Always by your side
12 Always
Notas iniciais
Após vários dias de repouso, já com o seu pé totalmente recuperado, Mills voltou ao trabalho. Estava encostada em seu carro de trabalho, braços e pernas cruzadas, ouvindo John Lennon baixinho, que tocava em seu celular, conversando com Eric e olhando para dentro de seu local de trabalho, onde Emma se encontrava conversando com Graham e Mike.
Desde a noite dos encontros, Emma vinha evitando Regina, e ela sabia muito o motivo disso tudo. Swan achava que ela tinha ido para cama com Luz, e estava provavelmente com raiva e ciúme.
Mesmo sabendo que não tinha motivos para se explicar e dá satisfação para Emma, já que a própria tinha tido um encontro, que de acordo com Regina, acabou no mesmo lugar que Emma achava que acabou o seu, e elas não tinham exclusividade, Mills estava decidida a acabar com aquilo. Não estava gostando nada de ver umas das suas pessoas favoritas no mundo, afastada de si, sem querer conversar consigo, sem querer lhe abraçar, sem olhar em seus olhos, evitando-a de toda forma possível. Nem gostava de ver a amiga triste com algo que ela fez. Queria sua amiga de volta. Ela se importava com a opinião da loira, gostava de agradá-la e não de decepcioná-la e nem deixá-la triste.
Decidida a chamar Emma para uma conversa série, encerrou a música que tocava em seu celular, guardou-o no bolso de sua calça, encerrou a conversa com Eric, e quando estava prestes a se desencostar do veículo, Killian Jones, chefe do corpo de bombeiros de Chicago, apareceu em seu campo de visão, parando de fronte a si, com um sorriso simpático no rosto.
— Boa tarde, senhorita Mills. — Cumprimentou de forma educada. Regina apenas abaixou um pouco a cabeça, como resposta. — Boa tarde, jovem. — Dirigiu-se a Eric.
— Boa tarde. — Eric balançou a cabeça em forma de cumprimento. — Bem, se me derem licença, tenho afazeres. — Regina e Killian assentiram para o rapaz e logo ele os deixou a sós.
— A Emma está por aqui? Está ocupada? — O chefe do corpo de bombeiros indagou. Nesse momento, Regina enxergou Killian do tamanho de uma formiga.
‘Sem dar uma resposta ao rapaz, Regina o pega pelo colarinho e o empurra na parede enquanto sorrir diabolicamente. Depois de empurrá-lo algumas vezes contra a mesma, enquanto ele grita “Me solta sua louca. Você tem problemas?” ela o joga contra o chão, pisa em sua garganta e o encara com os olhos arregalados.
— Quem você pensa que é para vir aqui em procura de Emma? Hein? — Pressiona seu pé no pescoço do rapaz, vendo-o ficar vermelho. — Swan não está livre, entendeu? — Ele nada respondeu. — Responda! — Gritou.
— Entendi. — Falou com dificuldade.
— Pare de vir atrás dela. — Deu a ordem. — Esqueça-a. Ela é muita areia para o seu caminhãozinho. — Sorriu.
Em seguida o levantou do chão e o empurrou contra o carro.
— Agora vamos ver se aprendeu a lição... Quem mesmo você veio ver?
— Ninguém... Ninguém... — Respondeu desesperado, levantando as mãos para o alto.
Antes que Regina pudesse fazer algo mais contra o rapaz, Graham e Emma chegaram aos dois e afastaram-na de Jones.‘
— Regina? — Killian chamou-a pela terceira vez. Estava ficando preocupado com a morena.
— Oi? — Indagou franzindo o cenho e olhando ao redor, percebendo que tudo que se viu fazendo com o homem a sua frente, não passara de uma imaginação. Por um instante ficou assustada. Nunca foi possessiva como acabou de se imaginar sendo, e muito menos passou dos limites com sua agressividade.
— Tudo bem? — Indagou preocupado. — De repente você ficou aérea e fazendo umas caretas. — Franziu o cenho.
