Tristeza.

Uma das únicas palavras que a maioria das pessoas pensam automaticamente quando pensam em uma doença como o câncer.

Inicialmente eu realmente pensei ser o fim porém não a dor que não possa ser superada e a única coisa que mantinha em minha mente era que eu era mais forte que aquela doença e não ao contrário.

No começo realmente é difícil ter que passar por várias sessões de quimioterapia fora várias outras séries de exame de rotina.

Eu morava somente com o meu pai o Jack que deixava tudo um pouco mais difícil sempre sentia aquela vontade de ter uma mãe ao meu lado porém sabia que era impossível já que meu pai disse que ela morreu quando eu era pequena ele nunca me contou como foi a morte dela nem ao menos porque do fato de seu corpo não ter sua existência em um cemitério.

Apesar da carência de uma mãe meu pai sempre fora como um pai e uma mãe para mim o que às vezes chegava a ser engraçado já que tinha coisas que somente mães sabiam fazer.

O que me faz lembrar do lado bom de não ter mais cabelos longos pois não precisar que meu pai penteasse os mesmos o que quando acontecia me fazia ficar com um dor de cabeça terrível.

Mas contudo ainda tinha algo que me fazia se sentir bem independente da situação eu amava a água e aquela sensação de estar em uma piscina era maravilhosa.

— Vamos Beca ou você vai se atrasar. — Disse meu pai me olhando da porta do meu quarto me fazendo sair dos meus devaneios.

— Vamos. — Assenti me levantando, pegando minha mochila e indo para onde ele estava.

Meus cabelos estavam bem curtos e eu gostava de usar uma bandana xadrez vermelha que eu tinha ganhado do meu pai a alguns anos assim que eu descobri sobre a doença.

A amarei na testa e deichei minha franja asima das mesmas como meus cabelos eram loiros quase parecidos com 9m brancos a bandana fica perfeitamente linda.

— O líder do grupo de apoio ligou de novo. — Ele fala enquanto eu terminarava de amarar a bandana.

— Nem comece essa conversa Jack, você já sabe muito bem o que eu acho sobre esse grupo de apoio. — Eu disse enquanto saia pela porta da frente.

Não me sentia muito bem indo para esses grupos de apoio, na maioria das vezes quando eu ia no começo a unica coisa que eu ouvia era “Como estava sendo difícil, Estou com medo, nao sei se posso suportar.

E era justamente isso que eu queria evitar ouvir como as pessoas se sentiam tão depre por terem câncer, meus pensamentos sao muito diferentes eu quero viver cada momento de vida que tenho como se fosse a última.

Clao tinha aquelas recaidas mas nada que não pudesse ser superado ou melhor que eu nao conseguisse vencer.

— Ainda não entendo o porque de você não querer ir. — Ele disse correndo em minha frente e abrindo a porta do carro para mim.

— Obrigado cavalheiro. — Agradeci olhando para ele.

— Por nada madame. — Ele respondeu e logo em seguida começamos a rir.

Assim que entramos no carro liguei o som bem baixo para ouvir um pouco de musica, abri um pouco a janela do carro, então fomos direto para a escola chegamos rapido ja que não era muito longe.

O caminho para escola foi bem silêncioso ja que nao queria puxar conversa com o meu pai ou ele novamente iria começar com aquela história de ir para um grupo de apoio.

— Rebeca. — Ele chamou meu nome enquanto estacionava o carro na porta da escola.

Espera ele acabou de me chamar de Rebeca então ja podia imaginar que já vinha bomba por ae ja que ele me chamou pelo meu nome o que é bem difícil de acontecer porém infelizmente ainda acontece.

— Por favor vá para o grupo de apoio hoje. — Pediu ele seriamente.

— Droga de novo. — Sussurrei.

— O que? — Ele Perguntou.

— Por que essa insistência. — Perguntei olhando para frente tentando evitar aquele olhos azuis do eu pai que quase sempre me comvenciam.

— Filha será bom conversar com outras pessoas iguais a você.

— O senhor sabe muito bem que nao preciso disso. — Respondi finalmente enfrentando aqueles olhos azuis.

— Mais e se ele precisarem de você. — Ele respondeu.

— Tchau pai. — Respondi enquanto saltava do carro.

— Vamos terminar essa conversar quando chegar em casa. — Disse ele enquanto eu fechava a porta do carro.

— Tchau pai. — Murmurei pela janela agora abaixada do carro.

Subi os cinco degrais que havia na porta da escola e entrei na mesma, so então depois pude perceber a May se aproximando de mim e como sempre queria me pegar de surpresa.

— Ja te vi Maisie. — Falei me virando na direção da mesma.

— Droga, como você me viu. — Disse ela seriamente.

— Usando meus poderes que ganhei devido ao Câncer. — Respondi.

— Pelo jeito voce ainda continua com essa mania de fazer piada com tudo e qualquer coisa.

— Sempre. — Respondi e logo em seguida começamos a rir.

— Então Beca pronta para mais um dia de aula? — Ela perguntou enquanto me olhava para minha bandana.

— Sempre. — Respondi. — Estou sempre pronta para mais uma aventura.

— Pelo jeito vai continuar usando esse pedaço de pano não é mesmo. — Ela falou tentando tocar o mesmo.

— Primeiro que não é um pedaço de pano e segundo sim vou sim continuar usando. — Falei afastando a mão dela.

Apesar de ser so uma bandana era algo muito especial para mim sentia que era algo muito especial meu pai me deu assim que descobri sobre o câncer ele disse que era para eu cuidar muito bem dela não entendi muito bem porém a guardei como um bau de tesouros.

— Então vamos nessa, sinto que muitas coisas estão prestes a acontecer esse ano.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.