Além do que já notei

8 Tudo por alguém


No dia seguinte Melody acordou em um hospital. Jhon estava sentado em seu lado, a encarando.

– O que houve? – Disse Melody gaguejando.

– Não se preocupe agora. Só descanse. Minhas poções não adiantaram e não consegui fazer com que suas forças se recuperem. Vocês usaram alguma coisa?

– Só um pó estranho que a Emily deu... – Disse Melody, com sua voz quase sumindo.

– Pó?! Ela disse pra que servia esse pó?!

– Disse que era pra que os vampiros não sentissem nossa presença...

– Não acreditou que a Emily usou isso...

– Por quê? – Disse Melody.

– Não se preocupe. Apenas descanse. Já sei o que fazer...

Disse Jhon se retirando. Melody ficou a olhar pro teto, tentando o que houve após aquele grande clarão. “O que houve? O que aconteceu? Onde está Emily? Ela está bem? Afinal, o que estava acontecendo? Não fomos lá pra investigar? Não podíamos simplesmente ter matado aquele cara? Mais perguntas sem respostas... Quando finalmente acho que estou prestes a responder todas, surgem mais algumas...” Melody seguiu em seu pensamento até voltar a dormir. Logo mais é acordada por Jhon.

– Vamos, tome isso.

– O que é isso? Retrucou Melody.

– Bem, apenas beba.

– Tudo bem, eu acho...

– Pode confiar em mim.

– Eu confio em você.

Melody então bebeu.

– Agora, descanse mais um pouco. Em 10 minutos voltarei.

Jhon se teletransportou, e Melody já não entendia mais nada.

Como prometido em 10 minutos ele estava lá.

– Agora beba isso.

– Certo.

Melody bebeu, e se sentiu instantaneamente melhor.

– O que foi isso?

– Uma poção mágica, como todas as outras.

– Porque não a usou antes?

– Não podia, mas resolvemos isso depois. Vamos, venha comigo.

– Pra onde?

– Apenas venha.

Melody se levantou e acompanhou Jhon. Andaram um pouco pelo hospital até chegarem a outra sala.

– Por que estamos aqui?

– Olhe.

Ele apontou para uma garota. Melody se aproximou.

– Emily? — Disse Melody, espantada.

– Sim.

– Por que você não a cura?

– Não consigo. Emily apareceu ontem na porta da minha casa, com você nos braços e me pediu para que cuidasse de você. Depois disso, desmaiou e não acordou até agora.

– Ela está em coma?

– Sim. Agora me diz exatamente o que houve ontem.

Melody abaixou a cabeça e começou a contar.

– Então ouve uma luz branca e depois do clarão você não se lembra de mais nada?

– Não.

– Entendo. Magia negra. Obrigado.

– Como assim?

– Só digo que, para fazer com que Emily optasse isso, se ela não estivesse lá você teria morrido.

– Morrido?

– Sim. Essa é uma magia muito poderosa que já chegou a ser considerado um tabu. Não sei onde ela aprendeu, nem quando. Mas essa magia suga toda a energia da pessoa que usou. Ela pode fazer o que quiser em questão ao uso. O que quiser mesmo. Qualquer coisa. E eu já sei o que ela fez.

– O que?

– Ela optou que aquele lugar deixasse de existir e tudo que estivesse nele. E antes que isso acontecesse te pegou e te tele transportou até minha casa, por que sabia que eu saberia o que fazer.

– Mas você não pode fazer nada agora?

– Não. Ela está em um lugar agora em que só ela pode se ajudar.

– Como assim?

– A magia que ela usou não é daqui. Agora ela esta em um submundo e ela só sairá de lá sozinha. Enquanto não conseguir ficará em coma. Ela fez isso por você, Melody.

– Eu... Eu não sei o que dizer.

– Não precisa, não irá mudar em nada. Só nos resta esperar. Por enquanto, para seu próprio bem acho melhor se afastar um pouco daqui. Para descansar, e não ficar pensando muito nisso.

– Tudo bem.

