Am I What Your Heart Desires?

8 Capítulo 7 - Meu boy magya dá sinais de insanidade


Notas iniciais
Postei cedo o cap, eu sei -NNNN
Sorry people é q eu tava c/ uns compromissos - o milagre do meu pai vim me visitar, mtas consultas médicas, colher sangue, ultrassom da tireoide, umas cerimonias da minha religião entre outros - inadiáveis e n tive mto tempo pra escrever, mas tá aí o cap novo, e tem umas surprises aí, q algumas pessoas mataram a charada, e quem não matou, agr vai matar aushaushaush enfim, lembrem-se que sem os reviews eu n posso fazer coisas q agradem vcs, então mandem os benditos, e sejam honestos sobre oq n curtiram.
E agora, sem mais delongas:... O CAPÍTULO 7!
Trilha sonora: Bitterseet - Ellie Goulding

Eu acordei deitada na cama de Alec, mas não abri os olhos, ainda estava um pouco nauseada. Ouvi que ele estava sentado nos pés da cama brincando com a bolinha de tênis, quase como da outra vez.

A diferença é que dessa vez, tinha um burburinho, o que significava que havia mais gente lá. Consegui distinguir as vozes de Aro, Caius, Marcus, Jane, Demetri, Felix, e claro, meu Alec.

O quarto devia estar lotado, com certeza estava. Tentei ignorar a sensação horrível da náusea.

"Quinn, não ouse vomitar agora. Não. Ouse." Pensei. Esperei mais um pouco até me sentir segura o suficiente.

— Alec… — Murmurei e engoli em seco, parecia que eu ia vomitar a qualquer momento. Quando ouviram minha voz, calaram a boca.

— Quinnie… — Ele suspirou, feliz e preocupado por eu ter acordado, veio correndo pro meu lado, e colocou a mão na minha testa. A sensação foi ótima, realmente maravilhosa.

Cocei os olhos, abri e pisquei. Realmente, tava todo um povão lá. E me encarando, de preferencia. Saudades Senso de Cimancol…

Bem, enfim, eu bocejei e perguntei, meio sem-graça:

— Ahn, então né, porque tem uma multidão aqui?

— Estávamos preocupados com você, minha querida. — Disse Aro.

— É, dava pra sentir o cheiro de sangue vomitado lá de cima. — Disse Demetri.

— O que não era nada bom, alias, foi a primeira vez que eu vi alguem que não foi chutado no estômago vomitar sangue. Nojento. Simplesmente nojento. — Disse Felix.

— O problema não era nem o cheiro era a cena pavorosa que a gente encontrou. Você vomitando as tripas, porque aquele sangue todo dava mesmo essa impressão, e depois desmaiando de fraqueza. — Disse Jane, transtornada.

— Está se sentindo melhor, filha? — Perguntou Marcus. Acho que esse tio realmente se importa comigo, ao menos um pouquinho.

— Tô, tô sim. Só… Com sono. — e bocejei.

— Se a garota está se sentindo bem, mas com sono, vamos sair e deixá-la dormir. Vamos. — Resmungou Caius, secamente. Ele saiu e junto foram Demetri, Felix.

— Melhoras, filha. — Marcus disse, sorrindo levemente e afagou minha mão do modo mais delicado possível, eu assenti, também sorrindo levemente, e então ele saiu.

Alec se deitou na cama e me puxou o mais suavemente que pôde, com o mínimo de movimentos bruscos, para junto de si. Eu fui de boa vontade, me aninhei no seu peito e estava já fechando os olhos pra hibernar, quando Aro disse:

— Eu me pergunto, qual teria sido a razão pela qual você passou mal. Quais foram as últimas coisas que comeu, Quinn?

— Bata frita com cheddar, sangue e só, eu acho.

— Interessante, parece que a batata não deveria estar muito boa.

— Ela tava muito boa pra mim. — Eu disse, franzindo o cenho. Será que a batata tava podre? Não parecia, nem na aparência, nem no cheiro ou no gosto.