— Sim, eu estou bem... — Respondeu rapidamente. — O que você perguntou mesmo? — Indagou sem muito interesse.
— Quero saber se a Emma está por aqui.
— Ah sim... Ela está lá dentro conversando com o Capitão Humbert. — Informou a contragosto.
— Obrigado. — Sorridente, o homem se afastou de Regina e entrou no Departamento.
Graham, ao ver Killian entrando e se dirigindo a Emma, juntamente com Mike, levanta-se e deixa os dois a sós. Em seguida, segue ao encontro de Mills, que estava do lado de fora.
— É... Parece que alguém perdeu a namoradinha. — O Capitão zombou enquanto encostava-se ao carro.
— Sai daqui Graham... — A Sargento suspirou pesadamente. — Vai encher a paciência de outro e me deixa em paz... E outra... — Levantou o dedo indicador. — Não somos namoradas. — Graham sorriu e se aproximou mais dela.
— Eu avisei para você parar de agir como uma adolescente na puberdade. — Relembrou-a com um tom de voz como se fosse “a consciência ou a voz da verdade” — Agora perdeu... — E então sorriu novamente.
— Já disse para sair daqui. — Falou de forma irritada. — Vai procurar uma bunda para olhar. — De onde estava, do lado de fora, Mills observava Killian falando algo enquanto Emma sorria. — Aproveita e procura uma bem masculina. — Acrescentou segurando o riso.
— Eu não gosto de homem. — Rebateu rapidamente. — E você sabe bem disso. — Disse sério.
— Não gosta? — Regina franziu o cenho teatralmente. —Tem certeza? — Encarou-o.
— Claro que tenho. — Respondeu rapidamente, sem titubear.
— E naquele dia que você estava flertando com um cara lá na Boystown? — Segurou a vontade de gargalhar ao ver o homem ficar pálido.
— Você sabe que eu estava bêbado. — Defendeu-se. Estava nervoso por saber que Regina ainda se lembrava do dia citado.
— Olha, eu não vou nem comentar mais nada, que é melhor. — Deu um sorrisinho vendo Graham semicerrar seus olhos e fuzilá-la. — Vai atrás de suas bundas, vai... — Pediu novamente. — De mulheres... — Acrescentou de forma irônica e sorriu mais uma vez.
Enquanto Killian ainda conversava com Emma e agora Graham conversava com Mike, Regina resolveu fazer uma coisa que há semanas dizia que iria fazer, e acabava esquecendo. Arrumar o porta-luvas. Aquela parte do carro estava sempre uma bagunça. Bagunça muitas vezes feita por ela mesma.
Depois de mostrar o dedo médio ao Graham por um comentário que ele fizera, ela abriu a porta do carona do veículo, e se sentou, logo abrindo o local que arrumaria.
Antes de começar a retirar os objetos bagunçados, para só então dar início a limpeza, ligou o som e “Always – Bon Jovi” começou a tocar.
Cantarolando algumas partes, Regina começou a retirada de diversas canetas, lápis, corretivo, borracha, blocos de notas, elásticos de amarrar o cabelo, copos descartáveis, diversos papéis de endereços e anotações de todo o tipo de assunto, capas de celulares, fones de ouvidos, embalagem de comida, papel higiênico, carregadores de celulares, pen drive, mais papéis e canetas, e camisinhas.
“Camisinhas?” Indagou-se mentalmente, encarando a embalagem.
No momento em que Regina viu seis pacotes de camisinhas, ela soltou tudo que estava na mão e passou a encarar a embalagem das mesmas.
— Por que raios têm camisinha aqui? — Indagou-se. — Eu não uso isso. — Fez uma careta. — E com certeza não fui eu quem colocou. — Olhou para fora do carro para ver se vinha alguém e logo voltou a encarar as camisinhas. — Somente Emma e eu usamos esse carro. — Fez uma pausa e pensou um pouco. — Faz muito tempo que Emma não fica com alguém senão eu, pelo que sei, e muito mais tempo que não fica com homens, pelo que sei também. — Ouviu passos e levantou a cabeça, observando Killian indo embora. Então a lâmpada em sua cabeça acendeu. — Será que...? — Arregalou os olhos com a possibilidade.