Melody se tele transportou para a pedra grande. Usou o anel do disfarce e logo saiu de lá.

Ela não estava em seu estado normal, por isso ficou vagando em parques da sua cidade, até que lembrou que estava sobre o poder do anel e só tinha 10 minutos para chegar a sua casa. Quando estava quase chegando, encontrou Jason. Ele começou a falar coisas sobre a escola e a banda e o tempo corria. Melody começou a se preocupar, pois precisava ir embora.

– Jason, eu preciso ir embora. Outra hora nós conversamos.

– Tudo bem, mas vou te acompanhar até sua casa.

– Não, não precisa!

– Não aceito não como resposta.

Melody começou a se desesperar, e quando viu que já não tinha mais saído, o puxou para um canto onde não tinha ninguém.

– O que é isso, Melody? Você não acabou de sair de um relacionamento?

– Idiota, não é isso que você está pensando. Espere 1 minuto.

Passou-se um minuto. Logo, Melody com a armadura no corpo de novo.

– O que é isso? – Perguntou Jason, gaguejando.

– Prometo explicar, mas antes, me arranje algo que eu possa cobrir essa roupa...

Jason ficou olhando assustado.

– Anda!

Ele saiu então bem rápido, e logo voltou com um sobretudo.

– Obrigada.

Ela voltou para o caminho normal, e ele a seguiu.

– Então... Explica-me?!

– 18 horas eu vou a sua casa. Esteja lá.

– Certo.

Melody continuou a andar até sua casa. Chegou, e pediu desculpas a sua mãe pela demora. Entrou em seu quarto, e deitou. Fazia pouco tempo em que tinha conhecido seu mundo, e os problemas já começaram a surgir. “O que fazer em questão ao Jason? Devo mentir? Devo dizer que é uma tecnologia que eu preparei? Mas se eu disser é possível que ele queira expor isso e não poderei explicar. Talvez seja melhor eu revelar. Precisava de Emily pra me ajudar nessas horas. Eu realmente não sei o que fazer.”

Já eram 17 horas e nada de aparecer uma solução plausível para seus problemas. Melody se espantou ao perceber que se isso está acontecendo é tudo por sua culpa e novamente começou a chorar. Ela estava preocupada com o que poderia acontecer se ela revelasse a um humano sua verdadeira origem, e mais preocupada ainda com a Emily. Quem saberia onde ela está agora? Ela fechou os olhos por um tempo desejando que quando abrisse tudo estivesse normal, mas sabia que isso seria em vão. Vendo que nada mais poderia fazer a não ser aceitar os fatos, foi tomar seu banho e se arrumar. Estava na hora de enfrentar mais um problema. Ela decidiu deixar tudo na mão do seu próprio destino.

Ela caminhou lentamente até a casa de Jason, e quando chegou a porta, suspirou profundamente. Logo, bateu-a levemente três vezes. Logo Jason estava ali. Logo, ela estava sem palavras. Ficaram se encarando por alguns segundo até que ele resolveu cortar o silêncio e pediu para que entrasse. Ela agradeceu e pediu licença. Ele a acompanhou até a garagem. Ambos não sabiam exatamente o porquê da garagem, talvez fosse pelo costume. Sempre se reuniam em uma, embora não ter sido sempre a de Jason.

Melody se sentou. Jason se sentou. Ficaram em silêncio. Melody então começou a dizer:

– Talvez o que você vai ouvir agora possa fazer com que me considere louca. Eu não sei o que pode acontecer comigo após te revelar isso, mas não acho justo após o que você viu, e também tenho que cumprir minha palavra. O que você vai ouvir irá ficar só aqui, entendeu? Entre nós.

Jason afirmou com a cabeça e Melody começou a contar a história de como conheceu Nistenyém e o que teve passado por esses dias, e o surgimento do anel que estava consigo. Quando terminou, os dois ficaram calados por alguns minutos, que mais pareciam horas.

– Isso...

Melody olhou um pouco espantada por ele ter cortado aquele longo silêncio que parecia não ter mais fim e ele continuou:

– Isso é incrível.

