Always by your side

4 Straight from the heart


Notas iniciais
Queria agradecer muito a todos que comentaram não só aqui, como também NTM. Cada um mais lindo que o outro e eu só tenho a agradecer o carinho e o elogio de todos vocês. Obrigada mesmo. ;)

— E a dica da nova palavra é: País. — O apresentador aponta para a tela, onde é possível ver os quadrados brancos, onde as letras aparecerão até formar a palavra. — Diga uma letra. — Pede o homem, para um jogador que está pelo telefone.

— Vogal ‘’A’’. — Responde o jogador. Logo se acende no painel branco, a letra ‘’A’’. Na quarta posição em branco.

— Certa resposta, meu caro. — O apresentador parabeniza com o um enorme sorriso. — Outra letra. — Pede gentilmente.

— Vogal ‘’E’’. — Logo se acende no painel branco, a letra ‘’E’’. Na primeira posição em branco.

— Você só fala vogais, meu filho? — Indagou Mills, olhando agoniada para a tela da TV à sua frente.

— Você está indo bem. — Comenta o apresentador. — Outra letra, por favor. — Pede novamente.

— Esse País está bem fácil para acertar. — Comentou, olhando fixamente para a televisão de tamanho médio. Uma aquisição do ano passado. — Pelas letras que já saíram, deve ser Estados Unidos. — Apoiou-se melhor em sua cadeira giratória.

Antes que a Sargento pudesse ter certeza de qual País seria, sua sala é invadida por Graham Humbert, seu chefe folgado, que logo desliga a televisão, como todas as vezes.

— Você adora entrar assim e desligar a TV, sempre que estou assistindo algo, não é? — Indagou irritada, desencostando-se de sua confortável cadeira.

— Desculpe-me Mills, mas o trabalho te chama. — Fingiu um sorriso inocente. — Bem, a Emma está te esperando lá fora. — Informou, apontando para a saída.

— E o que é dessa vez? — Perguntou enquanto abria sua última gaveta da mesa, e pegava suas coisas, preparando-se para o trabalho.

— Assalto em um hipermercado. — Regina assentiu e Graham saiu da sala logo em seguida.

•§•

— Você demorou. — Comentou Swan, assim que viu Regina saindo apressada de dentro do Departamento.

— O Graham acabou de me avisar. Vim o mais rápido que pude. — Rebateu, já entrando ao lado do carona, pois desta vez, Emma iria dirigindo. — Talvez, Humbert tenha se perdido no caminho até a minha sala. — Acrescentou sorrindo.

— O que você estava fazendo? — A Sargento já estava atacando o cinto de segurança.

— Vendo aquele programa de saber quais as palavras. Eu não me lembro do nome. — Deu de ombros. Também estava atacando o cinto de segurança. — Estou pronta, vamos? — Emma assentiu e deu partida no carro.

— Só falta uma coisa. — Comentou em tom de suspense. — Isso... — Ligou o som do carro e finalmente saiu do lugar, enquanto ‘’Straight from the heart — Bryan Adams’’ preenchia o ambiente.

— Isso não pode nunca faltar. — Rebateu sorridente, aumentando o som.

Entre cantoria e conversas, chegaram ao hipermercado, local do chamado. Antes mesmo de descerem do veículo, para entrarem no estabelecimento e verem o que poderia ser feito, viram um carro preto, saindo em alta velocidade, de dentro da garagem do local, na direção contrária à delas, com quatro homens dentro. Emma ligou a sirene, ambas checaram a segurança do cinto de segurança, Regina aumentou o som, e Emma pisou fundo no acelerador, dando início a uma perseguição.

Quando os homens perceberam que estavam sendo perseguidos, começaram a acelerar e, dois dos quatro, começaram a atirar em direção a elas.

Porém, antes que Regina pudesse rebater a chuva de tiros, o carro perseguido por elas, acabou batendo em um caminhão, que aparentemente estava desgovernado, e vinha em direção contrária à deles, explodindo logo em seguida, formando uma enorme fumaça preta, misturada a fogo, pois o caminhão era de combustível, e a batida havia sido forte.

•§•

— Mills, e a aposta, eu já ganhei? — Mike quis saber. As duas estavam do lado de fora do Departamento, conversando com ele e outros oficiais.

— Que aposta é essa? — Emma perguntou, franzindo o cenho, bastante curiosa.

— Essa aposta. — Rebateu a morena, indo para trás da amiga, e enlaçando sua cintura com seus braços. — Graham e Mike fizeram uma aposta sobre nós. — Acrescentou sussurrante, enquanto afastava o cabelo loiro do pescoço da amiga, e depositava beijos por aquela área sensível, fazendo-a sentir um frio na base das costas. Suas mãos percorriam lentamente a barriga da loira. Estavam quase indo para debaixo da blusa. Regina estava adorando desestabilizá-la daquele jeito.