De repente, imaginou que Emma poderia estar transando com Killian e que, se tinha camisinhas no carro, é porque, provavelmente, em algum momento em que elas não estavam juntas, ela deve ter se encontrado com ele em algum hotel, motel, mata atlântica, floresta, praia, ou casa, e quem sabe até terem utilizado o carro. Quem sabe até o lugar onde ela estava sentada no momento.
Rapidamente deu um pulo e olhou para o assento, fez uma cara feia e num pulo abriu a porta, logo saindo do veículo. Jogou as camisinhas no banco do passageiro e foi até a amiga. Puxou-a para fora do lugar enquanto escutava-a resmungar sem parar, pedindo que ela a soltasse.
Regina a leva até um beco que tem nos fundos do Distrito e empurra, delicadamente, Emma na parede.
— Por favor, para de me ignorar. — Pediu, cruzando os braços. — Eu quero falar com você. — Disse de forma séria.
— Não acho que você tenha algo para me dizer. — Rebateu de forma irritada. A raiva e tristeza da noite dos encontros, voltando com força naquele momento.
— Pode me explicar por que tem camisinhas no carro? — Indagou, ignorando o que a amiga falara. — Por acaso está transando com aquele cara que acabou de sair daqui? — Suas emoções estavam loucas para se expressarem por seus olhos, mas ela não permitiria isso.
— E se eu estiver? Qual o problema? — Queria muito dizer que não estava e nem pretendia fazer nada disso com o rapaz, mas sempre que se lembrava do encontro de Regina, desistia.
— Eu sei o motivo para você estar agindo assim... — Murmurou ignorando as perguntas da loira e tentando afastar a imagem de Swan e Jones em momentos íntimos. Imaginava que suas respostas fossem apenas por ela estar achando que ela transou com Luz em seu encontro. — Deixa eu te contar o que aconteceu. — Pediu.
— Eu não quero ouvir, Regina. — Mentiu. Ela queria muito ouvir. — Você não me deve explicação alguma. — Sua voz saíra fraca. — Desencosta-se da parede pronta para sair dali, mas Regina a segura por trás e a prende em seu corpo.
— Mas eu quero explicar. — Insistiu, apertando-a mais contra si. — Sei que você está assim comigo porque acha que aconteceu algo comigo e a Luz naquele dia. — Afirmou novamente. — Sei que está com ciúme e com raiva. — Sussurrou em seu ouvido.
— Eu não estou com ciúme. Na verdade, eu não tenho ciúmes. —Afirmou de uma forma nada convincente enquanto tentava, em vão, se soltar.
— Não? — Indagou irônica arqueando a sobrancelha e segurando a vontade de gargalhar. — Por favor, apenas me escuta. — Pediu e dessa vez Emma não fez objeção de interrompê-la, mas ainda tentava se soltar. — Eu não transei com a Luz naquele dia. — Sussurra em seu ouvido, apertando-a novamente contra si. — Eu não transei com ela. — Repete.
Emma, que estava se debatendo nos braços da amiga, para de repente ao ouvir a informação. Ela não esperava ouvir aquilo. Esperava ouvir o contrário.
— Você não...? — Indaga sussurrante, confusa e surpresa.
— Nem um pouquinho. — Responde, também sussurrante e as duas acabam sorrindo da graça de Regina. — Você que transa com aquele homem e eu é que levo gelo? — Indagou retoricamente, sorrindo sem humor, virando-a finalmente para si.
— Eu também não transei com ele. — Rebateu baixinho, olhando no fundo dos olhos da morena. — Nem cheguei perto disso.