Melody se assustou mais ainda.

– Como assim? – Perguntou ela, gaguejando.

– Sempre acreditei que existia outro lugar. Sempre. E realmente existe. E isso é incrível.

– Então você acredita no que eu disse?

– Por que não acreditaria? Eu mesmo vi com meus olhos sua roupa se transformar em outra... Você disse que aquilo era uma armadura, né?

– Sim...

– Incrível. Ela te protege por magia. Isso é realmente uma coisa muito incrível. Melody...

Melody levantou a cabeça que desde então estava abaixada e o encarou.

– Eu acredito que sei onde Emily está no momento.

O coração da Melody começou a palpitar mais forte.

– Como?!

– Eu já estudei magia. Eu sempre fui fissurado nisso e por isso me enfiava em vários livros sobre. Se não me engano eu lembro onde era, e talvez tenha um jeito de você a salvar.

– Mas Jhon disse que...

– O que?

– Não importa. Se você acha que tem um jeito, deveríamos tentar. Que jeito?

– Eu não me lembro disso bem, mas me lembro de qual o nome do livro. Podíamos ir busca-lo na biblioteca central.

– Hoje ela já deve estar fechada...

– E amanhã é domingo.

– Ela não abre amanhã?

– Não...

– Poxa.

– Talvez eu saiba onde eu possa conseguir o livro. Ainda hoje...

– Onde?

– É um pouco difícil então vai demorar um pouco. Pode voltar aqui amanhã de manhã?

– Sim. Que horas?

– Acho que ás 11h da manhã já estarei aqui.

– Tudo bem. 11 horas em ponto estarei em frente a sua casa. Esteja esperando. – Disse Melody se retirando.

No outro dia, como Melody havia prometido, estava lá e bateu na porta levemente três vezes, como costume. Ela levou um susto:

– Oi, Melody. – Disse o homem, sorrindo.

– Oi, senhor Larry... – Disse Melody, confusa. – Onde está Jason?

– Ele ainda não voltou, mas pediu que eu a aconselhasse a entrar e o aguardar caso isso acontecesse.

– Tudo bem. Com sua licença.

Melody entrou e se acomodou ali no sofá. Larry ofereceu alguma comida qualquer e ela recusou. Ele pediu que a mesma ficasse a vontade, então ela perguntou se ele poderia ligar o rádio, e ele foi ao quarto de Jason buscar alguns cd’s para que ela pudesse ouvir. Haviam várias bandas, e no meio de todas elas, a sua própria. Melody sentiu uma leve nostalgia quando viu aquilo, e foi o que escolheu para ouvir. Enquanto ouvia, se lembrava dos momentos que passou com todos eles e de como foi boa àquela pequena fase da sua vida. Até que olhou pra trás e viu Jason ali, de pé em frente a porta todo sujo e cheio de barro, com um livro em sua mão.

– Jason?! – Ela o encarou estranhamente.

– Oi. – Disse ele, sorrindo.

– O que houve?

– Não importa. O que importa é que consegui. Você se preocuparia em eu ir tomar uma ducha rápida antes de começarmos a pesquisa?

– Não, tudo bem...

– Obrigado.

Jason foi para o banheiro e Melody agora só podia pensar no que poderia ter acontecido para que ele se encontrasse nesse estado. Perguntava-se se ele tinha passado a noite fora, e se ele tinha feito isso porque sabia que era importante pra ela, ou então só porque era uma boa pessoa. Logo, mudou seu pensamento, pois acreditou que fosse egocentrismo pensar que ele havia feito isso por ela. Então tentou esvaziar sua cabeça e passou apenas a prestar atenção nas musicas. Pelo menos, tentou fazer isso.

Depois de um tempo Jason voltou com o livro na mão.

– Poderia vir comigo?

Melody sem responder apenas se levantou, e os dois foram para seu quarto.

– Me perdoe por não termos ido a garagem, é que meu pai está mexendo em algumas coisas lá.

– Tudo bem. Acho que é até um pouco estranho irmos lá se não vamos ensaiar.