— Do que se trata? — Perguntou num fio de voz. Seus olhos estavam fechados. Sua pele, arrepiada. Estava completamente excitada com as carícias da Sargento em seu pescoço. Além das carícias, Regina balançava de um lado para o outro, esfregando-se lentamente pela bunda de Emma.

Mike e outro oficial, o único que prestava atenção na conversa, estavam adorando ver aquela cena. Não pretendiam de jeito algum, fazê-las pararem. Mesmo sabendo que o ambiente não permitia. Todavia, foram interrompidas pela voz de Graham as chamando de dentro do Departamento.

— Swan e Mills... — Seu tom era nervoso.

Ao ouvirem a voz do chefe, afastaram-se rapidamente e foram ao encontro do homem. — Vão agora para o centro. — Ordenou. Seu tom ainda nervoso.

— O que houve? — Indagou Regina, preocupada, enquanto Emma foi até sua sala para pegar seus pertences.

— Um louco está fazendo duas mulheres de refém. — Explicou, escrevendo algo em um papel que tinha em cima da mesa. — Aqui o endereço. — Entregou-o para a morena, que o pegou sem demoras.

— Essas mulheres... O que são desse homem? — Indagou, analisando o endereço do local.

— Mulher e enteada. — Responde imediatamente. — Vocês precisam ir o mais rápido que puderem. — Avisou. — Esse homem estava algumas horas antes, abordando mulheres na rua. — Voltou-se para sua tela do computador. — Não podemos deixar que ele tire a vida dessas mulheres, e que saia ileso. — Regina assentiu, saindo da sala, e logo seguindo para o carro. Já estava com sua arma e distintivo. Emma logo voltou de sua sala, e também seguiu para fora do Departamento.

Sem delongas, entraram no carro, colocaram o cinto de segurança, ligaram o som, como sempre, e seguiram para o local.

•§•

— Então, tem saído com a tal de Luz? — Perguntou Emma, quebrando o silêncio entre elas, dentro do carro.

— Não. — Responde-lhe, dando um sorriso disfarçado ao se lembrar da cena que Emma fez na boate. Ela sabia muito bem que aquilo era ciúme e a loira não queria admitir. — Não estou com muito tempo.

— Uh. — Foi só o que a outra respondeu. Ela queria fazer mais perguntas, queria saber mais coisas sobre aquele dia da boate, mas não sabia como perguntar sem parecer que era ciúme, então resolveu deixar para lá, as várias dúvidas que martelavam em sua mente. — De onde ela é? — Mas não conseguiu segurar esta.

— Porto Rico. — Respondeu rápido, ainda mantendo seu sorriso de canto.

— Você... — Antes que concluísse a pergunta, fora interrompida pela morena.

— Se pensa que estou me envolvendo com ela, ou pretendo me envolver, pode ficar tranquila. — Olhou para a amiga, que lhe encarava, e piscou para ela. — Só tenho olhos para você. — Emma adorou a resposta que ouvira, mas claro que não demonstraria isso. Aliás, sabia que era egoísta de sua parte, mas não conseguia evitar.

— Vai acabar ficando para titia. — Comentou, fazendo a amiga sorrir. Tentou esconder a vontade de sorrir largamente com o que ouviu da mulher ao seu lado, mas acabou não conseguindo. Porém como estavam rindo de seu comentário, ela fez parecer que sorria por isso.

O silêncio se instalou novamente dentro do veículo, e só o que se ouvia era a voz de Phil Collins cantando ‘’Another day in paradise’’

Mais alguns minutos rodando, e finalmente Mills parou o carro em frente a um prédio de vinte andares, localizado na Washington St. Uma área boa de morar em Chicago.

— Então, o que temos aqui? — Perguntou Emma, assim que desceram do carro.

— O que o Graham me disse: Duas mulheres de refém. — Respondeu rapidamente.

Logo entraram no prédio, pediram a chave a recepcionista, que não hesitou em obedecer, e subiram até o último andar. Ao que tudo indicava, ninguém sabia do que estava acontecendo, exceto a pessoa que fez a denúncia, no qual, elas não sabiam quem era.

No meio do caminho, conversavam montando estratégias de como fariam para entrar no apartamento sem chamar a atenção do homem, se é que era possível, pois não sabiam onde ele se encontrava, para que ele não fizesse algo contra as mulheres. Emma até se ofereceu para trocar de lugar com elas, porém Mills não permitiu. Essa opção só aconteceria em última caso. Sem falar que, ela quem iria.

Antes de chegarem até a porta do apartamento, receberam uma ligação de Graham, informando que mais policiais estavam a caminho para ajudá-las na operação, mas elas não quiseram esperar pelos outros, e seguiram mesmo assim.