— Não... Não creio que estivesse... — Alec também franziu o cenho, provavelmente pensando o mesmo que eu — Quinnie, será que foi o sangue?

— Talvez, mas embora eu tenha as vezes um pouco de náusea, eu nunca senti vontade de por as tripas pra fora ao beber sangue. Afinal, é só sangue, e eu sou meio vampira, o que significa que sim eu posso beber sangue sem quase morrer.... Embora eu prefira não beber.

— Interessante. Bem, sairei para te deixar descansar, minha querida. Melhoras. — Ele disse e sorriu bondosamente ao sair.

— Bem, descanse, e melhoras, Quinn. — Disse Jane com um sorriso leve, e saiu, fechando a porta.

— Amor, como você tá? — Alec perguntou, preocupado até a alma.

— Bem, eu acho… Um pouco nauseada, mas nada demais. Só realmente cansada.

— Então durma, minha linda, durma… — ele disse, sorrindo.

— Pera. — Eu disse indo pro banheiro — Já volto.

— O que? Quer vomitar mais? — Ele disse, já ao meu lado.

— Não, escovar os dentes. Gosto de sangue vomitado é ainda pior do que o gosto de sangue normal!

Ele riu, abraçou minha cintura e beijou a minha cabeça enquanto eu escovava os dentes. Quando eu terminei, ele ainda me abraçava. Olhei para o nosso reflexo no espelho. Ele abraçando a minha cintura e eu com a cabeça apoiada em seu peito.

Éramos perfeitos juntos. Extremamente semelhantes, mas extremamente diferentes tambem. Ele era branco como marfim, uma altura razoavel, cabelos castanhos claros lisos e olhos vermelhos como sangue arterial. Eu, tambem branca, levemente mais pálida do que um humano, mas corada, microscópica, cabelos negros como ônix caindo em ondas em um degradê pro dourado. Muito iguais, mas muito diferentes. E uma combinação perfeita.

— Até que formamos um belo casal. — Eu disse, olhando o nosso reflexo.

— É, até que a gente combina bem. — Ele murmurou. Bocejei. Ele sorriu e me pegou no colo com a mesma facilidade que eu pegaria uma Barbie.

— Hora da soneca da Bela Adormecida! — Ele cantarolou.

— Exato. — Eu disse, sorrindo, bocejei de novo e me aninhei em seu peito. Ele riu, me deitou na cama e se deitou ao meu lado.

— Ok, agora durma. — Ele sussurrou no meu ouvido.

— Já vou, só mais uma coisa. — Eu disse.

— Ai, Deus, o que? — Ele resmungou, rindo.

Eu lhe dei um selinho.

— Pronto — Eu murmurei, os lábios ainda encostando nos dele — agora eu posso dormir.

Ele me beijou até quase me deixar sem ar e disse:

— Boa Noite, meu amor.

— Boa… Noite… — Eu arfei quando me aninhei em seu peito. Dormi quase imediatamente.

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Nos dias seguintes foi tudo igual.

Eu acordava com náuseas e pontadas no estômago, botava qualquer coisa pra dentro e já vomitava litros, aí o dia passava e eu ficava normal.

Todo mundo tava achando que era intoxicação alimentar, algum tipo estranho e exótico de intoxicação, mas nada demais.

Mas aí, eu piorei. Começou com uma leve dor nas costas, que passou rápido, questão de horas.

Mas a dor nas costas passou pra cabeça. Essa dor ficou por uns 3, 4 dias. E pra piorar, eu dormia o dia inteiro, mas eu me sentia tão cansada...

"Jesus, o que é isso?!…" eu me perguntava.

Depois, quando a dor de cabeça passou, eu fiquei uns 2 dias sem sentir nada, só aquele cansaço extremo e esquisito.

Nessa semana Alec, Jane, Felix e Demetri haviam saído para:

"Fazer o serviço típico dos Volturi: Impor a Lei." Felix havia me explicado enquanto Alec arrumava as coisas.

"Impor a Lei?! Defina Impor a Lei Felix Volturi!" Eu tinha dito, com a voz esganiçada.

