Notas iniciais
VOLTEEEEEI! Olá meus amores! Não, eu não morri. E não vou né? Antes de me estrangularem por eu demorar um século para postar, vou explicar o que houve ok? E espero que vocês entendam. 1° eu fiquei sem internet por semanas e 3g é o mesmo que nada. 2° eu fiquei doente, por conta da mudança da temperatura e blábláblá, mas doente mesmo e muito e eu não estava bem para escrever. 3° esses dois motivos me fizeram ter um bloqueio daqueles. Mas agora eu já estou melhor, quase boa completamente e aproveitei para ler muito. E consegui, graças a Deus, escrever um capítulo bom e grande. Aleluia gente! Mereço palmas hein Enfim, vou deixar vocês lerem. Boa leitura e me perdoem por tudo. Nos vemos lá embaixo?

“Posso sofrer, posso chorar e até cair, mas essa noite amor eu vou morrer de rir.”

Quando Luc afastou Cameron de mim e me encarou, eu vi raiva e fúria em seus olhos, e por um momento eu poderia jurar que vi dor, mágoa. Mas no segundo seguinte já não havia mais nada, os seus olhos já nem me encaravam mais.

Lucca deu um forte soco no lado esquerdo do rosto de Cam, e ele revidou. Anne e eu gritávamos a procura de alguém que pudesse separar os dois. A loira oxigenada? Já havia ido embora sem nem se preocupar com Lucca.

Logo o segurança chegou e separou os dois, expulsando-os do shopping. Ao chegarmos todos na rua, Cam já estava ao meu lado me pedindo desculpas pela confusão.

– Cadê a sua namoradinha Lucca? Você realmente prefere viver se divertindo com aquele tipo ao invés de ter alguém de verdade ao seu lado? – eu o aplaudi e não permiti que uma lágrima sequer caísse. – Cam com certeza é melhor que você. Qualquer um é melhor. E eu espero de verdade, que quando você precisar de alguém, nenhuma dessas putas que você pega sequer olhe na sua cara. É só quebrando a cara que se aprende otário!

Eu me virei de costas e fui embora com meus amigos, deixando Lucca, sem nem olhar para trás.

(...)

– Eu vou sair sim, vocês indo comigo ou não. – disse à Anne e Cam. — Eu é que não vou ficar mais uma noite chorando por que um idiota não quer assumir o meu filho e meus pais se preocupam mais com o nome da família do que comigo. – falei decidida enquanto retocava o batom vermelho. Meus amigos me encaravam preocupados.

Verifiquei mais uma vez se o vestido estava bom e ao chegar à porta olhei para os dois.

– Vocês não vêm?

– Preciso de cinco minutos. – Anne pediu e eu ri. Cam e eu sentamos no sofá enquanto Anne se arrumava o que provavelmente iria demorar bem mais que cinco minutos.

– Você sabe que não pode beber não é? Faz mal ao bebê. – meu melhor amigo disse me olhando preocupado.

– Relaxa Cam. Eu não vou fazer nada que possa prejudicar meu bebê ok? Só quero dançar um pouco e esquecer que meus pais me expulsaram de casa.

– Vem cá Soph. – ele chamou abrindo os braços. Sorri e aconcheguei meu rosto no peito de Cameron e fui envolvida pelos seus braços.

Ele me conhecia melhor que ninguém.

– Me desculpe por toda aquela confusão, digo, eu praticamente te usei para “fazer ciúmes” em Lucca. Eu apenas fiquei... Desnorteada.

– Tudo bem Soph. Melhores amigos servem para isso. – olhei para ele enrugando a testa e me segurando para não rir. Ele pareceu pensar um pouco sobre o que havia dito. – Esquece. – disse por fim para então cairmos na gargalhada.

Pouco depois, Anne apareceu linda e loira com seu melhor vestido vermelho. Ela sabia que aquela cor a deixava mais linda do que o normal e contrastava perfeitamente com sua pele clara e os cabelos dourados.

– Podem dizer, estou linda não estou? – disse convencida.

Rimos e concordamos com ela.

– Arrasou amiga. Agora vamos?

Ela assentiu. Cam ainda nos encarava preocupado, como um pai fica ao saber que suas filhas irão sair para uma balada à noite pela primeira vez. Mas Cam não tinha cara de pai, ou talvez tinha? Não, ele é muito novo. Mas se estivesse no lugar de Lucca tenho certeza que assumiria o filho.

