Always with me - LiTor
1 Capítulo único - O CASAMENTO.
Notas iniciais
Sol, praia, bebidas, amigos, fogueiras, família... O mar... Ah, o mar! Todos gostariam de ter esse ambiente marcado para sempre em suas vidas... E bom... Lia e Vitor agora têm.
- Estamos aqui para celebrar a união de Lia Martins e Vitor Machado... — O padre começou.
O sonho de Lia era casar-se em um show de rock, e o de Vitor em um lugar sereno, sem ser igreja, um lugar livre, o que os fez optarem por casar na praia. Seguindo a tradição original, Lia vestia um longo vestido branco e Vitor um terno preto e gravata borboleta.
Ju e Gil, casados há alguns anos, estavam posicionados ao lado da noiva, enquanto Fatinha e Bruno estavam posicionados ao lado do noivo. Os padrinhos vestiam ternos cinza, enquanto as madrinhas vestiam vestidos longos azul claro.
- Lia, aceita Vitor como seu legítimo esposo?
- Aceito! — Sorriu para o noivo.
- Vitor, aceita Lia como sua legítima esposa?
- Aceito. — Retribuiu o sorriso.
- Por favor, as alianças. — O padre pediu, assistindo uma criança as trazendo.
Assim que pegaram as alianças, deram um beijo na testa da pequena menina, Nathália, filha de Raquel e Mathias.
- Eu nunca pensei que o garoto inconsequente que me atropelou na praça seria meu noivo algum dia — Lia sorriu — Mas o destino nos juntou e mostrou que somos muito mais que obstáculos. Eu quero estar com você desde agora até sempre. Hoje, deixarei de ser a garota inconsequente que te completava, para ser a mulher inconsequente que está se casando contigo. Obrigada por toda a paciência que você sempre teve comigo, porque eu não era fácil. — Riu — Vitor Machado, eu te amo. — Lia deslizou a aliança pelo dedo do menino e deu um beijo em sua mão.
- Juntos passamos por muitas coisas, obstáculos não faltaram para que um dos dois desistissem. — O público riu e os noivos também — Vou estar mentindo se disser que eu vivi algo melhor antes de te conhecer, porque eu só comecei a viver depois que te conheci, desde o começo, amor a primeira vista. — Sorriu — Eu te amo Lia, Martins pela última vez na sua vida. — Deslizou a aliança pelo dedo da menina e beijou carinhosamente sua mão.
- Pode beijar a noiva! — A partir desse momento, eram um só, Vitor e Lia Machado.
+++
A festa aconteceria na praia mesmo, um palco grande estava instalado em frente a uma pista de dança montada para o casamento.
Lia, Vitor, os pais de Lia, Sal e Luana estavam sentados em uma mesa, os mais novos casados estavam nas cadeiras do meio, esperando pelos discursos que os padrinhos fariam e depois o discurso do noivo.
O olhar apaixonado que os recém casados trocavam era de arrepiar, uma corrente elétrica passava entre os dois, o brilho no olhar, os sorrisos sinceros, nada poderia abalar o momento, qualquer notícia os deixariam mais unidos do que nunca.
Telões estavam cercando atrás da mesa, deixando possível que qualquer convidado visse o que estava passando.
- Atenção, por favor! — Os dois padrinhos pediram, cada um com um microfone — Nós queremos parabenizar os noivos, que jurávamos que não sairiam vivos do ensino médio. — Bruno começou e fotos do casal e da turma começaram a aparecer no telão, desde o começo, segundo colegial, cinco anos atrás.
- O amor dos dois simboliza luta! Eu nunca vi um casal que passou por tanta coisa. Para começar, se conheceram em um acidente, depois houve perseguição, sequestro, outro acidente, etc. Não dá pra listar tudo, mas só com esses podemos analisar que eles nasceram para ficar juntos. — Gil continuou.
- Dois adolescentes inconsequentes, agora dois adultos, de anos para cá notamos as diferenças que aconteceram e todos nós convidados e amigos temos certeza de que os dois mudaram, e cada dia mais, para melhor.
- Então, nós queremos agradecer aos noivos, que finalmente se casaram, por fazerem parte da nossa juventude, que foi boa enquanto durou.
- E queremos que vocês sejam muito felizes.
- VIVA OS NOIVOS! — Os dois gritaram e todos responderam um "viva" brindando seus copos, dando a chance de Vitor começar o seu discurso.
