Além Do Amor

6 Menina ou menino?


Notas iniciais
Hei pessoas, tudo bem com vocês? Eu sei, prometi que postaria rápido e blábáblá, mas não o fiz. Porém não me matem, eu tive alguns probleminhas que me impediram de postar. Mas eu estou aqui! E para recompensar, vou postar um capítulo hoje e um amanhã (que já estão prontos) e vou tentar fazer um e postar até mais ou menos o meio da semana ok? Mas já logo aviso que não é de certeza. Enfim, boa leitura. Vejo vocês lá embaixo.

As semanas se passaram voando, e hoje vou finalmente saber o sexo do meu bebê. Já faz cinco meses que estou carregando esse pequeno ser dentro de mim e minha barriga até já começou a crescer.

Meus pais ainda não me ligaram uma vez sequer, e eu nem sei se irão ligar. É incrível o quão orgulhoso eles são por coisas tão absurdas. Preferem não ter notícias da única filha e do neto, ou neta, do que “sujar” o sobrenome da família.

Cameron continua irritantemente protetor e eu estou me esforçando o máximo para não me estressar com isso, já que como Anne diz, ele não faz por mal. Só que eu quero me divertir agora, porque eu sei que daqui alguns meses eu vou ter um bebê para cuidar e dificilmente vou ter tempo para mim. Será que o Cam não entende que eu apenas estou com medo?

Já que Anne não pôde faltar à faculdade porque teria um trabalho importante para apresentar e Cam nem sabe que eu irei ao médico, apenas me resta ir sozinha descobrir se estou esperando uma menininha ou um menino. E é óbvio que estou torcendo para que seja uma menina, já que eu vou adorar arrumar o cabelo dela e comprar roupas estilosas antes mesmo dela nascer.

(...)

Eu já estava atrasada para consulta e falava pouco para eu terminar de me arrumar, mas é claro que alguém iria tocar a campanhia exatamente naquele momento para me atrasar ainda mais.

Corri até a porta e quando a abri, encontrei um Cam com o cabelo arrumado e as mãos nos bolsos da calça enquanto batia um dos pés do chão, como costuma fazer sempre que está ansioso.

– Você não deveria estar na faculdade, mocinho?

– É eu deveria. – respondeu entrando no apartamento da minha melhor amiga onde eu ainda estava morando.

– Então o que está fazendo aqui?

– Anne me contou que você tinha uma consulta médica hoje e iria saber o sexo do bebê, então eu achei que poderia te acompanhar.

– Aquela fofoqueira. – murmurei o fazendo rir. – Você não precisa ir comigo Cam, o filho não é seu. Não é uma responsabilidade sua e...

– Shh... – meu melhor amigo pôs um dedo em meus lábios em sinal de ‘Silêncio’ e eu parei de falar. – Eu vou ir com você porque eu quero, não porque eu estou sendo solidário ou “irritantemente protetor” como você costuma dizer. – disse fazendo aspas com os dedos. – Eu quero poder estar com você quando descobrir se irá ter uma menina ou molequinho, assim como eu estive quando você pôde ouvir pela primeira vez o coraçãozinho dele.

Cameron estava mesmo comigo quando minha médica disse que poderíamos ouvir o coraçãozinho do meu bebê. E foi incrível ouvir os batimentos tão fraquinhos daquele pequeno serzinho dentro de mim, como também foi incrível ver que meu melhor amigo se emocionar junto comigo naquela manhã. Ele ficou todo bobo e por um momento eu esqueci que Cam não era o pai, acho que até ele esqueceu.

– Ou dela. – eu disse enquanto via um Cameron sorrir para mim.

(...)

– Se for um molequinho eu vou poder ensinar ele a jogar futebol e vou levar ele a vários jogos. – meu amigo disse todo animado enquanto dirigia em direção ao consultório médico.

– Desiste Cam, vai ser uma menina, e Anne e eu amanhã mesmo vamos comprar várias roupas estilosas para ela. – falei convencida.

– Menino.

– Menina.

Ficamos nessa até finalmente chegarmos.

A Doutora Ângela fez algumas perguntas de rotina e Cam prometeu a ela que me faria tomar todos os cuidados necessários, além de me alimentar bem e de forma alguma ingerir bebida alcoólica. Tudo o que eu mais queria era isso, minha médica incentivando meu melhor amigo a ficar ainda mais no meu pé do que eu ele já costuma ficar.