Regina nada responde. Prensa-a com mais força na parede e a beija com vontade, matando a saudade que sentia dos lábios da amiga.
— Então aquelas camisinhas estão no carro por...?
— Quando fui comprar um remédio para sua dor de cabeça na semana passada, o rapaz que me atendeu, estava fazendo propagando da marca, e as me deu. — Explicou-se fazendo o coração de Regina bater aliviado.
— Fico feliz que você não colocou a boca...
— Não termina, por favor. — Pediu rapidamente, em tom apavorado. Regina sorriu baixinho. — Fico feliz que você não tenha feito o mesmo. — Sussurrou, voltando a beijar a boca carnuda de Mills.
•§•
— Eu não vou assistir esse filme novamente com você, ainda mais no dia de hoje. — Era a quinta vez que Emma negava o pedido de Regina para assistirem Scream 4. Estavam na casa da morena. — Até porque já assistimos esse.
— Primeiro, qual o problema com o dia de hoje? — Indagou fingindo-se de inocente, segurando a gargalhada. — Segundo, não assistimos tudo, e terceiro, você nem conseguiu assistir das outras vezes, estava morrendo de medo. — Nesse momento fora atacada por uma almofada. — Ei... — Reclamou. — Não sei se você sabe, mas, às vezes, as almofadas, elas doem. — Pegou outra almofada e jogou com toda a força na loira, que tentou, em vão, se esquivar. — E eu não falei nada mais que a verdade.
— Eu não tenho medo de filmes FICTÍCIOS de terror. — Levantou-se rapidamente e correu até onde a morena estava, jogando-se sem cuidado algum, em cima dela, fazendo Regina contorcer-se de dor e soltar um gritinho. — Só dos que são baseados em fatos reais. — Acrescentou.
— Os baseados em fatos reais, os que têm espíritos, demônios, seriais killers, zumbis, bonecos assassinos, e todos os outros tipos existentes. — Zombou.
— Você está errada. — Fingiu estar irritada.
— Então me prova. — Desafiou-a.
Emma pensou por uns minutos, o que fez Regina sussurrar várias vezes: “medrosa”, até finalmente decidir.
— Ok! — Sentou-se na barrigada de Mills. — Pode colocar seu filme preferido.
— Sério? — Indagou incrédula. Emma assentiu, nervosa por dentro. — Obrigada! Obrigada! Obrigada! — Agradeceu toda eufórica. Deu um selinho na loira e tirou-a de cima de si, indo correndo colocar o DVD.
Em segredo, Regina mandou uma mensagem para Mike pedindo ajuda para pregar uma peça em Emma.
O combinado seria que, quando estivesse em certa parte do filme, ainda no começo, ela iria avisar ao Mike que ele já poderia ligar, de um número sem identificação, e dizer exatamente as palavras que o assassino do filme, dizia para a vítima: “Eu sou a última pessoa que você verá na sua vida.”
Segurando o riso, Regina se levantou do sofá assim que o filme começou e disse que ia ao banheiro. Mas, ao passar pelo portal da sala, mudou o trajeto e foi para a cozinha.
Ao adentrar o cômodo, foi até os armários e pegou algumas vasilhas de plástico e panelas, colocou tudo em cima da mesa e arrumou de forma que ficasse mal colocado para em algum momento cair e fazer barulhos. Depois de arrumar tudo em cima da mesa, foi até a janela e a abriu, torcendo para que ventasse e ela pudesse fazer mais barulhos e assim derrubar os plásticos que estavam em cima da mesa. Depois pegou um facão, o sujou com ketchup e o jogou janela a fora, para depois pegá-lo.
Em seguida voltou para a sala e se sentou ao lado da loira, que estava bastante concentrada no filme.
Dez minutos depois, chegou a cena que Regina queria. Rapidamente ela mandou um “OK” para Mike para que ele pudesse fazer o combinado.
Um minuto depois e o telefone da loira tocou. Exatamente no momento da cena do filme.