Por isso que acho que talvez as coisas tivessem sido muito mais fáceis se o bebê que eu estava esperando fosse de Cam. Mas nós éramos apenas amigos, tudo bem que já tivemos uma espécie de “amizade colorida” á um tempo atrás, mas quando conheci Lucca, mesmo sabendo que ele não chegava nem perto de um “príncipe encantado”, eu me apaixonei e fiz questão de que Cam e eu voltássemos a ser apenas bons e velhos amigos e ele não pareceu ficar nem um pouco chateado comigo. Na época eu também não fiquei chateada por ele parecer não se importar em voltar a ser apenas meu melhor amigo, mas agora, pensando melhor, deve realmente haver algo de errado comigo.

Porque ninguém nunca foi embora, mas quando me perde de alguma forma, é como se não fosse sentir falta.

~*~

Afastei esses pensamentos quando Cam avisou que já havíamos chegado a tal balada. E estava cheia, como já imaginávamos.

Entramos e fomos até o balcão pegar algo para beber. Quando o barmen perguntou o que queríamos, meu melhor amigo me encarou.

– Tem suco? – perguntei ao cara que parecia ter seus vinte e pouquíssimos anos e que por trás da camisa e o avental que usava parecia ter belos músculos, ele tinha a barba por fazer o que o deixava extremante sexy. Percebi que ele me encarava confuso, como se quisesse me perguntar por que raios eu estava numa balada se não iria beber álcool. – Eu não bebo. Algum problema?

No segundo seguinte, vi o barmen levantar as mãos no alto da cabeça em sinal de “rendimento” com um sorrisinho no rosto e então foi pegar o suco. E que sorrisinho.

Ele trouxe um copo com um liquido alaranjado para mim e alguma bebida para meus amigos.

Eu ainda tarava o barmen descaradamente enquanto bebia o suco de laranja por um canudinho. E ele vez ou outra me lançava uma olhadela. Anne já havia ido dançar na pista de dança com um cara e Cam estava sentado próximo de mim em um banquinho do balcão. Então ele me cutucou.

– Sério que você está dando encima daquele cara?

– Qual o problema? Ele é maravilhoso. — falei suspirando enquanto ainda encarava o cara que eu nem sabia o nome.

– Você nem conhece ele Sophia. Vai acabar fazendo besteira, eu te conheço. — virei meu rosto para encontrar Cameron que estava com a barba feita e o cabelo desgrenhado. Seus olhos verde-mar me encaravam de uma forma preocupada pela terceira ou quarta vez naquele dia.

Mas ele estava lindo, não havia como negar.

Uma garota de cabelos negros com algumas mechas mais claras e olhos verdes apareceu interrompendo a “bronca” que Cameron iria me dar e me perguntou rapidamente se ele era meu namorado e eu neguei com cabeça, ela então o chamou para dançar já o puxando pelo braço . Aquela garota era linda e sem esperar resposta do meu amigo o levou para pista de dança enquanto ele ainda tentava ficar de olho em mim. Eu fiquei incomodada por aquela menina que parecia ser até menor de idade ter “roubado” Cam de mim sendo que estávamos conversando, mas ao mesmo agradeci mentalmente a ela por isso. Eu queria me divertir, de preferência com aquele barmen maravilhoso, e com meu melhor amigo na minha cola seria impossível.

Quando voltei a olhar para o cara sem nome, que atendia outras pessoas servindo todo tipo de bebidas com a ajuda de outro cara que parecia ser mais novo e magrelo, ele me encarava com um sorriso torto nos lábios.

Ele olhou para meu copo vazio encima do balcão à minha frente e veio até mim.

– Vai quere outro suco? – perguntou agora sem desviar seus olhos dos meus.

– Eu queria você. Pena estar em horário de trabalho. – sussurrei bem próximo ao ouvido dele e mostrei estar chateada, me levantando então do banco e me virando em direção à pista de dança.

Mas ele segurou meu braço antes que eu saísse e um sorriso satisfeito cresceu em meus lábios.

