Além do que se vê
8 Capítulo 7 -Brand New Eyes
Notas iniciais
PDV – Victor
Arrastei-a para minha cama pelo braço. Ela estava meio irritada e muito excitada com a situação. Seus olhos transmitiam tudo que ela não dizia. Queria me afundar naquele corpo jovial por horas a fio.
Joguei-a na cama. Seus olhos verdes queimavam em luxúria, esperando o que viria. Eu estava em pé, admirando aquela universitária. Observei suas roupas comuns. Segurei suas panturrilhas e tirei seus tênis. Subi minhas mãos de seu calcanhar até o cós de sua calça, tirando-a, devagar, revelando sua calcinha branca de renda. Ela tirou a blusa e o sutiã, se levantou para tirar a minha. Deixei ela me despir dessa vez. Ela passou as mãos pelo meu peito, arranhando-o de leve. Soltei um suspiro por entre os lábios. Giulia se aproveitou do meu momento de fraqueza e me jogou para a cama que dividia com minha esposa. Se eu pudesse ficar mais excitado, ficaria.
Ali estava minha ex-aluna, passeando com a língua pelo meu pescoço e tronco, me deixando cada vez mais duro. Na minha casa. Na minha cama. Com outra mulher. Ela puxava meu cabelo pela nuca, para expor meu pescoço. Seus beijos tinham uma volúpia indescritível. Eu grunhia de prazer. De alguma forma, fiquei só de cueca. Rolei para cima dela... Era fim de tarde e pude ver os poucos raios de sol iluminando aquela pele branca, tão sensível. Passei minha mão por cada centímetro do seu corpo admirando o que estava ali na minha cama, entregue para mim, prestes a ser devorada.
E então lhe ataquei sem dó, com minha boca em seu pescoço, eu passava minha mão em seu sexo, rasguei sua calcinha... De novo. Eu não estava saciado, nem parecia que tínhamos feito sexo poucos dias antes...
Incontrolado – eu tinha certeza que ia foder Giulia por horas.
Fui beijando seus seios, passando minha língua e mordiscando... Ela estava tão molhada, não aguentei e logo meti meu pau nela... Aquela sensação, Aqueles gemidos... Continuei socando e a cada grito que ela soltava, eu ficava com mais tesão, ela me arranhava, estava totalmente sob meu controle e ao mesmo tempo me dominava... Ela perdera o controle sobre si mesma. Todas as reações dela eram involuntárias. Continuei metendo nela com muita vontade, até gozarmos juntos e cairmos um ao lado do outro.
Essa garota vai acabar comigo.
Depois de certo tempo, conseguimos tirar as mãos um do outro. Foi complicado... A atração que sentíamos um pelo outro era escrota. Alternamos posições, quem controlava...
Mas notei sua preferência por ser submissa. Ela curtia jogos de dominação. Ela se divertia sendo dominadora, porém, ser submissa era seu fetiche.
Infelizmente, ela teve de ir para casa. Por mim, ela passava a noite amarrada em minha cama, mas isso é uma fantasia para outra noite livre.
*
PDV – Cristina
—Seu trabalho tem sido fantástico, Doutora Cristina. Como merecida recompensa, você vai ganhar o resto dessa semana de folga. Você está livre para ir à festa dos ex-alunos do colégio onde seu marido trabalha. E fazer o que bem quiser. Esteja aqui na segunda pela manhã, às sete. – Cláudio, meu chefe, apertou minha mão e deu-me um sorriso educado. Ele era um bom homem e recompensava quem trabalhava de forma correta. Ele era uma espécie de mentor para mim.
Saí do hospital e fui para casa, ridiculamente feliz.
Estacionei o carro e esperei pelo elevador. Uma loirinha bonita saiu do elevador, e me cumprimentou com um sorriso simpático. Ela era nova, estava com a blusa de sua faculdade. Ela devia ter um namoradinho aqui no prédio.
Subi, entrei em casa.
A cozinha estava limpa, Victor não cozinhou nada, deve ter pedido algo. Fui para meu quarto, e notei os lençóis bagunçados, talvez meu maridinho tenha tirado um cochilo. Ele estava no chuveiro, então, entrei no banheiro, tirei minha roupa e resolvi entrar no Box com ele. Victor apenas sorriu, nada de especial.