"Relaxa Q. Eu, a Jane, o Demetri e o Alec já fizemos isso milhões de vezes. São recém-criados estúpidos e descontrolados causando problemas, como sempre. A gente separa eles do criador, se estiverem com o criador, a gente separa, Alec os entorpece, eu detono e Demetri torra. Aí, damos uma diversão para Jane: ela interroga o criador, e, se ele não cooperar, bem, ela o tortura um pouco." — Ele disse, tentando me tranquilizar.

"ELA OS TORTURA?!?!" Guinchei um pouco alto demais

"Calma Q., ela só tortura o criador, e só se ele não cooperar." Ele tentou me tranquilizar.

"Não importa, Felix. Tortura é tortura!" E nessa hora Alec voltou, para chamar Felix e se despedir de moi.

Quando Felix foi pegar as coisas com Jane, Alec me puxou pela cintura e me beijou apaixonadamente.

Vulgo beijo-desentupidor. Ele me soltou, mas manteve uma das mãos em meu ombro.

"Amor, eu volto em um dia, talvez, no máximo, dois, te juro. É rápido e fácil, uma vez que estão todos entorpecidos. Talvez demore para Jane interrogar, mas é só." Revirei os olhos, retirei sua mão delicadamente cruzei os braços, me virei de costas pra ele e murmurei, meio triste e meio magoada:

"Humpf, como se isso fosse me impedir de ficar preocupada!" Ele riu, me abraçou por trás, me virei levemente para que ele pudesse me beijar denovo.

Ele me disse "Até logo, meu amor." e foi com o resto.

No dia seguinte o inferno começou.

E nesse inferno eu NÃO incluo o bullying da Heidi contra a minha pessoa. E não, vocês NÃO querem saber nada sobre isso. Só precisam saber que ela aproveitou a ausência do Alec pra manifestar seu ódio pela minha pessoa.

Bem, voltando ao assunto do meu Quinto dos infernos pessoal, eu estava no Salão, com todo mundo, como sempre, esperando Heidi trazer o povão.

Eu andava com um desejo insano de sangue humano, Alec pareceu estranhar, mas não se manifestou. Enfim, eu estava lá, Heidi chegou, Aro disse o bordão de boas-vindas, e, na falta de Felix ele pediu a Chelsea para fechar a porta.

Eu ataquei uns 7 ou 8 humanos. No nono, eu senti uma pontada extremamente dolorosa no útero.

Soltei um berro muito agudo e estridente, a agonia clara.

Cassey, — uma vampira australiana que tinha o dom de manipular a temperatura do ambiente, e que era minha amiga — que era quem estava mais perto de mim, me pegou no colo e perguntou:

— Meu Deus, Quinn! O que foi?!

— Meu… Ventre… AIIIIII — Eu arfei e urrei de dor.

— Cass, a gente precisa levar ela pro quarto. Você tem analgésicos no seu quarto, certo Q.?

— Disse Harley, a alma gêmea A.K.A parceiro da Cassey.

— Sim, acho que sim… — Gemi.

Eles correram comigo para o quarto, Cass me deitou na cama e Harley perguntou:

— Quinn, cadê os analgésicos?

— Na caixa rosa enorme no banheiro — murmurei.

Ele pegou a caixa no banheiro e trouxe ao quarto. Ele começou a revirar a caixa, mas Cassey começou a tirar as coisas da caixa murmurando

"Não é assim que você vai pra frente com isso" ou coisa parecida.

Ela colocou na cama o pote do anti-ácido, o do suplemento, o do ferro, — Sim, é possível uma semi-vampira ter anemia, nem queiram saber — as caixas de anti-térmico, os pacotes de absorvente e muitas outras coisas.

Mas eu congelei quando eu vi o pacotinho rosa e roxo.

— Cassey, conta pra mim, quantos dias fazem desde 15 de novembro? Ela parou, pensou e disse:

— Um mês e uma semana. Porquê? Peguei uma das caixinhas de absorvente e joguei por cima de seu ombro. Ela pegou no instante que a caixa passou por seu ombro.