Jason deu um pequeno sorriso sem mostrar os dentes.

– Vamos então ao que realmente interessa. Pelo que me disse, Emily usou magia negra, certo?

– Sim.

– Entendo.

Ele passou com os dedos algumas páginas até chegar na qualquer queria.

– Aqui, está vendo?

– Estou, mas não consigo entender.

– É que está escrito em código. Vou traduzir, espere 1 minuto.

Ele fuçou algumas coisas até achar um papel e 1 caneta e começou a escrever.

– Pronto.

“O indivíduo que utilizar dessa magia automaticamente irá a um submundo e são mínimas as chances de ele conseguir voltar. Porém, há um meio de ajudar a quem o fez. Na montanha mais alta, onde chove sem parar existe uma pequena casa de madeira. Dentro dessa casa, no meio dos carvões de uma antiga chaminé, tem uma flor que ali nasce. O que terá que fazer é pegar dessa flor e usar sua essência para um chá. Depois apenas faça que o indivíduo que utilizou da magia o tome. Avisos: existe um guardião que protege o lugar. Depois do uso da magia, você terá até às 19 horas do terceiro dia do acontecido para conseguir fazer com que a pessoa volte. Se passar do prazo, ela nunca mais acordará.”

– Entendi... Mas isso é aqui, no mundo humano?

– Já procurei, mas seria impossível que fosse aqui. Essa foi uma das muitas informações pra acreditar que existe outro lugar.

– Então você acha que é em Nistenyém?

– Possivelmente. Acha que consegue?

– Talvez.

– Sei que não posso te acompanhar, e boa sorte. Ouvi boatos que o guardião é muito forte. Tome cuidado.

– Tomarei. Até mais.

– Volte viva.

Melody saiu e foi em direção à floresta. Estava em Nistenyém mais uma vez, e antes de partir a sua jornada decidiu ir ao hospital verificar se talvez um milagre não tivesse acontecido. Como já imagina, não. Quando ia sair de lá, esbarrou com Jhon.

– Melody... O que faz aqui? Sei que está preocupada, mas não podemos fazer nada.

– Podemos Jhon.

Jhon a olhou, confuso.

– Você pode vir comigo?

– Sim.

– Vamos para sua casa, acho que terá lá algumas coisas que podem me ajudar.

– Tudo bem.

Os dois chegaram e foram para o quarto de Jhon, e logo Melody explicou o que soube.

– Agora que você disse me lembro de ter ouvido sobre isso uma vez. E conheço esse lugar.

– Conhece?

– Sim, mas é perigoso.

– Não me importo, Emily se arriscou por mim, temos que fazer algo.

– Se quer assim... Mas não tem como eu te deixar ir sozinha. Você planeja ir até lá quando?

– No livro disse que só temos até as 19 h do terceiro dia, e 1 já se foi.

– Não, Melody. Já estamos no terceiro dia. O primeiro foi na noite do ocorrido, ontem foi o segundo. Estamos no terceiro dia.

– O que vamos fazer?

– Vamos agora mesmo.

– Agora?!

– Não podemos perder tempo.

Jhon se virou e colocou algumas coisas dentro de uma bolsa, depois sussurrou umas palavras.

– O que foi isso?

– Essa magia permite que a defesa de sua armadura se aprimore mais por algumas horas. Vamos?

– Sim.

– Antes, quero verificar uma coisa. Espere-me aqui.

Jhon se teletransportou e depois de dois minutos já estava de volta.

– Como esperado, o lugar a qual você frequentou com Emily já não existe mais. Por um lado é bom, pois teríamos que passar por ali e teríamos que andar e perderíamos tempo, agora simplesmente podemos nos teletransportar, pois não existe mais do que nos preocupar. Bom, vá à aldeia sanguinária.

– Certo.

Ambos se teletransportaram.

– Ali está. – Jhon apontou pra uma montanha alta.

– Não estou vendo chuva e nem a casa.

– Você verá.

Eles começaram a seguir uma trilha, e quando chegaram a metade da montanha, pararam.

