Além das Sombras
13 Encontro da Peste e Morte
Itália, Cidade de Veneza.
24/11/2015 08:35 hrs
Estava bem movimentada mesmo sendo fora das férias, havia turistas para todos os lados, tirando fotos, comendo ou tomando os maravilhosos cafés de Veneza, em uma mesa estava Emily, Gray e Robert, que haviam acabado de voltar de uma ronda por toda a cidade.
– Alguma novidade pessoal? — Perguntou o professor Thompson.
– Não, mas já acionei alguns contatos meus- Respondeu Robert.
– Enquanto a você Emily? Alguma notícia atrás do véu?-Perguntou Robert. — Não, as criaturas sobrenaturais não estão sabendo de nada que esta acontecendo.
– Isso é um problema, seguimos as dicas que o bilhete nos deu, mas não há nenhum requisito de sua presença. -Disse o professor.
– Bom vamos voltar ou procurar mais um pouco? Em breve os três já estarão aqui para nos ajudar também. -Falou Robert
– Eu voto em continuar, professor? — Disse Emily
–Sim claro, mas confesso que estou meio cansado.-Respondeu o professor para Emily- Acho que estou ficando velho.
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A lua finalmente surgiu ao céu com a sua luz que banhava a todos, as gondolas estavam sendo iluminada com a luz da vela, ideal para um casal romântico, estávamos agora todos na praça conforme o bilhete dizia.
– Mas aqui não tem nada? — Disse Sasha.- A não ser que algum turista seja ele.
– Será que aquele moleque mimado está brincando conosco!- Paolla começou a serrar os dentes.
– Robert por favor, me mostre o bilhete — Michael já estendendo a mão para pegar.
– Claro, aqui está.-Dando o bilhete ao Michael.
Após alguns segundo Michael volta a falar.
– Não é aqui.-Disse Michael coçando os olhos. — Como assim Michael, é claro que é aqui! Aqui tem os cavalos de bronze descrito no bilhete.-Respondeu Paolla.
– Paolla sinto muito, mas você está errada em até certo ponto, realmente tem cavalos, mais não são de bronze, mas sim de ouro e onde supostamente você entendeu bronze são as coleiras colocadas depois do grande roubo deles.
– Então aonde é o lugar certo? — Disse Sasha confusa.
– Temos que ir a basílica de Santa Luzia, mais conhecida como a santa dos olhos e da visão.
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– Sebastian continue!- Mandou Pitter
Em frente ao círculo Sebastian estava suando sangue e murmurava palavras cada vez mais firmes, o círculo está rodeado por chamas negras que acompanhava seu desemprenho e brilhava as paredes de mármore branco das paredes. Soltando a última palavra um médico da peste surgiu no meio do círculo.
– Senhor aqui…- quando iria terminar de falar seu coração parou de bater, caindo duro no chão, a imagem de Santa Luzia e o retábulo com folhas de ouro se quebrou devido a energia da criatura.
– Seja bem-vindo meu primeiro cavaleiro ou devo dizer peste negra!
Se ajoelhando em sua frente, Pitter sorria triunfante por sua conquista.
– Finalmente agora poderei dominar o mundo e me vingar de todos e controlar o mundo das sombras.
– É o que você pensa Pitter! — Dizia Paolla entrando na basílica e os demais atrás.
– Sinto muito Paolla, mas você e seu grupo chegaram tarde demais e o que você está fazendo com eles Emily!!!- Gritava Pitter.
– Vim impedi-ló de cometer está loucura! — Dizia Emily gritando para Pitter.
– Peste! Acabe com todos!- Ordenando Pitter.
Virando a cabeça, a criatura com o grande bico, olhou diretamente a Paolla e foi em sua direção.
– Professor, feche o portão irei segura lo.- Ordenou Paolla.
– Ok! — Começando a recitar como um mantra. — Precisamos fazer algo! Está e quase a visão que eu tive! Senhor Robert, faça alguma coisa!- Pediu Michael.
Mas nada adiantava Robert e Sasha estavam paralisados pelo medo que a peste exalava.
– Michael não adianta, a peste está causando isso — Dizia Emily prestando atenção a cada gesto da peste.
Enquanto isso Paolla e a peste trocavam bolas de fogo e algo que cheirava podridão, Pitter apenas assistia dando risada de ver seu cavaleiro ganhando a luta.
– Peste acabe com isso logo!- Ordenou Pitter alegremente.
A sala ficou em silêncio e apenas a voz do professor era emitida, a criatura levantou as mãos e uma energia negra surgiu em suas mãos.
– Pessoal cuidado! — Disse Emily com uma expressão de terror.
Movendo suas mãos em direção ao grupo, três cavalos negros de pura energia surgiram e galoparão em suas direções. O professor parou o ritual e foi em direção a Robert e Sasha os protegendo com um escudo de energia, Paolla fez o mesmo para se proteger, o último cavalo agora ia em direção a Michael que procurava algum lugar para se esconder.
– Michael!! — Disse Emily pulando em sua frente e soltando também um escudo de energia. Todos os três cavalos foram de encontro as muralhas de energia lutando para conseguir uma brecha para entrarem e realizarem seus serviços, assim como os cavalos era nítido de os três também se esforçavam para manter a muralha em pé, mas aos poucos foram surgindo rachaduras como se fossem feitas de vidro.
– Peste vamos indo, ainda temos que soltar seu irmão, deixe que eles se virem com seus cavalos.-Disse Pitter.
Atravessando a grande porta dupla, Pitter e seu cavaleiro corcunda foram embora deixando sós.
– Emily! — Disse o professor.
– Tem certeza? Pode ser perigoso!-
– Confio em você minha menina.
Olhando para Michael, podia ver o rosto assustado.
– Michael se as coisas derem erradas corra e não olhe para trás — Voltando a olhar os cavalos respirou fundo e abril os olhos — Abra portão do cavaleiro ceifador, Morte!
Como um tornado, penas negras rodavam em frente ao cavalo, que após isso revelou meia criatura bizarra, era uma mulher branca com chifres longos, olhos vermelhos, cabelos brancos, asas negras, que foi de encontro a Emily se fundindo a ela, agora divino o mesmo corpo que ela. Uma voz que não era dela começou a sair.
– Peste está livre e já quer brincar, ele realmente é patético — Levantando voo e permanecendo em visão a todos, simplesmente estralou os dedos, rachaduras foram surgindo da basílica e junto a elas mortos vivos que saiam e iam em direção aos cavalos que agiram eram refeição dos mortos.
– Emily! — Disse o professor.
A criatura alada começou a sentir fortes dores de cabeça e saiu voltando a aparência que conhecíamos, Michael foi até ela e a segurou em seus braços antes que caísse.
– Temos que ir embora antes que as pessoas chamem a polícia-Disse Paolla.
– Ok, — Voltando o mantra agora tudo que havia sido. Quebrado agora estava como novo — Vou precisar de sua ajuda, controlar a Emily naquela forma me consumiu muito.- Falou Gray.
Segurando em suas mãos Gray e Paolla começaram a falar juntos uma língua desconhecida, um Grande círculo nos rodeou e nos engoliu como se o chão fosse de areia movediça, Michael fechou os olhos abraçou fortemente Emily em seus braços.
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