Ao chegaram em frente a porta, com a chave que pegaram na recepção, desistiram da ideia de entrarem silenciosamente como gatos, e decidiram abrira-la de supetão. Mas antes de qualquer movimento para entrarem, destravaram as armas, e puseram o dedo já no gatilho. Estavam preparadas para qualquer coisa que encontrariam dentro do apartamento.

Regina apontou a arma para a porta, e assim que Emma a abriu, a morena entrou rapidamente, já esperando encontrar o homem por ali, porém para sua surpresa, nada encontrou. As partes do apartamento, que eram possíveis de se ver de onde ela se encontrava, estavam tranquilas.

Agora, sem fazer barulho, andando pelo corredor de acesso aos quartos, ela pôde ouvir choros e risadas. Avisou a Emma que entraria em um dos quartos, de onde o som estava vindo, e quando a loira se aproximou para dar auxílio, ela abriu a porta, desta vez com calma e em silêncio, e viu o homem em pé, de costas para a entrada, apontando uma arma para as reféns.

Ela fez sinal de silêncio para as duas, e se aproximou lentamente do homem, porém o mesmo acabou sentindo a presença dela. Quando ele fez menção de se virar para fazer algo, Mills pulou em suas costas como uma criança, e começou a sufocá-lo. Uma medida um pouco desesperada, e de amadores, mas a melhor que julgou para o momento.

Ao sentir o agarre em suas costas, o homem foi cambaleando para trás, e se jogou com toda força possível, na parede, fazendo Regina se soltar dele e cair.

Quando ela caiu ao chão, Emma atirou no suspeito, que logo em seguida ao disparo, saiu correndo para cima dela, mesmo estando com um ferimento no braço, e se jogou em cima dela, tentando a todo custo, aperta o seu. O homem parecia ser louco, e não tinha medo de morrer.

Quando Regina, já recuperada, estava se levantando para pegar sua arma e ajudar a amiga, outro homem, que até então estava escondido, esperando o momento certo para ajudar o comparsa, mostrou-se e atirou duas vezes no peito de Mills, fazendo-a cair novamente no chão, agora desacordada.

Fora do cômodo, Emma, ao ver a cena, deu um grito de raiva, e com toda ira que teve no momento, por aquilo ter acontecido à sua parceira, conseguiu tirar o outro de cima de si, e novamente atirou nele, deixando-o imóvel no chão. Em seguida, pegou seu celular e ligou para a emergência. E após encerrar a ligação, algemou o louco caído ao chão. Enquanto o que atirou em Regina, estava apenas esperando que ela entrasse, para poder abordá-la também.

Quando a Sargento finalmente entrou no quarto, já preparada para ele, foi surpreendida com a arma já apontada para si. Mas para sua sorte, na hora do disparo, ela falhou. Então, aproveitando a vantagem, ela o acertou no peito. Segundos depois, ele caiu ao chão já sem vinda, mas por via das dúvidas, Emma o algemou também.

As duas vítimas que assistiram tudo de camarote VIP, estavam amarradas, e com alguns ferimentos na testa e sobrancelha. Mas fora isso, as mulheres estavam bem. Swan logo tratou de soltá-las, e depois correu ao encontro da amiga, que ainda estava caída ao chão.

— Regina? — Chamou-a, balançando-a pelos ombros. Todavia, não obtendo resposta. — Regina, não faz isso comigo, por favor. — Seus olhos já estavam marejados. Não obtendo resposta novamente, começou a analisar o corpo da mulher, começando por onde ela vira a amiga sendo atingida. Ao notar que não havia sangue algum por ali, suspeitou, e ao levantar a blusa dela, pôde perceber que havia um colete ali.

Suspirou pesadamente e sorriu. Mas ainda assim, algumas lágrimas acabaram descendo por seu rosto. Limpou-as desajeitadamente, e abriu mais um sorriso, aliviada por constatar que ela só estava inconsciente por causa do impacto dos projéteis em seu corpo. Não contendo a felicidade, abraçou-a. Abraçou-a o mais forte que podia e lhe deu um beijo terno em sua cabeça.

Sua morena estava bem.

•§•

— Assim que vocês forem liberadas, vão para o meu carro. Um dos agentes levarão vocês até o Departamento. — Informou Swan, para as duas vítimas.

— Por que precisamos ir até lá? — Indagou a mais velha, aparentemente assustada.

— Você precisa depor contra o suspeito. — A mulher negou com a cabeça, à resposta lhe dada. — Olha, não precisa ficar com medo, ele não fará mais nada a vocês. — A Sargento tentou acalma-la. — E o outro está morto. — Acrescentou.

— A senhora tem certeza? — Ela ainda estava receosa. Tinha medo que o homem quando saísse da prisão, fosse atrás delas para tentar algo novamente.