Depois de me deitar na ‘maca’ e a Doutora passar um gel na minha barriga e tudo mais, enquanto Cam estava sentado ao meu lado e segurava minha mão, ela finalmente fez a pergunta que eu estava esperando.

– Vocês querem saber o sexo do bebê?

Eu fiz que sim em um movimento ansioso com a cabeça e olhei para Cam que sorria todo bobo e bagunçava o cabelo com uma das mãos.

– Bom, deixa eu ver... Há! Por sorte nosso bebê está na posição certa. – ela disse enquanto passava uma ‘máquina’ na minha barriga e olhava para o pequeno monitor que estava a sua frente.

– Então doutora? – Cam perguntou.

– É uma menininha! Parabéns!

Eu sorri boba e olhei para meu amigo.

– Eu sabia. – murmurei convencida para ele, que me deu língua

Mesmo não sendo um menino como ele insistia em dizer que seria, Cameron demonstrava estar tão feliz quando eu. Era maravilhoso saber que meu melhor amigo estava de certa forma quase que assumindo a minha filha, mas isso não seria justo com ele.

Lucca é quem deveria estar comigo quando fui à primeira consulta médica e quando bati o primeiro ultrassom. No momento em que ouvi pela primeira vez o coraçãozinho da minha menininha era ele quem deveria ter escutado comigo e também era ele que deveria estar aqui agora segurando minha mão e sorrindo feito bobo por saber que é uma menina. Não Cameron, que é apenas meu melhor amigo e não tem culpa alguma se eu fui irresponsável e engravidei aos dezoito anos. Ele não tem culpa se o pai dessa criança é só um moleque e não está aqui comigo. Ele tem a vida dele e eu não posso acabar com os seus sonhos por conta da minha irresponsabilidade.

(...)

Quando chegamos ‘em casa’, Anne também já estava lá e a mesa estava coberta de várias opções de comidas.

– Então? É uma menina não é? – ela perguntou toda ansiosa e nós olhamos para ela fingindo uma pequena decepção. Ela pareceu entender o que queríamos que entendesse e pareceu também um pouco decepcionada. – Ah! Mas se você pensa que vai virar o “ídolo” do Arthur e só ensinar ele a jogar futebol... – ela disse brava apontando para Cam.

Meu melhor amigo e eu rimos da cena.

– Arthur? – eu perguntei a ela.

– É! – disse ficando animada novamente, porém ela notou minha expressão confusa. – Você não lembra Soph? Poxa! Quando nós tínhamos dez anos combinamos que nós duas iríamos ter um casal de filhos e que nossos meninos se chamariam Arthur. – ela explicou sorridente.

Cameron passou a gargalhar alto pelo o que ouviu e eu me lembrei do nosso combinado. Mas por favor, nós só tínhamos dez anos!

– O que foi? – Anne perguntou parecendo confusa.

– Amiga, nós só tínhamos dez anos. Qual a lógica dos nossos filhos terem o mesmo nome? Isso se você tiver um menino algum dia.

– Ah, tem razão. Enfim, eu fiz o almoço, vamos comer?

Assentimos e fomos almoçar. Porém logo Anne começou a me perguntar se eu já havia pensando em algum outro nome para o bebê, e então Cam e eu nos entreolhamos. Nós nos esquecemos de dizer a verdade a ela.

– Anne, nós estávamos brincando. – ela me olhou confusa pela segunda ou terceira vez naquela manhã. – É uma menina!

Como eu já imaginava, Anne quis nos matar por mentir para ela, tirou sarro da cara de Cameron por ele ter errado o sexo do bebê e disse que naquela tarde nós iríamos fazer compras para minha menininha. E é claro, que ela gritou e pulou muito de felicidade como eu já esperava que o fizesse.

Ela deveria ir para a faculdade, na verdade ela não costuma sair de lá nem para almoçar, já que estuda o dia inteiro, mas como a mesma explicou, estava tão ansiosa que voltou para casa assim que a sua última aula da manhã acabou.

Nós iríamos passar a tarde inteira no shopping e a noite eu conversaria com Cameron.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Favoritem, indiquem aos amigos e recomendem se eu merecer. Vejo vocês amanhã? Um beijo.