Ele fora criado nos moldes de um herói.

A Luki, assim como a Savanna, foram incumbidas responsabilidades com que nenhuma criança jamais deveria se preocupar. Desde pequenos, era obrigação dos herdeiros dos tronos do Sol e de Netuno manterem o bem predominando em suas terras, mesmo que, para isso, o uso do caos fosse necessário.

Era exigida mais de sua dominação do que de qualquer outro.

Savanna aprendera a manejar armas de longo alcance com a mãe, a mais honrada guerreira de Marte, com status social de rainha, além de suas capacidades com a luz e o fogo. A Luki, além da dominação ofensiva de água, trabalhos com a arte da cura, cujos poucos mestres dominavam, também era exigida.

Eles precisavam ser dominadores excelentes. Pessoas de caráter invejável. De alma nobre. Não baderneiros que destruíam o patrimônio sagrado de seus planetas em briguinhas sem qualquer propósito.

E, claro, Luki já realizara a proeza descrita na última opção. Mas fora mais que aquilo, ele decepcionara o seu pai.

Não estava tendo um papel decisivo na guerra, como tanto esperavam dele. Tudo o que Luki fizera foi ajudar na fragmentação da equipe, impedir que seus amigos fossem feridos... havia sido aprisionado em seus próprios medos e receios por alguém que jurara fidelidade na guerra contra Pandora!

Luki não era um herói. Era um fracasso. Uma decepção... para si mesmo.