- A primeira coisa que eu notei quando a olhei, foi seus olhos raivosos, mas mesmo assim lindos. Eu, fugindo de quem eu era por desentendimentos, e ela, fugindo de si mesma por um fim de relacionamento. O primeiro contato de sentimentos que tivemos foi por um poema. Lia sempre amou poemas, mas justo naquele dia, levantou com o pé esquerdo. Ela começou, e terminamos juntos. O poema que nos uniu. Soneto de Fidelidade, Vinicius de Morais. — Assim que ele citou o nome do poema, todos os convidados que estudaram na mesma escola que eles se levantaram, começando a recitar o poema junto do homem.
"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Lágrimas de felicidade escorriam sobre a face da noiva, o poema que os uniu é o mesmo poema que está marcando o começo da união eterna, o poema que conectou seus corações está conectando novamente agora, o poema que os juntou como namorados, como o começo do amor, está os juntando como casados agora.
- Esse poema marcou o início e o fim de um tempo, e agora está marcando o começo de uma nova etapa. — Sorriu para Lia — Sempre fui bom com palavras, porém, com exceção, hoje estou nervoso. Por esse motivo, eu vou me expressar da forma que nos uniu, com uma poesia. O poema chama Viciado no amor, Vitor Machado. — Palmas e gritos eram ouvidos e o sorriso que Lia estampava fazia qualquer um querer casar. O brilho em seus olhos podia substituir um dia de Sol, de tanto iluminar.
"Viciado no amor.
Do seu amor, um vício me atrai
Da sua alma, uma corrente me mantém preso
Um ímã nos une, o seu amor me distrai
O meu coração palpita, até pareço indefeso.
Pensamentos distantes
Meus sonhos são constantes
Amor, me dê sua mão, não se afaste
Por favor, tu és meu contraste.
Mesmo com um fim próximo,
Darei meu máximo
Nosso amor é eterno
Nosso amor é fraterno.
Acho que cai no nosso próprio jogo
Acabei viciado no amor
Devo sentir temor?
Talvez esse seja o nosso próprio logo." — Vitor recitou o poema com tamanha facilidade que os convidados só faltavam invadir a parte dos noivos para lhe abraçarem. Fotos dos dois se passavam e o poema rolava em um dos telões. — Eu te amo, Lia Machado.
Lia, que nesse dia estava parecendo uma princesa, se levantou e, passando os braços pelo pescoço do noivo, o puxou para um beijo.
- Eu também te amo, Vitor Machado! — Sussurrou perto de sua boca.
- DISCURSO, DISCURSO, DISCURSO! — Os convidados gritavam cantarolando.
- O que será o meu discurso ao lado desse, não é mesmo? Eu lembro que um dia eu virei para o Vitor e disse que se o discurso de casamento dele não fosse melhor que o do Tom Fletcher, eu deserdaria ele. — Os convidados riram. — Não foi melhor, mas foi perfeito. — Vitor riu, ele tinha certeza de que a noiva amou seu discurso. — Eu nunca tive o controle da minha vida, nunca possui uma paz interior, agora eu possuo, ele me traz isso. Tenho certeza que meu discurso não vai ser tão bom quanto o dele, mas com toda a certeza do mundo ele ficará marcado. — O "público" olhou curioso para a recém-casada e Vitor a encarava de forma interrogativa. — A cinco anos atrás, nós nos conhecemos, e quando eu digo que foi puro acidente, é porque realmente foi puro acidente, mas minha vida começou a fazer sentido a partir daquele momento. Quatro anos atrás, terminamos por um período, mas ninguém consegue realmente nos separar, a prova está aqui. Três anos atrás, viajamos pela primeira vez juntos, Vitor me levou para conhecer a única cidade que eu sempre sonhei, Londres, e foi perfeito. Dois anos atrás, me pediu em casamento da forma mais original, impossível; pulamos de asa-delta e na decida ele olhou com uma cara fofa e "Você aceita se casar comigo?", só consegui responder quando chegamos no chão, Deus me livre de responder no ar. — Risos. — Um ano atrás, planejávamos esse casamento e só faltava eu querer matar meu noivo antes do casamento, porque esse homem encheu minha paciência. — Vitor riu por saber que fazia aquilo de propósito. — E por fim, um mês atrás eu descobri a melhor coisa que poderiam nos dar, um bebê.
Os pensamentos de Vitor ficaram em desordem, tudo o que ele conseguia fazer era sorrir. O garoto aproximou-se da mulher e, pela segunda vez naquele dia, sentiram que eram um só, um único coração batendo, mas que agora, eram três.