— Absorventes? Pera, você menstrua?

— Sim, e pontualmente. Todo dia 17. Nunca atrasou, nenhuma vez, na minha vida inteirinha. E eu uso exatamente meio pacote por mês.

— Ah, então isso aí é cólica! — ela murmurou aliviada.

— Cassey, que dia é hoje? — eu disse, a voz esganiçada.

— 22 de Dezembro.

— Meu período, tecnicamente, deveria acabar hoje. O que significa que esse pacote deveria estar pela metade.

— Ah, mas essas coisas podem atrasar.

— Mas nunca atrasou. Nenhuma vez. Nenhuminha. Nunca. A minha vida. TODA.

— Quinn… Não é… Não é possível… — Ela me olhou, em pânico.

— Aro…

— Você poderia chamá-lo? Por favor? — eu pedi, a voz embargada. Ela e Harley assentiram e correram para buscar Aro.

Ah, pelo amor de Deus, isso não pode ser sério, eu não posso… Quer dizer, não pode ser possível... Ou pode?

— Quinn, Cassey e Harley me contaram sobre as suas… teorias sobre sua condição. Isso é possível?!- Cass e Har chegaram com Aro, que mal chegou e já desembuchou a falar, interrompendo meus pensamentos.

— Bem, eu menstruo, então presumo que seja possível... — Eu comecei mas o nó na minha garganta e as lágrimas me calaram.

— Bem, você precisa de um médico, para que primeiro confirme suas teorias, e se forem verdade, bem, cuidar disso.

— Espere o Alec chegar, ele precisa saber antes…

— Quinn, pode não ser verdade, você tem ciência disso… Certo?

— Bem, sim, mas é a única explicação, a menos que você saiba de alguma doença que dê enjoos matinais, desejos esquisitos, cólica, dor de cabeça e nas costas E interrupção na menstruação!

— Bem, Quinn querida, não sei de nenhuma outra doença, mas será melhor se não estiver. Certo?

— Claro, mas… Porque?

— Porque não seria seguro para você, fora que nós não sabemos o que vai sair dai, o que poderia colocar em risco o nosso segredo.

— Ah… — Murmurei.

— Bem, preciso ir. Preciso falar urgentemente com Carlisle.

— Quem? — Perguntei. Não tinha, tipo, nenhum Carlisle na guarda.

— Amigo meu de longa data.

— Hum. Ele vai vim aqui?

— Ah, não, nós vamos até ele.

— E ele mora onde atualmente? Roma? Milão? Ou é nômade? Ele limpou a garganta e disse:

— Forks, Washington, Estados Unidos.

— ONDE?! — ouvimos uma voz aguda berrar atrás de nós. Era Jane com Alec atrás.

— Jane? — Perguntei confusa, me sentando na cama -ALEC! — Eu berrei, instantaneamente feliz.

Ele voltou! E vivo! Ele empurrou Jane pra tirá-la do caminho e veio até mim, se sentou na cama e me abraçou. Ele me beijou e acho que só quando Harley pigarreou, ele se tocou que não estávamos sozinhos.

Ele riu e disse:

— Tá, o que a metade da guarda está fazendo aqui?

Mordi o lábio inferior por um momento, e então suspirei.

— Deita aqui Alec, a gente vai ter uma longa, longa conversa. E como será particular, pessoal, podem nos dar um tempinho?

Eles murmuraram concordando e saíram do quarto. Cassey puxando Aro pela capa, Harley empurrando Jane pela porta, e depois voltou para fechá-la.

— Bem, amor, ce sabe que eu ando tendo alguns probleminhas de saúde e tudo mais, certo? — Eu disse, séria.

— Sim. — ele disse, cauteloso.

— Então, eu estava hoje na hora do almoço com o povo, e depois de dar cabe de umas 7, 8 pessoas, eu tive uma cólica absurda.

— Teve?! Enfim, continuando… — Ele interrompeu, mas logo se calou.