Meu trabalho estava fodendo meu casamento, puta que pariu.
Fingi que esse pensamento não me afetava e o abracei. Ele retribuiu o abraço e saiu do chuveiro, me deixando sozinha. Ele disse que ia ligar para uma pizzaria.
Quando a porta do banheiro se fechou, lágrimas silenciosas desceram pelo meu rosto.
Terminei o banho o mais rápido possível, tirando o cheiro de hospital impregnado na minha pele. Enrolei-me na minha toalha, certifiquei-me que meu rosto estava normal, e saí do banheiro. Vesti a primeira roupa que achei e fui procurar Victor, que estava na cozinha, bebendo uma cerveja.
—Veja só: tem mais de duas horas que liguei para a pizzaria e nada de pizza. Vou ficar bêbado se não comer algo. – ele riu de sua piadinha infame. – Mas me garantiram sua chegada dentro de 15 minutos.
—Tenho boas notícias. O resto dessa semana será de folga para mim. Podemos viajar, sair, ficar em casa... Enfim, as opções são variadas. – garanti. – Já sei! Podemos ir para sua festa dos ex-alunos, o que acha? – completei, com um sorriso na voz.
Seu rosto vacilou um pouco, algo rápido... Ou teria sido impressão?
—Que bom, Cristina! – ele respondeu. – Podemos ir à festa sim. Mas e seus pacientes?
“Cristina”, e não “amor” ou “querida”– meu coração encolheu.
—O doutor Cláudio vai assumir. O velho é um bom homem e um médico espetacular... E são só alguns dias. Vai passar rápido.
Na cozinha, assistimos à televisão em silêncio. O noticiário falava sobre notícias ruins, quando a pizza chegou. Jantamos, ainda em silêncio.
Victor parecia confortável, mas eu estava incomodada.
Meu marido dormiu abraçado comigo, ele disse que estava muito cansado e que não estava no clima para fazer sexo.
Senti-me rejeitada.
Deitei no seu peito, deixando meu cabelo negro se fundir aos lençóis.
“Quero minha vida de volta.” – rezei.
*
PDV – Roberto
Detesto usar ternos, então, optei por uma calça jeans, uma blusa branca de botão, um blazer preto e sapato social. Não fui por falta de opção melhor do que fazer. Era divertido, lógico... Ex-alunos, colegas de trabalho... Puta merda, o Victor ia.
Fiz uma carranca quando me lembrei dele.
Peguei as chaves do carro e fui para o Buffet em que a festa ocorreria.
Nunca se sabe, não é?
Entrei no carro e dirigi. Liguei o rádio do carro numa estação qualquer, e a música que tocava me irritou.
Miss Jackson — Panic! At The Disco
Ela lembrava Giulia. Nunca tivemos um bom relacionamento professor-aluna... Giulia sempre disse que eu era um babaca. Narcisista. Cabeça-dura... E, segundo Victor, ela pensava que eu era gay.
Eu diria mais, se lembrasse. Eram muitos.
Quando cheguei à festa, cumprimentei meus colegas e fui para o bar.
Dei uma olhada rápida pelo salão, a decoração era bem simples, mas elegante. Alguns lustres demonstrava o luxo, as mesas tinham toalhas brancas, arranjos com flores vermelhas e brancas. Essa noite ia ser longa.
Haja whisky para engolir essa noite.
Cumprimentei alguns ex-alunos no caminho. Algumas ex-alunas também. Muitas delas eram bonitas e tive a impressão que estavam querendo ficar comigo.
Quem sabe ao fim da noite?
Notei uma moça bonita ao meu lado. Loira. Ela usava um vestido preto curto, justo e de alcinha. Seu cabelo estava solto e era liso, as pontas eram mais douradas que o restante do cabelo.
Deveria ser um crime alguém se vestir daquele jeito.
—O que uma moça tão linda faz sozinha numa festa como essa? – perguntei a ela.
Ela se virou para mim, depois de dar um gole em sua bebida. Acho que era uma caipirinha.
Nossos olhos se encontraram e percebi que era Giulia.
Ela deu um sorriso torto e respondeu:
—Você sabe que não estou acompanhada, mas também não estou sozinha, Roberto.
Ela continuava com esse sorriso.
Essa noite, Giulia estará em meus braços.
Sorri de volta, maliciosamente.
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