– Espere. — ele disse alto por conta da música e eu virei apenas meu rosto para encarar os olhos do barmen que tinha uma mistura incrível de verde e azul. – Meu amigo pode cuidar de tudo para mim. – disse e foi até o cara magrelo e falou algo baixinho para ele, tirou o avental e saiu de trás do balcão vindo até mim.

– Quer dançar? – ofereceu gentilmente com um sorriso nos lábios me estendendo uma das mãos. Assenti sorrindo para ele e aceitando sua mão.

Assim que chegamos à pista de dança, por coincidência ou não, uma música mais lenta começou a tocar e ele envolveu minha cintura com seus braços musculosos.

– Então, você tem um nome? — ele sussurrou com o rosto bem próximo ao meu.

Eu ri divertida.

– Sophia. – sussurrei de volta respondendo sua pergunta.

– Chris. – também se apresentou com aqueles olhos extremamente intensos fitando os meus e a voz rouca.

Agora, o barmen tem um nome. Só resta saber se ele beija bem.

~*~

Eu ainda dançava com Chris, porém agora a música era mais animada e já não estávamos tão próximos. Mas ele sempre que tinha chance sussurrava algo em meu ouvido com a voz extremamente rouca, o que me deixava arrepiada dos pés a cabeça.

Mas ainda não havia me beijado.

Cameron ainda dançava com a garota que fazia questão de se esfregar nele o tempo todo, mas ele estava de olho em mim e no barmen e nem sequer conseguia disfarçar isso. Ele parecia irritado e sem vontade alguma de continuar dançando com aquela garota.

– Hei, não quer dar uma volta? Em um lugar mais tranquilo... – Chris me convidou falando alto para que eu escutasse através da música.

Dei uma olhada em direção ao balcão e vi um cara magrelo se virando nos trinta para atender sozinho várias pessoas. Ele iria matar Chris.

– Acho que seu amigo precisa de uma ajudinha. – disse ainda olhando para o cara e ele seguiu meu olhar.

– Que nada, ele dá conta. – eu ri e dei de ombros. – Vamos?

Eu fiz que sim com a cabeça e Chris segurou minha mão me puxando para fora da boate. Dei uma última olhada em Cameron e vi-o sussurrando algo no ouvido da garota. Anne eu não fazia idéia de onde estava.

Quando estávamos finalmente chegando à porta da boate, senti alguém segurando meu braço com força e me virando. Era Cameron, ele estava sozinho e parecia bem bravo.

– Você vem comigo. – ele disse me puxando para fora da boate e dando um empurrão em Chris.

– Hei! Ela está comigo cara! – ele gritou para Cam. E meu melhor amigo me lançou um olhar bravo.

– Nos vamos um dia desses gato. – falei lançando uma piscadela a Chris que sorriu torto dando de ombros e voltou para dentro da boate.

Cameron ainda me puxava, agora segurando em minha mãe, até chegarmos ao seu carro.

– Qual é Cam? A garotinha lá não te quis mais aí você decidiu estragar a minha noite? – reclamei cruzando os braços.

– Sophia! Você passou dos limites! Aonde você ia com aquele cara? Você nem o conhece, ta ficando maluca?

– Não enche Cameron. Eu não sou mais criança lembra? Mania idiota de querer se comportar como se fosse meu pai. – disse irritada e entrei no carro.

Cameron ligou para alguém e logo Anne apareceu. Os dois entraram no carro.

– O que houve? Eu estava super de boa conversando com um gato e de repente eu recebo uma ligação do Cam, — disse apontando para ele. — me mando vir pra cá correndo. Achei que alguém havia morrido.

– Até parece que você não sabe como o Cameron adora fazer tempestade em copo d’água. – disse emburrada.

– Ah, já entendi tudo. – Anne disse por fim.

Depois disso ficamos em silêncio, até chegarmos à casa da minha amiga onde Cam nos deixou sem nem descer do carro e foi para a sua casa.

Eu tomei um banho demorado pensando em mil maneiras de matar meu melhor amigo no dia seguinte e me joguei no colchão que havia no chão da sala apagando logo em seguida.

Acho que Anne ficou chateada por estragarmos a noite dela e resolveu me fazer dormir na sala. Mas quem estragou tudo foi Cam, então dane-se.

Notas finais
O que acharam? Favoritem, comentem, recomendem e indiquem aos amigos e parentes se eu merecer. Vou tentar postar mais rápido, prometo a vocês. Um beijo e até logo.