Os convidados faziam um coro de "Awn" enquanto os padrinhos, madrinhas, irmãos e pais da noiva vinham cumprimentá-los.
+++
Todos já haviam se trocado, afinal, um casamento na praia não teria graça se todos ficassem de ternos e vestidos. As mulheres, todas de biquínis, com exceção da mais nova casada, que foi proibida pelo noivo de andar de biquíni no dia no casamento deles, então, ela permanecia com um vestido de leve branco, e um biquíni preto por baixo. Os homens, todos de bermuda, com exceção do mais novo casado, que foi proibido pela noiva por direitos iguais, então, ele permaneceu com uma bermuda branca e uma regata leve cinza.
O mar estava calmo e o sol brilhava, eram quatro da tarde, a festa estava para começar, não antes da noiva jogar o buquê e estrear uma música.
Dois anos depois de sair do colégio, Lia se tocou que teria que se tornar mais responsável, largou um pouco o rock de lado, suas loucuras e começou a se concentrar no futuro, agora, esperando um bebê, sua responsabilidade aumentou, além dela, havia uma vida para cuidar.
- Por quê não me contou antes? — Vitor sussurrou em sua orelha, enquanto seus dedo brincavam na barriga da mulher.
- Queria fazer uma surpresa. — Deu um beijinho em seu pescoço. — Acho que vou jogar o buquê para a festa começar.
- Eu estou com fome! — O marido fez bico.
- O jantar só será servido ás sete, vai lá na mesa dos aperitivos, amor. — Lia lhe deu um selinho e saiu, sendo observada por Vitor, que, por sua vez, não sabia como conquistou aquela mulher que se tornou sua vida.
- Atenção de todos, por favor! — Gil pediu de cima do palco, com o microfone. Assim que o silêncio foi concebido, voltou a falar. — A noiva vai jogar o buquê.
Lia virou de costas, enquanto um aglomerado de mulheres se formava em frente ao palco.
- 1... 2... 3... — As rosas e tulipas foram lançadas, indo parar nas mãos de ninguém mais ninguém menos do que Tatá. — Acho que alguém vai casar. — Riu. — Antes da festa começar, eu queria cantar uma música, a música que estava tocando no jantar após o pedido de casamento. Casais, se juntem por favor, Vitor, amor, faça as honras e dance com a minha irmãzinha. — Pediu e os casais se ajeitaram.
+++
A festa já acontecia a algum tempo, o casal anfitrião tiravam fotos com os convidados através do fotógrafo enquanto a maioria dos convidados aproveitavam o mar.
A lua de mel começaria no dia seguinte, mas mesmo assim o casal não queria que o dia terminasse nunca.
- Vamos para o mar! — Vitor puxou Lia.
- Que ansiedade é essa Vitor? — Riu.
- Desde que pisei nessa areia estou louca para entrar nessa água, por favor, vamos.
- Lia! — Ouviu seu pai gritar. — Pode vir aqui um minuto?
- Estou indo. — respondeu e virou-se para Vitor — Amor, vai indo, eu vou rapidinho ali com meu pai e já venho, tudo bem?
- Fazer o que né! — Rolou os olhos e deu um selinho na menina, se separando pela primeira vez naquele dia dela.
Lia correu até seu pai, cujo qual não teve a oportunidade de conversar com a filha sobre o mais novo neto.
- O que estão achando? — A garota perguntou com o sorriso maior que o mundo e o rosto iluminado.
- Está tudo perfeito. Você está maravilhosa e esse lugar, mais livre impossível — Raquel disse e os três riram.
- Quer dizer que eu terei um neto? — Lorenzo sorriu.
- Ou neta.
- Estou torcendo para ser menina! — Lia confessou. — Mas se for menino, vou amar também, e o Vitor vai pirar.
- Minha menina cresceu, por onde andei? — perguntou indignado.
- Viajando pelo mundo. — Respondeu e o homem riu.
- Por uma boa causa.
- Sempre. — A filha concordou.
- Já sabem os nomes? — Raquel perguntou.
- Na verdade, o Vitor só soube hoje, então não paramos para conversar sobre.
- Como assim ele só soube hoje? — Raquel riu se lembrando que fez a mesma coisa quando engravidou da menina.
- Ah, Pai! O casamento já estava marcado e eu sabia que iriam pedir discurso e os dois discursos precisam ficar marcados de algum jeito, não é mesmo? — Sorriu.