– Melody, vista isso.

Jhon tirou um capuz de sua bolsa.

– O que é isso?

– Isso irá te proteger sua magia ainda é baixa e você não aguentaria o peso após passarmos no portal, fazendo com que seu corpo se desfaça.

– E você?

– Eu ficarei bem. Vamos, me dê sua mão.

Ele disse algumas palavras, e deu um passo, e Melody sentindo uma força muito forte sobre si, fechou os olhos. De repente, quando abriu, sua visão estava totalmente diferente. Agora ela podia ver a casa, e sentir a chuva.

– O que aconteceu?

– Acabamos de ultrapassar uma barreira. Você não pode ficar muito tempo aqui.

– Quanto tempo temos?

– Não sei, mas só temos 7 horas pra salvar Emily.

– Então é tempo sobrando.

– Isso não vai ser tão fácil quanto imagina.

– Por que não?

– Esses monstros não são como os que você conhece.

Melody só abaixou a cabeça.

– Vamos, temos muito percurso pela frente.

Eles continuaram a caminhar, até que em certa parte Melody começou a sentir dificuldade de fazê-lo.

– O que está havendo?

– É aqui que a coisa começa a ficar ruim. A cada metro que passarmos, sentiremos que nosso peso está aumentando. Isso é algo como uma proteção pra casa.

Logo, começou a bater um vento muito forte e Melody tropeçou.

– Força Melody, se chegamos a esse vento significa que estamos perto.

Passaram-se 2 horas, e eles estavam quase lá.

– Eu... Não sei se consigo mais... – Melody disse após cair no chão.

Jhon tentou ajudar, mas estava muito fraco e acabou caindo junto. Ficaram 1 hora desse jeito.

– Nós... Temos que ajudar a Emily...

Jhon se lembrou de que havia trazido poções e revirou sua bolsa com esforço, achando-as.

– Melody, tente tomar.

Ele tentou a entregar, e os dois sentindo dor, conseguiram tomar. Continuaram sentindo o mesmo peso, porém conseguiam se levantar por terem recuperado a força.

– Vamos, já perdemos quase metade do tempo.

– Estou indo o mais rápido que posso. Esse efeito não vai passar?

– Só quando entrarmos na casa.

– Depois que sairmos ele volta?

– Se matarmos o que tem lá dentro, não. O difícil é matar. Bom, chegamos.

Os dois se encostaram à porta para se recuperarem. Jhon tirou mais duas poções e tomaram. Mesmo tendo bebido as poções, eles continuaram ali por mais um pequeno tempo. Dessa vez estavam tentando recuperar a coragem. Estavam com muito medo do que estava por vir.

– Vamos então? – Disse Melody, respirando fundo. Já se passaram 4 horas. Temos apenas 3.

– Vamos. Vamos. Vamos... – Disse Jhon, que a cada palavra diminuía seu tom de voz, suspirando.

Eles então abriram a porta, e quando conseguiram caíram no chão, pois tudo havia voltado ao peso normal.

– Eu... Não vejo nada. Parece uma casa normal.

– Nada é o que parece. – Disse Jhon.

– Cadê a chaminé?

Eles olharam em volta.

– Ali.

– Cadê a flor?

Eles observaram bem...

– Ali no meio do carvão, não tem algo roxo?

– Sim, estou vendo! Vamos pegá-la! – Disse Melody, indo em direção a flor.

– Não Melody! Espera!

Ela não deu ouvido e continuou a andar, até que Jhon escutou um grito.

– Uma aranha!

– Sério? – Jhon olhou insatisfeito. – Mate ela.

Melody a matou e depois se abaixou e pegou a flor.

– Mas tão fácil assim?!

Melody grita de novo.

– O que foi agora?!

– A aranha... Me picou!

– O que?! Mas você não tinha a matado? Deixa-me ver.

Jhon foi se aproximar para verificar.

– Bem aqui, ol... – Melody desmaiou e Jhon foi correndo segurá-la, e depois a encostou no chão.

– Melody! Acorda!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.