— Pode confiar. — Sorriu para a mulher e saiu de dentro da ambulância, deixando-as sozinhas com um paramédico.

— Senhorita Swan, o homem já está liberado, pode levá-lo. — Avisou outro paramédico. Ela assentiu e levou-o para um dos carros.

— Mike? — Chamou o homem que conversava com outro oficial. — Leve ele para o Departamento, e peça ao seu amigo, para levar as mulheres. — O homem assentiu. — Deixe esse louco o mais longe possível delas. — Pediu. — Ah, chame o resto do pessoal para fazer o que tem que ser feito por aqui. — Lembrou ao homem.

— E como está Mills? — Indagou antes que Emma se fosse.

— Eu não fui até ela ainda, vou acompanhá-la até o hospital. — Virou-se para ir embora, mas antes, lembrou-se de algo. — Avisa ao Graham. — Mike assentiu mais uma vez, e foi para o seu carro, e Emma seguiu para a ambulância que Mills se encontrava.

— Como ela está? — Quis saber, assim que entrou no veículo e se sentou no banco que tinha do lado da cama onde sua amiga estava deitada.

— Começaremos a examiná-la agora. — Informou um paramédico. Emma assentiu e pegou na mão da amiga.

O homem pegou uma tesoura e sem cerimônias, rasgou a blusa da policial. Emma se espantou com a ação. Com certeza, a morena não iria gostar nada de ter perdido sua blusa.

Em seguida, o rapaz retirou o colete, que continha duas perfurações, mostrando as duas marcas vermelhas e roxas deixadas pelos tiros, pelo o colo da morena. Ao ver sua amiga apenas de sutiã, e na cor preto, Emma corou, tossiu, tentando desviar os olhos, coçou a cabeça, mas não conseguiu tirar os olhos dos seios dela. Eram lindos, e bem convidativos. Sua boca salivou, e os lábios ficaram secos.

— Eu vi. — Sussurrou Mills, com os olhos entreabertos e um sorriso brincando em sua boca.

— Regina, que bom que você acordou. — Comentou Emma, meio desconcertada, tentando disfarçar. Ela sabia perfeitamente sobre o que sua amiga estava falando. — Está sentindo alguma coisa? Alguma dor? — Indagou preocupada, tentando mudar o assunto que sua amiga provavelmente começaria.

— Só um pouquinho. — Sussurrou.

— Onde está sentindo dor? — Indagou o rapaz, que estava procurando algo em uma maleta, para colocar nos machucados da morena.

— No abdômen e nas costas. — Rebateu, logo voltando sua atenção para a amiga. — Eu vi você olhando. — Repetiu sorrindo.

— Você me viu olhando o que? — Fingiu desentendimento.

— Você olhando para os meus peitos. — Falou o mais baixo possível, a última palavra, para que só Swan escutasse.

— Eu não estava olhando para os seus peitos. — Rebateu baixinho. Regina sorriu.

— Estava sim, que eu vi. — Rebateu sorrindo e voltou a fechar os olhos. — Pode olhar que eu deixo. — Sussurrou. Emma agradeceu de todas as formas possíveis, por Mills ter fechado os olhos naquele momento, e não ter visto seu rosto vermelho de vergonha.

Depois que o homem cuidou das marcas em seu colo, pediu para que esta se sentasse, o que foi uma verdadeira luta, por conta das dores que estava sentindo em seu abdômen e costas. Depois de várias tentavas, Regina conseguiu se sentar na maca e ficou de costas para o rapaz. Ficando bem de frente para Emma, que ainda tentava, em vão, desviar sua atenção do que realmente queria olhar.

— Você tem algumas escoriações aqui. — Avisou o rapaz. — Vou preparar uns curativos aqui, para colocar. — Informou novamente.

O homem preparou as gazes e saiu colocando em cada machucado da morena. Quando terminou o procedimento, avisou que ela não precisaria ir para o hospital, pois os primeiros socorros foram necessários para socorrê-la ali, e ela estava bem.

Como o homem teve que rasgar a blusa de Mills, Emma acabou dando a sua jaqueta para que ela usasse.

Pediram ao motorista para deixa-las por ali mesmo, e logo elas pegaram um táxi direto para a casa da morena, pois ela não podia passar o resto do dia usando a jaqueta de Emma, apesar de que gostaria muito.

Depois que Regina fez a troca de vestimenta, as duas foram direto para o Departamento. Pediriam ao Graham para ficarem fora de campo e apenas em suas salas o resto do dia, apenas dando ordens à equipe, por Regina ainda estar sentindo dores. Como o carro que as duas usam, acabou ficando no local do chamado, elas precisariam pedir a um dos agentes para busca-lo depois.

Notas finais
Espero que tenham curtido ;) Até o próximo! Sintam-se a vontade para me contar o que estão achando. Straight from the heart - Bryan Adams