— Bem, Cassey e Harley me trouxeram para cá, e eles começaram a procurar os analgésicos… — E então contei a história toda, até a hora que Jane chegou.

Quando eu terminei, Alec estava paralisado.

Tipo, ele congelou. Congelou mesmo. Tava em estado de choque, e eu juro que se ele pudesse desmaiar, a essa altura já iria estar inconsciente.

Depois de uma meia hora, eu já estava preocupada. Mas, graças a Deus, ele murmurou, entorpecido pelo choque:

— Isso sequer é possível?…

— Bem, creio que seja, afinal, vampirOs podem se, hum, reproduzir de forma, hum, natural, eu sou a prova viva disso…

— Mas meio-vampiras podem engravidar?

— Se ela menstruar, bem, creio que sim…

— Nós estamos muito ferrados. Apenas. — E ele riu — Mas ignorando o fato de que, se você estiver correta, Aro talvez peça para que Carlisle tente tirar o bebê, e Caius tente exigir isso, eu vou ser pai. Pai! Eu! — E ele começou a gargalhar.

Eu arregalei os olhos. "Meu Deus, ele tá ficando pirado, birutinha, birutinha, completamente privado de sanidade, louquinho, louquinho da silva, o parafuso caiu do lugar só pode!" Pensei

— Alec… Você tá bem? Secou algum cachaceiro na viagem de volta?

Ele riu e disse:

— É claro que eu to bem, meu amor, é que, puxa, eu nunca pensei que fosse ser pai! Nunca sequer cogitei essa possibilidade! E agora que é quase certo que eu vá mesmo ser pai… Bem, eu estou surpreso com o fato de essa perspectiva ser tão… Maravilhosa.

— Eu realmente não entendi um puto do que você disse, mas vou entender como um "Eu não sequei nenhum cachaceiro, eu estou apenas beirando a insanidade.".

Ele gargalhou e disse, pegando minhas mãos e olhando nos meus olhos:

— Eu vou ser pai e to feliz pra caralho com isso, mas nunca imaginei que fosse ficar sequer contente com isso! E minha sanidade mental está bem, obrigado.

Alguém bateu na porta. Eu disse que poderia entrar e Felix colocou a cabeça para dentro da porta.

— Aro mandou vocês arrumarem uma mala pra duas semanas fora. Ele acertou as coisas com Carlisle, e ele vai ajudar com o sei lá que a Quinn tem. — Ele disse e foi embora.

— Quinn, você vai conhecer o segundo maior clã de vampiros. Os Cullen. — Alec disse, dando um pulo da cama e indo pro armário. Ele pegou, bem lá no fundo do armário, uma maletinha de viagem, a colocou em cima da cama e encheu de roupas, amontoando tudo.

— Dobra isso aí pelo menos né, a mala não vai fechar! — Eu disse.

— Claro que vai fechar… — Ele murmurou e tentou fechar a mala, o que, claro, não aconteceu — Agourenta… — ele murmurou e sorriu. — Pode ajudar com isso?

— Hum… Deixe me ver… Acho que não… — Eu disse, fazendo um biquinho e uma cara pensativa beeeem exagerada.

Ele ergueu uma sobrancelha e disse:

— Ah é? Então é assim? — e parou de mexer na mala.

Ele ergueu as mãos, dobrando os dedos em forma de garra e eu só percebi o que ele ia fazer instantes tarde demais.

Ele pulou em cima de mim e me atacou com a pior tortuda existente já criada pelo ser humano:

As perversas e malditas cosquinhas.

— AAHH AHAHAHAHAH PARA ALEC AHAHAHAH AHAHHHHH AHAHAHAH — Eu berrei, me contorcendo e rindo com as cosquinhas.

Ellijah*, um vampiro turco capaz de controlar os animais havia me dito uma vez que Alec e Jane eram os gêmeos torturadores. Agora eu entendia o porque.

Alec também ria e me disse:

— Vai ajudar a dobrar as roupas?