— Não vai atender? — Regina indagou inocente, ao ver que a amiga não se mexera.
— Estou com preguiça de me levantar para pegar o celular. — Disse sem desviar o olhar da TV. A verdade é que estava com medo, pois justo quando o telefone no filme tocou, o dela também.
— Preguiçosa! — Balançou a cabeça negativamente e se levantou, indo pegar o telefone que estava na poltrona. — Toma. — Estendeu para ela pegar o aparelho, que o fez com as mãos tremendo. — Tudo bem? — Indagou preocupada ao perceber as mãos trêmulas da loira. Emma apenas assentiu.
— É privado. Odeio atender privado. — Comentou antes de atender. — Alô? — Ninguém respondeu. — Alô?
— Quem é? — Perguntou Regina, fingindo inocência. Emma murmurou um “não faço ideia.” — Coloca no alto falante. — Pediu e a Sargento atendeu o seu pedido.
— Alô? — Repetiu.
— Alô. — Uma voz grossa respondeu.
— Quem é? — Perguntou de forma impaciente.
— Um amigo.
— Posso saber o nome?
— Não. — Respondeu simplesmente.
— Olha, eu não tenho tempo para brincadeiras. — Disse irritada, preparando-se para encerrar a ligação.
— Não desligue essa ligação, senão morrerá. — O coração de Emma foi a mil.
— O que? Quem é você afinal?
— A última pessoa que você verá na sua vida. — Sem responder nada, Emma desligou o celular e o jogou na poltrona.
— Que merda é essa? — Indagou para Regina. — Isso é coisa sua, não é? — Perguntou irritada.
— O que? Como assim? Está louca? — Usou seu tom mais sério, mas não aguentando, Regina acabou caindo na gargalhada, o que a fez se entregar mesmo sem falar nada.
— Sua cara está te entregando. — Rapidamente pegou uma almofada e bateu em Regina. — Eu não sei como você fez isso, mas eu vou te matar.
E então Regina se levantou do sofá num pulo e saiu correndo para a cozinha, porém não ficou lá, saiu pela janela e se escondeu no quintal.
Nesse momento, as panelas que ela tinha arrumado começaram a cair e fazer barulho, e em seguida, a janela bateu com força por causa do vento.
Ao ouvir os barulhos, Emma deu um grito, o que fez Regina sorrir de onde estava.
— Regina...? — Gritou pela amiga. — Para com isso. — Pediu, aproximando-se devagar da cozinha, de onde tinha vindo o barulho. — Regina... Eu sei que foi você. Pode parar com isso.
Ao chegar no cômodo, Emma encontrou as panelas jogadas ao chão, e numa velocidade impressionante, pegou tudo e colocou em cima da mesa novamente. Foi até a janela e olhou para fora, imaginando que Regina poderia estar ali, mas a morena já tinha ido para outro lugar.
Enquanto fechava a janela, ouviu mais barulhos, vindos da sala agora. Regina havia derrubado alguns objetos para poder assustá-la.
— Reginaaa! — Gritou desesperada. — Para com essa brincadeira. — Seu coração batia acelerado e já se sentia fraca de tão nervosa.
Seguiu lentamente até a sala, e antes que pudesse chegar, um facão melado de ketchup foi jogado perto de si.
Outro grito.
Não aguentando mais, Emma saiu da cozinha, seguindo pela sala, de onde o facão tinha sido jogado, abriu a porta e começou a correr desesperada.
Nesse momento, vendo o que aconteceu, Regina saiu de seu esconderijo, na sala, e correu atrás da loira, que já estava quase chorando de medo.
— Ei... — Gritou pela loira que corria desesperada pela rua, que por sorte, não tinha ninguém. — Emma! — Gritou, segurando o sorriso e tentando soar séria. — Emma! — Finalmente alcançou-a e a agarrou pelas costas, fazendo-a parar. — Emma, foi só uma brincadeira. — Apertou-a contra si, passando segurança. — Calma. — Pediu, sentindo o coração da amiga bater desgovernado.