- Lógico.
- Lorenzo! Eu só te contei que estava grávida no nosso casamento também, não implica com a menina.
- Por isso mesmo.
- Agora ele já sabe pai, está tudo certo, você vai ter um(a) neto(o), ou seja, alguém para você mimar um pouco e que te segure no mesmo país por um tempo.
- Mal posso esperar.
- Eu também não! — A voz de Vitor invadiu seus ouvidos e um beijo gelado encostou sua nuca, a deixando arrepiada, assim como o corpo todo molhado que grudou na menina por trás.
- Que susto, Vitor! — Colocou a mão no coração.
- Posso roubar minha mulher um segundo para o mar?
- Claro que pode, garoto! — O pai de Lia sorriu e deu uns tapinhas em suas costas. — Parabéns garoto, já estou esperando ansiosamente meu novo neto.
- Vai ser menina Lorenzo! — Raquel brigou com o amigo. — Parabéns Vitor, o bebê vai ser lindo.
- Com toda certeza! — Sorriu de volta. — Obrigada aos dois.
Assim que o casal se afastou, Raquel e Lorenzo sorriram orgulhosos. Raquel seguiu em direção à Mathias, enquanto Lorenzo foi em direção ao palco, onde os amigos estavam localizados. Vitor corria com Lia em direção ao mar, os dois tinham a pequena noção de que aquele Sol os deixariam com uma bela marca por conta das roupas.
- Vamos, amor! — Vitor parecia uma criança, puxando a esposa.
- Eu vou borrar toda minha maquiagem, Vitor! — Fez manhã.
- Para de me enrolar, eu sei que a maquiagem toda é a prova d'Água.
- Não custa tentar, né! — Riu e sentiu suas pernas saírem do chão. — VITOR. Você vai me derrubar.
- Em todos esses anos, eu te derrubei?
- Não, mas sempre tem a primeira vez, né! — Os dois riram e a menina pode sentir a água gelada bater em suas pernas quentes.
Assim que entraram no mar, Lia enroscou seus braços em volta do pescoço de Vitor, enquanto o mesmo a puxou pela cintura para mais perto.
- Finalmente casados! — O homem sussurrou perto da boca da mulher.
- Finalmente! Jurava que ia desmaiar de ansiedade antes do casamento começar.
- Somos dois.
- Menino ou menina?
- Não sei ainda. Eu quero menina.
- Então teremos um menino.
- Por quê você me contraria tanto, homem? — Riu.
- Porque não seria eu se não te contrariasse.
- Babaca.
- Linda. — Beijou seu pescoço.
- Lembra quando você trocava meu nome por linda?
- Verdade, era muito bobo.
- Eu achava fofo.
- Então vou continuar, linda. — Passou sua barba mal feita pela boca da menina e beijou sua bochecha.
- Para de me provocar.
- Cala boca e te beijo?
- Uhum.
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- Amor, você viu minha bolsa?
- Em cima do sofá.
Lia e Vitor preparavam-se para a lua de mel.
Um casamento no sol e uma lua de mel no frio. O frio, nada melhor do que dormir abraçado com o amor da sua vida, tomar chocolate quente, neve... O casal se preparava para uma lua de mel em Paris, a cidade do amor. Casar no inverno parisiense estava fora de cogitações, então, uma lua de mel foi a melhor opção.
- Linda, o voo sai em três horas, precisamos ir.
- Estou indo, só estava pegando minha bolsa! — Respondeu e estendeu a mão para o marido.
- Pronta? — Sorriu.
- Espera... — abriu a bolsa novamente, só para conferir. — Pronta.
- Então vamos.
Seguindo em direção ao aeroporto, era impossível alguém dizer que o casal não estava feliz. Vitor estava com a mão pousada na coxa da esposa, enquanto a mesma olhava pela janela, pensando o quanto a vida foi boa com ela.
Os dois nunca pensaram que se completariam de forma tão perfeita, tão originalmente necessitando um do outro para continuar.
Assim que os dois pisaram no avião, duas horas depois, já sabiam, a vida dos dois mudou completamente e, agora, mais do que nunca, vão ser uma família feliz, eles dois mais o bebê que está por vir.
Notas finais
É isso, gostaram? COMENTEM. Não gostaram? Comentem.
Comentem sua malhação preferida e seus personagens preferidos que talvez eu faça uma short sobre eles :D
Beijocas, amo vocês.
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