— AHAHAHAHHAAAAA AHHHHAHAHAH TÁ BOM, EU AAHAHAHAHHA HAAAHHHH AHAHAH AJUDO COM A ROUPARADA AHAHAHAHA MAS PARA POR FAVOR!! — Eu berrei, ainda me contorcendo.

Ele saiu de cima de mim e se sentou na cama. Estendi o braço, ele pegou minha mão e a puxou, me fazendo sentar na cama também nós levantamos e começamos a dobrar as roupas.

— Sério que você tá feliz que eu esteja grávida? Quer dizer, não somos nem casados!

— Primeiro que nós não somos casados de papel passado, mas estamos, praticamente, mas ainda assim, Aro considera, e segundo que...

— Aro considera? — Eu perguntei, interrompendo.

— Claro, ele começou a considerar isso no instante que viu que você era la mia cantante, especialmente depois de ver na sua mente que você me ama tanto quanto eu te amo. É, ele me contou isso, depois de uma chantagenzinha básica — Ele disse, pegando a minha mão, e sorrindo.

— "Chantagenzinha básica", é? — Ergui uma sobrancelha — E o que você fez?

— Disse que se ele não contasse eu não iria cuidar da infestação em Paramaribo no Suriname.

— Só isso?! — Eu perguntei incrédula. Por favor, se fosse eu eu ameaçaria dizimar Volterra, ou atacar Roma, seilá, mas se recusar a ir numa missão? Deus, eu não sabia que ele era tão certinho assim!

— Só?! Como se você fizesse pior. — Ele disse, rindo e voltando a dobrar as roupas, que já estavam quase arrumadas.

— Ah, por favor, meu querido, eu faria muito pior.

— Ah é? Me diga a pior chantagem que você já fez?

— Eu já te disse que meu pai fugia de vocês como o diabo da cruz? — Perguntei, me inclinando pra frente. Ele negou com a cabeça, parando com as roupas e prestando atenção em mim, que me endireitei e comecei a dobrar o resto — Bem, ele fugia, com medo que vocês descobrissem sobre mim e minhas irmãs, especialmente sobre moi , e também falava pra gente que caso algo acontecesse com ele e com a mamãe, não deveríamos, nunca, em hipótese alguma vir até aqui, não deveríamos jamais permitir que vocês descobrissem sobre nós.

— Nossa, ele realmente não gostava da gente não é? — Ele perguntou, e nós rimos.

— É, ele não gostava mesmo , enfim, uma vez, ele me proibiu de sair de casa por que eu tinha tingido o cabelo da Amely de roxo enquanto ela dormia. — Sorri com a lembrança. Quando a garota acordou e viu o cabelo vomitou um arco-íris com glitter de felicidade, já papai e mamãe, bem... Digamos que não — Eu disse pra ele "Pai, se você não me deixar sair, eu vou até Volterra dar um alô pros Volturi, os tais gêmeos perigosos de quem você tanto fala parecem ser adoráveis!". Ele não acreditou e manteve o castigo. Quando ele foi caçar com a mãe, eu coloquei sonífero na comida da Ayleen, um ão muito forte, só pra ela apagar uma meia hora, nada demais. Eu quase consegui chegar aqui. Tipo, quase quase, mesmo , eu cheguei no Palazzo dei Priori, mas aí, meu pai me alcançou e me arrastou de volta pra casa. Nem preciso dizer que ele nunca mais duvidou da minha palavra. — Eu dobrei a última peça de roupa e coloquei na mala dele. A minha sempre estava pronta, então nem precisava arrumar.

— Wow, sério? Quando isso? — Ele perguntou, assombrado.

— 12 anos atrás, um ano antes de eles... — Só de lembrar vagamente meus olhos já ficaram mais úmidos.

— Hey, hey, shhh, amor, shhh, tá tudo bem, entendi, antes de acontecer o que aconteceu. Já estamos arrumados e prontos?

— Si-sim... — Eu murmurei, a voz levemente embargada. Pigarreei e me recompus — Sim. — Agora sim, a minha voz estava clara e os olhos mais secos. Bem na hora que Jane entra no quarto com uma mala dizendo:

— Bora, negads.