem no meio da pista de dança – Acho que ela estava com a Amy.
Olhei para os lados e encontrei Amy mas ela estava sozinha, sem a Beca por perto. Fui para um lugar menos barulhento, mais perto do bar e liguei pra ela. Tocou, tocou e nada. Pensei que talvez ela já estivesse em casa, mas estranhei ela não ter falado nada. Me dirigi a pista novamente e falei com uma Stacie que, essa altura, já estava muito bêbada:
—Vou pra casa. Te vejo lá.
—Mas já? Por que? Vamos aproveitar, Chloe!
—Já bebi muito. Estou cansada – respondi — Você viu a Beca?
—Nem sinal dela – ela respondeu e depois simplesmente se agarrou o cara que dançava com ela, me ignorando totalmente.
Depois dessa eu achei melhor desistir de fazer algum contato com a Stacie e fui pra casa na esperança de que a Beca estivesse lá.
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