— Eu vou matar você por isso. — Falou irritada, tentando, em vão, se soltar dos braços da morena. — Você vai ficar um ano sem sexo comigo.
— Aí você está forçando a barra. — Soltou-a e virou-a de frente para si. — Desculpa minha loira, foi só uma brincadeira... Hoje é Halloween... Doces ou travessuras. — Sorriu amarelo.
— Você é uma idiota. — Começou a batê-la nos braços. — Idiota. Idiota. Idiota.
— Que você adora, que eu sei. — Falou convencida. Segurou os braços da amiga e roubou um selinho dela. — Vamos voltar... Estamos perdendo o filme.
— Eu não vou mais assistir aquela merda. — Cruzou os braços.
— Eu prometo ficar quieta. — Fez biquinho. — Por favor. — Juntou as mãos.
— Se você fizer uma brincadeira a mais, o papo de sexo vai ser real. — Ameaçou e saiu a passos largos na frente da Sargento, que sorria da cara da loira.
•§•
O filme já estava no final, Emma quase dormia nos braços de Regina. Estavam deitadas no sofá, com Regina atrás, abraçando-a e Emma na frente.
— Ei, vamos para cama. — Sussurrou no ouvido da loira dando leves beijos em seu pescoço.
— Hmmm... Está tão bom aqui. — Sussurrou manhosa, virando-se de frente para Mills.
— Na cama pode ficar melhor ainda. — Sugeriu, beijando suavemente seus lábios.
De repente um barulho na cozinha faz as duas se afastarem e olharem na direção de onde viera.
— Regina, você me prometeu que pararia com isso. Está mesmo querendo ficar sem sexo? — Indagou já irritada, levantando-se.
— Emma, eu juro que dessa vez não foi eu. — Respondeu alarmada. — Eu vou olhar o que é... — Levantou-se do sofá e seguiu lentamente até a cozinha, preparada para qualquer coisa. Dessa vez, não era nada planejado dela.
— Se for mais uma das suas brincadeiras... — Disse Emma atrás de si.
— Não é... Dessa vez é sério... Não é. — Pegou a faca que jogara para assustar Emma e entrou na cozinha.
Quando viu do que se tratava o barulho, começou a gargalhar. Emma sem entender nada, adentrou mais a cozinha para saber o que era, e ao ver um gatinho andando por entre as panelas que ela tinha colocado em cima da mesa, começou a rir também.
— Não acredito que ficamos assustadas com um gatinho. — Disse Swan entre risos.
Ainda sorrindo por causa do gatinho, arrumaram toda a bagunça que Regina tinha feito, desligaram o DVD e seguiram para a cama, entre beijos e amassos.
•§•
Depois de mais uma rodada de sexo naquela noite, estavam agora em silêncio, desfrutando da companhia uma da outra. Cada uma com seus pensamentos. Emma estava deitada de lado e Regina atrás de si, fazendo carinho em seus braços com as pontas dos dedos, e dando leves beijos em seu ombro e bochecha. Seus corpos estavam cobertos até a cintura com o lençol.
Depois de respirar fundo, pensar bastante no assunto e criar coragem, Emma resolveu falar com Regina sobre o que vinha martelando há algum tempo em sua mente.
— Regina... — Chamou-a baixinho, pela possibilidade dela estar dormindo, mesmo com seus dedos subindo e descendo por sua pele.
— Hmm... — Murmurou beijando os braços da loira, mostrando que estava bem acordada ainda.
— Eu... — Respirou fundo mais uma vez. — Eu não quero mais ficar desse jeito que estamos ficando. — No mesmo instante, Regina parou de fazer o que fazia. Mas, antes que a mesma pudesse perguntar o que ela quis dizer com aquilo, Swan virou-se de frente para Mills e continuou: — Não quero mais ter que te dividir com alguém... Eu quero exclusividade.
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